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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O "Encontro das 21 horas"

A “Comunidade São Martinho” (Communauté Saint Martin) é uma associação clerical pública que reúne sacerdotes e diáconos que desejam viver em comum o seu ministério. Foi fundada em 1976, pelo Padre Jean-François Guerin (1929-2005), sacerdote da diocese de Tours (França), e é reconhecida pela Igreja.
Em 2002,a comunidade tomou a iniciativa de praticar e divulgar a “Presença trinitária” do Sr. Albert Freyre, que consiste em oferecer cada dia, fielmente, um curto tempo de oração pelos “pobres”.

“21 horas” é a hora de entrada na noite,
hora em que as ansiedades ressurgem,
que as angústias e a solidão se manifestam,
que as trevas do pecado se intensificam…
hora em que o homem não precisa sentir-se só diante do sofrimento.
Esta hora pode então tornar-se numa grande onda de oração que se eleva dos nossos corações, para que o Coração de Cristo toca com seu amor o coração dos mais pobres!
Leigo, consagrado, padre, jovem ou velho, doente ou saudável, todos podem juntar-se a este “Encontro das 21 horas”, com qualquer oração, fielmente, cada noite.



Oração para o "Encontro das 21 horas"

Meu Deus,
neste início da noite,
rogo-Vos por todos aqueles que estão na prisão,
por todos os idosos,
por todos aqueles que estão sós, doentes, abandonados,
por todos aqueles que não aguentam mais,
por todos aqueles que estão desesperados,
por todos aqueles que esta noite vão pecar.

Eterno Pai que nos criastes,
Filho, Redentor do mundo que nos remistes,
Espírito de Amor que nos santificais,
tende piedade de nós.

E vós, Maria Imaculada,
Mãe do Redentor,
Suplicante poderosíssima,
Refúgio dos pecadores,
Consoladora dos aflitos,
Auxílio dos cristãos,
Mãe do Belo Amor,
rogai por nós.

Santos Anjos da Guarda,
disponde-nos a receber favoravelmente a graça de Deus.



* * *



Nascido em 1921, Albert Freyre é impedido pelo seu estado de saúde de aceder ao sacerdócio. No entanto, ele quer fazer da sua vida um testemunho cristão, principalmente junto dos marginalizados. Um dia, numa visita, um prisioneiro confessou o conforto que trazia o tempo passado na companhia do Albert. Diante da impossibilidade de se encontrar juntos todos os dias, a ideia surgiu de se unir todas as noites através da oração. Esse encontro espiritual seria fixado às 21 horas… hora em que as luzes se apagam na prisão. Percebendo a esperança suscitada por este encontro, à hora em que surge a escuridão, o Sr. Freyre decide formar um grande movimento de oração. Umas monjas são as primeiras a juntar-se à iniciativa, oferecendo o ofício da noite. Hoje, quase 600 pessoas são fiéis ao "Encontro das 21 horas".
No lar de idosos de Pontarlier (França), é Albert Freyre que recebe agora as visitas , sempre amigável com quem o procura.

(do site da Communauté Saint Martin)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Criado para amar

Ó adorável Coração de Jesus, Coração apaixonado pelos homens, Coração criado especificamente para amar os homens, como é possível encontrar entre os homens, tão pouca correspondência e tanto desprezo?
Ai! Também eu tenho sido um destes ingratos, não soube amar-Vos!
Dai-me a graça de Vos amar.
Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração?
Sim, ó meu Deus, é vossa vontade que eu Vos ame, e é minha vontade amar-Vos.
O que estou eu a dizer?
Quero que o meu coração ame um Deus que me amou tanto.
Ó amor de Jesus, Vós sois o meu amor.
Ó Coração ardente de Jesus, abrasai também o meu coração.
Não permitais que eu viva, ainda que fosse um instante, privado do vosso amor!
O vosso sangue, derramado por mim, me dá a esperança de que eu Vos amarei sempre, que me amareis sempre, e que esse amor entre nós será sempre indissolúvel.
Ó Maria, Mãe do belo amor, que desejais tanto que o vosso Jesus seja amado; prendei-me intimamente ao vosso Filho, tão intimamente que não tenha mais a infelicidade de me separar d’ Ele.

