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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Podes acreditar na minha doutrina

«Peço ao Espírito Santo que te revela esta presença de Deus em ti. (…)
Podes acreditar na minha doutrina, porque ela não é minha; se tu leres o Evangelho segundo São João hás-de reparar que a todo o momento o Mestra insiste neste mandamento: ‘Permanecei em mim, e eu em vós’, e ainda naquele pensamento tão belo que está à cabeça da minha carta (‘Se alguém me ama guardará a minha palavra, e meu Pai o amará e viremos a ele, e nele faremos a nossa morada’), em que Ele fala de fazer em nós a sua morada. São João, nas suas epístolas, deseja que tenhamos “sociedade” com a Santíssima Trindade: esta palavra é tão doce, é tão simples. Basta – di-lo São Paulo – basta acreditar: Deus é espírito e é pela fé que nos aproximamos d’Ele. Pensa que a tua alma é o templo de Deus, é ainda São Paulo quem o diz; a todo o instante do dia ou da noite as três Pessoas divinas permanecem em ti. Não possuis a Santa Humanidade como quando comungas, mas a Divindade, essa essência que os bem-aventurados adoram no Céu, ela mesma está na tua alma; assim, quando se tem consciência disso, dá-se uma intimidade toda de adoração; nunca se está só! Se preferes pensar que o bom Deus está perto de ti, mais do que em ti, segue o teu pendor desde que vivas com Ele.»



Carta da Beata Isabel Trindade à sua mãe,
Maio 1906

domingo, 31 de maio de 2009

Como crianças que procuram a proximidade de seus pais

Com a Solenidade de Pentecostes termina o Tempo Pascal.
O tempo para o encontro com o Ressuscitado não é de uma única época do ano, pois podemos encontrá-l'O todos os dias na Eucaristia, quando adoramos a sua presença viva neste “tão grande sacramento”.
Nós também, como os discípulos de Emaús, reconhecemos o Senhor na “fracção do pão”, pela acção do Espírito Santo nos nossos corações.
Mais se acredita em Jesus, mais o seu Espírito cativa a nossa existência, mais a sua inspiração enche o nosso pensamento, mais o seu amor nos leva a agir.
Sem o Espírito, não se pode fazer nada de sobrenatural, ou mesmo rezar, porque Ele é o único que eleva o nosso espírito e o nosso coração para Deus.




Tudo o que é verdadeiro na vida da Igreja e na vida de cada um, é reduzido à sua acção.
Não há nada que uma alma possa fazer em nome de Jesus, sem a cooperação do Espírito Santo.
Pensa-se muito pouco sobre a necessidade de o Espírito Santo na vida da Igreja e na nossa.
Recordamo-l’O apenas em momentos precisos, mas, na realidade, devíamos invoca-l’O ao longo do dia, como crianças que procuram a proximidade de seus pais para serem fortalecidos da sua força, tranquilizados pela sua presença.
É isso mesmo que a sequência do Pentecostes nos recorda: “Vinde Espírito Santo, vinde Pai dos pobres, vinde luz dos corações!”
Quem são estes pobres senão cada um de nós, rico de si mesmo, mas tão necessitado deste Espírito divino?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Invocar o Espírito Santo

«Toma a Bíblia, coloca-a diante de ti com reverência porque ela é corpo de Cristo, faz a epiclese: a invocação ao Espírito Santo. Foi o Espírito que orientou a geração da Palavra, foi Ele que a fez palavra falada ou palavra escrita pelos profetas, os sábios, Jesus, os apóstolos, os evangelistas, foi Ele que a ofereceu à Igreja e a fez chegar intacta até ti.
Inspirada pelo Espírito Santo, só este mesmo Espírito pode torná-la compreensível. Predispõe tudo para que o Espírito Santo desça sobre ti (Veni Creator Spiritus) e que com a sua fortaleza, a sua dynamis, tire o véu dos teus olhos para veres o Senhor (cf Sl 118,18; 2 Cor 3,12-16). É o Espírito que dá a vida, enquanto a letra mata. Este Espírito que desceu sobre a Virgem Maria, que estendeu sobre ela a sua sombra com poder para gerar nela o Verbo, a palavra feita carne (Lc 1,34), este Espírito que desceu sobre os apóstolos para guiá-los para a verdade total (Jo 16,13), deve fazer o mesmo em ti: Ele tem de gerar em ti a Palavra, Ele deve introduzir-te na totalidade da verdade. A leitura espiritual significa leitura no e com o Espírito Santo, das coisas inspiradas pelo Espírito Santo.
Ora como podes, e como o Senhor to conceder. (…)
Ajuda-te do salmo 118 (119), é o salmo da escuta da Palavra. É o salmo da Lectio divina, a conversa do Amado com o Amante, do crente com o seu Senhor.»


