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terça-feira, 3 de março de 2009

É uma limpeza necessária

O jejum mais importante é aquele que tem como objectivo esvaziar o nosso coração de inutilidades para o enchermos do que é valioso. É uma limpeza necessária a fim de arranjarmos espaço na alma para as realidades sublimes para que Deus nos criou:
Procuremos jejuar de julgar os outros, descobrindo o Cristo que vive neles.
Jejuemos de palavras ofensivas, enchendo-nos e pronunciando expressões edificantes.
Jejuemos de descontentamento, enchendo-nos de gratidão.
Jejuemos de irritações, enchendo-nos de paciência.
Jejuemos de pessimismo, enchendo-nos de esperança cristã.
Jejuemos de preocupações, enchendo-nos de confiança em Deus.
Jejuemos de lamentações, enchendo-nos do apreço pela maravilha que é a vida.
Jejuemos de pressões que nunca mais acabam, enchendo-nos duma oração permanente.
Jejuemos de amargura, enchendo-nos de perdão.
Jejuemos de dar importância a nós mesmos, enchendo-nos de amor pelos outros.
Jejuemos de ansiedade sobre as nossas coisas, comprometendo-nos na propagação do Reino.
Jejuemos de desalento, enchendo-nos do entusiasmo da fé.
Jejuemos de pensamentos mundanos, enchendo-nos das verdades que fundamentam a santidade.
Jejuemos de tudo o que nos separa de Jesus, enchendo-nos daquilo que d’Ele nos aproxima.

domingo, 23 de novembro de 2008

Finais de ano

Na nossa vida existe vários “finais de ano”: o ano civil a 31 de Dezembro; para os mais pequenos e jovens, o ano escolar ou da catequese; para os mais crescidos, o ano laboral com as férias de verão…
Celebrar Cristo Rei introduz os cristãos no ritmo de mais um ano: o ano litúrgico.
Cada passagem para um novo ano é ao mesmo tempo um fim, uma conclusão, mas também um tempo onde tudo recomeça.
Neste fim de ano litúrgico, a Igreja celebra a realeza de Cristo, uma realeza que não é deste mundo (cf Jo 18, 33-37), mas que “faz de nós o Reino de Deus” (Ap 1, 5-8). Uma realeza que é serviço, onde, com Cristo, o reino de paz e justiça se constrói no tempo e na história, por meio de cada um dos seus discípulos.



Christus vincit, Christus regnat, Christus impera!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sabia que...

Sabia que este passado 5 de Outubro, começou um Sínodo dos Bispos em Roma, delegados das Conferências Episcopais, para reflectir sobre a Palavra de Deus e a vida cristã?

Sabia que, durante muitos séculos, não houve Bíblia escrita, mas só a tradição oral que ia passando de pais a filhos, e contada com fidelidade de geração em geração?

Sabia que a Bíblia é uma “biblioteca” composta de 73 livros, de tamanhos diferentes, de épocas, autores e estilos diferentes? Que o Antigo Testamento tem 46 livros e o Novo, 27 livros?

Sabia que o Antigo Testamento foi todo escrito em hebraico, excepto o livro da Sabedoria, que foi escrito em grego? E sabia que o Antigo Testamento levou 900 anos a escrever, desde o ano 950 antes de Cristo até ao ano 50 antes de Cristo?

Sabia que o Novo Testamento foi escrito até ao fim do século primeiro, ou seja, cem anos depois de Cristo? E que o primeiro texto a ser escrito foi a Primeira Carta aos Tessalonicenses e o último o Evangelho segundo S. João?

Sabia que os livros da Bíblia não foram escritos em capítulos? Que foi Estêvão Langton, arcebispo de Cantuária, em 1214, que dividiu os livros da Bíblia em capítulos?

Sabia que 337 anos mais tarde, em 1551, Robert Etiene dividiu o Novo Testamento em versículos, como temos agora? E que em 1565, Teodoro de Beza dividiu o resto da Bíblia em versículos?

Sabia que os livros do Antigo Testamento não foram escritos pela ordem em que os temos hoje nas nossas Bíblias? Esta ordem é lógica, começa pelo livro das origens, o Génesis, e não é uma ordem cronológica?

Sabia que o Novo testamento foi escrito em aramaico, a língua de Jesus, e em grego? E sabia que foi S. Jerónimo quem, por volta do ano 400, traduziu a Bíblia para Latim, cuja tradução se chama Vulgata?

