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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

A fé sem obras está morta

«De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: «Ide em paz, tratai de vos aquecer e de matar a fome», mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta. Mais ainda: poderá alguém alegar sensatamente: «Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé. (…)
Assim como o corpo sem alma está morto, assim também a fé sem obras está morta.»


Tg 2, 14-17.26

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A caridade está acima de todas as regras

«Não se deve demorar no serviço aos pobres.
Se, na hora da oração, de manhã, deveis levar um medicamento, ide descansadas; oferecei a Deus a vossa acção, uni a vossa intenção à oração feita em casa ou noutro lugar, e parti sem inquietação.
Se, ao regressar, houver oportunidade de fazer um pouco de oração ou de leitura espiritual, melhor!
Mas não vos deveis inquietar, nem acreditar ter faltado quando perdeis a oração, porque deixaste-la por algo legítimo. E se há algo de legítimo, minhas caras irmãs, é o serviço ao próximo.
Não é considerado deixar Deus quando se deixa Deus para Deus, isto é, uma obra de Deus para fazer outra, de maior obrigação ou de maior mérito. Deixastes a oração ou a leitura, ou perdestes o silêncio para ajudar um pobre… minhas irmãs, fazer isso é servi-l’O.
Reparai, a caridade está acima de todas as regras, e todas devem lhe ser associada. É uma grande dama. É necessário fazer o que ela ordena.
Vamos por isso, com um novo amor, servir os pobres, procurando até os mais pobres e mais abandonados.
Reconheçamos diante de Deus que eles são nossos donos e nossos mestres, e que não somos dignos servi-los.»


S. Vicente de Paulo às Irmãs da Caridade.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Caridade e justiça social

«Nos nossos dias, o problema da pobreza e do sofrimento tornou-se preocupação de todos.
Já não é possível fechar os olhos, face à miséria que existe em toda a parte do mundo, mesmo nas nações mais ricas.
O cristão tem de enfrentar o facto de que esta desgraça indescritível não é de modo algum “a vontade de Deus”, mas o efeito da incompetência, da injustiça e da confusão económica e social do nosso mundo em desenvolvimento acelerado.
Não é para nós suficiente ignorar tais coisas, justificando-nos com a nossa impotência e a incapacidade de fazer algo construtivo nesta situação. É um dever de caridade e de justiça para cada cristão ter uma preocupação activa, para tentar melhorar a condição do homem no mundo.
No mínimo, esta obrigação consiste em tornar-se consciente da situação e formar a própria consciência em relação aos problemas que existem. Não se pretende que a pessoa resolva os problemas do mundo; mas deve saber quando pode fazer alguma coisa para aliviar o sofrimento e a pobreza, e compreender quando está a cooperar implicitamente com males que prolongam ou intensificam o sofrimento e a pobreza. Por outras palavras, a caridade cristã só é verdadeira, se acompanhada pela preocupação com a justiça social.(…)



Podemos imaginar que toda esta doença e sofrimento estão há muito afastados do nosso país, mas se olharmos e compreendermos as nossas obrigações face à África, América Latina e Ásia não seremos tão complacentes. Contudo, não precisamos de olhar para tão longe das nossas próprias fronteiras. Encontramos muita miséria humana nos bairros pobres das nossas cidades e nas zonas rurais menos privilegiadas. O que é que estamos a fazer neste sector?»