Enzo Bianchi, Prior do Mosteiro Ecuménico de Bose,
Orar a Palavra, uma introdução à Lectio divina



«Envia agora sobre mim o teu Espírito Santo
para que Ele me dê um coração capaz de escutar (1Rs 3,5);
que Ele se me revele nas Sagradas Escrituras
e gere em mim o Verbo.
Que o teu Espírito Santo tire o véu dos meus olhos (cf 2Cor 3,12-16),
que Ele me conduza à verdade total (Jo 16,13),
que Ele me dê inteligência e perseverança.
Peço-Te por Jesus Cristo, nosso Senhor,
bendito pelos séculos dos séculos!
Ámen.»


Enzo Bianchi

terça-feira, 22 de julho de 2008

Na força do Espírito

«No entanto esta força, a graça do Espírito, não é algo que possamos merecer ou conquistar; podemos apenas recebê-la como puro dom. O amor de Deus pode propagar a sua força, somente quando lhe permitimos que nos mude a partir de dentro. Temos de O deixar penetrar na crosta dura da nossa indiferença, do nosso cansaço espiritual, do nosso cego conformismo com o espírito deste nosso tempo. Só então nos será possível consentir-Lhe que acenda a nossa imaginação e plasme os nossos desejos mais profundos. Eis o motivo por que é tão importante a oração: a oração diária, a oração privada no recolhimento dos nossos corações e diante do Santíssimo Sacramento e a oração litúrgica no coração da Igreja. A oração é pura receptividade à graça de Deus, amor em acto, comunhão com o Espírito que habita em nós e nos conduz através de Jesus, na Igreja, ao nosso Pai celeste. Na força do seu Espírito, Jesus está sempre presente nos nossos corações, esperando serenamente que nos acomodemos em silêncio junto d’Ele para ouvir a sua voz, permanecer no seu amor e receber a “força que vem do Alto”, uma força que nos habilita a ser sal e luz para o nosso mundo. (…)


A força do Espírito Santo não se limita a iluminar-nos e a consolar-nos; orienta-nos também para o futuro, para a vinda do Reino de Deus.(…)
Uma nova geração de cristãos, revigorada pelo Espírito e inspirando-se a uma rica visão de fé, é chamada a contribuir para a edificação dum mundo onde a vida seja acolhida, respeitada e cuidada amorosamente, e não rejeitada nem temida como uma ameaça e, consequentemente, destruída. Uma nova era em que o amor não seja ambicioso nem egoísta, mas puro, fiel e sinceramente livre, aberto aos outros, respeitador da sua dignidade, um amor que promova o bem de todos e irradie alegria e beleza. Uma nova era na qual a esperança nos liberte da superficialidade, apatia e egoísmo que mortificam as nossas almas e envenenam as relações humanas. Prezados jovens amigos, o Senhor está a pedir-vos que sejais profetas desta nova era, mensageiros do seu amor, capazes de atrair as pessoas para o Pai e construir um futuro de esperança para toda a humanidade.(…)


O mundo tem necessidade desta renovação. Em muitas das nossas sociedades, ao lado da prosperidade material vai crescendo o deserto espiritual: um vazio interior, um medo indefinível, uma oculta sensação de desespero.(...)
Também a Igreja tem necessidade desta renovação. Precisa da vossa fé, do vosso idealismo e da vossa generosidade, para poder ser sempre jovem no Espírito.(…)
Que o fogo do amor de Deus desça sobre os vossos corações e os encha, a fim de vos unir cada vez mais ao Senhor e à sua Igreja e enviar-vos, como nova geração de apóstolos, para levar o mundo a Cristo.»

Homilia de Bento XVI nas JMJ, 20/07/2008




As próximas Jornadas Mundiais da Juventude em 2011
...mais perto de nós...Madrid!



