O túmulo de Jesus

Daqueles que não acreditam em Ti e na Tua Ressurreição...
Daqueles que não respeitam o Teu Nome, nem a Tua Igreja...
De todos nós...
Senhor, tem compaixão!
Foto: Túmulo vazio de Cristo na Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém

Daqueles que não acreditam em Ti e na Tua Ressurreição...
Daqueles que não respeitam o Teu Nome, nem a Tua Igreja...
De todos nós...
Senhor, tem compaixão!
Foto: Túmulo vazio de Cristo na Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém
Labels: Oração, Páscoa, Ressurreição
A Quaresma, entre outros sentidos, recorda os 40 dias de Jesus no deserto, 40 dias de solidão, de silêncio e de oração.
Labels: Oração, Penitência, Quaresma
Como aplicar os ensinamentos da Igreja sobre a Quaresma, e como a Quaresma pode influenciar realmente, e não somente exteriormente, a nossa existência?
Vivemos hoje numa sociedade mais urbana, até as aldeias vivem ao ritmo citadino, uma sociedade tecnológica, plural nas crenças religiosas e secular na sua visão do mundo.
A Quaresma já não é tão “visível”como noutros tempos.
No entanto, a Igreja convida-nos a encontrar outro ritmo, outro estilo de vida que se sintonizam com os objectivos deste tempo quaresmal…encontrar uma força espiritual na realidade quotidiana da nossa existência.
A Quaresma pode assim ser um momento privilegiado na procura do sentido, como vocação e apelo de Deus, da vida profissional, da relação com os outros, da amizade, da responsabilidade. Não existe nenhuma profissão, nenhuma vocação que não possa ser transformada, não em termos de maior eficácia ou melhor organização, mas em termos humanos.
Se a Quaresma pode ser para o homem uma redescoberta de ele próprio e da sua vida, ela deve ser ainda mais redescoberta da sua fé, do seu sentido divino e sagrado.
Será certamente neste contexto que se situa o verdadeiro sentido do jejum…muito debatido nos blogs e sites católicos neste início de Quaresma.
Eis algumas reflexões que surgiram das minhas leituras sobre o tema.
Abstendo-nos do alimento, redescobrimos a sua doçura e fineza que os excessos, a gula e a glutonaria destroem.
Reaprendemos a recebê-lo de Deus com alegria e gratidão, Ele que criou o alimento dos homens, “fruto da terra e do seu trabalho para que se tornem pão de vida.”
O alimento não é o único aspecto da vida do homem sujeito ao jejum. A música, o tempo frente à televisão, computador, Internet, os divertimentos, as conversações superficiais devem também ser reduzidos, redescobrindo assim o valor verdadeiro das relações humanas, do trabalho do homem e da sua arte.
E tudo isso é redescoberto porque redescobrimos o próprio Deus. Voltaremos, pela oração e na relação íntima de Pai e filho, para Ele, e n’Ele, a tudo o que Ele nos deu no seu amor.
Convido cada um, neste grande potencial do conhecimento que é a Internet, a procurar lindos textos sobre o valor e a riqueza do jejum e da ascese cristã como meditações quaresmais…ajudarão certamente todos os que têm sede de Deus a preparar ao longo destes 40 dias a grande festa da Páscoa.
Labels: Jejum, Penitência, Quaresma


Labels: Paixão e Cruz, Quaresma
“Empreendemos, de facto, o caminho da Quaresma, tempo de escuta da Palavra de Deus, de oração e de penitência. São quarenta dias nos quais a liturgia nos ajudará a reviver as fases destacadas do mistério da salvação. (…)
A Quaresma é uma oportunidade para «voltar a ser» cristãos, através de um processo constante de mudança interior e de avanço no conhecimento e no amor de Cristo. A conversão não acontece nunca de uma vez por todas, mas que é um processo, um caminho interior de toda nossa vida. (…)
Mas, o que é, na verdade, converter-se? Converter-se quer dizer buscar Deus, caminhar com Deus, seguir docilmente os ensinamentos de seu Filho Jesus Cristo. (…)
Conversão consiste em aceitar livremente e com amor que dependemos totalmente de Deus, nosso verdadeiro Criador... que dependemos do amor. (...)
