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sábado, 24 de janeiro de 2009

Vaticano, Google & YouTube

Hoje, memória de São Francisco de Sales, santo patrono dos jornalistas, e véspera da Festa da conversão de São Paulo, o grande arauto do Evangelho, o Vaticano estabeleceu um acordo com dois gigantes da net: Google e YouTube, afim de facilitar o acesso aos discursos, imagens e celebrações de Bento XVI por parte dos internautas.
Na verdade, já no YouTube, não faltam vídeos do Santo Padre, mas a ideia de Roma é controlar a fonte e transmitir a actualidade vaticana directamente, sem intermediário. O internauta tem assim acesso directo à Rádio Vaticano, ao Centro Televisivo Vaticano, aos sites da Santa Sé e do Estado do Vaticano, uma ligação ao H2Onews-YouTube, no Canal Vaticano do YouTube.



A Santa Sé publicou também hoje, a mensagem de Bento XVI para o 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais na próxima Solenidade da Ascensão do Senhor (24/05/2009 em Portugal).
Nela, o Papa manifesta os «benefícios que as novas tecnologias oferecem às relações humanas.»
«As famílias podem permanecer em contacto apesar de separadas por enormes distâncias, os estudantes e os investigadores têm um acesso mais fácil e imediato aos documentos, às fontes e às descobertas científicas e podem por conseguinte trabalhar em equipa a partir de lugares diversos; além disso a natureza interactiva dos novos «media» facilita formas mais dinâmicas de aprendizagem e comunicação que contribuem para o progresso social.»
O Papa acrescenta, contudo, que é necessário que estes meios promovam «uma cultura de respeito, diálogo e amizade», que respeite a «dignidade e o valor da pessoa humana», evitando «a partilha de palavras e imagens degradantes para o ser humano e, consequentemente, excluir aquilo que alimenta o ódio e a intolerância, envilece a beleza e a intimidade da sexualidade humana, explora os débeis e os inermes», e apela a lucidez: «É preciso não se deixar enganar por aqueles que andam simplesmente à procura de consumidores num mercado de possibilidades indiscriminadas, onde a escolha em si mesma se torna o bem, a novidade se contrabandeia por beleza, a experiência subjectiva sobrepõem-se à verdade.»
Bento XVI acaba a sua mensagem com um convite: «A vós, jovens, que quase espontaneamente estais em sintonia com estes novos meios de comunicação, corresponde de maneira particular a tarefa de evangelizar este “continente digital”.»
Por isso, jovens e menos jovens…mãos à obra!


Ler na íntegra a Mensagem para o 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Símbolo precioso da nossa fé

«Caros jovens, confio-vos um tesouro, o mistério da Cruz. (…)
Muitos de vós trazem ao pescoço um fio com uma cruz. Eu também trago uma, como aliás todos os bispos. Não é um adorno, uma jóia. É o símbolo precioso da nossa fé, o sinal visível e material da adesão a Cristo. (…)
Para os cristãos, a Cruz simboliza a sabedoria de Deus e o seu amor infinito revelado no dom salvífico de Cristo, morto e ressuscitado para a vida do mundo, para a vida de cada um e cada uma de vós em particular.
Que esta descoberta arrebatadora possa convidar-vos a respeitar e a venerar a Cruz! Ela é, não só o sinal da vossa vida em Deus e da vossa salvação, mas ela é também – isso o entendeis – a testemunha silenciosa do sofrimento dos homens e, ao mesmo tempo, a expressão única e preciosa de todas as suas esperanças. Caros jovens, sei que venerar a Cruz também suscita por vezes o escárnio e até a perseguição. A Cruz compromete de certa forma a segurança humana, mas ela consolida, também e sobretudo, a graça de Deus e confirma a nossa salvação. Nesta noite, a vós confio a Cruz de Cristo.
O Espírito Santo vos ajudará a entender os mistérios de amor e proclamareis então como São Paulo: “ Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gal 6,14). Paulo tinha percebido a palavra de Jesus – aparentemente paradoxal – segundo a qual, só dando (negando) a própria vida, podemos encontrá-la (cf Mc 8,35; Jo 12,24) e daí concluiu que a Cruz exprime a lei fundamental do amor e a expressão perfeita da verdadeira vida. Que a meditação do mistério da Cruz revele a alguns de vós o apelo a servir totalmente a Cristo na vida sacerdotal ou religiosa!»