As palavras do Santo Padre durante as Jornadas Mundiais da Juventude 2008 de Sydney são de particular interesse. Merecem ser impressas, lidas e meditadas…excelentes catequeses de um Papa professor.

domingo, 20 de julho de 2008

Oblação e inspiração

«Crucificado, sepultado e ressuscitado dentre os mortos, restituído à vida no Espírito e sentado à direita do Pai, Cristo tornou-se nosso Sumo Sacerdote, que intercede eternamente por nós. Na liturgia da Igreja, e sobretudo no sacrifício da Missa consumado sobre os altares de todo o mundo, Ele convida-nos a nós, membros do seu Corpo místico, a partilhar a sua auto-oblação. Chama-nos, enquanto povo sacerdotal da nova e eterna Aliança, a oferecer, em união com Ele, os nossos sacrifícios de cada dia pela salvação do mundo.»


Bento XVI ao clero australiano, 19/07/2008



«Invoquemos o Espírito Santo: é Ele o artífice das obras de Deus. Deixai que os seus dons vos plasmem. Assim como a Igreja realiza a sua viagem juntamente com a humanidade inteira, assim também vós sois chamados a exercitar os dons do Espírito nos altos e baixos da vida diária. Fazei com que a vossa fé amadureça através dos vossos estudos, trabalho, desporto, música, arte. Procurai que seja sustentada por meio da oração e alimentada através dos sacramentos, para deste modo se tornar fonte de inspiração e de ajuda para quantos vivem ao vosso redor. No fim de contas, a vida não é simplesmente acumular, e é muito mais do que ter sucesso. Estar verdadeiramente vivos é ser transformados a partir de dentro, permanecer abertos à força do amor de Deus. Acolhendo a força do Espírito Santo, podereis também vós transformar as vossas famílias, as comunidades, as nações. Libertai estes dons. Fazei com que a sabedoria, o entendimento, a fortaleza, a ciência e a piedade sejam os sinais da vossa grandeza.
E agora, enquanto nos preparamos para a adoração do Santíssimo Sacramento, em espera silenciosa repito-vos as palavras pronunciadas pela Beata Mary MacKillop quando tinha precisamente vinte e seis anos: ‘Acredita naquilo que Deus sussurra ao teu coração!’ Acreditai n’Ele! Acreditai na força do Espírito do amor!»

Bento XVI, Vigília com os jovens, 20/07/2008

quinta-feira, 17 de julho de 2008

A tarefa de testemunha não é fácil

«Queridos amigos, em casa, na escola, na universidade, nos lugares de trabalho e de diversão, recordai-vos que sois criaturas novas. Não vos limiteis a viver cheios de assombro na presença do Criador, alegrando-vos pelas suas obras, mas tende presente que o alicerce seguro da solidariedade humana está na origem comum de toda a pessoa, o cume do desígnio criador de Deus sobre o mundo. Como cristãos, encontrais-vos neste mundo sabendo que Deus tem um rosto humano: Jesus Cristo, o “caminho” que satisfaz todo o anseio humano e a “vida” da qual somos chamados a dar testemunho, caminhando sempre na sua luz.
A tarefa de testemunha não é fácil. Hoje, há muitos que pretendem que Deus deva ficar de fora e que a religião e a fé, embora aceitáveis no plano individual, devam ser excluídas da vida pública ou então utilizadas somente para alcançar determinados objectivos pragmáticos. Esta perspectiva secularizada procura explicar a vida humana e plasmar a sociedade com pouco ou nenhum referência ao Criador. Apresenta-se como uma força neutral, imparcial e respeitadora de todos e cada um. Na realidade, porém, como qualquer ideologia, o secularismo impõe uma visão global. (…)
A experiência demonstra que o afastamento do desígnio de Deus criador provoca uma desordem com inevitáveis repercussões sobre o resto da criação. Quando Deus fica eclipsado, começa a esmorecer a nossa capacidade de reconhecer a ordem natural, o fim e o «bem». (…)

Queridos amigos, a criação de Deus é única e é boa. As preocupações com a não-violência, o progresso sustentável, a justiça e a paz, o cuidado do nosso ambiente são de importância vital para a humanidade. Tudo isto, porém, não pode ser compreendido prescindindo duma reflexão profunda sobre a dignidade congénita de cada vida humana desde a sua concepção até à morte natural, uma dignidade que lhe é conferida pelo próprio Deus e, por conseguinte, inviolável. O nosso mundo está cansado da ambição, da exploração e da divisão, do tédio de falsos ídolos e de respostas parciais, e da mágoa de falsas promessas. O nosso coração e a nossa mente anelam por uma visão da vida onde reine o amor, onde os dons sejam partilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu próprio significado na verdade, e onde a identidade seja encontrada numa comunhão respeitosa. Esta é obra do Espírito Santo. Esta é a esperança oferecida pelo Evangelho de Jesus Cristo. Foi para dar testemunho desta realidade que fostes regenerados no Baptismo e fortalecidos com os dons do Espírito no Crisma. Seja esta a mensagem que de Sydney levareis pelo mundo!»