Converter-se significa, portanto, não perseguir o êxito pessoal, que é algo que passa, mas, abandonando toda segurança humana, seguir com simplicidade e confiança o Senhor, para que Jesus se converta para cada um, como gostava de dizer a beata Teresa de Calcutá, em «meu tudo em tudo». (...)
A liturgia quaresmal, ao convidar-nos a reflectir e rezar, estimula-nos a valorizar mais a penitência e o sacrifício, para rejeitar o pecado e o mal e vencer o egoísmo e a indiferença. A oração, o jejum e a penitência, as obras de caridade para os irmãos se convertem, deste modo, em caminhos espirituais que devem ser percorridos para voltar a Deus em resposta aos repetidos chamados à conversão. (…)
Que a Virgem Maria, que após ter compartilhado a paixão dolorosa de seu Filho divino, experimentou a alegria da ressurreição, acompanhe-nos nesta Quaresma rumo ao mistério da Páscoa, revelação suprema do amor de Deus.
Boa Quaresma a todos!”
Labels: Conversão, Penitência, Quaresma
Labels: Conversão, Penitência, Quaresma
O ano passado, no quadro da actividade pastoral da minha paróquia, foi distribuido uma pagela sobre o tempo da Quaresma que ajudou certamente aqueles que a leram a lembrar, ou para alguns descobrir, o sentido e como viver este tempo litúrgico que marca fortemente a vida dos cristãos. Para vos ajudar...
1. O que é a Quaresma?
O tempo da Quaresma é o período de 40 dias, ao longo dos quais a Igreja propõe aos fiéis o exemplo de Cristo no deserto, e convida-os a preparar, com espírito de penitência, a celebração da Páscoa.
2. O que é a penitência?
A penitência é o conjunto de actos interiores e exteriores de uma pessoa, em visto à reparação dos pecados cometidos e à mudança de vida.
3. Como se manifesta a penitência?
A Sagrada Escritura e a Tradição da Igreja recomendam o jejum, a oração e a esmola como formas de penitência.
4. Quais são os dias e tempos de penitência?
Todas as 6ª-feiras do ano e o tempo da Quaresma.
5. Quando ocorre a Quaresma?
A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina antes da Missa da Ceia do Senhor (5ª-feira Santa).
6. O que é a Quarta-feira de Cinzas?
É o início da Quaresma, dia de jejum e abstinência, no qual se recebe na Missa, as cinzas dos ramos benzidos no Domingo de Ramos do ano precedente.
7. O que simbolizam as cinzas?
As cinzas simbolizam a condição mortal e pecadora de quem as recebe, e que com humildade e sinceridade de coração, deseja converter-se e acreditar no Evangelho.
8. Quais são os frutos de uma “boa” Quaresma?
Se a Quaresma for bem vivida, consegue-se uma verdadeira conversão e a melhor preparação para a celebração da festa mais importante do ano: a Páscoa da Ressurreição do Senhor.
9. O que é a conversão?
A conversão é a reconciliação com Deus, que exige o arrependimento, a confissão dos pecados e o firme propósito de mudar tudo o que não agrada a Deus.
10. Como conseguir a conversão?
1- Aproximar-se do Sacramento da Reconciliação (ou Penitência) e fazer uma boa confissão.
2- Ultrapassar as discórdias pelo perdão e crescer no espírito fraterno.
3- Praticar as Obras de Misericórdia.
11. Quais são as obrigações de um católico na Quaresma?
O cristão católico deve cumprir o preceito do jejum e da abstinência, a confissão e a comunhão anual.
12. Em que consiste o jejum?
O jejum consiste em fazer uma única refeição diária, e uma alimentação ligeira às horas das outras refeições.
A lei do jejum é obrigatória em 4ª-feira de Cinzas e na 6ª-feira Santa, para todos os maiores de idade até aos 59 anos. Os doentes estão dispensados.