Bento XVI aos jovens de Paris e de França,
12/09/2008

terça-feira, 22 de julho de 2008

Na força do Espírito

«No entanto esta força, a graça do Espírito, não é algo que possamos merecer ou conquistar; podemos apenas recebê-la como puro dom. O amor de Deus pode propagar a sua força, somente quando lhe permitimos que nos mude a partir de dentro. Temos de O deixar penetrar na crosta dura da nossa indiferença, do nosso cansaço espiritual, do nosso cego conformismo com o espírito deste nosso tempo. Só então nos será possível consentir-Lhe que acenda a nossa imaginação e plasme os nossos desejos mais profundos. Eis o motivo por que é tão importante a oração: a oração diária, a oração privada no recolhimento dos nossos corações e diante do Santíssimo Sacramento e a oração litúrgica no coração da Igreja. A oração é pura receptividade à graça de Deus, amor em acto, comunhão com o Espírito que habita em nós e nos conduz através de Jesus, na Igreja, ao nosso Pai celeste. Na força do seu Espírito, Jesus está sempre presente nos nossos corações, esperando serenamente que nos acomodemos em silêncio junto d’Ele para ouvir a sua voz, permanecer no seu amor e receber a “força que vem do Alto”, uma força que nos habilita a ser sal e luz para o nosso mundo. (…)


A força do Espírito Santo não se limita a iluminar-nos e a consolar-nos; orienta-nos também para o futuro, para a vinda do Reino de Deus.(…)
Uma nova geração de cristãos, revigorada pelo Espírito e inspirando-se a uma rica visão de fé, é chamada a contribuir para a edificação dum mundo onde a vida seja acolhida, respeitada e cuidada amorosamente, e não rejeitada nem temida como uma ameaça e, consequentemente, destruída. Uma nova era em que o amor não seja ambicioso nem egoísta, mas puro, fiel e sinceramente livre, aberto aos outros, respeitador da sua dignidade, um amor que promova o bem de todos e irradie alegria e beleza. Uma nova era na qual a esperança nos liberte da superficialidade, apatia e egoísmo que mortificam as nossas almas e envenenam as relações humanas. Prezados jovens amigos, o Senhor está a pedir-vos que sejais profetas desta nova era, mensageiros do seu amor, capazes de atrair as pessoas para o Pai e construir um futuro de esperança para toda a humanidade.(…)


O mundo tem necessidade desta renovação. Em muitas das nossas sociedades, ao lado da prosperidade material vai crescendo o deserto espiritual: um vazio interior, um medo indefinível, uma oculta sensação de desespero.(...)
Também a Igreja tem necessidade desta renovação. Precisa da vossa fé, do vosso idealismo e da vossa generosidade, para poder ser sempre jovem no Espírito.(…)
Que o fogo do amor de Deus desça sobre os vossos corações e os encha, a fim de vos unir cada vez mais ao Senhor e à sua Igreja e enviar-vos, como nova geração de apóstolos, para levar o mundo a Cristo.»

Homilia de Bento XVI nas JMJ, 20/07/2008




As próximas Jornadas Mundiais da Juventude em 2011
...mais perto de nós...Madrid!



As palavras do Santo Padre durante as Jornadas Mundiais da Juventude 2008 de Sydney são de particular interesse. Merecem ser impressas, lidas e meditadas…excelentes catequeses de um Papa professor.

domingo, 20 de julho de 2008

Oblação e inspiração

«Crucificado, sepultado e ressuscitado dentre os mortos, restituído à vida no Espírito e sentado à direita do Pai, Cristo tornou-se nosso Sumo Sacerdote, que intercede eternamente por nós. Na liturgia da Igreja, e sobretudo no sacrifício da Missa consumado sobre os altares de todo o mundo, Ele convida-nos a nós, membros do seu Corpo místico, a partilhar a sua auto-oblação. Chama-nos, enquanto povo sacerdotal da nova e eterna Aliança, a oferecer, em união com Ele, os nossos sacrifícios de cada dia pela salvação do mundo.»


Bento XVI ao clero australiano, 19/07/2008



«Invoquemos o Espírito Santo: é Ele o artífice das obras de Deus. Deixai que os seus dons vos plasmem. Assim como a Igreja realiza a sua viagem juntamente com a humanidade inteira, assim também vós sois chamados a exercitar os dons do Espírito nos altos e baixos da vida diária. Fazei com que a vossa fé amadureça através dos vossos estudos, trabalho, desporto, música, arte. Procurai que seja sustentada por meio da oração e alimentada através dos sacramentos, para deste modo se tornar fonte de inspiração e de ajuda para quantos vivem ao vosso redor. No fim de contas, a vida não é simplesmente acumular, e é muito mais do que ter sucesso. Estar verdadeiramente vivos é ser transformados a partir de dentro, permanecer abertos à força do amor de Deus. Acolhendo a força do Espírito Santo, podereis também vós transformar as vossas famílias, as comunidades, as nações. Libertai estes dons. Fazei com que a sabedoria, o entendimento, a fortaleza, a ciência e a piedade sejam os sinais da vossa grandeza.
E agora, enquanto nos preparamos para a adoração do Santíssimo Sacramento, em espera silenciosa repito-vos as palavras pronunciadas pela Beata Mary MacKillop quando tinha precisamente vinte e seis anos: ‘Acredita naquilo que Deus sussurra ao teu coração!’ Acreditai n’Ele! Acreditai na força do Espírito do amor!»

