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sábado, 29 de novembro de 2008

Ele veio, Ele vem, Ele virá!

O Tempo do Advento começa este fim-de-semana, com a celebração das primeiras vésperas no sábado ao entardecer.
O Advento é o período durante o qual os cristãos se preparam para celebrar simultaneamente:
- a vinda de Cristo há 2000 anos atrás em Belém ,
- a sua vinda no coração dos homens de todos os tempos
- e a sua vinda gloriosa no fim dos séculos.
Ele veio, Ele vem, Ele virá!

O início do Advento marca também a entrada num novo ano litúrgico, que começa sempre com este tempo de preparação ao Natal, para acabar um ano mais tarde pela mesma altura.
O Advento, como todo o calendário litúrgico católico, ajuda os fiéis a reviver os grandes acontecimentos da vida e pregação de Cristo, de modo particular do seu nascimento (Natal) à sua morte e ressurreição (Páscoa). «A Igreja relê e revive por isso todos estes grandes acontecimentos da história da salvação no “hoje” da sua liturgia» (Catecismo nº1095).



Senhor, que um dia vieste,
que este novo Advento faça de nós fiéis vigilantes,
por quem te alegrarás
ao encontrá-los preparados para a tua vinda.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Esperamos o quê?

O Advento coloca-nos algumas perguntas.
Esperamos o quê? O Messias? Que Messias? Para que homem?
Eis que Ele vem, os profetas O anunciaram, e no entanto os que esperavam por Ele não o acolham. Ele está no meio dos seus e os seus não O reconheçam.
O messias que esperamos é muitas vezes bem diferente d’Aquele que vem!
O Messias que vem ultrapassa as nossas concepções humanas, está à estreita nas definições que Lhe damos.
Esperamos um messias de glória e de majestade…eis que Ele vem até nós como um Filho de homem.
Esperamos um messias bem visível aos olhos de todos…Ele vem até nós sem brilho.
Esperamos um messias revolucionário…eis que vem um Messias paciente, que não muda a história de um dia para outro.
Esperamos um messias de sacristia que se coloca ao serviço da religião…eis um Messias que irrita os fariseus e expulsa do Templo.
“És Aquele que há-de-vir?”, pergunta João Baptista.
Falta de fé da parte do profeta?
Ou uma maneira de dizer que o Messias o surpreende na acção, na sua maneira de exercer a missão.
João esperava talvez a vingança, a hora de Deus…algo de forte, capaz de calar os inimigos, de acabar com o pecado.
Jesus dá como resposta as curas e as libertações que Ele realiza.
Com isso, Ele afirma que Ele é bem o Messias esperado, porque a Boa Nova é anunciada aos pobres, porque os doentes são curados e os mortos ressuscitam.
Eis a vingança e a hora de Deus, que não são feitas num Deus que arrasa e triunfa, mas no anúncio aos pequeninos, aos últimos e marginalizados deste mundo.
A vingança e a hora de Deus não estão na morte dos inimigos, mas na vida dada aos que precisam.
É este o Messias que esperavas?

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

No fim...

No fim do caminho, não há caminho, mas o termo da peregrinação.
No fim da subida, não há subida, mas o cume.
No fim da noite, não há noite, mas a aurora.
No fim do Inverno, não há Inverno, mas a Primavera.
No fim da morte, não há morte, mas a vida.
No fim do desespero, não há desespero, mas a esperança.
No fim da humanidade, não há homem, mas o Homem Deus.
No fim do Advento, não há Advento, mas Natal.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Tempo de espera

Parece que os cristãos adormeceram….
Baixaram os braços…
Percebe-se!
Há tanto tempo que Ele veio!

Perderam a sua Palavra…ela já não os estimula.
Estão cansados. Ficam entre eles e falam sempre dos mesmos problemas.
Têm medo de sair. Não ousam.
Mais uma vez perderam a audácia de empreender cada manhã
a edificação de um mundo mais humano pelo qual Deus os criou.

Perderam a esperança.
”Seremos ainda bons, perguntam-se angustiados,
para o anúncio da extraordinária noticia que derruba as escuras estruturas antigas
e indica os planos de um mundo renovado na fraternidade?”

Perderam a alegria.
Percebe-se!
As causas são tantas para o acanhamento;
primeiro o hábito de viver e acreditar,
depois a falta de entusiasmo devido à inevitável usura quotidiana,
o fracasso em cada esquina, o ardor do amor que se apaga,
e sobretudo, os acontecimentos do mundo e a sua lista de horrores,
de pazes falhadas, de economias em crise,
de pobreza em progressão e de miséria que se instala.

É tempo de eles entrar em Advento!
É tempo de eles caminhar para o Natal
para não esquecer a presença d’Aquele que algures,
num lugar abandonado, veio no meio deles
para partilhar plenamente a humana condição,
a sua existência de cada dia, as angústias, os sonhos,
o amor e o desejo infinito que está nela…

Advento, Natal, Epifania…
É o tempo em que o próprio Deus vem acordar a esperança dos seus filhos
dando-lhes o seu Filho por irmão.
É o tempo em que os cristãos, reanimados pela presença de Cristo nascido entre eles, reencontram a perseverança de viver como homens e mulheres dignos desse nome…
a obstinação de transformar a terra em humanidade digno desse nome…
Caminhos do Advento 1997

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

José, não temas...


«José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.»Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão-de chamá-lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco.

Mt 1, 20-23

sábado, 16 de dezembro de 2006

III Domingo do Advento

Ó João, que devemos fazer?
Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma!
Quem tiver mantimentos faça o mesmo!

E nós que conhecemos a Lei?
Não exijais nada além do que vos foi prescrito.

E nós que somos soldados?
Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso soldo.

Ó João, vemos-te baptizar com água…
Sim, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, de quem não sou digno de desatar as correias das sandálias, e Este, baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com fogo!
Ele tem na mão a pá para limpar a sua eira e recolherá o trigo no seu celeiro; a palha porém, queimá-la-á num fogo que não se apaga!


Inspirado de Lc 3, 10-18

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

As velas do Advento

Estamos no Advento, tempo em que nas nossas assembleias acendemos nos quatro domingos que antecedem o Natal, uma vela em cada um deles, simbolizando assim a luz do Natal que se aproxima trazendo esperança e paz. Mais a festa do Nascimento de Cristo está perto, mais existe luz. Foi um pastor luterano alemão que, após a primeira guerra mundial, tomou a iniciativa de colocar as velas na coroa do Advento, outro símbolo deste tempo litúrgico que antecede o Natal.

A coroa é um antigo símbolo de significados diversos, evoca o sol e anuncia o seu regresso. Feita de ramos sempre verdes, ela é sinal de vida. De forma circular, ela recorda o tempo das festas que voltam cada ano. Simboliza a segunda vinda de Jesus, que o Advento não é só a espera do Natal mas também a espera do regresso de Cristo no fim dos tempos. Ela pode também representar a Aliança entre Deus e dos homens, e das suas promessas.

As velas, além de representar os domingos do Advento, têm outro sentido, que poucos conhecem. Elas simbolizam as grandes etapas da salvação antes da vinda do Messias.

A primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva.

A segunda simboliza a fé de Abraão e dos outros Patriarcas, a quem foi anunciada a Terra Prometida.

A terceira lembra a alegria do rei David que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna.

A quarta recorda os Profetas que anunciaram a chegada do Salvador.