da Novena ao Sagrado Coração de Jesus,
de S. Afonso de Ligório



Eu Vos amo, ó meu Deus, e o meu único desejo é amar-Vos até ao último suspiro da minha vida.
Eu Vos amo, ó Deus infinitamente amável, e preferiria morrer amando-Vos, do que viver um só instante sem Vos amar.
Eu Vos amo, ó meu Deus, e não desejo o céu senão para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.
Eu Vos amo, ó meu Deus, e temo o inferno porque nunca haverá lá a doce consolação de Vos amar.
Ó meu Deus, se a minha língua não pode dizer a toda a hora que eu Vos amo, desejo que pelo menos o meu coração Vo-l’O repita tantas vezes quanto eu respiro.
Ah, dai-me a graça de sofrer amando-Vos, de Vos amar sofrendo, e de morrer amando-Vos.
E quanto mais se aproxima o meu fim, mais Vos imploro de aumentar o meu amor e de o aperfeiçoar.
Assim seja.

São João Maria Vianney, o Santo Cura d'Ars

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A Santa Face

A Basílica de São Pedro em Roma não possui somente a preciosidade que é o túmulo do Chefe dos Apóstolos, como, ao longo dos séculos, enriqueceu o seu tesouro com importantes relíquias, como um pedaço do madeiro da Cruz, trazido de Jerusalém pela imperatriz Santa Helena; um fragmento da lança do centurião que trespassou o lado de Cristo morto; ou o véu da mulher que, no caminho do Calvário, enxugou a Face ensanguentado de Jesus.
Este véu foi apelidado de “verónica”, contracção e latinização da palavra grega: “veron ikon”, isto é, “verdadeira imagem”.
Conta-se que o imperador Tibério tinha ouvido algumas coisas sobre Jesus, que para além da morte, ajuntava discípulos e operava milagres. O governante romano, doente e diante da incapacidade dos médicos em curá-lo, soube da existência de uma imagem milagrosa de Cristo, que pertencia a uma cristã. Mandou-a trazer até ele, ouviu o relato da Paixão de Jesus da boca da mulher, e recuperou a saúde contemplando a “veron ikon”, cujo nome acabou por ser dado à proprietária do véu, que tinha conseguido o milagre.
O véu milagroso permaneceu e ainda está em Roma, mas não está exposto à veneração dos fiéis desde há 50 anos.

A 6 de Janeiro de 1849, na Basílica Vaticana, na ostentação das Relíquias Maiores, a multidão pôde ver que na “verónica”, a imagem pouca nítida do véu tornou-se aos poucos o rosto vivo de Cristo, a Face do Homem das dores descrita pelo profeta Isaías.
Naquela época e naquele dia da Epifania do Senhor aos Magos, os peregrinos não tinham evidentemente máquinas fotográficas ou telemóveis com câmara, para captar esta teofania, esta manifestação de Deus. O único meio de guardar na memória tal acontecimento foi a gravura, e assim, reproduzida a imagem que apareceu no véu, estampas foram distribuídas pelos cónegos da Basílica de São Pedro com um selo de autenticidade.
No centro da França, o Sr. Leão Papin Dupont, conhecido como o “santo homem de Tours”, recebeu do Carmelo da sua cidade uma destas gravuras, e colocou-a na sua sala de estar, que logo se transformou num oratório. Graças físicas e espirituais, alcançadas diante da imagem da Santa Face de Jesus, multiplicaram-se rapidamente, confirmando as revelações que, anos antes, nesta cidade de Tours, uma carmelita, Irmã Maria de São Pedro recebeu do próprio Senhor.
A imagem da Santa Face é reproduzida aos milhares, e em 1885, a arquiconfraria da Santa Face é reconhecida pelo Papa Leão XIII.
A 26 de Abril de 1885, a Família Martin, a família da Santa Teresinha, é inscrita na confraria. Desde então, a estampa da Santa Face de Tours acompanhará a santa, colocada no seu breviário, na sua cela ou nos últimos dias de vida, na cortina da enfermaria.
A devoção à Santa Face era tão importante para Teresinha, que a 10 de Janeiro de 1889, aquando da sua tomada de hábito, ela assinou pela primeira vez um bilhete com o nome de : “Irmã Teresa do Menino Jesus e da Santa Face”.