Bento XVI, Vigília com os jovens, 20/07/2008

quinta-feira, 17 de julho de 2008

A tarefa de testemunha não é fácil

«Queridos amigos, em casa, na escola, na universidade, nos lugares de trabalho e de diversão, recordai-vos que sois criaturas novas. Não vos limiteis a viver cheios de assombro na presença do Criador, alegrando-vos pelas suas obras, mas tende presente que o alicerce seguro da solidariedade humana está na origem comum de toda a pessoa, o cume do desígnio criador de Deus sobre o mundo. Como cristãos, encontrais-vos neste mundo sabendo que Deus tem um rosto humano: Jesus Cristo, o “caminho” que satisfaz todo o anseio humano e a “vida” da qual somos chamados a dar testemunho, caminhando sempre na sua luz.
A tarefa de testemunha não é fácil. Hoje, há muitos que pretendem que Deus deva ficar de fora e que a religião e a fé, embora aceitáveis no plano individual, devam ser excluídas da vida pública ou então utilizadas somente para alcançar determinados objectivos pragmáticos. Esta perspectiva secularizada procura explicar a vida humana e plasmar a sociedade com pouco ou nenhum referência ao Criador. Apresenta-se como uma força neutral, imparcial e respeitadora de todos e cada um. Na realidade, porém, como qualquer ideologia, o secularismo impõe uma visão global. (…)
A experiência demonstra que o afastamento do desígnio de Deus criador provoca uma desordem com inevitáveis repercussões sobre o resto da criação. Quando Deus fica eclipsado, começa a esmorecer a nossa capacidade de reconhecer a ordem natural, o fim e o «bem». (…)

Queridos amigos, a criação de Deus é única e é boa. As preocupações com a não-violência, o progresso sustentável, a justiça e a paz, o cuidado do nosso ambiente são de importância vital para a humanidade. Tudo isto, porém, não pode ser compreendido prescindindo duma reflexão profunda sobre a dignidade congénita de cada vida humana desde a sua concepção até à morte natural, uma dignidade que lhe é conferida pelo próprio Deus e, por conseguinte, inviolável. O nosso mundo está cansado da ambição, da exploração e da divisão, do tédio de falsos ídolos e de respostas parciais, e da mágoa de falsas promessas. O nosso coração e a nossa mente anelam por uma visão da vida onde reine o amor, onde os dons sejam partilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu próprio significado na verdade, e onde a identidade seja encontrada numa comunhão respeitosa. Esta é obra do Espírito Santo. Esta é a esperança oferecida pelo Evangelho de Jesus Cristo. Foi para dar testemunho desta realidade que fostes regenerados no Baptismo e fortalecidos com os dons do Espírito no Crisma. Seja esta a mensagem que de Sydney levareis pelo mundo!»


Bento XVI na festa de acolhimento dos jovens, 17/07/2008

sábado, 12 de julho de 2008

Padroeiros das JMJ 2008

Como já é tradição, dez santos e beatos foram escolhidos como padroeiros das Jornadas Mundiais da Juventude 2008 de Sydney.
Segundo a organização das JMJ, estes foram escolhidos como modelo...inspiração para os jovens; uns, ainda em via de canonização, outros mais relacionados com a história da Austrália e da Oceânia…mas todos, pessoas comuns que com o Espírito de Cristo cumpriram coisas extraordinárias.
Bendito seja Deus nos seus Santos!



Santa Maria, Nossa Senhora da Cruz do Sul, Auxílio dos Cristãos; rogai por nós.
Santa Teresa do Menino Jesus, testemunha da confiança e da simplicidade; rogai por nós.
Santa Faustina, testemunha da misericórdia e da compaixão de Deus; rogai por nós.
Santa Maria Goretti, testemunha da castidade e do perdão; rogai por nós.
São Pedro Chanel, testemunha pacífico da fé até à morte; rogai por nós.
Beato Pedro To Rot, testemunha da família e da fé; rogai por nós.
Beata Maria Mac Killop, testemunha dos jovens e dos marginalizados; rogai por nós.
Beato Pedro Jorge Frassati, testemunha da justiça e da caridade; rogai por nós.
Beata Teresa de Calcutá, testemunha dos pobres e dos moribundos; rogai por nós.
Servo de Deus, João Paulo II, Pai das Jornadas Mundiais da Juventude; rogai por nós.
Santos e Santas de Deus; rogai por nós.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Todos querem ser jovem