Bento XVI na festa de acolhimento dos jovens, 17/07/2008

domingo, 11 de maio de 2008

À medida que me renovas

Espírito Santo, de que forma desces sobre a Igreja,
senão da mesma maneira que desces sobre mim?
De que forma santificas a Igreja,
senão da mesma maneira que me santificas a mim, pecador?
De que forma vivificas a Igreja,
senão da mesma maneira que dás vida àquilo que está morto em mim?
Porquê descer sobre a Igreja,
senão porque ela precisa de Ti como eu preciso de Ti?
Porquê santificar a Igreja,
senão porque ela é feita de pecadores como eu?
Porquê vivificar a Igreja,
senão porque, como eu, sem Ti, ela não seria mais do que lenho seco?
Vem Espírito de Deus, renova a Igreja à medida que me renovas!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O ícone do Pentecostes

A iconografia cristã oriental, mais de que uma simples ilustração, revela o sentido teológico das Sagradas Escrituras. O papel do ícone não é fazer um retrato de um acontecimento, mas transmitir, pela pintura, o ensinamento apostólico, e dar-lhe uma presença simbólica visual. Por isso, os símbolos usados podem não serem cronologicamente exactos, mas aprofundam a reflexão espiritual do tema representado. Como grande apreciador de arte-sacra oriental, desejo partilhar convosco como "é escrito" o ícone do Pentecostes (o vocabulário relativo à leitura e à escrita é muito usado para a iconografia bizantina).



O ícone da festa do Pentecostes é chamado: “A descida do Espírito Santo”.
O movimento do ícone vai de cima para baixo.
A cena acontece no Cenáculo, onde os discípulos se tinham refugiado após a Ascensão de Cristo.
No topo, a metade de um círculo azul: o céu, de onde alguns raios se dirigem sobre um grupo de 12 homens. Sobre a cabeça de cada um, umas línguas de fogo…o Espírito Santo desceu e está sobre eles.
Só alguns apóstolos, com Paulo, os evangelistas Marcos e Lucas, são representados sentados em meio círculo, 6 de cada lado, todos do mesmo tamanho, para mostrar a unidade da Igreja. Entre Pedro e Paul, os dois mais altos do grupo, um lugar vazio, o do Mestre: Cristo, Cabeça da Igreja, Pedra Angular.
Paulo, Marcos e Lucas não estavam presentes no dia do Pentecostes, mas aqui, o significado doutrinal sobrepõe-se ao histórico. Apóstolos e evangelistas têm uma missão: ensinar todos os povos.
Os 4 evangelistas seguram os livros dos Evangelhos, Paulo, os seus escritos, enquanto os outros agarram rolos que representam a autoridade de ensinar, recebida de Cristo.
No centro do grupo, mas na parte de baixo do ícone, um personagem real encerrado num lugar escuro, símbolo do Cosmos, dos povos do mundo envelhecido, que vive nas trevas e no pecado. No entanto, este homem segura nas mãos um lençol que contém 12 rolos: os ensinamentos dos apóstolos “que iluminaram o mundo com a Palavra, o Evangelho.”
Assim, no ícone do Pentecostes, “lemos” o cumprimento da promessa do Espírito Santo, enviado sobre os apóstolos que ensinarão as nações e baptizarão em nome da Trindade. Vemos também que a Igreja é congregada e sustentada pela presença e a obra do Espírito Santo, Espírito que conduz a Igreja no seu esforço missionário pelo mundo e a alimenta na verdade e no amor.

Rei celeste, Consolador, Espírito da Verdade,
presente em toda a parte e que tudo preenche,
tesouro de bens e dispensador da vida,
vinde e habitai em nós,
purificai-nos da impureza
e salvai as nossas almas,
Vós que sois bom.

