Mostrar mensagens com a etiqueta Vida Humana. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vida Humana. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Rostos do amor de Deus

«Deus criou o homem à sua imagem,
criou-o à imagem de Deus;
Ele os criou homem e mulher»
Gn 1, 27


«Deus criou cada um de nós, cada ser humano, para algo maior: amar e ser amado. Porquê que Deus nos criou, uns, homens, outros, mulheres? Porque o amor de uma mulher é um dos rostos do amor de Deus. O amor de um homem é outro rosto desse mesmo amor. O homem e a mulher são ambos criados para amar, mas cada um de maneira diferente; homem e mulher completam-se, e os dois juntos manifestam o amor de Deus muito melhor do que eles poderiam separadamente.
A capacidade especial de amor que têm as mulheres não é mais do que aparente quando vêm a serem mães. A maternidade é o dom de Deus feito às mulheres. Como devemos estar agradecidos a Deus por esse dom que traz uma tão grande alegria ao mundo inteiro, aos homens como às mulheres.»


Beata Teresa de Calcutá

quarta-feira, 2 de maio de 2007

A vida de Nazaré

O Irmão universal, Carlos de Foucauld, assim escreveu:
«Jesus diz-nos: 'Em Nazaré, passo os anos da minha infância, da minha adolescência, da minha juventude… É por vosso amor que levo aí a vida que levo (…). O que é que vos ensino? Ensino-vos a viver do trabalho das vossas mãos para não ser pesado a ninguém, e ter com que dar aos pobres, e dou a este género de vida uma beleza incomparável, que nenhuma outra tem, senão a do trabalhador evangélico, a da minha imitação… os que vivem do trabalho das suas mãos e os que pregando o Evangelho vivem de esmolas imitam-me'.»


Aos leigos da sua associação, ele recomenda:
«Os de entre eles cujo trabalho é sobretudo intelectual deverão juntar a ele, pelo menos durante alguns instantes por dia, um trabalho manual inferior e humilde, para se elevarem por esta imitação do "operário filho de Maria", para viverem alguma coisa do santo Evangelho, para compreenderem o Evangelho, que se compreende não entendendo-o, mas praticando-o.»

«Tenhamos uns pelos outros os pensamentos, as palavras, as acções que estão de acordo com o lar de Nazaré, diante da Virgem Santa e São José, aos pés de Jesus.»

Desta forma, o Beato Carlos de Foucauld faz-nos dizer a Jesus: «A tua vida de Nazaré pode levar-se por toda a parte: leva-a ao lugar mais útil para o próximo.»

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

O Evangelho da Vida e os bispos

"O debate do referendo esteve centrado na justeza de um projecto de lei que, ao procurar despenalizar, acaba por legalizar o aborto. A partir de agora o nosso combate pela vida humana tem de visar, com mais intensidade e novos meios, os objectivos de sempre: ajudar as pessoas, esclarecer as consciências, criar condições para evitar o recurso ao aborto, legal ou clandestino.(…)
A mudança de mentalidade interpela a nossa missão evangelizadora, de modo particular a evangelização dos jovens, das famílias e dos novos dinamismos sociais. Toda a missão da Igreja tem de ser, cada vez mais, pensada para um novo contexto da sociedade. São necessárias: criatividade e ousadia, na fidelidade à missão da Igreja e às verdades evangélicas que a norteiam.(...)
A luta pela vida, pela dignificação de toda a vida humana, é uma das mais nobres tarefas civilizacionais. Não será o novo contexto legal que nos enfraquecerá no prosseguimento desta luta. A Igreja continuará fiel à sua missão de anúncio do Evangelho da vida em plenitude e de denúncia dos atentados contra a vida."