Sabia que já havia uma tradução de todo o Antigo Testamento para grego, chamada LXX (Setenta), muito usada no tempo de Jesus e das primeiras comunidades cristãs?

Sabia que a Bíblia, como Palavra de Deus, é Palavra inspirada, ou seja, o Espírito Santo agiu nos autores sagrados e os inspirou a escreverem sem eles deixarem de usar sua cultura, suas qualidades, seus talentos?

Sabia que é da Palavra que vem a fé, o alimento espiritual, a força, a graça da conversão?

Sabia que precisamos de ler, saborear a Palavra de Deus?

Revista "Cruzada"




“Só a Palavra de Deus pode transformar em profundidade o coração do homem. Assim, é importante que com ela entrem em intimidade sempre crescente cada um dos crentes e as comunidades. A assembleia sinodal dirigirá a sua atenção a esta verdade fundamental para a vida e missão da Igreja. Alimentar-se da Palavra de Deus é para a Igreja a primeira e fundamental tarefa. (...)
É necessário colocar no centro da nossa vida a Palavra de Deus, acolher Cristo como nosso único Redentor, como o Reino de Deus em pessoa, para fazer com que a sua luz ilumine todos os âmbitos da humanidade: da família à escola, à cultura, ao trabalho, ao tempo livre e aos outros sectores da sociedade e da nossa vida.”


Bento XVI, Homilia da Missa de Inauguração do Sínodo sobre a Palavra de Deus, 05/10/2008






Oração pelo bom êxito do Sínodo dos Bispos

Senhor Jesus Cristo, a quem o Pai nos recomendou escutar como seu Filho amado: iluminai vossa Igreja, a fim de que nada seja para ela mais santo que ouvir vossa voz e seguir-vos. Vós sois Sumo Pastor e Senhor de nossas almas, dirigi vosso olhar aos Pastores da Vossa Igreja, que nestes dias se reúnem com o Sucessor de Pedro em Assembleia Sinodal. Imploramo-vos que os santifiqueis na verdade e os confirmeis na fé e no amor.

Senhor Jesus Cristo, enviai vosso Espírito de amor e de verdade sobre os Bispos que celebram o Sínodo e sobre aqueles que os assistem em suas tarefas: fazei com que sejam fiéis ao que o Espírito diz às Igrejas e, deste modo, inspirai suas almas e ensinai-lhes a verdade. Através de seu trabalho, que os fiéis possam ser purificados e reforçados no espírito para aderir ao Evangelho da salvação por vós realizada e se convertam em oferta viva ao Deus do céu.

Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, assisti hoje os Bispos como um dia assististes os Apóstolos no Cenáculo, e intercedei com a vossa materna ajuda para promover entre eles a comunhão fraterna, a fim de que, em prosperidade e paz, possam alegrar-se na serenidade destes dias e, perscrutando com amor os sinais dos tempos, celebrar a majestade de Deus misericordioso, Senhor da história, para o louvor e glória da Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo.
Ámen.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Há trabalho de sobra

“Ide também vós para a minha vinha!” (Mt 20,4)


«Poder trabalhar na vinha do Senhor, pôr-se ao seu serviço, colaborar na sua obra, constitui em si um prémio inestimável, que recompensa todo o cansaço. Mas só quem ama o Senhor e o seu Reino o compreende; quem, pelo contrário, só trabalha pelo salário nunca se dará conta do valor deste tesouro inestimável.»


Bento XVI,
Angelus 21/09/2008


A“vinha do Senhor” precisa de trabalhadores!
Há trabalho de sobra para todos, e ninguém deve ficar de braços cruzados. Há lugar também para aqueles que conseguem fazer apenas um pouco.
Basta acolher o convite pessoal do Dono da vinha, e fazer a própria parte.

domingo, 27 de julho de 2008

Tu és o tesouro das nossas vidas...

«O reino dos Céus é semelhante
a um tesouro escondido num campo.
O homem que o encontrou tornou a escondê-lo
e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía
e comprou aquele campo.»


Mt 13, 44



Senhor,
o essencial permanece invisível aos nossos olhos…
O teu reino, que está entre nós,
não cativa o nosso olhar
e demasiadas vezes o procuramos nos bens deste mundo,
estes bens que passam sem nos preencher …

Senhor, tu és o tesouro das nossas vidas…
Em todos aqueles que Te encontraram
exerces uma atracção irresistível
que faz desaparecer o vão apego
que mata o sabor das nossas primeiras afeições.