«No nosso coração devemos todos permanecer jovens! É belo ser jovem e hoje todos querem ser jovem, permanecer jovem, e mascaram-se de jovem, mesmo se a juventude passou, visivelmente passada. E pergunto-me, porque é belo ser jovem? Porquê o sonho da eterna juventude? Parece-me que há dois elementos determinantes. A juventude tem ainda à sua frente todo o futuro diante dela, tudo é futuro, tempo de esperança. O futuro está cheio de promessas.
A ser sincero, devemos dizer que para muitos o futuro é obscuro, cheio de ameaças. Não se sabe: encontrarei trabalho? Encontrarei casa? Encontrarei o amor ? Qual é o meu verdadeiro futuro ? E diante destas ameaças, o futuro pode até parecer um grande vazio. Por isso, hoje, não poucos querem parar o tempo por medo de um futuro vazio. Querem consumir na hora todas as belezas da vida. E assim, o azeite da lamparina é gasto logo no início da vida.

Por isso, é importante escolher as verdadeiras promessas que abrem ao futuro, até com renúncias. Quem escolheu Deus, radica a sua velhice num futuro sem fim e sem ameaças diante de si. Portanto, é importante escolher bem e não destruir o futuro. E a primeira escolha fundamental deve ser Deus, Deus que se revelou no Filho, Jesus Cristo, que à luz desta escolha, nos oferece sua companhia no caminho, uma companhia digna de confiança, que não abandona nunca; e onde à luz desta escolha se encontram os critérios para as demais opções necessárias. Ser jovem implica ser bom e generoso. E de novo, a bondade em pessoa é Jesus Cristo. Este Jesus que conheceis ou a quem o vosso coração procura. Ele é o Amigo que nunca trai, fiel até ao dom da sua vida na cruz! Rendei-vos ao seu amor!»


Bento XVI aos jovens de Génova, 18/05/2008

terça-feira, 22 de abril de 2008

Bento XVI aos jovens norte-americanos...e do mundo

«E hoje? Quem leva o testemunho da Boa Nova de Jesus às ruas de Nova Iorque, nos subúrbios inquietos às margens das grandes cidades, aos lugares nos quais os jovens se reúnem em busca de alguém em quem confiar? Deus é a nossa origem e o nosso destino, e Jesus é o caminho. Esta viagem se articula – como a dos nossos santos – entre alegrias e provações da vida quotidiana: nas famílias, nas escolas e nos colégios, durante as actividades do tempo livre e nas comunidades paroquiais. Todos estes lugares são marcados pela cultura na qual cresceis. A vós, jovens americanos, são oferecidas muitas possibilidades para o vosso desenvolvimento pessoal, e fostes educados num espírito de generosidade, serviço e imparcialidade. Mas não precisais que eu vos diga que existem também dificuldades: comportamentos e modos de pensar que sufocam a esperança, caminhos que conduzem à felicidade e à satisfação, mas que conduzem também à confusão e angústia. (…)


Vós notastes quantas vezes a reivindicação da liberdade é feita, sem jamais referir-se à verdade da pessoa humana? (…)
Mas qual é o objectivo da "liberdade" que, ignorando a verdade, persegue o que é falso ou injusto? A quantos jovens foi oferecida uma mão que, em nome da liberdade ou da experiência, os guiou ao vício da droga, à confusão moral ou intelectual, à violência, à perda de respeito por si mesmos, ao desespero, e até, tragicamente, ao suicídio?
Queridos amigos, a verdade não é uma imposição. Nem é simplesmente um conjunto de regras. É a descoberta de alguém, que nunca nos trai; de alguém no qual podemos sempre confiar. Ao procurar a verdade, chegamos a viver apoiados na fé porque, definitivamente, a verdade é uma pessoa: Jesus Cristo. É esta é a razão pela qual a autêntica liberdade não é uma escolha em “libertar-se de algo”, mas uma decisão em “empenhar-se por”, nada mais do que sair de si mesmo e deixar-se envolver no "ser pelos outros" em Cristo (Spe salvi, 28). (…)





Por vezes, porém, somos tentados em fechar-nos sobre nós mesmos, duvidar da força do esplendor de Cristo, limitar o horizonte da esperança. Tomai coragem! Fixai o olhar nos nossos santos! A diversidade das suas experiências da presença de Deus nos incita a descobrir novamente a grandeza e a profundidade do cristianismo. Deixai que as suas ideias se alarguem livremente à vossa vida cristã. Por vezes, somos consideradas pessoas que falam apenas de proibições. Nada pode ser mais distante da verdade! Uma autêntica vida cristã é caracterizada pela sensação de surpresa. Estamos diante daquele Deus que conhecemos e amamos como um amigo, diante da vastidão de sua criação e da beleza de nossa fé cristã.
Queridos amigos, o exemplo dos santos nos convida também a considerar quatro aspectos essenciais do tesouro de nossa fé: a oração pessoal e o silêncio, a oração litúrgica, a caridade praticada e as vocações.(…)
Amigos, não tenhais medo do silêncio e da quietude, escutai a Deus, adorai-O na Eucaristia! Deixai que a sua palavra modele o vosso caminho como crescimento da santidade.»