sábado, 10 de fevereiro de 2007

XV Dia mundial do doente

“No dia 11 de Fevereiro de 2007, quando a Igreja celebra a memória litúrgica de Nossa Senhora de Lurdes, será comemorado em Seul, na Coreia, o XV Dia Mundial do Doente. (…)
Gostaria de encorajar os esforços envidados por aqueles que trabalham diariamente para assegurar que os enfermos incuráveis e terminais, juntamente com as respectivas famílias, recebam o adequado cuidado amoroso. Seguindo o exemplo do Bom Samaritano, a Igreja manifestou sempre a sua especial solicitude pelos enfermos. Através dos seus membros individualmente e das suas instituições, ela continua a estar ao lado dos que sofrem e a assistir os moribundos, enquanto procura salvaguardar a sua dignidade nestes momentos significativos da existência humana. (…)
Agora dirijo-me a vós, meus queridos irmãos e minhas amadas irmãs que sofreis de doenças incuráveis e terminais. Encorajo-vos a contemplar os sofrimentos de Cristo crucificado e, em união com Ele, a dirigir-vos ao Pai com completa confiança de que toda a vida e de maneira particular as vossas vidas estão as suas mãos. Tende a certeza de que os vossos sofrimentos, unidos aos de Cristo, hão-de ser úteis para as necessidades da Igreja e do mundo. Peço ao Senhor que fortaleça a vossa fé no seu amor, de forma especial durante estes momentos de prova que vós estais a experimentar. (…)
Que a Bem-Aventurada Virgem, nossa Mãe, conforte as pessoas que estão doente e assista todos aqueles que têm dedicado a própria vida, como Bons Samaritanos, para curar as feridas físicas e espirituais de quem sofre.”



Bento XVI (mensagem para o XV Dia mundial do doente)




Neste mês de Fevereiro, a Igreja invoca a Mãe de Deus com o título de Nossa Senhora de Lurdes. Há 149 anos, a Virgem Maria apareceu à uma jovem pastora, Bernadeta Soubirous, na gruta de Massabielle, em Lurdes, na França. A primeira aparição aconteceu no dia 11 de Fevereiro de 1858, e sucederam mais outras 17.

Desde então, cresceu a devoção dos fiéis a Nossa Senhora de Lurdes, que se revelou como a “Imaculado Conceição”, e que por meio da jovem Bernadeta, pediu ao mundo, oração e penitência . A gruta de Lurdes tornou-se um centro de peregrinação e de oração constantes , onde Deus, por meio de Maria, cura os males espirituais mas também físicos dos homens. Perto de 70 curas milagrosas de doentes são reconhecidos oficialmente pela Igreja.


A fonte de água que a Virgem fez jorrar na gruta de Massabielle é um dos grandes símbolos de Lurdes, onde as pessoas, e de modo particular os enfermos, vão saciar as suas sedes de todo o género, com fé e esperança.


Sinos do Santuário de Lurdes
Gosto de ouvir os sinos das igrejas a tocar, e vós?

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Sempre a vida

"Não mates nem estragues, porque, como não sabes o que é a vida, excepto que é um mistério, não sabes que fazes matando ou estragando, nem que forças desencadeias sobre ti mesmo se estragares ou matares."


Fernando Pessoa


"Com humildade, mas com firmeza, continuaremos a propor o valor imenso da vida humana. A defesa da vida com os meios da paz, com a convicção e o testemunho, com os meios duma democracia plural é uma dívida de honra para com o avanço da nossa civilização em ordem a um humanismo integral e solidário. A todos vós confio, pois, um mandato: Sede sentinelas da dignidade e do futuro da vida humana em todas as suas fases e circunstâncias, desde o seu primeiro instante até ao seu ocaso! Não tenhais medo nem vergonha de ser paladinos da simpatia, da estima e do amor por toda a vida humana!"

D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima


“No dia 11 de Fevereiro próximo, na solidão de um voto, cada um de nós estará sozinho com a sua consciência, tornando-se corresponsável de uma decisão grave para a vida de pessoas e para a sociedade como um todo. (…)
Escutem, antes de mais, a voz íntima do seu coração, tantas vezes abafada pelos afectos e pelo barulho feito à volta desta questão. Escutem o testemunho da ciência, de médicos e psicólogos que nos têm vindo a proclamar a beleza da vida, desde o seu início, e dos traumas humanos provocados nas mulheres que abortam (…)
Escutem o testemunho comovido de mulheres que abortaram e a alegria já manifestada por aquelas que venceram essa tentação e sentem hoje a alegria do filho que deixaram nascer.”