13. Em que consiste a abstinência?
A abstinência consiste em escolher uma alimentação simples e pobre, e renunciar ao luxo e ao esbanjamento. Tradicionalmente (e recomendável), a abstinência é de carne, mas poderá ser substituída pela privação de outros alimentos e bebidas. A partir dos 14 anos, todos os fiéis são obrigados a cumprir a lei da abstinência à 6ª-feira.
15. Recomenda-se juntar ao jejum, as outras formas de penitência?
É aconselhável aos cristãos não limitar-se a uma só forma de penitência mas antes a praticá-las todas, pois o jejum, a oração e a esmola completam-se em ordem à caridade.
16. Como cumprir o preceito penitencial na oração?
Através de exercícios de oração mais prolongados e generosos, tais como: a Via-Sacra, o Rosário, a participação na Missa, a leitura prolongada da Bíblia...
17. E o que se refere à esmola?
Pode-se cumprir este preceito através da partilha de bens materiais com quem necessita, segundo as posses de cada um, significando uma verdadeira renúncia a algo que se tem ou a gastos dispensáveis (tabaco, álcool etc...). A Sagrada Escritura diz-nos: “A caridade cobre uma multidão de pecados” (1Ped 4, 8)
18. A Quaresma, a penitência, o jejum, a oração, a esmola serão assim tão necessários?
A Igreja pede aos fiéis de fazer penitência, não para castigá-los, mas para ajudá-los a mudar. É uma maneira de convidá-los a deixar o orgulho, o egoísmo e a discórdia que impedem a comunhão com Deus e com o próximo.
A Quaresma é assim o tempo ideal para fazer surgir em nós o homem novo que nasce da morte e ressurreição de Cristo.
Labels: Quaresma

“Enquanto Jacinta parecia preocupada com o único pensamento de converter pecadores e livrar as almas do Inferno, ele (Francisco) parecia só pensar em consolar Nosso Senhor e Nossa Senhora, que lhe tinha parecido estarem tão tristes.”
Irmã Lúcia
"O debate do referendo esteve centrado na justeza de um projecto de lei que, ao procurar despenalizar, acaba por legalizar o aborto. A partir de agora o nosso combate pela vida humana tem de visar, com mais intensidade e novos meios, os objectivos de sempre: ajudar as pessoas, esclarecer as consciências, criar condições para evitar o recurso ao aborto, legal ou clandestino.(…)
A mudança de mentalidade interpela a nossa missão evangelizadora, de modo particular a evangelização dos jovens, das famílias e dos novos dinamismos sociais. Toda a missão da Igreja tem de ser, cada vez mais, pensada para um novo contexto da sociedade. São necessárias: criatividade e ousadia, na fidelidade à missão da Igreja e às verdades evangélicas que a norteiam.(...)
A luta pela vida, pela dignificação de toda a vida humana, é uma das mais nobres tarefas civilizacionais. Não será o novo contexto legal que nos enfraquecerá no prosseguimento desta luta. A Igreja continuará fiel à sua missão de anúncio do Evangelho da vida em plenitude e de denúncia dos atentados contra a vida."
Labels: Aborto, Vida Humana
A amizade de Jesus e de Carlos de Foucauld
A minha reflexão sendo exposta, tenho que escolher 5 pessoas para também elas exprimirem-se sobre a amizade.
Os 3 primeiros foram escolhidos à sorte em blogues linkados no meu...abrindo-me assim ao conhecimento de novas pessoas neste mundo virtual.
Os dois últimos são "visitadores e visitados" frequentes do "Sede de Deus"
Labels: Amor
Labels: Amor, Carlos de Foucauld
“A prática mais santa e mais necessária na vida espiritual é a Presença de Deus.
É agradar e acostumar-se na divina companhia, detendo-se amorosamente com Ele em todo o tempo, em todos os momentos, sem regras nem medida, sobretudo na hora da tentação, da tristeza, da aridez, do desgosto e mesmo da infidelidade e do pecado.”