Faz, Senhor,
que nos deixemos encantar pela beleza do teu reino
e a abundância dos bens celestes que nos são destinados.
Despidos de tudo o que nos incomoda,
desejamos correr alegremente para Ti,
único tesouro das nossas almas,
Filho primogénito de uma multidão de irmãos…

domingo, 16 de dezembro de 2007

Esperamos o quê?

O Advento coloca-nos algumas perguntas.
Esperamos o quê? O Messias? Que Messias? Para que homem?
Eis que Ele vem, os profetas O anunciaram, e no entanto os que esperavam por Ele não o acolham. Ele está no meio dos seus e os seus não O reconheçam.
O messias que esperamos é muitas vezes bem diferente d’Aquele que vem!
O Messias que vem ultrapassa as nossas concepções humanas, está à estreita nas definições que Lhe damos.
Esperamos um messias de glória e de majestade…eis que Ele vem até nós como um Filho de homem.
Esperamos um messias bem visível aos olhos de todos…Ele vem até nós sem brilho.
Esperamos um messias revolucionário…eis que vem um Messias paciente, que não muda a história de um dia para outro.
Esperamos um messias de sacristia que se coloca ao serviço da religião…eis um Messias que irrita os fariseus e expulsa do Templo.
“És Aquele que há-de-vir?”, pergunta João Baptista.
Falta de fé da parte do profeta?
Ou uma maneira de dizer que o Messias o surpreende na acção, na sua maneira de exercer a missão.
João esperava talvez a vingança, a hora de Deus…algo de forte, capaz de calar os inimigos, de acabar com o pecado.
Jesus dá como resposta as curas e as libertações que Ele realiza.
Com isso, Ele afirma que Ele é bem o Messias esperado, porque a Boa Nova é anunciada aos pobres, porque os doentes são curados e os mortos ressuscitam.
Eis a vingança e a hora de Deus, que não são feitas num Deus que arrasa e triunfa, mas no anúncio aos pequeninos, aos últimos e marginalizados deste mundo.
A vingança e a hora de Deus não estão na morte dos inimigos, mas na vida dada aos que precisam.
É este o Messias que esperavas?

domingo, 25 de novembro de 2007

“Este é o rei dos judeus”.

“Este é o rei dos judeus”.
Esta inscrição colocada em cima da cabeça do Crucificado manifesta bem como Jesus é sinal de contradição. Os soldados zombam d’Ele devido ao contraste entre a sua impotência visível de condenado e esta realeza inconcebível para eles. O bom ladrão, cujo acto de fé repousa na realeza de Jesus, alcança logo a misericórdia e a entrada na vida eterna. Dois mil anos depois, professamos que este Crucificado é nosso rei e que Aquele de quem somos discípulos, não reina de outra maneira do que pela loucura desta cruz gloriosa, esperando a nossa salvação desta fé.
Esta realeza desprezada e misteriosa apareceu depois na luz do dia da Ressurreição, no momento da Ascensão, no Pentecostes que revelou que a salvação não tinha acontecido só para o povo judeu donde saiu o Messias, mas também por todos os que acreditariam em Cristo, pois Deus quer que todos os homens sejam salvos (1 Tm 2,4). Esta realeza universal de Jesus se manifestará no último dia, para alegria daqueles que o acolheram e para a confusão daqueles que o recusaram ou negaram.
“Então és rei?” perguntava Pilatos (Jo 18,37). Rei dos judeus, sim, mas mais ainda. Este pobre prisioneiro é o rei do mundo, do cosmos, do universo. Verbo feito homem, ele é o Filho, imagem de Deus invisível, o primogénito de toda a criatura (Col 1,16). Por Ele tudo foi criado e sem Ele nada foi feito (Jo 1,3). Por Ele e para Ele tudo foi criado (Col 1, 16). Ele é o alfa e o ómega da história de cada pessoa, das famílias, das nações e do género humano.




Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente...
Com o óleo da alegria
consagrastes Sacerdote eterno e Rei do universo
o vosso Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor,
para que, oferecendo-Se no altar da cruz,
como vítima de reconciliação,
consumasse o mistério da redenção humana
e, submetendo ao seu poder todas as criaturas,
oferecesse à vossa infinita majestade
um reino eterno e universal:
reino de verdade e de vida,
reino de santidade e de graça,
reino de justiça, de amor e de paz.


Prefácio da Solenidade de Cristo Rei

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A atitude do cristão, da Igreja

Jesus disse ainda a quem O tinha convidado:
«Quando ofereceres um almoço ou um jantar,
não convides os teus amigos nem os teus irmãos,
nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos,
não seja que eles por sua vez te convidem
e assim serás retribuído.
Mas quando ofereceres um banquete,
convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos;
e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te:
ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.»