Hoje, terça-feira de Carnaval, é também em muitas igrejas a festa da Santa Face de Jesus.
Por isso, em vez de camuflar a nossa face ou olhar para faces mascaradas, porque não nos voltar para aquela Face que nos salva? (cf salmo 8)


Ó Jesus Salvador,
vendo a vossa Santíssima Face desfigurada pela dor,
vendo o vosso Sagrado Coração cheio de amor,
clamo com Santo Agostinho:
«Senhor Jesus,
imprimi no meu coração as vossas Santas Chagas,
para que eu leia ao mesmo tempo a vossa dor e o vosso amor;
a vossa dor, a fim de sofrer por Vós qualquer dor;
o vosso amor, a fim de desprezar por Vós qualquer outro amor!»

Ó Face adorável de Jesus,
inclinada misericordiosamente na Árvore da Cruz,
no dia da Paixão,
para salvação do mundo,
hoje ainda, piedosamente,
inclinai-Vos sobre nós, pobres pecadoes;
voltai para nós um olhar compassivo
e recebei-nos no ósculo da paz.
Ámen.


Venerável Leão Papin Dupont


Foto: reprodução da Santa Face, venerada pelo Sr. Leão Papin Dupont e Santa Teresinha.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Que vais fazer no Céu?

«Nas vésperas de morrer, (Francisco) disse-me:
- Olha; estou muito mal; já me falta pouco para ir para o Céu.
- Então vê lá: não te esqueças de lá pedir muito pelos pecadores, pelo Santo Padre, por mim e pela Jacinta.
- Sim, eu peço. Mas olha: essas coisas pede-as à Jacinta, que eu tenho medo de me esquecer, quando vir a Nosso Senhor! E depois antes O quero consolar.»

Jacinta, «que vais fazer no Céu?
- Vou amar muito a Jesus e o Coração Imaculado de Maria; pedir muito por ti (Lúcia), pelos pecadores, pelo Santo Padre, pelos meus Pais e irmãos, e por todas essas pessoas que me têm pedido para pedir por elas.»


Memórias da Irmã Lúcia




Oração para pedir a canonização dos Pastorinhos Francisco e Jacinta

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo,
adoro-Vos profundamente
e agradeço-Vos as aparições da Santíssima Virgem em Fátima.
Pelos méritos infinitos do Santíssimo Coração de Jesus
e por intercessão do Coração Imaculado de Maria,
peço-Vos que,
se for para vossa maior glória e bem das nossas almas,
Vos digneis glorificar diante de toda a Igreja
os bem-aventurados Francisco e Jacinta,
concedendo-nos, por sua intercessão,
a graça que Vos pedimos.
Ámen.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória


Imprimatur: Fatimae, 13 Maii 2003
+Serafim, Episc. Leir.-Fatimensis



É difícil separar os dois irmãozinhos Francisco e Jacinta, pensar num sem recordar o outro. Por isso, a Igreja celebra a memória dos dois pastorinhos de Fátima a 20 de Fevereiro, dia em que partiu para o Céu a pequena Jacinta no ano de 1920.
Lá, ela e o seu irmão, falecido a 4 de Abril de 1919, contemplando a Deus, intercedem pela Igreja e a humanidade.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Sejam amadas porque são fontes de graça

«O culto das Cinco Chagas do Senhor, isto é, as feridas que Cristo recebeu na cruz e manifestou aos Apóstolos depois da ressurreição, foi sempre uma devoção muito viva entre os portugueses, desde os começos da nacionalidade. São disso testemunho a literatura religiosa e a onomástica referente a pessoas e instituições. Os Lusíadas sintetizam (I, 7) o simbolismo que tradicionalmente relaciona as armas da bandeira de Portugal com as Chagas de Cristo. Assim, os Romanos Pontífices, a partir de Bento XIV, concederam para Portugal uma festa particular, que ultimamente veio a ser fixada no dia 7 de Fevereiro.»