“Devemos durante o nosso trabalho e as outras acções, até durante as nossas leituras e redacções, mesmo espirituais, e digo mais: durante as nossas devoções exteriores e orações vocais, parar algum tempo, o mais frequente que possamos, para adorar a Deus no fundo do nosso coração, saboreá-Lo de passagem, fortuitamente. Porque sabeis que Deus está presente diante de vós durante as vossas acções, que Ele está no fundo e no centro da vossa alma, porque não cessar ao menos de tempo a tempo as vossas ocupações exteriores, e mesmo as vossas orações vocais, para adorá-Lo interiormente, louvá-Lo, suplicá-Lo, oferecer-Lhe o vosso coração e agradecer-Lhe? Que mais pode haver de mais agradável a Deus do que deixar assim, inúmeras vezes ao dia, todas as criaturas, para se retirar e adorá-Lo no seu interior…para gozar um só instante o Criador? Pois assim destrói-se o amor-próprio, que não pode senão sobreviver no meio das criaturas, de que estes regressos interiores a Deus nos livram insensivelmente!”
“Será conveniente para aqueles que iniciam esta prática, de formular interiormente algumas palavras, como: ‘Meu Deus, sou todo vosso’; ‘Deus de amor, amo-Vos de todo o meu coração’; ‘Senhor, conformai-me ao vosso Coração’ ou qualquer outra palavra que o amor produzirá na hora.”
“Pela Presença de Deus e por este olhar interior, a alma familiariza-se com Deus de tal maneira que ela passa quase todo o seu tempo em actos contínuos de amor, de adoração, de contrição, de confiança, de acção de graças, de oferenda, de súplica e das mais excelentes virtudes. Às vezes, até chega a ser um único acto que não acaba mais, porque a alma está sempre num exercício contínuo desta divina Presença.“
“A presença de Deus é a vida e o alimento da alma, que se pode alcançar com a graça de Deus.”
Labels: Lourenço da Ressurreição, Oração, Vida em Deus
Hoje, um pouco por todo o mundo, é festejado o Dia dos Namorados, o Dia de São Valentim (provavelmente um mártir romano do século III que celebrava casamentos às escondidas).
Quer queiramos, quer não, em Portugal, esta efeméride é essencialmente uma festa importada e comercial. O nosso país não tem tradições vincadas à volta do 14 de Fevereiro como outras nações (França e Inglaterra).
Mas a intenção de tal celebração tem o seu lado positivo. Afinal, trata-se de comemorar o amor entre duas pessoas, que acreditam e desejam a construção de um futuro comum.
No entanto, no calendário litúrgico da Igreja, assinale-se hoje, a festa de São Cirilo e São Metódio, dois irmãos que pregaram o Evangelho nas sociedades eslavas do século IX, inventando o alfabeto cirílico para anunciar Cristo. Foram proclamados por João Paulo II, co-padroeiros da Europa, juntando-se assim a São Bento.
Pouco tempo depois, Santa Brígida de Suécia, Santa Catarina de Sena e Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) reuniram-se aos três santos homens no patronato do Velho Continente.
Estes dois irmãos eslavos representam assim o segundo pulmão da Igreja na Europa…uma Europa que até bem pouco tempo estava dividida, mas que agora, se une na sua diversidade, em aspectos económicos, sociais, culturais e também religiosos, enriquecendo e inspirando assim de um novo alento um continente inteiro.
No nosso Velho Continente que parece esvaziar-se dos valores cristãos, é bom recordar as palavras de João Paulo II, que há uns anos atrás, desafiava a Europa a não temer a voz do Evangelho que interpela os corações :
“Não temas! O Evangelho não é contra ti, mas a teu favor. Confirma-o a constatação de que a inspiração cristã pode transformar a agregação política, cultural e económica numa convivência onde todos os europeus se sintam em casa própria e formem uma família de nações, na qual se possam frutuosamente inspirar outras regiões do mundo.
Tem confiança! No Evangelho, que é Jesus, encontrarás a esperança sólida e duradoura por que anseias. É uma esperança fundada na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Esta vitória, quis Ele que te pertencesse para tua salvação e alegria.