Liturgia Bizantina

terça-feira, 6 de maio de 2008

Celebrar hoje a vinda do Espírito Santo

Estes dias que seguem a Solenidade da Ascensão de Jesus ao céu, são de especial preparação para a festa do Pentecostes, dia em que o Espírito Santo desceu sobre os discípulos e dia da fundação da Igreja.
É na Sagrada Escritura, no livro dos Actos de Apóstolos (2, 1-13) que nos é narrado o que aconteceu no Cenáculo de Jerusalém no ano 30 ou 33 da nossa era, 50 dias após a ressurreição de Cristo, na festa judaica do Pentecostes.
Para nós, 2000 anos depois, esta festa, com os seus paramentos vermelhos, nos recorda a missão do Espírito Santo… muitas vezes pouco lembrada entre nós.
Assim, celebrar hoje a vinda do Espírito Santo é tomar consciência da acção do mesmo Espírito Santo em nós, e que todos os discípulos de Cristo, como Igreja, são o novo povo de Deus que abraça toda a humanidade porque o Evangelho deve ser anunciado a todas as nações.
Desde o seu início, desde o Pentecostes de há dois milénios atrás, a Igreja é assistida pelo Espírito Santo. É Ele que a constrói, anima e santifica. É Ele que lhe dá vida e unidade, enriquecendo-a com seus dons. O Espírito Santo continua a trabalhar na Igreja…e de muitas maneiras!, inspirando, motivando e impulsionando os cristãos, individualmente ou em comunidade, a proclamar a Boa Nova de Jesus.
Vem Espírito Santo!


“Abri-vos com docilidade aos dons do Espírito Santo!
Recebei, com gratidão e obediência, os carismas que o Espírito não cessa de oferecer!
Não esqueçais que todos os carismas são dados para o bem comum, isto é para benefício de toda a Igreja!”



João Paulo II, Pentecostes 2004

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Unidos em Igreja e com Maria

“E todos unidos pelo mesmo sentimento,
entregavam-se assiduamente à oração,
com algumas mulheres,
entre as quais Maria, mãe de Jesus,
e com os irmãos de Jesus.”
Act 1, 14



Neste primeiro dia de Maio, mês consagrado a Maria, mãe de Jesus, que também este ano coincida com o primeiro dos nove dias que antecedem a festa do Pentecostes, em que Maria permaneceu com os discípulos no Cenáculo, à espera do Espírito Santo; quem melhor do que ela para nos encorajar na oração? Quem melhor do que ela para interceder os dons do Espírito Santo sobre nós e a Igreja?


Vem Espírito Santo!
Vem renovar os nossos corações
com um novo Pentecostes!
Unidos em Igreja, e com Maria, to pedimos!

sábado, 19 de janeiro de 2008

Que as nossas orações se somem a um século de orações

Vinde, Espírito Santo!
Enchei nossos corações com vossa graça!
Vinde, Espírito Santo!
Livrai-nos da dúvida e da desconfiança!
Vinde, Espírito Santo!
Dai-nos fé para avançar!
Vinde, Espírito Santo!
Mudai nossos corações de pedra !
Vinde, Espírito Santo!
Enviai a justiça de Deus ao nosso mundo!
Vinde, Espírito Santo!
Ajudai-nos a compreender que somos irmãos e irmãs!
Vinde, Espírito Santo!
Derrubai as barreiras entre nós!
Vinde, Espírito Santo!
Concedei-nos vossos dons para a partilha!
Vinde, Espírito Santo!
Intercedei por nós, ó Espírito do Pai; vós cujos suspiros inexprimíveis ultrapassam
nossas palavras!

Vinde, Espírito Santo!
Uni todos os cristãos em Cristo, Nosso Senhor!

Que possa haver um novo e contínuo Pentecostes.
Que as nossas Igrejas se comprometam novamente a orar para a plena unidade de todos os cristãos.
Que as nossas orações se somem a um século de orações, «afim de que todos sejam um».
Isto, nós pedimos por Jesus Cristo nosso Senhor, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo, um só Deus, pelos séculos dos séculos.
Amen.


Da celebração proposta
pelo oitavário de oração pela unidade dos cristãos 2008.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Veni Creator Spiritus

Pelo mundo fora existe maneiras diversas de celebrar a passagem de ano.
Na Igreja, apesar da grande maioria dos fiéis o desconhecer, dois hinos litúrgicos estão ligados ao princípio e ao final de cada ano, concedendo indulgência plenária nas condições ordinárias no canto público, e indulgência parcial na recitação privada. Estes dois hinos são o “Veni Creator Spiritus” e o “Te Deum”.
O ano passado, o meu blog tinha encerrado 2006 com o “Te Deum”, um longo hino de acção de graças, cantado em várias ocasiões litúrgicas, mas que a Igreja também entoa no 31 de Dezembro para agradecer a Deus os doze meses que passaram.
Neste 1 de Janeiro de 2008, coloco no meu blog o “Veni Creator Spiritus”, hino onde Espírito Santo é invocado pelo Povo de Deus para que seja derramado no mundo os seus dons e frutos ao longo dos dias do ano que se inicia.
Este último é um dos meus hinos gregoriano preferido, mas a sua tradução portuguesa no Catecismo é péssima…acho que até se enganaram no hino. Eis a versão latina...e a minha.