Secretariado Nacional de Liturgia


Terço das Santas Chagas
ou Coroa da Misericórdia


Com um terço normal

ORAÇÕES INICIAS:
- Ó Jesus, Divino Redentor, tende misericórdia de nós e de todo o mundo. Ámen.
- Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e de todo o mundo. Ámen.
- Graça e misericórdia, ó meu Jesus, nos perigos presentes. Cobri-nos do vosso Preciosíssimo Sangue. Ámen.
- Eterno Pai, tende misericórdia de nós pelo Sangue de Jesus Cristo, vosso único Filho. Tende misericórdia de nós, nós Vos pedimos. Ámen. Ámen. Ámen.

NAS CONTAS GRANDES DO TERÇO (em lugar do Pai-Nosso):
Eterno Pai, eu Vos ofereço as Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, para curar as chagas das nossas almas.*


NAS CONTAS PEQUENAS DO TERÇO (em lugar da Ave-Maria):
Ó meu Jesus, perdão e misericórdia, pelos méritos das vossas santas Chagas.*


NO FIM DO TERÇO (repetir 3 vezes):
Eterno Pai, eu Vos ofereço as Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, para curar as chagas das nossas almas.*


As invocações “Eterno Pai, eu Vos ofereço…” e “Ó meu Jesus, perdão e misericórdia…” foram reveladas à Irmã Visitandina Maria Marta Chambon (1841-1907) pelo próprio Jesus.
Desde 1868, o Convento da Visitação de Chambéry (França), onde vivia a Irmã Maria Marta, utilizou as jaculatórias ensinadas pelo Senhor, para rezar um "Terço das Santas Chagas".
As religiosas tomaram o costume de começar este Terço com umas orações inspiradas a um sacerdote de Roma.
A iniciativa deste Terço, agradável ao Senhor, começou assim a ser praticada e divulgada.
Encarregada por Cristo em reavivar a devoção às suas Chagas, a humilde Irmã Chambon recebeu d’Ele as seguintes revelações:
“Concederei tudo o que me pedirem, invocando as minhas Santas Chagas. É necessário difundir esta devoção.”
“Na verdade, esta oração não é da terra mas do Céu…e pode alcançar tudo.”
“As minhas Santas Chagas sustêm o mundo…que elas sejam amadas constantemente porque elas são fontes de graça. É necessário invocá-las muitas vezes, imprimir nas almas esta devoção.” “Quando sofreis, levai prontamente as vossas penas às minhas Chagas, e sereis aliviados.”
“Repeti muitas vezes junto dos doentes esta jaculatória: ‘Ó meu Jesus, perdão e misericórdia, pelos méritos das vossas santas Chagas’. Esta oração confortará o corpo e a alma.”
“O pecador que dirá: ‘Eterno Pai, eu Vos ofereço as Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, para curar as chagas das nossas almas’, alcançará a conversão.”
“As minhas Chagas serão o abrigo das vossas chagas.”
“Não conhecerá a morte a alma que expirará nas minhas Chagas…elas dão a verdadeira vida.”
“A cada palavra da Coroa da Misericórdia (Terço das Santas Chagas), deixo cair uma gota de meu Sangue na alma de um pecador.”
“A alma que honrou as minhas Santas Chagas, oferecendo-as ao Pai Eterno pelas almas do purgatório, será acompanhada pela Santíssima Virgem e pelos Anjos na hora da morte, e, na minha glória a receberei para coroá-la.”
“As Santas Chagas são o Tesouro dos tesouros pelas almas do purgatório.”
“A devoção às minhas Chagas é o remédio nestes tempos de iniquidade.”
“Das minhas Chagas brotam frutos de santidade. Meditando nelas, encontrareis sempre um novo alimento de amor.”
“Minha filha, se mergulhares as tuas obras nas minhas Santas Chagas, terão valor; qualquer acto recoberto de meu Sangue satisfará o meu Coração.”
“É necessário oferecer as minhas Santas Chagas ao meu Eterno Pai; por elas, e por meio de minha Mãe Imaculada, virá o triunfo da Igreja.”


A Congregação para a Doutrina da Fé, por um decreto de 23 de Março de 1999, concedeu às Religiosas da Ordem da Visitação, assim como às pessoas que desejam rezar em união com elas, a faculdade oficial de venerar a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo com as invocações que foram reveladas à Serva de Deus, Irmã Maria Marta Chambon, religiosa da Visitação, que faleceu com fama de santidade a 21 de Março de 1907, no Mosteiro de Chambéry, França.