Lc 14, 12-14



Esta semana, tive daquelas conversas que interpelam e questionam a atitude do cristão e da Igreja, em relação aos seus membros entre eles, como para com aqueles que desconhecem ou rejeitam o Evangelho.
Lembrei-me desta passagem do evangelista Lucas, em que Jesus apresenta o Reino de Deus como um “banquete” onde todos – sem excepção – são convidados, inclusive aqueles que a cultura social e religiosa exclui e marginaliza.
Neste banquete, os que aceitam o convite, devem revestir-se de humildade, simplicidade e serviço, não podem agir por interesse ou esperar retribuição, mas devem fazer tudo com gratuidade e amor desinteressado.
Mas Jesus vai mais longe!
Para o banquete é preciso convidar “os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos”, considerados pecadores notórios e amaldiçoados por Deus.
Estes últimos representam todos aqueles que a religião oficial excluía da comunidade, da salvação. Apesar disso, Jesus diz que esses devem ser os primeiros convidados do banquete do Reino.
Como é que, no tempo presente, estes “pecadores notórios”, que podemos rever nos marginais, nos divorciados, nos homossexuais, nas prostitutas são acolhidos na Igreja?
Quais são as respostas ou a assistência que os cristãos, a Igreja, têm para eles?
Será que a resposta é de amor como nos manda Jesus?
No papel, certamente, pois vem no Evangelho, mas na prática?



“Todos os homens são filhos de Deus que os ama infinitamente: é então impossível amar, desejar amar a Deus, sem amar, desejar amar os homens.”


Beato Carlos de Foucauld

sábado, 22 de setembro de 2007

Ó Cristo, o teu reino está próximo


Ó Cristo, o teu reino está próximo;
faz-nos participar no teu triunfo sobre a terra
para depois tomar parte no teu reino celeste.
Concede-nos poder comunicar o teu amor
e anunciar a tua realeza divina
com o exemplo da nossa vida e pelas nossas obras.
Possui os nossos corações agora
para serem teus pela eternidade.
Não permites que nos afastemos da tua vontade:
que nem a vida, nem a morte consigam separar-nos de Ti.
Que o nosso coração tenha em Ti a sua fonte, Salvador nosso,
para que, saciados do teu amor,
nos tornemos apóstolos incansáveis do teu reino.
Que cada dia morramos de nós próprios para viver só de Ti.



São (Padre) Pio de Pietrelcina,
adormeceu no Senhor a 23 de setembro de 1968

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O amor de Deus será sempre maior que todas as nossas faltas!

A realidade do pecado está bem presente nas nossas vidas…ninguém escapa.
Basta olhar o dia de ontem! Quem pode vangloriar-se de estar sem pecado, de não pecar? Todos nós somos pecadores, que os nossos pecados sejam conhecidos somente por nós ou por todos, leves ou graves, consequência da nossa fraqueza ou da malícia. E ainda que nos esforcemos em pecar o menos possível, mesmo assim falhamos sempre demais. Reconheçamos humildemente…a nossa condição na terra é ser pecadores.
Mas não devemos mergulhar no desespero porque existe o perdão de Deus!
Ainda ontem, as leituras proclamadas na Eucaristia, convidavam a reflectir não só sobre o pecado, mas sobretudo na imensa misericórdia do Senhor.
O amor de Deus será sempre maior que todas as nossas faltas!
A alegria que o Senhor tem em perdoar-nos será sempre maior que a nossa tristeza em tê-Lo ofendido!
Deus deseja tanto dar-nos o seu perdão que ele nos oferece vários “caminhos de perdão”.
Se o Sacramento da Reconciliação é o caminho habitual, directamente ordenado ao perdão de Deus, o apóstolo Pedro não teme em afirmar que “a caridade cobre uma multidão de pecados” (1 Pe 4, 8), e o evangelista Mateus evidencia que a caridade para com o próximo, figura do próprio Cristo, não dá menos do que o Reino do céu (Mt 25, 31-40). A tradição cristã diz que um acto de contrição perfeito nos dá o perdão de Deus, confirmado depois pelo Sacramento da Reconciliação; e São Tomás de Aquino afirma que a Eucaristia, Sacramento da Caridade, apaga os pecados veniais.
Deus terá sempre mais capacidade de nos perdoar do que nós em pecar…está ai o sinal do seu imenso amor por nós. Ele sabe que somos frágeis e que muitas vezes caímos. Mas o seu amor é de um pai que não nos quer perder e que faz tudo para nos guardar junto d’Ele.
Grande é a misericórdia de Deus…alegremo-nos e saboreemo-la!