Podes estar certa! O Evangelho da esperança não desilude! Nas vicissitudes da história de ontem e de hoje, é luz que ilumina e orienta o teu caminho; é força que te sustenta nas provações; é profecia de um mundo novo; é indicação de um novo início; é convite a todos, crentes e não crentes, para traçarem caminhos sempre novos que desemboquem na «Europa do espírito» a fim de fazer dela uma verdadeira «casa comum» onde haja alegria de viver.”
Labels: Europa, João Paulo II, Rostos
Há pessoas que nos dizem muito. Se calhar, não dizem nada ao resto do mundo, mas para nós, elas são fonte de inspiração. Num post anterior, já tinha partilhado convosco a minha admiração pelo irmão universal, o Beato Carlos de Foucauld...hoje, apresento-vos um irmão carmelita, Lourenço da Ressurreição, que experimentou a Presença de Deus na vida do dia a dia. Ele fez dos pequenos actos e pensamentos quotidianos um encontro com o seu e meu Senhor.
Nicolau Herman (Lourenço da Ressurreição), nasceu em 1614, em Hériménil, Lorena (actual região do mesmo nome do Nordeste Francês), numa família profundamente cristã.
Aos 18 anos, num dia de Inverno, olhando a natureza despojada, pensando que dentro de pouco tempo as árvores desfolhadas voltariam a florescer, Nicolau é iluminado por uma evidência e uma simplicidade imediatas, percebendo que na base desse processo anual, existe um Ser pessoal, inteligente e cheio de amor. Então, a sua fé em Deus se personifica, recebendo essa graça da Providência e do poder de Deus, que admitirá mais tarde, nunca se ter apagado de sua alma.
Este mesmo ano, a Lorena era ocupada pela França, e o Duque Carlos IV, expulso do seu país, juntou tropas para reconquistar as suas terras. Nicolau alistou-se no exército do Duque de Lorena. Nessa Guerra de Trinta Anos, tristemente célebre pela crueldade desumana, os soldados não recuavam diante de pilhagens ou qualquer género de violência. Mais tarde, Nicolau lastimará o seu passado, deplorando os seus pecados diante de Deus. Se ignoramos naquilo que consistiam verdadeiramente, o que é certo é que a precedente graça tinha desaparecido da sua vida. Duas vezes se encontrará diante da morte; finalmente uma ferida o obrigará a deixar as armas aos 21 anos.
O tempo da cura para o corpo, foi-o também para a alma; e a experiência vivida aos 18 anos voltou à tona. Então resolveu entregar-se a Deus e mudar a conduta passada. Adoptou algum tempo a vida de eremita com outro companheiro. Mas, desconcertado ao ver que ele passava da alegria à tristeza, da paz à tribulação, do fervor à ausência de devoção, não perseverou neste caminho. Foi então para Paris onde foi mordomo na casa do senhor Fieubert, onde ele dirá ter sido “um pesadão que quebrava tudo.”
É aí que o Convento dos Carmelitas da rua Vaugirard (hoje, Instituto Católico) começou a atraí-lo; e mais, um dos seus tios era da Ordem. Nicolau decide aos 26 anos pedir a entrada como irmão converso (não sacerdote), e tomou por nome Irmão Lourenço da Ressurreição. Lourenço era o nome do santo patrono da sua paróquia natal; Ressurreição lhe recordara talvez o renascimento da árvore despojada a quando dos seus 18 anos.
Primeiro, foi cozinheiro ao longo de 15 anos, depois sapateiro do seu convento; após dez anos de penosa caminhada, num sentimento doloroso por causa dos seus pecados, um acto de abandono determinante o liberta, e pouco a pouco, faz-o encontrar o seu próprio caminho espiritual: viver o trabalho como tempo de oração, as tristezas, como as alegrias, na “Presença de Deus”; transformando todas as suas ocupações à “maneira de pequenas conversas com Deus, sem prever, como calhar…sem necessidade de delicadezas, estar com bondade e simplicidade.” O único método da vida espiritual do Irmão Lourenço foi de certo modo o exercício da Presença de Deus que consistiu em “agradar e acostumar-se na divina companhia, detendo-se amorosamente com Ele em todo o tempo.” Assim, a alma é conduzida “insensivelmente a este simples olhar, a esta visão amorosa de Deus em tudo, que é a mais santa e mais eficaz maneira de oração.” “Na via de Deus, os pensamentos são tidos em conta como pouco, o amor faz tudo.” O encanto do Irmão Lourenço atrai numerosas pessoas que lhe vem pedir conselhos: é assim que as suas cartas ou notas dados oralmente chegaram até nós.