* Indulgência de 300 dias por cada vez, concedida por SS. Pio XI – 16/01/1924

terça-feira, 3 de junho de 2008

Eu vos convido

«Cada pessoa precisa de um “centro” na sua vida, de uma fonte de verdade e de bondade à qual recorrer na sucessão das diferentes situações e no cansaço da vida quotidiana.
Cada um de nós, quando se recolhe, precisa sentir não somente o palpitar do coração, mas, de maneira mais profunda, o palpitar de uma presença fiável, perceptível com os sentidos da fé e que, no entanto, é muito mais real: a presença de Cristo, coração do mundo.
Eu vos convido, portanto, a renovar no mês de Junho a vossa devoção ao Coração de Cristo, valorizando também a tradicional oração de oferecimento do dia e tendo presentes as intenções que proponho a toda a Igreja.»

Bento XVI, Ângelus 01/06/08

Ofereço-Vos, ó meu Deus,
em união com o Santíssimo Coração de Jesus,
e por meio do Imaculado Coração de Maria,
as orações, os trabalhos,
as alegrias e os sofrimentos deste dia,
em reparação de todas as ofensas
e por todas as intenções
pelas quais o mesmo Divino Coração
está continuamente intercedendo
e sacrificando-se nos nossos altares.
Eu vo-las ofereço de modo particular
pelas intenções do Apostolado da Oração
neste mês e neste dia.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Eis o Coração...

“Eis o Coração que tanto amou os homens;
que em nada se poupou até se esgotar e consumir
para lhes testemunhar o seu amor.
E em reconhecimento
não recebo da maior parte deles senão ingratidões,
pelos desprezos, irreverências, sacrilégios e friezas
que têm para comigo neste Sacramento de amor.”

Revelação de Cristo a Sta. Margarida Maria



Louvado seja o Sagrado Coração de Jesus no Santíssimo Sacramento!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Onde estava Deus naqueles dias?

A alguns meses do fim da II Guerra Mundial, a 27 de Janeiro de 1945, perto de 7500 prisioneiros, pesando entre 23 e 35 kg, foram libertados pelo Exército Vermelho, do Campo de Concentração de Auschwitz-Birkenau (Polónia).
Estima-se que entre um milhão e um milhão e meio de pessoas morreram lá, na grande maioria judeus, mas muitos cristãos também sucumbiram em Auschwitz, principalmente padres polacos.
São Maximiliano Kolbe, um sacerdote que deu a sua vida afim de salvar a de um prisioneiro; Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), uma brilhante filósofa nascida na Alemanha, convertida do judaísmo ao catolicismo, que abraçou a vida religiosa no Carmelo, fazem parte das vítimas desta autêntica fábrica de morte da Alemanha Nazi.
Os homens não podem esquecer esta triste página da história da humanidade.

«Quantas perguntas surgem neste lugar! Sobressai sempre de novo a pergunta: Onde estava Deus naqueles dias? Por que Ele silenciou? Como pôde tolerar este excesso de destruição, este triunfo do mal? (…)
Nós não podemos perscrutar o segredo de Deus, vemos apenas fragmentos e enganamo-nos se pretendemos eleger-nos juízes de Deus e da história. Não defendemos, nesse caso, o homem, mas contribuiremos apenas para a sua destruição. Não em definitiva, devemos elevar um grito humilde mas insistente a Deus: Desperta! Não te esqueças da tua criatura, o homem! (…)
Nós gritamos a Deus, para que impulsione os homens a arrepender-se, para que reconheçam que a violência não cria a paz, mas suscita apenas outra violência uma espiral de destruição, na qual todos no fim de contas só têm a perder. (…)
A humanidade atravessou em Auschwitz-Birkenau um "vale escuro".
Por isso desejo, precisamente neste lugar, concluir com a oração de confiança com um Salmo de Israel que é, ao mesmo tempo, uma oração da cristandade:
"O Senhor é o meu pastor: nada me falta.
Em verdes prados me fez descansar
e conduz-me às águas refrescantes.
Reconforta a minha alma
e guia-me por caminhos rectos,
por amor do seu nome.
Ainda que atravesse vales tenebrosos,
de nenhum mal terei medo
porque Tu estás comigo.
A tua vara e o teu cajado dão-me confiança...
habitarei na casa do Senhor para todo o sempre"
(Sl 23, 1-4.6)