Veni, Creator Spíritus, mentes tuórum visita,
imple supérna grátia, quae tu creásti péctora.

Qui díceris Paráclitus, altíssimi donum Dei,
fons vivus, ignis, cáritas, et spiritális únctio.

Tu septifórmis múnere, dígitus paternae déxterae,
tu rite promíssum Patris, sermóne ditans gúttura.

Accénde lumen sénsibus; infunde amórem córdibus,
infírma nostri córporis virtúte firmans pérpeti.

Hostem repéllas lóngius, pacémque dones prótinus;
ductóre sic te praevio vitemus omne noxium.

Per te sciámus da Patrem, noscamus atque Filium;
teque utriúsque Spíritum credamus omni témpore.

Deo Patri sit glória, et Fillio, qui a mórtuis
surréxit, ac Paráclito, in saeculórum saecula. Amen.





Vinde Espírito Criador, visitai as almas vossas,
enchei da graça do alto, os corações que criastes.

Sois chamado Consolador, o dom de Deus Altíssimo,
fonte viva, fogo, caridade, e unção espiritual.

Sois formado de sete dons, o dedo da direita de Deus,
Solene promessa do Pai que inspira as palavras.

Iluminai os sentidos, infundi o amor nos corações,
fortalecei para sempre os nossos corpos enfermos.

Afastai o inimigo, dai-nos a paz sem demora,
e assim guiados por Vós, evitaremos todo o mal.

Fazei-nos conhecer o Pai, e revelai-nos o Filho,
para acreditar sempre em Vós, Espírito que de ambos procedeis.

Glória seja dada ao Pai, e ao Filho que da morte ressuscitou,
e ao Espírito Paráclito, pelos séculos dos séculos. Amen.



Bom 2008!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Vou dar-lhe o meu “segredo”


"Não sabeis que sois templos de Deus
e que o Espírito de Deus habita em vós?"

1 Cor, 3, 16



«Vou dar-lhe o meu “segredo”: pense neste Deus que a habita e de que é o templo; é São Paulo quem assim fala, podemos acreditá-lo. Pouco a pouco a alma habitua-se a viver na sua doce companhia, começa a compreender que traz em si um pequeno Céu em que o Deus de amor fixou a sua morada. Então, é como que uma atmosfera divina na qual respira, diria mesmo que só o corpo é que fica na terra, mas a alma habita acima das nuvens e dos véus, n’Aquele que é Imutável.»


Beata Isabel da Trindade


Santíssima Trindade,
eu Te adoro no meu coração
e na minha vida.




Ler biografia de Isabel da Trindade, hoje, dia de memória litúrgica desta beata.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Um único sermão e 3000 pessoas se convertem!

«De pé, com os Onze, Pedro ergueu a voz e dirigiu-lhes então estas palavras:
‘Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré, Homem acreditado por Deus junto de vós, com milagres, prodígios e sinais que Deus realizou no meio de vós por seu intermédio, como vós próprios sabeis, este, depois de entregue, conforme o desígnio imutável e a previsão de Deus, vós o matastes, cravando-o na cruz pela mão de gente perversa.
Mas Deus ressuscitou-o, libertando-o dos grilhões da morte, pois não era possível que ficasse sob o domínio da morte.’
Os que aceitaram a sua palavra receberam o baptismo e, naquele dia, juntaram-se a eles cerca de três mil pessoas.»


