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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Procurar viver aquilo que o presépio representa

«Para mim é motivo de grande júbilo saber que nas vossas famílias se conserva a tradição de montar o presépio. Porém, ainda que importante, repetir este gesto tradicional não é suficiente. É necessário procurar viver, na realidade do dia-a-dia, aquilo que o presépio representa, isto é, o amor de Cristo, a sua humildade, sua pobreza. Foi o que fez São Francisco de Assis em Greccio: representou ao vivo a cena da Natividade, para assim poder contemplá-la e adorá-la, mas principalmente para que pudesse saber a melhor forma de pôr em prática a mensagem do Filho de Deus, que por nosso amor despojou-se de tudo e se fez uma pequena criança.


O presépio é uma escola de vida, do qual podemos aprender o segredo da verdadeira felicidade. Esta não consiste em ter muita coisa, mas em sentir-se amados pelo Senhor, em dar-se aos outros e no querer bem. Olhemos para o presépio: Nossa Senhora e São José não parecem uma família de muita sorte; tiveram o seu primeiro filho no meio de grandes dificuldades; e, no entanto, estão cheios de alegria interior, porque se amam, se ajudam, e, principalmente, porque estão certos de que Deus está a operar na sua história, o Qual se fez presente no pequeno Jesus. E quanto aos pastores? Que motivos teriam para se alegrarem? Aquele recém-nascido não mudará sua condição de pobreza e marginalização. Mas a fé os ajuda a reconhecer no “menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”, o “sinal” do cumprimento das promessas de Deus para todos os homens “que são do seu agrado” (Lc 2,12.14), inclusive para eles!

É nisto, caros amigos, que consiste a verdadeira felicidade: sentir que a nossa existência pessoal e comunitária é visitada e preenchida por um grande mistério, o mistério do amor de Deus. Para sermos felizes, necessitamos não apenas de coisas, mas também de amor e de verdade: necessitamos de um Deus próximo, que aqueça o nosso coração, que responda aos nossos anseios mais profundos. Esse Deus se manifestou em Jesus, nascido da Virgem Maria. Por isso, aquele Menino, que colocamos na cabana ou na gruta, é o centro de tudo, é o coração do mundo. Oremos para que cada homem, como fez a Virgem Maria, possa acolher, como centro da própria vida, o Deus que se fez Menino, fonte da verdadeira felicidade.»



Bento XVI, Ângelus 13/12/2009.

No 3º Domingo do Advento,
dando continuidade a uma bela tradição,
as crianças de Roma trazem ao Papa,
pequenas estátuas do Menino Jesus para serem benzidas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O mundo promete

A Quaresma é tempo para voltar ao essencial, de libertação…de regresso a Deus.
Uma oportunidade para ler algumas frases da Irmã Lúcia, que faleceu por estes dias há 3 anos, e que certamente nos ajudarão nesta caminhada quaresmal.
«O mundo promete facilidades e prazeres e rodeia-nos de muitas tentações aliciadores, mas falsas e nascidas da ignorância, porque o mundo ou, antes, os que seguem as máximas do mundo desconhecem o bem que rejeitam e perdem, quando se afastam de Deus. Todos correm em busca da felicidade, mas não encontram, porque a procuram onde ela não existe, e assim, como é errada a estrada, quanto mais a seguem mais se afastam da felicidade.
Deus é o único Ser onde está a felicidade, para a qual, aliás, nos criou. Mas Deus não está na satisfação dos prazeres sensuais da carne, dos sentidos, nem das paixões, do orgulho, da soberba, da cobiça, etc.
Deus encontra-Se nas almas puras, nos corações humildes e nas consciências rectas, livres do apego às coisas da terra, como sejam honras, prazeres, riquezas, etc. É que as pessoas assim libertas identificam-se com Deus, e a vida de Deus nelas; e Ele comunica-lhes uma participação sempre crescente nos Seus dons.»



Irmã Lúcia, Apelos da Mensagem de Fátima



Ontem, o Cardeal Saraiva Martins, em Coimbra, anunciou a antecipação, por decisão de Bento XVI, do início do processo de beatificação da mais velha dos pastorinhos de Fátima.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Felizes quem?