Bento XVI, na visita ao Campo de Concentração de Auschwitz-Birkenau, 28/05/2006




Em Auschwitz, um soldado polaco, Stefan Jasienski, gravou uma imagem do Sagrado Coração de Jesus nas paredes de sua cela. Retratou-se a si próprio nesta gravura, olhando para o Coração trespassado de Cristo e com os braços à volta da cintura de Jesus. Provavelmente foi morto no acampamento.

sábado, 1 de setembro de 2007

Humildade

«Filho, em todas as tuas obras procede com humildade
e serás mais estimado do que o homem generoso.
Quanto mais importante fores, mais deves humilhar-te
e encontrarás graça diante do Senhor.
Porque é grande o poder do Senhor
e os humildes cantam a sua glória.»
Sir 3,19-21

«Quem se exalta será humilhado
e quem se humilha será exaltado.»
Lc 14, 11



Ser humilde significa assumir com simplicidade o nosso lugar, pôr a render os nossos talentos, mas sem nunca humilhar os outros ou esmagá-los com a nossa superioridade.
Significa pôr os próprios dons ao serviço de todos, com simplicidade e com amor.

Jesus, manso e humilde de coração,
faz o meu coração semelhante ao teu!

sábado, 30 de junho de 2007

Dom total ao Reino

Pelo caminho, alguém disse a Jesus:«Seguir-Te-ei para onde quer que fores».Jesus respondeu-lhe:«As raposas têm as suas tocase as aves do céu os seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça». Depois disse a outro: «Segue-Me».Ele respondeu:«Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai».Disse-lhe Jesus:«Deixa que os mortos sepultem os seus mortos;tu, vai anunciar o reino de Deus». Disse-Lhe ainda outro:«Seguir-te-ei, Senhor;mas deixa-me ir primeiro despedir-me da minha família».Jesus respondeu-lhe:«Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus».


Lc 9, 57-62


Não podemos ver estas exigências como normativas: noutras circunstâncias, Cristo mandou cuidar dos pais (cf. Mt 15,3-9); e os discípulos – nomeadamente Pedro – fizeram-se acompanhar das esposas durante as viagens missionárias (cf. 1 Cor 9,5)… O que estes ensinamentos pretendem dizer é que o discípulo é convidado a eliminar da sua vida tudo aquilo que possa ser um obstáculo no seu testemunho quotidiano do Reino. (...)
O “caminho do discípulo” é um caminho exigente, que implica um dom total ao Reino. Quem quiser seguir Jesus, não pode deter-se a pensar nas vantagens ou desvantagens materiais que isso lhe traz, nem nos interesses que deixou para trás, nem nas pessoas a quem tem de dizer adeus… O que é que, na nossa vida quotidiana, ainda nos impede de concretizar um compromisso total com o Reino e com esse caminho do dom da vida e do amor total?


Meditações dominicais dos Padres Dehonianos




Neste último dia do mês de Junho… mês do Sagrado Coração de Jesus, porque não fazer uma consagração a este mesmo Coração, com as palavras de Santa Margarida-Maria Alacoque, entregando assim o nosso amor, a nossa vida e pessoa, ao dispor de Cristo, para melhor amá-l’O e segui-l’O?


Eu (nome...)
dou e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo,
a minha pessoa e a minha vida,
as minhas acções, penas e dores,
não querendo servir-me de parte alguma do meu ser,
a não ser para O honrar, amar e glorificar.
É esta minha vontade irrevogável,
pertencer-Lhe e fazer tudo por seu amor,
renunciando completamente ao que não for do seu agrado.

Eu Vos tomo, Sagrado Coração,
por único objecto do meu amor,
protector de minha vida,
penhor de minha salvação,
remédio de minha fragilidade e inconstância,
reparador de todos os meus defeitos
e asilo seguro na hora da morte.
Sede, Coração de bondade,
a minha justificação junto de Deus Pai,
e afastai de mim a sua justa indignação.