Thomas Merton (1915-68),
monge trapista, escritor e mestre espiritual;
em Vida e Santidade

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Se vês a caridade, vês a Trindade

«Que ninguém diga : Não sei o que amar.
Que ele ama o seu irmão e assim amará o próprio amor.
De facto, ele conhece melhor o amor que o faz amar, do que o irmão que ele ama.
Ele pode então conhecer Deus melhor do que o seu irmão; muito melhor, porque Deus é mais presente; muito melhor, porque é mais íntimo; muito melhor, porque está mais certo.
Abraça o Deus de amor, e abraçarás Deus por amor.
É este amor que liga todos os bons anjos e todos os servos de Deus pelo laço da santidade, que nos liga a eles e entre nós, e nos une todos a ele.
Por isso, quanto mais formos isentos da voracidade do orgulho, mais seremos repletos de amor e do que, senão de Deus, está cheio aquele que está repleto de amor?
Mas, dirás tu: vejo a caridade, descubro-a quanto me possibilitam os olhos do espírito, e creio na Escritura que me diz: ‘Deus é caridade, e quem permanece na caridade permanece em Deus (Jo 4, 16); mas se vejo a caridade, não vejo nela a Trindade.
Porém, digo-te, se vês a caridade, vês a Trindade.»


Santo Agostinho, De Trinitate, VIII, 8,12

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Sem ela, a nossa religião desabaria inteiramente

«Cada um de vós sabe que a Caridade é a base fundamental da nossa religião; sem ela, a nossa religião desabaria inteiramente, porque não seremos verdadeiramente católicos enquanto não realizarmos, isto é, enquanto não conformarmos toda a nossa vida com os dois Mandamentos em que está a essência da Fé Católica: amar a Deus com todas as nossas forças e amar o próximo como a nós mesmos… Com a Caridade, semeia-se nos homens a verdadeira paz que só a fé de Jesus Cristo nos pode dar, irmanando-nos uns com os outros. Sei que esta vida é escarpada, difícil e cheia de espinhos, enquanto a outra parece, à primeira vista, mais bela, mais fácil e mais agradável; mas, se pudéssemos sondar o íntimo daqueles que desgraçadamente andam pelos caminhos perversos do mundo, veríamos que neles nunca há a serenidade que provém de quem enfrentou mil dificuldades e renunciou a um prazer material para seguir a lei de Deus.»

Beato Pedro Jorge Frassati

quarta-feira, 4 de julho de 2007

O homem das oito bem-aventuranças

Hoje é dia de Santa Isabel de Portugal, mas prefiro falar de um jovem italiano do início do século XX, que no 4 de julho de há 82 anos, regressou para a casa do Pai, deixando um exemplo de entrega ao próximo por amor de Deus.

Natural de Turim, Pedro Jorge (Pier Giorgio) Frassati nasceu em 6 de abril de 1901, de pais ricos, mas quase sem vida religiosa. A mãe, Adelaide Ametis, era pintora; o pai, Alfredo Frassati, fundou o jornal “La Stampa” e destacou-se como senador e embaixador da Itália na Alemanha.
Espontaneamente o pequeno Frassati absorveu os ensinamentos do Evangelho mergulhando, por escolha pessoal, numa fé viva ao descobrir a força da presença de Jesus na Eucaristia. Passava horas em adoração diante do sacrário, ali encontrando sentido para sua vida.
Contra a vontade da família, o rapaz se inscreveu na Acção Católica. Um dia, na universidade onde estudava Engenharia de Minérios, perguntaram-lhe se ele era beato… “Não, sou cristão!”, respondeu ele com bondade. Em 1918, Pedro Jorge, dono de bela aparência e de físico de atleta – ele praticava alpinismo – inscreveu-se na Conferência de São Vicente de Paulo. Foi logo considerado um dos melhores confrades, o mais generoso nas ofertas, o que visitava mais famílias, o mais ponctual e o que mais observava a regra.
Luciana, sua irmã e confidente, revelou que o rapaz decidira viver no mais absoluto desprendimento. Em casa, ele era tido como um tolo por ser visto sempre com poucas liras no bolso porque, pensava, para ajudar as pessoas pobres devia dar, não o supérfluo, mas o necessário. Procurava convencer os outros a fazer o mesmo. Um amigo contou que Frassati o convidara para ser vicentino. Ele, porém, lhe disse que sentia dificuldade de entrar nas casas dos pobres, pois temia contrair doenças. Pedro Jorge, com muita simplicidade, respondeu-lhe que visitar os pobres era visitar Jesus.
Entre os sofrimentos de Pedro Jorge, merece ser lembrado o seu amor profundo por Laura Hidalgo, uma jovem de condição humilde, sentimento que ele teve de renunciar pelos preconceitos da família.
No fim de junho de 1925, quando começa a sentir enxaqueca e falta de apetite, ninguém lhe dá atenção porque a sua avó estava agonizante e ele parecia um rapaz robusto. Atingido por poliomielite fulminante, os pais, apavorados, perceberam a gravidade da doença mas já tarde.
Antes de morrer, Frassati pediu à irmã para buscar na escrivaninha uma caixa de injecções que não tinha conseguido entregar a um dos seus pobres e quis escrever um bilhete com as instruções e o endereço. Tentou, mas devido à paralisia só saiu um rascunho de letras quase incompreensível. É o seu testamento…as últimas energias para a última caridade. Faleceu em 4 de julho de 1925, aos 24 anos de idade.
Chamado de “O homem das oito bem-aventuranças” por João Paulo II durante a cerimónia da sua beatificação, em 20 de maio de 1990, o saudoso Papa fez uma tocante confissão: “Frassati era um jovem de uma alegria transbordante, uma alegria que superava também muitas dificuldades da sua vida porque o período juvenil é sempre um período de prova de forças... Também eu, na minha juventude, senti a influência de Pedro Jorge e, como estudante, fiquei impressionado com a força do seu testemunho cristão”.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