Bento XVI aos jovens norte-americanos, 19/04/2008

sábado, 29 de dezembro de 2007

Peregrinação de Confiança através da Terra...em Genebra

Nestes dias de finais de 2007, a Suiça acolhe a 30º Encontro Europeu de Jovens.
Depois de Barcelona, Paris, Hamburgo, Lisboa, Milão ou Zagreb, Genebra é a nova etapa da “Peregrinação de Confiança” da Comunidade Ecuménica de Taizé.
Os irmãos de Taizé organizam a “Peregrinação de Confiança através da Terra” desde há 30 anos, dias em que milhares de jovens cristãos de todas as confissões, provenientes de países diferentes, se congregam numa cidade escolhida para o fim de ano, para orar, cantar, ler a Bíblia, fazer silêncio e também fazer festa com outros jovens. Munidos de fé e de uma grande vontade de partilha, estes descobrem a realidade politica, cultural, religiosa do país que os recebem.
As orações comunitárias e os tempos de partilha que marcam estes dias em Genebra são uma oportunidade para os jovens procurarem caminhos de paz e de confiança, e de assumir compromissos de fé ao regressar às suas terras de origem após o Encontro.


“Queridos jovens, reunidos em Genebra(…) Que a vossa confiança em Deus possa suscitar em vós a esperança e ajudar-vos a mudar o mundo, fundando-se sobre os valores evangélicos, em particular sobre o perdão, o elemento mais fundamental do amor, uma vez que aquele que perdoa não se deixa ficar preso pela falta cometida, mas abre-se a um novo futuro. Se a paz é o fruto da justiça, ela é-o ainda mais do perdão, que sela verdadeiramente a reconciliação entre aqueles que ontem se desafiavam e se opunham, permitindo-lhes agora retomarem o caminho juntos. É ao aceitar o perdão de Deus, que nos é dado no sacramento, que podereis, por vossa iniciativa, ser artesãos do perdão entre irmãos e construir um mundo reconciliado.”

Bento XVI


“O lugar dos jovens que desejam viver o Evangelho na sociedade contemporânea não é fácil. Vivemos numa época em que reina um relativismo de valores.(…)
Para nós, não existe outro caminho a não ser o de seguir Cristo. Ele é o único a trazer uma resposta aos problemas que atormentam o mundo. Contudo, não podemos esquecer que Cristo não é um simples renovador social. A fé em Jesus como Messias é a fé nele como Deus e Senhor.(…)
Não há vida, verdade e justiça fora de Jesus Cristo.”


Patriarca Bartolomeu de Constantinopla


“O tempo do Natal recorda-nos que Deus criou uma possibilidade completamente nova através da vinda de Jesus à terra: a possibilidade de que os seres humanos, ao viverem plenamente uma intimidade com Deus, através da amizade com Jesus, consigam partilhar alguma coisa da sua própria liberdade. Agora, ao vos encontrades, ao rezardes e ao partilhardes uns com os outros, desejo que todas as possibilidades das vossas vidas se possam abrir plenamente, para que comeceis a ver como, nas circunstâncias mais banais, podereis viver de maneira a mostrar que Deus está vivo e que há muito mais possibilidades no mundo do que se pode imaginar.”


Arcebispo de Cantuária, Rowan Williams


“A procura de reconciliação, de confiança e de amizade que vos mobiliza corresponde bem ao projecto europeu, que também procura promover a unidade entre os Estados e entre os povos do nosso continente, respeitando sempre a sua diversidade.
Alegro-me pelo vosso empenho. O vosso entusiasmo é um sinal de que se pode confiar o nosso planeta às gerações futuras. Os homens do nosso tempo precisam que lhes mostrem estes sinais, para que mantenham a esperança de que é possível um mundo melhor.”


Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Caminhai contra-corrente

“Caminhai contra-corrente: não escuteis as vozes interesseiras e insinuantes que hoje, de muitas partes, propagandeiam modelos de vida caracterizados pela arrogância e pela violência, pela prepotência e pelo sucesso a qualquer preço, pelo aparecer e pelo ter, em detrimento do ser.”