Ó Coração de amor,
em Vós coloco toda a minha confiança,
pois tudo receio de minha fraqueza e malícia,
mas tudo espero da vossa bondade.
Destruí em mim
tudo o que Vos possa desagradar ou resistir.
Que o vosso puro amor
se grave tão profundamente no meu coração,
que eu não possa jamais esquecer-me
nem separar-me de Vós.
Peço-Vos,
pela vossa bondade,
que o meu nome fique inscrito em Vós,
pois eu quero fazer consistir
toda a minha felicidade e glória,
em viver e morrer como vosso servo.

Amen.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Palavras de: Margarida-Maria Alacoque

«É preciso retirar-nos para a chaga do Sagrado Coração como um pobre viajante que procura um porto seguro para se colocar ao abrigo dos escolhos e das tempestades do mar tempestuoso do mundo, onde estamos expostos a um contínuo naufrágio.»

«Escolhei o Coração de Nosso Senhor para vosso oratório sagrado. Entrai lá para aí fazerdes as vossas preces e orações, a fim de que elas sejam agradáveis a Deus. Aí encontrareis com que dar o que lhe deveis.»

«Encontrais-vos enfraquecidos no serviço de Deus...não vos perturbeis.
Para vos satisfazerdes neste ponto, nada tendes a fazer senão unir-vos em tudo o que fizerdes ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo.
No começo, para vos preparar, e no fim, para vos aprazer.
Não podeis fazer nada na oração? Contentai-vos em oferecer a Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento do altar, os seus ardores, para reparar as vossas tibiezas. Dizei em cada uma das vossas acções:
'Meu Deus, quero fazer ou sofrer isto no Coração sagrado do vosso divino Filho; é segundo as suas santas intenções que Vo-lo ofereço para reparar tudo o que há de impuro e de imperfeito nas minhas'.
Ele suprirá em tudo o que poderá faltar-vos da vossa parte. Ele amará a Deus por vós, e amá-l’O-eis n’Ele e por Ele.»


«Este divino Coração é uma fonte inesgotável onde há três canais que correm sem cessar: primeiramente, o da misericórdia pelos pecadores donde brota o espírito de contrição e de penitência;
o segundo, o da caridade por todos os necessitados, e particularmente por aqueles que tendem à perfeição, que aí encontrarão com que vencerem os obstáculos;
do terceiro, correm o amor e a luz para aqueles que quer unir a si para lhes comunicar a sua ciência e as suas luzes.
Procuremos neste divino Coração tudo aquilo de que tivermos necessidade; recorramos a ele em todo o tempo e em todo o lugar. É um tesouro escondido e infinito que não pede senão a abrir-se a nós.»


Santa Margarida Alacoque (1647-1690),
grande promotora da devoção ao Sagrado Coração de Jesus

quarta-feira, 20 de junho de 2007

A síntese da religião

O Senhor nos diz: “A síntese da religião, é o meu Coração, olhar o meu Coração recorda o amor que Deus tem por vós e o amor que deveis dar a Deus. (…)
Ele deseja que eternamente O possuais, e que sejais transformados n’Ele, de uma certa maneira divinizados; é este amor por vós, infinito pelo bem infinito que Ele vos quer, que o meu Coração recorda.”


B. Carlos de Foucauld



“O culto ao Sacratíssimo Coração de Jesus é na substância o culto do amor que Deus tem por nós em Jesus, e ao mesmo tempo, a prática do nosso amor para com Deus e os outros homens. Este culto propõe o amor de Deus para connosco como objecto de adoração, acção de graças e imitação; ele tem com finalidade conduzir-nos à perfeição e à plenitude do amor que nos une a Deus e aos outros homens, seguindo cada vez mais alegres o mandamento novo que o divino Mestre deixou aos apóstolos como herança sagrada, quando lhes disse: ‘Dou-vos um mandamento novo: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei…’”