A exigência do amor ao próximo

«Os bens presentes, de onde vieram?
Se dizes que vêm da sorte, és um ateu porque não reconheces o Criador, e não percebes a vontade d’Aquele que te providenciou.
Se confessas que eles vêm de Deus, diz-nos a razão pela qual os recebestes.
Será Deus injusto, Ele que distribua de maneira desigual os bens necessários à vida?
Porque será este rico e aquele pobre?
Tu que cobres todos os teus bens nas pregas de uma insaciável avareza, pensas não prejudicar ninguém despojando tantos infelizes?
Quem é então o avarento? É aquele que não se contenta daquilo que lhe basta.
Quem é o espoliador? É aquele que desvia os bens dos outros.
E não és avarento?
Não és espoliador, tu que, dos bens que recebeste a administração, fazes teu próprio beneficio?
Aquele que despoja um homem de suas vestes será chamado de ladrão, e aquele que não veste a nudez do infeliz, podendo fazê-lo, não merece o mesmo nome?
Ao faminto pertence o pão que reservas;
ao homem nu, o manto que guardas nas malas;
aos descalços, as sandálias que apodrecem em tua casa;
ao necessitado, o dinheiro que conservas enterrado.
Assim cometas tantas injustiças como as pessoas a quem poderias dar.»

São Basílio (329 - 379), Padre da Igreja,
teólogo e escritor cristão do século IV,
considerado o fundador do monaquismo oriental.



«Se na minha vida negligencio completamente a atenção ao outro, importando-me apenas com ser “piedoso” e cumprir os meus “deveres religiosos”, então definha também a relação com Deus.
Neste caso, trata-se duma relação “correcta”, mas sem amor.
Só a minha disponibilidade para ir ao encontro do próximo e demonstrar-lhe amor é que me torna sensível também diante de Deus.
Só o serviço ao próximo é que abre os meus olhos para aquilo que Deus faz por mim e para o modo como Ele me ama.
Os Santos — pensemos, por exemplo, na Beata Teresa de Calcutá — hauriram a sua capacidade de amar o próximo, de modo sempre renovado, do seu encontro com o Senhor eucarístico e, vice-versa, este encontro ganhou o seu realismo e profundidade precisamente no serviço deles aos outros.
Amor a Deus e amor ao próximo são inseparáveis, constituem um único mandamento. Mas, ambos vivem do amor proveniente com que Deus nos amou primeiro.»