A semana passada, estava a preparar a catequese 6 do 9º ano, que gira à volta do tema da felicidade, e deparei com estas “Bem-aventuranças” tão verdadeiras e sedutoras para a nossa sociedade, mas tão longe das que Jesus proclamou na montanha diante dos discípulos:

Felizes os que promovem a guerra e a discórdia, porque fazem fortuna com a desgraça alheia.
Felizes os que insultam, caluniam e sobre o nome dos outros lançam lama, porque jamais serão responsabilizados.
Felizes os que são ricos, porque nada lhes falta.
Felizes os que roubam, fogem aos impostos e não declaram os seus rendimentos, porque jamais serão punidos.
Felizes os maldosos e os mentirosos, porque semeiam a confusão e escapam sempre.
Felizes os que comem e bebem em excesso, porque aproveitam a vida.
Felizes os que perseguem e maltratam, porque são donos e senhores do mundo.
Felizes os que exploram, porque alcançam os seus objectivos.
Felizes os agressivos e brigões, porque a eles ninguém incomoda.
Felizes os que possuem um título académico, porque todos os respeitam.
Felizes os que são importantes e famosos, porque todos os admiram.
Felizes os que matam, porque sabem defender-se.
Felizes os que seguem todos estes preceitos de modo exemplar, porque revelam um profundo desrespeito pela vida.

Para um cristão, estas bem-aventuranças não podem ser um programa de vida, nem de felicidade.
As Bem-aventuranças de Jesus, estas, “descobrem o fim da existência humana, o fim último dos actos humanos” porque “Deus chama-nos à sua própria felicidade.”
Não é fácil imbuir-se do Sermão da Montanha quando estamos assaltados todos os dias pela nossa sociedade com imagens de “felicidade” que não são a verdadeira Felicidade…mas também acho que em qualquer tempo da História, nunca o foi.
Este é mais um dos desafios que Jesus coloca à nossa frente…Ele gosta tanto desafiar-nos.




Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o reino dos céus.


Bem-aventurados os que choram,
porque serão consolados.


Bem-aventurados os mansos,
porque possuirão a terra.


Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados.


Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.


Bem-aventurados os puros de coração,
porque verão a Deus.


Bem-aventurados os pacificadores,
porque serão chamados filhos de Deus.


Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça,
porque deles é o reino dos céus.


Bem-aventurados sereis quando vos insultarem,
vos perseguirem e, mentindo,
disserem toda a espécie de calúnias contra vós.


Alegrai-vos e exultai,
porque será grande a vossa recompensa nos céus.

(Mt 5, 3-12)


Foto: Vista do Monte das Bem-aventuranças

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Rosto de: Pedro Quatorze

Voltei a ter net…o mau tempo queimou-me o modem.
Pedro Quatorze…conheces?
Não foi canonizado, nem beatificado…ainda está vivo.
Para mim, é uma testemunha de força de vontade e um exemplo de que o mal pode ser vencido quando se luta contra ele.
Em 2000, o canal português SIC, fez uma reportagem sobre este jovem, cujas imagens marcaram o espírito dos portugueses…imagens de agonia de um Pedro toxicodependente em tratamento num quarto isolado… imagens que mostravam muito bem o quanto é difícil
sair de 10 anos de droga.
No último sábado 18 de novembro de 2006, o mesmo canal de televisão mostrou a vida actual do Pedro, e hoje, é uma pessoa que tem o seu emprego, a sua companheira, o seu carro, está a estudar para psicologia, tem uma vida igual à de muitos, com os seus sonhos, limpa de narcóticos…
A reportagem emocionou-me muito, e senti necessidade de falar dele neste blog.
Elevei a Deus uma oração de acção de graças pelo rumo que tomou a vida deste ex-consumidor; pedi também por todos os que ainda vivem este flagelo e desejam sair dele.
Não sei se o Pedro tem fé…mas acredito que Deus é misericordioso, e sempre pronto a ajudar. Acredito que bastou a este jovem dispor sinceramente o seu coração à acção divina, nem que fosse um milésimo de segundo, para que Deus aproveitasse aquele momento, para lhe dispensar a graça necessária afim de seguir no caminho da desintoxicação. Acredito que muitos intercederam junto de Deus pelo Pedro, e podem ver hoje os frutos das suas súplicas.
Duas perguntas em jeito de conclusão…boas para um exame de consciência:
Qual é a nossa atitude diante do problema da droga ou dos problemas da sociedade?
E nós, que nos afirmamos cristãos…seguidores de Cristo, seremos dignos do nome de que nos reclamamos, segundo estas mesmas atitudes?

A reportagem sobre o Pedro Quatorze está disponível em SIC - Perdidos e achados: O que é feito do Pedro?