Actos dos Apóstolos, 2, 4.14.22-24.41




Um único sermão e 3000 pessoas se convertem!
Como? A resposta é o Espírito Santo. Ele é oferecido e vem cumprir maravilhas no coração do homem. Sem o Espírito Santo, não se pode entender o amor de Deus. Podemos ter o mais belo discurso do mundo com as mais belas palavras que existem, mas sem Ele, é impossível.
A Igreja, os cristãos, são chamados a testemunhar Cristo, anunciá-lo, mas na desapropriação deste mesmo anúncio porque “só Deus se dá aos corações e se propõe à sua liberdade.” (Madalena Delbrel)
Somos fracos, pobres. Nas nossas mãos Deus colocou um tesouro que não nos pertence: o Evangelho, que deve ser por nós proclamado, “Ide e anunciai…”; mas que não podemos impor.
O amor é proposto à liberdade e não imposto.
Bernardete, a vidente de Lurdes, dizia aos detractores das aparições: “A Virgem incumbiu-me dizer, não de convencer.”
A Boa Nova que os cristãos são chamados a anunciar é que Cristo ressuscitou de entre os mortos para nos dar a vida. É por amor que o mistério da Redenção aconteceu. “Não há maior prova de amor do que dar a vida.”
“Evangelizar um homem, é dizer-lhe que ele é amado por Deus, e não é só dizer-lhe, mas mostrar-lhe, e não é só mostrar-lhe, mas manifestar com a nossa atitude que ele é único aos olhos de Deus.”Mais que um discurso, é um olhar ou um gesto que evangeliza.
Mas para anunciar o amor redentor de Deus, é necessário sermos também nós convencidos de que Deus nos ama.
Este amor de Deus significa que Deus nos ama pessoalmente, que Ele olha amorosamente para cada um de nós, nos levanta e nos ama como somos. Na nossa pobreza e miséria, Deus manifesta o seu amor.


Senhor faz-me viver do teu amor
para anunciá-lo a todos os homens!


segunda-feira, 28 de maio de 2007

A Igreja é una, santa, católica, apostólica e missionária

«Cinquenta dias depois da Páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade dos discípulos, que “perseveravam na oração, com um mesmo espírito”, reunidos junto a “Maria, a mãe de Jesus” e com os doze apóstolos (cf. Actos 1, 14. 2, 1).

Podemos dizer, portanto, que a Igreja teve o seu início solene com a vinda do Espírito Santo. Nesse extraordinário acontecimento, podemos ver as características essenciais da Igreja:

a Igreja é una, como a comunidade de Pentecostes, que estava unida na oração com “um só coração e uma só alma” (Actos 4, 32).

A Igreja é santa, não por seus méritos, mas porque, animada pelo Espírito Santo, tem o olhar fixo em Cristo, para viver conforme Ele e seu amor.

A Igreja é católica, porque o Evangelho está destinado a todos os povos e por esse motivo, já desde o início, o Espírito Santo faz com que fale todos os idiomas.

A Igreja é apostólica, já que - construída sobre o alicerce dos apóstolos - custodia fielmente seu ensinamento através da corrente ininterrupta da sucessão apostólica.

Além disso, a Igreja, por sua própria natureza, é missionária, e desde o dia de Pentecostes o Espírito Santo não deixa de conduzi-la aos caminhos do mundo, até os últimos confins da terra e até o final dos tempos.»



Bento XVI, Regina Caeli 27/05/2007

sábado, 26 de maio de 2007

Vinde Espírito Criador

Vinde Espírito Criador, visitai as almas vossas,
enchei da graça do alto, os corações que criastes.

Sois chamado Consolador, o dom de Deus Altíssimo,
fonte viva, fogo, caridade, e unção espiritual.

Sois formado de sete dons, o dedo da direita de Deus,
Solene promessa do Pai que inspira as palavras.

Iluminai os sentidos, infundi o amor nos corações,
fortalecei para sempre os nossos corpos enfermos.

Afastai o inimigo, dai-nos a paz sem demora,
e assim guiados por Vós, evitaremos todo o mal.

Fazei-nos conhecer o Pai, e revelai-nos o Filho,
para acreditar sempre em Vós, Espírito que de ambos procedeis.

Glória seja dada ao Pai, e ao Filho que da morte ressuscitou,
e ao Espírito Paráclito, pelos séculos dos séculos. Amen.




Veni, Creator Spíritus, mentes tuórum visita,
imple supérna grátia, quae tu creásti péctora.

Qui díceris Paráclitus, altíssimi donum Dei,
fons vivus, ignis, cáritas, et spiritális únctio.

Tu septifórmis múnere, dígitus paternae déxterae,
tu rite promíssum Patris, sermóne ditans gúttura.

Accénde lumen sénsibus; infunde amórem córdibus,
infírma nostri córporis virtúte firmans pérpeti.

Hostem repéllas lóngius, pacémque dones prótinus;
ductóre sic te praevio vitemus omne noxium.

Per te sciámus da Patrem, noscamus atque Filium;
teque utriúsque Spíritum credamus omni témpore.