Bento XVI, Encíclica “Deus caritas est”



Foto: Visita de Bento XVI à “Fazenda da Esperança”, Centro de recuperação de jovens dependentes de drogas e álcool, Brasil, 12 de Maio 2007

terça-feira, 17 de abril de 2007

Caridade ou amor

«Não falemos de amor…mas de caridade como São Paulo (1 Cor13). Porquê?

O amor já é uma grande coisa. É importante amar o outro por aquilo que ele é. Mas amar o outro por ele mesmo não é suficiente. É um começo. O que é necessário é amar o seu irmão porque Deus o ama.

A caridade é amar a Deus, e porque amo a Deus, amo toda a pessoa humana, o outro, meu irmão, meu próximo, porque ele é uma criatura de Deus por Ele amado.
Se me contento em amar o outro por ele mesmo…esse amor é incompleto. Se amo o outro porque amo a Deus…então é caridade.

O amor que tenho para com Deus não espera senão um amor recíproco e fiel. E é o verdadeiro amor que me leva a amar o meu irmão, todo o ser humano, porque amo a Deus. E assim, vivemos a caridade…objectivo da nossa vida.

Mostro a Deus que o amo, que vivo a caridade, fazendo algo de concreto pelo meu irmão e aceitando tudo o que acontece na minha vida como prova do amor de Deus por mim.»


Adaptação de uma meditação sobre a caridade.


Mais do que um problema de uso ou de léxico das palavras "amor" e "caridade", o interessante dessa reflexão é mostrar a exigência do amor ao próximo no amor a Deus.

quarta-feira, 28 de março de 2007

No coração da Igreja, minha Mãe, serei o amor

«A Caridade deu-me a chave da minha vocação. Compreendi que se a Igreja tinha um corpo, composto por membros diferentes, não lhe faltava o mais necessário, o mais nobre de todos, compreendi que a Igreja tinha um coração, e que este coração era ardente de amor. Compreendi que só o amor fazia agir os membros da Igreja, que se o amor viesse a extinguir-se, os apóstolos deixariam de anunciar o Evangelho, os mártires se recusariam a derramar o sangue… Compreendi que o amor englobava todas as vocações, que o amor era tudo, que se estendia a todos os tempos e a todos os lugares…numa palavra, que era eterno!...
Então, no excesso da minha alegria delirante, exclamei: ó Jesus, meu amor…a minha vocação, encontrei-a finalmente, a minha vocação, é o amor!...
Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, e este lugar, ó meu Deus, fostes Vós quem mo deu…no coração da Igreja, minha Mãe, serei o amor…assim serei tudo…assim será realizado o meu sonho!»


Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face

quarta-feira, 14 de março de 2007

Queridos jovens...

«Queridos jovens!

Por ocasião da XXII Jornada Mundial da Juventude, que será celebrada nas Dioceses no próximo Domingo de Ramos, gostaria de propor à vossa meditação as palavras de Jesus: “Que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei” (Jo 13, 34). (…)

Cultivai os vossos talentos não só para conquistar uma posição social, mas também para ajudar os outros "a crescer". Desenvolvei as vossas capacidades, não só para vos tornardes mais "competitivos" e "produtivos", mas para serdes "testemunhas da caridade". Juntai à formação profissional o esforço de adquirir conhecimentos religiosos úteis para poder desempenhar a vossa missão de modo responsável. Sobretudo, convido-vos a aprofundar a doutrina social da Igreja, para que a vossa acção no mundo seja inspirada e iluminada pelos seus princípios. O Espírito Santo faça com que sejais inovadores na caridade, perseverantes nos compromissos que assumis, e audaciosos nas vossas iniciativas, a fim de que possais oferecer o vosso contributo para a edificação da "civilização do amor". O horizonte do amor é verdadeiramente infinito: é o mundo inteiro!»