D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Rosto de: Joana Beretta Molla


Nasceu em Magenta perto de Milão em 4 de Outubro de 1922.
Joana (Gianna) era a décima de 13 filhos e foi educada por pais piedosos que a ensinaram que a vida era um grande presente de Deus para ser abraçado.
Na adolescência e depois adulta, foi membro da Sociedade São Vicente de Paulo e voluntária no trabalho com pobres e idosos. Estudou e conseguiu formar-se em medicina e cirurgia na Universidade de Pávia em 1949. Especializou-se em pediatria na Universidade de Milão em 1952, e atendia com especial atenção mães, crianças, idosos e pobres.
Alguns pensavam que tão boa cristã iria entrar para um convento, mas após varias reflexões, Joana viu que a sua vocação era o casamento, cooperando com Deus em “formar uma verdadeira família cristã”.
Em 24 de Setembro de 1955, casou-se com Pietro Molla. Joana não era uma santa comum. Alegremente abraçou o casamento e soube lidar com as suas obrigações de mulher de carreira, esposa e mãe. Em Novembro de 1956 , deu à luz ao Pierluigi , em Dezembro de 1957, à Mariolina, e em Julho de 1959, à Laura.
Em Setembro de 1961, no segundo mês da quarta gravidez, descobriu-se que ela tinha um fibroma no útero. Era necessária uma cirurgia e como médica, ela estava perfeitamente consciente dos riscos de continuar a sua gravidez, mas ela pediu ao cirurgião para salvar o filho que ela carregava e entregou-se nas mãos de Deus. Passou os sete meses seguintes na alegria dos seus afazeres de mãe e médica, mas também preocupada com o bebé que podia nascer com problemas. Para prevenir isso, orou muito a Deus.
Alguns dias antes da criança nascer, embora confiante na Divina Providencia, Joana estava decidida a dar a sua vida para salvar a da criança. “Se precisarem decidir entre mim e a criança, escolham a criança”, insistiu ela ao seu médico.
Assim nasceu uma menina, Gianna Emanuela, na manhã de 21 de Abril de 1962. Apesar de todos os esforços para salvar a mãe, Joana veio a falecer uma semana depois, com horríveis dores. Adormeceu no Senhor no dia 28 de Abril dizendo: “Jesus, Jesus, eu amo-te, eu amo-te”. Ela tinha apenas 39 anos de idade.
Seu funeral foi ocasião de grande tristeza, fé e oração. O seu corpo está no cemitério de Mesero perto de Magenta.
Joana Berreta Molla foi beatificada a 24 de Abril de 1994 e canonizada a 16 de Maio de 2004 pelo Papa João Paulo II.


Na homília da beatificação, afirmou o Papa João Paulo II:
“Joana Beretta Molla, coroando uma existência exemplar de estudante, de jovem comprometida na comunidade eclesial e de esposa e mãe feliz, soube oferecer em sacrifício a vida, a fim de que pudesse viver a criança que trazia no seio e que hoje está aqui connosco! (Uma salva de palmas coroou estas palavras do Papa) Ela como médica e cirurgiã, estava bem
consciente daquilo de que ia ao seu encontro, mas não recuou diante do sacrifício, confirmando desse modo a heroicidade das sua virtudes”.

Honrar Santa Joana Beretta Molla é convidar os cristãos a tomar o seu exemplo na defesa da vida, ela que, como mãe deu a vida para que sua filha mais nova nascesse.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

A vida

“A vida, que é obra de Deus, não deve ser negada a ninguém, nem sequer ao menor e mais indefeso nascituro, e muito menos quando apresenta graves deficiências. (…)
Convido-vos a não cair no engano de pensar que se pode dispor da vida até «legitimar sua interrupção com a eutanásia, mascarando-a talvez com um véu de piedade humana. (…)
Peçamos ao Senhor, por intercessão de Maria Santíssima, que cresça o respeito pelo caráter sagrado da vida, para que haja cada vez uma maior consciência das autênticas exigências familiares, e para que aumente o número daqueles que contribuem para a realização da civilização do amor no mundo.”