No início de 1691, o Irmão Lourenço adoece. Como o seu mal aumentava, deram-lhe o Sacramento dos Enfermos. A um religioso que lhe perguntara o que ele fazia e com que ocupava o seu espírito, ele respondeu: “Faço o que farei na eternidade, bendigo a Deus, louvo a Deus, adoro e amo-O de todo o coração, eis o nosso trabalho, meus irmãos, adorar a Deus e amá-l’O, sem se preocupar do resto.” Depois, com a paz e a tranquilidade de alguém que adormece, o Irmão Lourenço morre em 12 de Fevereiro de 1691, aos 77 anos.
Pouco tempo depois, o abade José de Beaufort, vigário geral do cardeal de Noailles, e amigo do carmelita sapateiro ao longo de um quarto de século, fez conhecer a mensagem de Lourenço em duas obras biográficas que, em 1991, foram publicadas numa edição crítica. Selado com o selo da simplicidade e da verdade, essa mensagem não envelheceu em três séculos.
A prática da Presença de Deus, como maneira orante, aconselhada pelo Irmão Lourenço, valeu-lhe uma irradiação inter-confessional. A sua espiritualidade do dever de estado faz com que todos os estados de vida nele se encontrem. Se a sua insistência sobre as virtudes teologais, fé, esperança e caridade, lembram os ensinamentos de São João da Cruz, a locução de Lourenço denuncia uma familiaridade com Santa Teresa de Jesus, recordando em particular a “oração recolhida, de meditação”. Enfim, o quietismo não teve nenhuma influência nele: o seu abandono confiante inscreve-se na colaboração da alma à obra divina, e, a ascese como meio de dispor o corpo e o espírito ao encontro do Deus vivo.

Labels: Lourenço da Ressurreição, Rostos, Santidade
“No dia 11 de Fevereiro de 2007, quando a Igreja celebra a memória litúrgica de Nossa Senhora de Lurdes, será comemorado em Seul, na Coreia, o XV Dia Mundial do Doente. (…)
Gostaria de encorajar os esforços envidados por aqueles que trabalham diariamente para assegurar que os enfermos incuráveis e terminais, juntamente com as respectivas famílias, recebam o adequado cuidado amoroso. Seguindo o exemplo do Bom Samaritano, a Igreja manifestou sempre a sua especial solicitude pelos enfermos. Através dos seus membros individualmente e das suas instituições, ela continua a estar ao lado dos que sofrem e a assistir os moribundos, enquanto procura salvaguardar a sua dignidade nestes momentos significativos da existência humana. (…)
Agora dirijo-me a vós, meus queridos irmãos e minhas amadas irmãs que sofreis de doenças incuráveis e terminais. Encorajo-vos a contemplar os sofrimentos de Cristo crucificado e, em união com Ele, a dirigir-vos ao Pai com completa confiança de que toda a vida e de maneira particular as vossas vidas estão as suas mãos. Tende a certeza de que os vossos sofrimentos, unidos aos de Cristo, hão-de ser úteis para as necessidades da Igreja e do mundo. Peço ao Senhor que fortaleça a vossa fé no seu amor, de forma especial durante estes momentos de prova que vós estais a experimentar. (…)
Que a Bem-Aventurada Virgem, nossa Mãe, conforte as pessoas que estão doente e assista todos aqueles que têm dedicado a própria vida, como Bons Samaritanos, para curar as feridas físicas e espirituais de quem sofre.”

Labels: Bento XVI, Vida Humana
"Não mates nem estragues, porque, como não sabes o que é a vida, excepto que é um mistério, não sabes que fazes matando ou estragando, nem que forças desencadeias sobre ti mesmo se estragares ou matares."