Pio XII, “Haurietis aquas in gáudio”

sábado, 16 de junho de 2007

Coração de Maria

«Jesus não só vive e habita continuamente no Coração de Maria, como é também Ele próprio o Coração do seu Coração. Por isso, aproximar-se do Coração de Maria, é encontrar Jesus; honrar o Coração de Maria, é invocar Jesus. Este Coração admirável é o exemplo e modelo dos nossos corações; e a perfeição cristã consiste em ser imagens vivas do santo Coração de Maria. E como o Pai eterno deu a Maria o poder de conceber seu Filho no seu Coração e no seu seio virginal, assim lhe deu também poder de O formar e de O fazer nascer nos corações dos filhos de Adão. Logo ela colabora na obra da nossa salvação usando com amor espantoso este poder especial. E como ela trouxe e trará eternamente o seu Filho Jesus no seu Coração, ela trouxe e trará sempre com Ele todos os membros deste divino Chefe, como seus filhos muito amados e fruto de seu Coração materno, de que faz oblação contínua e sacrifício perpétuo à divina Majestade.»

São João Eudes (1601-1680), fundador da Congregação de Jesus e Maria – Padres Eudistas

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Transborda de amor divino e humano

«Nada se opõe em que adoremos o Sacratíssimo Coração de Jesus Cristo enquanto participação e símbolo natural muito expressivo deste amor inesgotável que o nosso divino Redentor não cessa de sentir para com o género humano.
Apesar de já não estar submisso às vicissitudes desta vida mortal, ele não deixa por isso de continuar a viver e bater, ele está unido de maneira indivisível à Pessoa do Verbo divino, e, nela e por ela, à vontade divina. Porque o Coração de Cristo transborda de amor divino e humano, e que ele está cheio dos tesouros de todas as graças que o nosso Redentor alcançou ao longo da sua vida pelos seus sofrimentos e pela sua morte, ele é fonte eterna deste amor que o seu Espírito derrama em todos os membros do seu Corpo místico.
O Coração do nosso Salvador espelha a imagem da divina Pessoa do Verbo e da sua dupla natureza humana e divina, e nele podemos considerar a soma de todo o mistério da nossa Redenção.»

Pio XII, Carta Encíclica sobre o culto e devoção ao Sagrado Coração,
“Haurietis aquas in gáudio”




Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus;
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade;
Coração de Jesus, fonte de vida e de santidade;
Tende piedade de nós!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Santo António e o Coração de Jesus

« Sim, a chaga do lado de Jesus é um sol que ilumina o homem. Porquê? Porque na abertura do Coração do Senhor, foi aberta a porta do Paraíso, de onde vem o esplendor da luz eterna. Nas coisas da natureza, é dito que o sangue do lado da pomba apaga as manchas dos olhos; da mesma maneira, o sangue que a lança do soldado fez jorrar do Coração de Jesus abriu os olhos ao cego de nascença, isto é, ao género humano.»

Sermão para o 1º Domino de Advento

«Se Jesus Cristo é o refúgio, o lugar mais recôndito onde a alma religiosa deve abrigar-se é no refúgio do Lado. (…) A chaga do seu Lado leva-nos ao seu Coração e é aí que Ele chama a alma que Ele quer desposar. Ele lhe tende a mão, Ele lhe abre o seu Lado e o seu Coração, para que aí venha esconder-se. Retirando-se nas profundezas do refúgio, a pomba se protege das perseguições da ave rapina; ela encontra uma morada tranquila onde descansa serenamente. Assim a alma religiosa encontrará no Coração de Jesus, um refúgio seguro contra as maquinações de Satanás, um delicioso asilo… Não fiquemos à entrada, mas penetremos até ao abismo desse refúgio, (…) à fonte da qual jorra o sangue redentor, no mais intimo do Coração de Jesus. A alma aí encontrará a luz, as consolações, a paz, as delícias eternas.»

Sermão sobre o salmo 54


Santo António de Lisboa para os portugueses,
Santo António de Pádua para o resto do mundo.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Pertenço inteiramente ao Coração de Jesus

“Pelo sangue, sou albanesa.
Pela minha nacionalidade, indiana.
Pela minha fé, sou uma religiosa católica.
Por aquilo que é minha vocação, pertenço ao mundo.
Por aquilo que é meu coração, pertenço inteiramente ao Coração de Jesus.”


B. Madre Teresa de Calcutá