Deo Patri sit glória, et Fillio, qui a mórtuis
surréxit, ac Paráclito, in saeculórum saecula. Amen.


quinta-feira, 24 de maio de 2007

Como uma bela pomba branca...

«Como uma bela pomba branca que sai do meio das águas e vem sacudir as suas asas sobre a terra, o Espírito Santo sai do oceano infinito das perfeições divinas e vem bater asas sobre as almas puras, para verter nelas o bálsamo do amor.

Sem o Espírito Santo, somos semelhantes a uma pedra no caminho. Pegai numa mão uma esponja impregnada de água e na outra, uma pedrinha; apertai-as da mesma forma; nada sairá da pedrinha e da esponja sairá água em abundância. A esponja, é a alma cheia do Espírito Santo, e a pedrinha, é o coração frio e duro onde o Espírito Santo não habita.




É o Espírito Santo que forma os pensamentos no coração dos justos e que gera palavras nas suas bocas. Aqueles que possuem o Espírito Santo não produzem nada de mau; todos os frutos do Espírito Santo são bons… Quando o Espírito Santo está em nós, o coração dilata-se, mergulha no Amor divino.

Dever-se-ia dizer cada manhã: ‘Meu Deus, enviai-me o vosso Espírito, que Ele me revele o que sou e quem sois’


São João Maria Vianney, cura d’Ars

terça-feira, 22 de maio de 2007

Cautério suave da alma

O Espírito Santo é como cautério suave da alma, “porque como afirma Moisés no Deuteronómio: 'O Senhor nosso Deus, é um fogo devorador' (Dt 4, 24), isto é, um fogo de amor.

Ele tem uma força infinita, podendo, de modo inefável, consumir e transformar em Si a alma que tocar.

Porém, a cada um queima e consome conforme a encontra preparada: a umas mais, a outras menos; e fá-lo quanto, como e quando quiser.

Sendo um fogo de amor infinito, quando quer tocar a alma com mais força, abrasa-a em alto grau de amor que ela se sente arder acima de todos os ardores do mundo. (…)

Este fogo de Deus tão ardente e devorador, capaz de destruir mais depressa mil mundos do que o fogo da terra um fiapo de linho, não consuma nem destrua a alma em que assim arde!


Em vez de lhe causar qualquer tristeza, vai-a antes endeusando e deleitando à medida da força do amor, enquanto a abrasa e nela arde suavemente.”



São João da Cruz, Chama de amor viva



Cautério: Instrumento aquecido que queima tecidos orgânicos para favorecer a cicatrização.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

A Ascensão

Em Portugal, a solenidade da Ascensão do Senhor foi transferida para o 7º domingo pascal, apesar do seu dia originário ser o da quinta-feira da 6ª semana da Páscoa, quando se cumprem os quarenta dias depois da ressurreição, conforme o relato de São Lucas no seu Evangelho e nos Actos dos Apóstolos.

A Ascensão é mais um momento do único mistério pascal, que celebra a glorificação de Jesus, Aquele que por nós morreu na cruz, voltou à vida e está vivo para sempre, e que agora sobe ao céu à vista dos discípulos, isto é, em corpo, alma e na sua divindade, Cristo entra em comunhão plena e gloriosa com o Pai, vivendo totalmente d'Ele e n'Ele.
Mas Jesus não abandona os homens. Ele anuncia aos seus amigos a vinda do Espírito Santo e promete estar com eles até ao fim dos tempos para anunciar ao mundo o Evangelho da Salvação.

Após a subida ao céu de Jesus, Maria, sua Mãe, e os Apóstolos, permaneceram em oração, aguardando o Espírito Santo, o Consolador prometido pelo Senhor, que viria no dia de Pentecostes (50 dias após a Páscoa).
Dos 9 dias que separam as festas da Ascensão e do Pentecostes, à imitação da primeira comunidade cristã em oração no Cenáculo, nasceram na Igreja as novenas, que se tornaram num exercício de piedade popular de 9 dias seguidos, em visto à pre­paração de uma festa religiosa ou à procura de alcançar uma graça.

Os próximos 9 dias são então, como há 2000 anos atrás, um tempo propício para pedir,
com Maria e os Apóstolos,
que o Pai mande o Espírito Santo aos nossos corações e sobre a Igreja,
para que o mesmo Espírito nos ensine todas as coisas,
encaminhando-nos para a verdade e uma vida que testemunha o Evangelho,
tudo, em nome de Jesus, o Filho que subiu ao céu,
e que agora vive e reina com o Pai pelos séculos dos séculos.