Meu Deus, porque sois infinitamente bom,
e Vos amo de todo o meu coração,
pesa-me ter-Vos ofendido,
e, com o auxílio da vossa divina graça,
proponho firmemente emendar-me
e nunca mais Vos tornar a ofender;
peço e espero o perdão das minhas culpas
pela vossa infinita misericórdia.
Ámen.

sábado, 25 de agosto de 2007

Não há privilégios

Naquele tempo,
Jesus dirigia-Se para Jerusalém
e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava.
Alguém Lhe perguntou:
«Senhor, são poucos os que se salvam?»
Ele respondeu:
«Esforçai-vos por entrar pela porta estreita,
porque Eu vos digo
que muitos tentarão entrar sem o conseguir.
Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta,
vós ficareis fora e batereis à porta, dizendo:
‘Abre-nos, senhor’;
mas ele responder-vos-á: ‘Não sei donde sois’.
Então começareis a dizer:
‘Comemos e bebemos contigo
e tu ensinaste nas nossas praças’.
Mas ele responderá:
‘Repito que não sei donde sois.
Afastai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade’.
Aí haverá choro e ranger de dentes,
quando virdes no reino de Deus
Abraão, Isaac e Jacob e todos os Profetas,
e vós a serdes postos fora.
Hão-de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul,
e sentar-se-ão à mesa do reino de Deus.
Há últimos que serão dos primeiros
e primeiros que serão dos últimos».

Lc 13,22-30



Neste 21º domingo do Tempo comum, o texto do Evangelho, mais uma vez, vem incomodar-nos.
Estávamos tranquilos, seguros de progredir no bom caminho, e eis que Jesus nos obriga a repensar a nossa fé, explicando-nos que para fazer parte do banquete do Reino, o que interessa, não é tanto de fazer parte de uma ou outra instituição, mas de seguir fielmente o seu ensinamento.
Eis-me, firme na minha pertença à Igreja Católica. Tento viver honestamente, participo na Missa, colaboro nas despesas do culto, confesso-me regularmente, sou membro activo da minha paróquia, pertenço a um ou outro movimento, e eis que o Senhor me pode dizer: “Não sei donde és”.
O facto de ser membro da Igreja, o novo povo de Deus, não é para mim nenhum privilégio, mas sim, uma responsabilidade, uma missão. Trata-se de ser um autêntico discípulo de Cristo, logo, de caminhar seguindo-O, vivendo segundo o seu Evangelho…vivendo segundo os valores humanos e espirituais pelos quais Jesus viveu e morreu. O que não é sempre fácil…
Mas todos podem tomar parte no banquete.
Só é exigido uma coisa: a riqueza do amor …lembrai-vos do Evangelho segundo São Mateus (cap. 25)
Só assim nos sentaremos à mesa do reino de Deus.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

O reino de Maria

Quando chegará esse tempo abençoado, em que Maria reinará como Senhora e Soberana dos corações, para submetê-los inteiramente ao império do seu grande e único Jesus?
Quando chegará aquele tempo em que as almas respirarão Maria como os corpos respiram o ar?
Quando esse tempo chegar vão acontecer coisas maravilhosas neste pobre mundo, porque o Espírito Santo, encontrando nele a sua querida Esposa como que reproduzida nas almas, descerá sobre elas com a abundância e a plenitude dos seus dons – de maneira particular com o dom da Sabedoria –, para nelas realizar maravilhas de graças.(…)




'Ut adveniat regnum tuum, adveniat regnum Mariae’
Para que venha o vosso reino, seja implantado o reino de Maria!



São Luís de Montfort,
Tratado da Verdadeira Devoção à SS. Virgem

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Ele ensina sem ruído


«Compreendo e sei por experiência ‘que o reino de Deus está dentro de nós’. Jesus não precisa de livros nem de doutores para instruir as almas; Ele, o Doutor dos doutores, ensina sem ruído de palavras… Nunca O ouvi falar, mas sei que está em mim, a cada instante, Ele me guia e inspira o que devo dizer ou fazer. Descubro exactamente na hora em que preciso das luzes que nunca antes vira, mas não é habitualmente durante a oração que são mais abundantes, é sobretudo no meio das ocupações do dia…»




Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face