Labels: Aborto, Vida Humana

Nasceu em Magenta perto de Milão em 4 de Outubro de 1922.
Joana (Gianna) era a décima de 13 filhos e foi educada por pais piedosos que a ensinaram que a vida era um grande presente de Deus para ser abraçado.
Na adolescência e depois adulta, foi membro da Sociedade São Vicente de Paulo e voluntária no trabalho com pobres e idosos. Estudou e conseguiu formar-se em medicina e cirurgia na Universidade de Pávia em 1949. Especializou-se em pediatria na Universidade de Milão em 1952, e atendia com especial atenção mães, crianças, idosos e pobres.
Alguns pensavam que tão boa cristã iria entrar para um convento, mas após varias reflexões, Joana viu que a sua vocação era o casamento, cooperando com Deus em “formar uma verdadeira família cristã”.
Em 24 de Setembro de 1955, casou-se com Pietro Molla. Joana não era uma santa comum. Alegremente abraçou o casamento e soube lidar com as suas obrigações de mulher de carreira, esposa e mãe. Em Novembro de 1956 , deu à luz ao Pierluigi , em Dezembro de 1957, à Mariolina, e em Julho de 1959, à Laura.
Em Setembro de 1961, no segundo mês da quarta gravidez, descobriu-se que ela tinha um fibroma no útero. Era necessária uma cirurgia e como médica, ela estava perfeitamente consciente dos riscos de continuar a sua gravidez, mas ela pediu ao cirurgião para salvar o filho que ela carregava e entregou-se nas mãos de Deus. Passou os sete meses seguintes na alegria dos seus afazeres de mãe e médica, mas também preocupada com o bebé que podia nascer com problemas. Para prevenir isso, orou muito a Deus.
Alguns dias antes da criança nascer, embora confiante na Divina Providencia, Joana estava decidida a dar a sua vida para salvar a da criança. “Se precisarem decidir entre mim e a criança, escolham a criança”, insistiu ela ao seu médico.
Assim nasceu uma menina, Gianna Emanuela, na manhã de 21 de Abril de 1962. Apesar de todos os esforços para salvar a mãe, Joana veio a falecer uma semana depois, com horríveis dores. Adormeceu no Senhor no dia 28 de Abril dizendo: “Jesus, Jesus, eu amo-te, eu amo-te”. Ela tinha apenas 39 anos de idade.
Seu funeral foi ocasião de grande tristeza, fé e oração. O seu corpo está no cemitério de Mesero perto de Magenta.
Joana Berreta Molla foi beatificada a 24 de Abril de 1994 e canonizada a 16 de Maio de 2004 pelo Papa João Paulo II.
Labels: Aborto, Rostos, Santidade, Vida Humana
Cristo foi trespassado por causa das nossas culpas
e esmagado por causa das nossas iniquidades.
Pelas suas Chagas fomos curados.
Labels: Oração, Paixão e Cruz
O povo de Deus é realmente universal, não podia ser de outra forma, e se estamos habituados à nossa realidade cristã da Europa, não podemos esquecer que nos quatros cantos do planeta estão discípulos de Cristo.
Hoje, a Igreja celebra a memória de um jesuíta japonês, São Paulo Miki, e dos seus 25 companheiros que foram feitos prisioneiros, submetidos à tortura e depois crucificados. 6 deles eram missionários franciscanos, 3, jesuítas, e os outros, leigos. Entre eles, 3 eram adolescentes de 11 a 15 anos de idade.
Todos sofreram o martírio em 1597, na cidade de Nagasaki, que 4 séculos mais tarde, a 9 de Agosto de 1945, seria destruída pelo armamento nuclear norte-americano no decorrer da IIª Guerra Mundial.
Estes mártires foram canonizados no Pentecostes de 1862 pelo Papa Pio IX .
Os católicos do Japão são 445 mil entre 126 milhões de habitantes.
Hoje, os que seguem Cristo guiados pelo Papa, são tantos quantos eram no fim do ano de 1500, quando a pregação de São Francisco Xavier e dos jesuítas implantou o Evangelho na terra do sol nascente.