“Não tenhais medo, caros amigos, de preferir as vias alternativas indicadas pelo amor verdadeiro: um estilo de vida sóbrio e solidário, relações afectivas sinceras e puras; um empenho honesto no estudo e no trabalho; profundo interesse pelo bem comum.
Não tenhais medo de parecer diferente e de ser criticado por aquilo que pode parecer desfavorável ou fora de moda: os vossos coetâneos, e até os adultos, e particularmente os que parecem mais afastados do espírito e dos valores do Evangelho, têm uma profunda necessidade de ver alguém que ousa viver segundo a plenitude da humanidade manifestada por Jesus Cristo.”

“Nenhuma vida é sem importância e sem sentido; pelo contrário, senti-vos todos verdadeiramente importantes, protagonistas, porque estais no centro do amor de Deus.”



“Devemos ter o coração aberto pela presença de Deus. A celebração litúrgica e o diálogo aberto com Cristo são momento de força na fé e onde Deus se revela.”

“A nossa fé não propõe um conjunto de proibições morais, mas sim um caminho jubiloso à luz do sim de Deus.”

“Seguir Cristo significa sentir-se membro vivo do seu Corpo que é a Igreja. Não é possível dizer-se discípulo de Jesus se não se ama e não se segue a Igreja. A Igreja é a nossa família, na qual o amor é para o Senhor e para os irmãos, sobretudo na participação da Eucaristia, que faz experimentar a alegria de poder provar desde já a vida futura que será toda iluminada do Amor.”


Bento XVI,este fim-de-semana em Loreto (Itália), diante de 500 000 jovens.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

O homem das oito bem-aventuranças

Hoje é dia de Santa Isabel de Portugal, mas prefiro falar de um jovem italiano do início do século XX, que no 4 de julho de há 82 anos, regressou para a casa do Pai, deixando um exemplo de entrega ao próximo por amor de Deus.

Natural de Turim, Pedro Jorge (Pier Giorgio) Frassati nasceu em 6 de abril de 1901, de pais ricos, mas quase sem vida religiosa. A mãe, Adelaide Ametis, era pintora; o pai, Alfredo Frassati, fundou o jornal “La Stampa” e destacou-se como senador e embaixador da Itália na Alemanha.
Espontaneamente o pequeno Frassati absorveu os ensinamentos do Evangelho mergulhando, por escolha pessoal, numa fé viva ao descobrir a força da presença de Jesus na Eucaristia. Passava horas em adoração diante do sacrário, ali encontrando sentido para sua vida.
Contra a vontade da família, o rapaz se inscreveu na Acção Católica. Um dia, na universidade onde estudava Engenharia de Minérios, perguntaram-lhe se ele era beato… “Não, sou cristão!”, respondeu ele com bondade. Em 1918, Pedro Jorge, dono de bela aparência e de físico de atleta – ele praticava alpinismo – inscreveu-se na Conferência de São Vicente de Paulo. Foi logo considerado um dos melhores confrades, o mais generoso nas ofertas, o que visitava mais famílias, o mais ponctual e o que mais observava a regra.
Luciana, sua irmã e confidente, revelou que o rapaz decidira viver no mais absoluto desprendimento. Em casa, ele era tido como um tolo por ser visto sempre com poucas liras no bolso porque, pensava, para ajudar as pessoas pobres devia dar, não o supérfluo, mas o necessário. Procurava convencer os outros a fazer o mesmo. Um amigo contou que Frassati o convidara para ser vicentino. Ele, porém, lhe disse que sentia dificuldade de entrar nas casas dos pobres, pois temia contrair doenças. Pedro Jorge, com muita simplicidade, respondeu-lhe que visitar os pobres era visitar Jesus.
Entre os sofrimentos de Pedro Jorge, merece ser lembrado o seu amor profundo por Laura Hidalgo, uma jovem de condição humilde, sentimento que ele teve de renunciar pelos preconceitos da família.
No fim de junho de 1925, quando começa a sentir enxaqueca e falta de apetite, ninguém lhe dá atenção porque a sua avó estava agonizante e ele parecia um rapaz robusto. Atingido por poliomielite fulminante, os pais, apavorados, perceberam a gravidade da doença mas já tarde.
Antes de morrer, Frassati pediu à irmã para buscar na escrivaninha uma caixa de injecções que não tinha conseguido entregar a um dos seus pobres e quis escrever um bilhete com as instruções e o endereço. Tentou, mas devido à paralisia só saiu um rascunho de letras quase incompreensível. É o seu testamento…as últimas energias para a última caridade. Faleceu em 4 de julho de 1925, aos 24 anos de idade.
Chamado de “O homem das oito bem-aventuranças” por João Paulo II durante a cerimónia da sua beatificação, em 20 de maio de 1990, o saudoso Papa fez uma tocante confissão: “Frassati era um jovem de uma alegria transbordante, uma alegria que superava também muitas dificuldades da sua vida porque o período juvenil é sempre um período de prova de forças... Também eu, na minha juventude, senti a influência de Pedro Jorge e, como estudante, fiquei impressionado com a força do seu testemunho cristão”.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