Mensagem de Bento XVI para a Jornada Mundial da Juventude a 1 de Abril de 2007.


Para ler e meditar a Mensagem na integra, cliquar aqui

quinta-feira, 8 de março de 2007

O louco de Deus

Nestes últimos dias, os trechos diárias do Evangelho da liturgia convidam os cristãos a adoptar uma atitude de serviço para com o próximo à imitação de Cristo Mestre.
Hoje, a Igreja universal faz memória de um “Santo da Caridade”, de um homem que nasceu em Portugal mas passou a grande parte da sua vida em Espanha, e que fez dos seus actos um verdadeiro testemunho de serviço e de amor para com os enfermos e os pobres.
Este homem é João de Deus, contagiado pela loucura de Deus “que dá asas ao ser humano e o faz voar até ao irmão que sofre”(1), no caso deste nosso Santo, até ao irmão doente mental.

“Se consideramos atentamente a misericórdia de Deus, nunca deixaremos de fazer o bem de que formos capazes: com efeito, se damos aos pobres por amor de Deus aquilo que Ele próprio nos dá, Ele promete-nos o cêntuplo na felicidade eterna. Feliz pagamento, ditoso lucro! Quem não dará a este bendito mercador tudo o que possui, se Ele procura o nosso interesse e, com os braços abertos, insistentemente pede que nos convertamos a Ele, que choremos os nossos pecados e tenhamos caridade para com as nossas almas e para com o próximo? Porque assim como o fogo apaga a água, assim a caridade apaga o pecado.”

Carta de São João de Deus à Duquesa de Sessa.

terça-feira, 6 de março de 2007

Cáritas

No próximo Domingo, por decisão da Conferência Episcopal Portuguesa, celebra-se, em todo o país, o Dia Nacional da Cáritas que, nos últimos anos, tem vindo a ser preparado ao longo da semana que o antecede, com um conjunto de iniciativas e com um peditório.
Este ano, o tema que a Cáritas propõe à reflexão é “Pela dignidade, igual oportunidade”, sensibilizando assim os portugueses para os proveitos de uma sociedade mais justa e solidária, e assim reforçar a importância da igualdade de tratamento entre as pessoas, sem distinção de origem racial ou étnica.
Viver a caridade e promover a justiça são exigências do Evangelho de que os cristãos não podem alienar-se, porque vai da essência da sua fé em Cristo, Filho de Deus.

Visitem o site da Cáritas (clicar)


«A caridade é a essência da religião que obriga o cristão a amar o próximo, isto é todo o ser humano, como a si mesmo. O cristão deve então ser apóstolo: não é um conselho, é um mandamento, o mandamento da caridade.
Os leigos devem ser apóstolos para com todos os que podem atingir: primeiro, com os próximos e os amigos, mas não só; a caridade não tem nada de estreito, ela abraça todos aqueles que o coração de Jesus abraça.
Com que meios? Por aqueles com que está relacionado, sem excepção: pela bondade, ternura, sentimento fraterno, exemplo da virtude…
Com algumas pessoas, sem nunca lhes falar de Deus ou da religião, aguardando com paciência como Deus paciente, sendo bom como Deus é bom, sendo um tenro irmão e orante; com outras, falando em função daquilo que podem entender…mas sobretudo ver em todo o humano um irmão…ver em todo o humano um filho de Deus.»

«Não há, creio eu, palavra do Evangelho que mais me tocou profundamente e transformou a minha vida do que esta: ‘Tudo aquilo que fazeis a um destes pequeninos, é a Mim que o fazeis.’ Se pensarmos nestas palavras que são do Verbo não criado, da sua boca que disse ‘Este é o meu Corpo…este é o meu Sangue’, com que força seremos movidos a procurar e a amar Jesus nestes “pequeninos”, nestes pecadores, nestes pobres.»

Beato Carlos de Foucauld