Bento XVI no Angelus 04/02/2007

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

"Mil vezes mais contagiosos são a inconsciência, o egoismo e a cobardia."

Sabeis que dia foi comemorado ontem? O Dia Mundial da Pessoa atingida pela Lepra. O dia foi instituído em 1954 por Raoul Follereau (1903-1977), um cristão convicto, conhecido mundialmente pelo seu importante trabalho no combate à doença.
Não foi o dia mundial da doença ou de combate à doença… mas, o dia da pessoa portadora. Um sentido mais humano para a comemoração!
Além do título deste post, partilho convosco algumas palavras de Raoul Follereau:

"Amar sem agir não significa nada.”

"Aquilo que vos peço é muito pouco. Peço um avião bombardeiro a cada um, porque sei que este avião custa cinco milhões de francos. Eu calculei que com o dinheiro desses aparelhos de morte se poderiam curar todos os leprosos do mundo".
(Aos governantes dos E.U.A e da U.R.S.S)

“Dar sem amar é uma ofensa.”

“O tesouro que eu vos deixo, é o bem que não fiz.”

“A santidade é a graça de fazer humildes coisas sob o sinal da eternidade.”

sábado, 27 de janeiro de 2007

Não iludir a nossa responsabilidade

"Encontramo-nos perante um confronto rude e dramático entre o mal e o bem, entre a morte e a vida, entre a “cultura da morte” e a “cultura da vida”. Não nos encontramos somente “perante”, mas inevitavelmente “no meio” deste conflito: estamos todos activamente implicados, e não podemos iludir a nossa responsabilidade de fazer uma escolha incondicional em favor da Vida."

João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 28

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

A dignidade da pessoa humana

“Precisamente porque criado à imagem e semelhança de Deus, cada indivíduo humano, sem distinção de raça, cultura e religião, é revestido da mesma dignidade de pessoa. Deve portanto ser respeitado. Nunca razão alguma poderá justificar que se disponha dele a seu bel-prazer, como se fosse um objecto.”

Carta de Bento XVI para o Dia mundial da Paz

“O respeito por essa dignidade começa com o reconhecimento e com a tutela do seu direito a viver e a professar livremente a própria religião. À Santa Mãe de Deus dirigimos com confiança a nossa oração, para que nas consciências se desenvolva o sagrado respeito por cada pessoa humana e o firme repúdio da guerra e da violência.”

Homélia de Bento XVI - 1 de janeiro

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Inocentes do passado e do presente

“O mesmo Filho é a Palavra, o Logos; a Palavra eterna fez-se pequena - tão pequena a ponto de caber numa manjedoura. Fez-se menino, para que a Palavra possa ser compreendida por nós. Assim, Deus nos ensina a amar os pequeninos. Assim nos ensina a amar os frágeis. Deste modo, nos ensina a respeitar as crianças. O menino de Belém dirige o nosso olhar a todas as crianças que sofrem e são abusadas no mundo, os nascidos como não nascidos. Dirige-o a crianças que, como soldados, são introduzidas num mundo de violência; a crianças que são obrigadas a mendigar; a crianças que sofrem a miséria e a fome; a crianças que não experimentam sequer amor. Nelas todas é o menino de Belém que nos interpela; interpela-nos o Deus que se fez pequeno. Rezemos nesta noite, para que o esplendor do amor de Deus acaricie todas estas crianças, e peçamos-lhe que nos ajude a fazer o que podamos para que seja respeitada a dignidade das crianças; para que desponte a luz do amor da qual mais precisa o homem, e não das coisas materiais necessárias para viver”.

Homilia de Bento XVI da Missa de Natal