No Brasil, Bento XVI aos jovens

«Mas olhando para vós, jovens aqui presentes, que irradiais alegria e entusiasmo, assumo o olhar de Jesus: um olhar de amor e confiança, na certeza de que vós encontrastes o verdadeiro caminho. Sois jovens da Igreja. Por isso eu vos envio para a grande missão de evangelizar os jovens e as jovens, que andam por este mundo errantes, como ovelhas sem pastor.

Sede os apóstolos dos jovens. Convidai-os para que venham convosco, façam a mesma experiência de fé, de esperança e de amor; encontrem-se com Jesus, para se sentirem realmente amados, acolhidos, com plena possibilidade de realizar-se. Que também eles e elas descubram os caminhos seguros dos Mandamentos e por eles cheguem até Deus. Podeis ser protagonistas de uma sociedade nova se procurais pôr em prática uma vivência real inspirada nos valores morais universais, mas também um empenho pessoal de formação humana e espiritual de vital importância.»

Bento XVI, 10/05/2007


O discurso do Santo Padre aos jovens é longo mas rico na sua mensagem, válido para os jovens brasileiros e os jovens do mundo inteiro; para lê-lo na íntegra, basta clicar aqui

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Não podemos rezar pelas vocações...

«Não podemos rezar pelas vocações, isto é, para que sacerdotes e consagrados sejam dados à Igreja, sem amar a Igreja e sem desejar a sua vitalidade. Seria uma contradição terrível rezar pelas vocações e desesperar da Igreja, menosprezá-la, ou imaginá-la definitivamente ultrapassada, condenada a um declínio irremediável.
Não se pode rezar pelas vocações sem rezar ao mesmo tempo pela fecundidade da Igreja, isto é, para que a Igreja venha a ser cada vez mais aquele Corpo vivo e organizado de que somos todos membros solidários e não justapostos.
Não se pode verdadeiramente rezar pelas vocações sem participar ao desenvolvimento pastoral do qual os sacerdotes e os leigos, homens e mulheres, aprendam a ser, cada um no seu lugar e segundo a sua missão, responsáveis da vida cristã e da vitalidade da Igreja.
Não se pode verdadeiramente rezar pelas vocações sem confiar nos jovens das nossas comunidades cristãs, paróquias, serviços e movimentos.
Não serve em nada rezar pelas vocações se, ao mesmo tempo, continua-se a recitar a ladainha lamentosa da desertificação dos jovens das nossas comunidades.
Rezar pelas vocações, é rezar para que as nossas comunidades permaneçam confiantes em Deus e, como Maria de Nazaré, se deixem arrebatar e conduzir pelo Espírito Santo que vem criar tudo de novo.
Que Deus nos faça participar na vida da nossa Igreja, no combate permanente para conhecer Jesus Cristo e viver segundo o seu Evangelho, na alegria de formar o Corpo de Cristo, alimentado pela Eucaristia, e que a nossa Igreja, viva na fé, tenha a alegria de gerar, dentro de ela própria, novas vocações, dadas por Deus e estimuladas por nós.»

D. Claude Dagens, Bispo de Angoulême – França



Senhor, a messe é grande
e as estações da tua graça superabundam de fruto…
mas os operários são poucos.
Manda, Senhor,
operários para trabalhar
no campo da tua Igreja,
para que o mundo cante todos os dias,
a certeza da tua presença.

(inspirado de Lc 10, 2)

quarta-feira, 14 de março de 2007

Queridos jovens...

«Queridos jovens!

Por ocasião da XXII Jornada Mundial da Juventude, que será celebrada nas Dioceses no próximo Domingo de Ramos, gostaria de propor à vossa meditação as palavras de Jesus: “Que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei” (Jo 13, 34). (…)

Cultivai os vossos talentos não só para conquistar uma posição social, mas também para ajudar os outros "a crescer". Desenvolvei as vossas capacidades, não só para vos tornardes mais "competitivos" e "produtivos", mas para serdes "testemunhas da caridade". Juntai à formação profissional o esforço de adquirir conhecimentos religiosos úteis para poder desempenhar a vossa missão de modo responsável. Sobretudo, convido-vos a aprofundar a doutrina social da Igreja, para que a vossa acção no mundo seja inspirada e iluminada pelos seus princípios. O Espírito Santo faça com que sejais inovadores na caridade, perseverantes nos compromissos que assumis, e audaciosos nas vossas iniciativas, a fim de que possais oferecer o vosso contributo para a edificação da "civilização do amor". O horizonte do amor é verdadeiramente infinito: é o mundo inteiro!»