Por causa de sua história, o catolicismo japonês se tornou tradicional, formal e estagnou…não vê com muito bons olhos o Concílio Vaticano II.
Neste sistema, os imigrantes católicos (coreanos, chineses, brasileiros) que representam metade de toda a Igreja no Japão, ocupando as cadeiras vazias das paróquias japonesas, são tratados como “hóspedes” pelos nativos.
Além das barreiras da língua e da cultura, as diferenças entre as tradições católicas não permitem uma boa interacção entre japoneses e migrantes.
Venha sobre a Igreja do Japão, o Espírito de Pentecostes, unir aqueles que acreditam em Cristo, fazendo das diferenças dos seus membros, não um obstáculo, mas uma riqueza para a vivência do Evangelho.
Labels: Igreja
“A vida, que é obra de Deus, não deve ser negada a ninguém, nem sequer ao menor e mais indefeso nascituro, e muito menos quando apresenta graves deficiências. (…)
Convido-vos a não cair no engano de pensar que se pode dispor da vida até «legitimar sua interrupção com a eutanásia, mascarando-a talvez com um véu de piedade humana. (…)
Peçamos ao Senhor, por intercessão de Maria Santíssima, que cresça o respeito pelo caráter sagrado da vida, para que haja cada vez uma maior consciência das autênticas exigências familiares, e para que aumente o número daqueles que contribuem para a realização da civilização do amor no mundo.”
Labels: Aborto, Vida Humana
"Eu sinto que o grande destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança, uma matança directa de crianças inocentes, assassinadas pela própria mãe.
E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo o seu próprio filho, como é que podemos dizer às outras pessoas para não se matarem?
Como é que nós persuadimos uma mulher a não fazer o aborto?
Como sempre, nós devemos persuadi-la com amor e devemos lembrar-nos de que amar significa estar disposto a doar-se até que doa.
Jesus deu a Sua vida por amor de nós.
Assim, a mãe que pensa em abortar, deve ser ajudada a amar, ou seja, a doar-se até que prejudique os seus planos, ou o seu tempo livre, para respeitar a vida do seu filho.
O pai desta criança, quem quer que ele seja, deve também doar-se até que doa.
Através do aborto, a mãe não aprende a amar, mas mata o seu próprio filho para resolver os seus problemas. (…)
Qualquer país que aceite o aborto não está a ensinar o seu povo a amar, mas a usar de qualquer violência para conseguir o que se quer. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto."
Labels: Evangelho, Evangelização e Missão
"A quem foi concedido o dom de seguir mais de perto o Senhor Jesus, é óbvio que Ele possa e deva ser amado com coração indiviso, que se Lhe possa dedicar a vida toda e não apenas alguns gestos, alguns momentos ou algumas actividades. O perfume de alto preço, derramado como puro acto de amor e, por conseguinte, fora de qualquer consideração « utilitarista », é sinal de uma superabundância de gratuidade, como a que transparece numa vida gasta a amar e a servir o Senhor, a dedicar-se à sua Pessoa e ao seu Corpo Místico. Mas é desta vida « derramada » sem reservas que se difunde um perfume que enche toda a casa. A casa de Deus, a Igreja, é adornada e enriquecida hoje, não menos que outrora, pela presença da vida consagrada."
Labels: João Paulo II, Vida Consagrada, Vocação
Eis que veio a luz verdadeira,
que ilumina todo o homem
que vem a este mundo.
Todos nós, portanto, irmãos,
deixemo-nos iluminar,
para que brilhe em nós
esta luz verdadeira.
Nenhum fique excluído deste esplendor,
nenhum persista em continuar imerso na noite,
mas avancemos todos resplandecentes;
iluminados por este fulgor,
vamos todos juntos ao seu encontro
e com o velho Simeão
recebamos a luz clara é eterna;
associemo-nos à sua alegria
e cantemos com ele
um hino de acção de graças ao Pai da luz,
que enviou a luz verdadeira e,
afastando todas as trevas,
nos fez participantes do seu esplendor.
Labels: Apresentação de Jesus
Labels: Vida eterna