Mensagem de Bento XVI para a Jornada Mundial da Juventude a 1 de Abril de 2007.


Para ler e meditar a Mensagem na integra, cliquar aqui

terça-feira, 13 de março de 2007

Rosto de: Clara Badano

Clara Badano nasceu em 1971 em Sassello (Itália), filha de Ruggero e Teresa.

Aos nove anos, pelo Movimento dos Focolares, conheceu outras crianças, que já tinham como objectivo “escolher Deus” como ideal, na sua vida.

À medida que vai crescendo, sobressai nela o olhar límpido e a beleza. Aplica-se-lhe a expressão de S. Agostinho: “O amor torna-nos bonitos”. É uma grande desportista e gosta muito de cantar e dançar, vestindo-se com elegância. É muito exigente com os seus sentimentos. Está sempre rodeada de amigos e amigas.

Aos 17 anos, diante de uma reprovação a Matemática, procura amar o rosto abandonado de Jesus nessa contrariedade. Depois num certo dia, ao jogar ténis, sente uma dor fortíssima nas costas. Algumas recaídas levam a aprofundar os exames médicos e, por fim, chega o diagnóstico: um tumor dos mais graves e dolorosos. Recebe a notícia em silêncio e sem chorar.

No hospital, preocupa-se com os outros e esquece-se do forte sofrimento para ajudar uma rapariga toxicodependente. Depois de duas operações, a quimioterapia faz-lhe cair o cabelo. Diante de cada madeixa de cabelo que perde, repete um intenso: “Por ti, Jesus”.

Os pais ajudam-na a intuir que o amor de Deus se esconde nas situações mais incríveis. Ela aceita e coloca-se no amor. Assim, oferece as suas poupanças a um amigo que vai partir para África. A força vem-lhe de Jesus na Eucaristia, que recebe frequentemente e com muita alegria.

Os médicos espantam-se com a sua maturidade. O próprio cardeal de Turim vai visitá-la e pergunta-lhe: “Tens uns olhos estupendos, uma luz maravilhosa. De onde te vêm?” Ela responde: “Procuro amar muito Jesus”.

As últimas palavras para a mãe foram: “Sê feliz, porque eu sou feliz”. Duas mil pessoas participaram no funeral, experimentando uma serenidade e santidade contagiosas, sentindo-se levadas a escolher Deus como o tudo da sua vida.

Ainda hoje, Clara continua a entusiasmar muitos jovens a amarem Jesus como o grande segredo da felicidade…


O desafio de viver – Manual do 9º ano de Catequese
Ed. do Secretariado Nacional da Educação Cristã

Ler no site dos Focolares:
Clara (Chiara) Luce Badano

segunda-feira, 12 de março de 2007

Jovens e conversão

"Que os jovens sejam acompanhados nos caminhos da conversão. Um caminho possível e razoável, também para a juventude de hoje. (…)


Sabemos que a juventude deve ser uma prioridade do nosso trabalho pastoral, porque a juventude vive num mundo distante de Deus. É muito difícil dar-se, no nosso contexto cultural, o encontro com Cristo, com a vida cristã e com a vida de fé. Os jovens precisam de muito acompanhamento, para poder realmente encontrar essa estrada."

Bento XVI

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Dom Bosco

“É fácil ser santo: sê alegre, sê fiel aos teus deveres, quer nos teus estudos, quer nas tuas devoções, e vai ter com os outros.”

São João Bosco nasceu no norte de Itália, em 16 de Agosto de 1815.
A sua mãe Margarida (que brevemente deve ser beatificada) educou-o na fé e na prática coerente da mensagem evangélica.
Tinha apenas nove anos quando um sonho lhe fez intuir que deveria dedicar-se à educação da juventude. Ainda pequeno, começou a entreter os companheiros com jogos que alternava com a oração e a instrução religiosa.
Ordenado sacerdote, escolheu como programa de vida, "Dai-me almas e levai o resto", e deu início ao seu apostolado entre os jovens mais pobres e abandonados, fundando o Oratório e pondo-o sob a protecção de S. Francisco de Sales.
Morreu no dia 31 de Janeiro de 1888. No centenário da sua morte, João Paulo II declarou-o e proclamou-o Pai e Mestre da Juventude, determinando que "ele fosse honrado e invocado com este título, especialmente por quantos se reconhecem como seus filhos espirituais".