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terça-feira, 3 de março de 2009

É uma limpeza necessária

O jejum mais importante é aquele que tem como objectivo esvaziar o nosso coração de inutilidades para o enchermos do que é valioso. É uma limpeza necessária a fim de arranjarmos espaço na alma para as realidades sublimes para que Deus nos criou:
Procuremos jejuar de julgar os outros, descobrindo o Cristo que vive neles.
Jejuemos de palavras ofensivas, enchendo-nos e pronunciando expressões edificantes.
Jejuemos de descontentamento, enchendo-nos de gratidão.
Jejuemos de irritações, enchendo-nos de paciência.
Jejuemos de pessimismo, enchendo-nos de esperança cristã.
Jejuemos de preocupações, enchendo-nos de confiança em Deus.
Jejuemos de lamentações, enchendo-nos do apreço pela maravilha que é a vida.
Jejuemos de pressões que nunca mais acabam, enchendo-nos duma oração permanente.
Jejuemos de amargura, enchendo-nos de perdão.
Jejuemos de dar importância a nós mesmos, enchendo-nos de amor pelos outros.
Jejuemos de ansiedade sobre as nossas coisas, comprometendo-nos na propagação do Reino.
Jejuemos de desalento, enchendo-nos do entusiasmo da fé.
Jejuemos de pensamentos mundanos, enchendo-nos das verdades que fundamentam a santidade.
Jejuemos de tudo o que nos separa de Jesus, enchendo-nos daquilo que d’Ele nos aproxima.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Confissão

É verdade que nos nossos dias a confissão não é lá muito bem vista.
Muitos a vêem como uma espécie de tribunal no qual se acusa os pecados, uma humilhação.
Visto assim, realmente, não é lá muito tentador.
Mas procuremos ver a confissão (sacramento da reconciliação) de outra forma, ou simplesmente o que ela é verdadeiramente.
Confessar-se não é apresentar-se num tribunal, mas é encontrar o próprio Deus.
E porque esse Deus nos ama, Ele quer ajudar-nos a caminhar para Ele.
Ele bem sabe que é difícil, que nos magoamos, que erramos bastante…mas por amor Ele não pode fazer esta caminhada por nós. Ele respeita a nossa liberdade.
Por isso, confessar-se é dizer a Deus as nossas dificuldades, apontar o que de menos bom há em nós, pedir-Lhe perdão por não corresponder ao seu amor, arrepender-se e querer mudar de vida, oferecer-Lhe as nossas fraquezas para que Ele faça delas algo de melhor.
Mas a confissão não é a fórmula mágica que resolva tudo.
O combate contra o mal continua, e muitas vezes cairemos nos mesmos pecados. Não é fácil deixar os maus hábitos. E se o pecado é perdoado, apagado, as suas consequências podem continuar.
Muito há ainda por curar: os nossos impulsos, as paixões, os desejos…
A paciência e a confiança são indispensáveis para progredirmos na nossa relação de amor com Deus.
A humildade também, aliás, devemos reconhecer que sem Deus, não podemos nada.
Por isso é necessário escolhê-l’O a Ele, segui-l’O, amá-l’O, para além dos obstáculos, das dificuldades do caminho.
Como uma criança que aprende a caminhar para o pai, muitas vezes caímos. Mas o importante é que, como ela, nos levantemos sempre, sem perder a coragem, e retomemos o caminho, com a certeza de que Deus está sempre perto de nós e nos ajuda a avançar.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor,
e todo o meu ser louve o seu nome santo.
É Ele quem perdoa as tuas culpas
e cura todas as tuas enfermidades.
É Ele quem cumula de bens a tua existência
e te rejuvenesce como a águia.
O Senhor é misericordioso e compassivo,
é paciente e cheio de amor.
Não está sempre a repreender-nos,
nem a sua ira dura para sempre.
Como o Oriente está afastado do Ocidente,
assim Ele afasta de nós os nossos pecados.
Como um pai se compadece dos filhos,
assim o Senhor se compade dos que O temem.
Bendiz ó minha alma o Senhor!


Salmo 103 (102), 1.3.5.8-9.12-13.22

terça-feira, 4 de março de 2008

Reconciliar-se

«Queridos irmãos e irmãs, para uma profunda celebração da Páscoa, a Igreja pede aos fiéis que se aproximem nestes dias do Sacramento da Penitência, que é como uma espécie de morte e ressurreição para cada um de nós.(…)
Preparar-se para a Páscoa com uma boa confissão continua a ser um dever que se deve valorizar plenamente, porque nos oferece a possibilidade de recomeçar a nossa vida e ter realmente um novo início na alegria do Ressuscitado e na comunhão do perdão que Ele nos concede.
Conscientes de ser pecadores, mas confiantes na misericórdia divina, deixemo-nos reconciliar por Cristo para gozar mais intensamente a alegria que Ele nos comunica com a sua ressurreição.»

Bento XVI, Audiência Geral 12/04/2006



Compadecei-vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.
Lavai-me de toda a iniquidade
e purificai-me de todas as faltas

Porque eu reconheço os meus pecados
e tenho sempre diante de mim as minhas culpas.
Pequei contra Vós, só contra Vós,
e fiz o mal diante dos vossos olhos.

Desviai o vosso rosto das minhas faltas
e purificai-me de todos os meus pecados.
Criai em mim, ó Deus, um coração puro,
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.

Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso.
Sacrifício agradável a Deus é o espírito arrependido:
não desprezareis, Senhor, um espírito humilhado e contrito.


Estes poucos versículos do salmo 50(51) são dos meus predilectos...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

É o primeiro passo

Quarta-feira de Cinzas é o primeiro dia da Quaresma, este período de 40 dias que nos separa da Páscoa. Para os cristãos, é dia de jejum e de abstinência. Por jejum, não se entende privação total de alimento, mas uma ascese que consiste em libertar-se do supérfluo, do inútil, e Deus sabe o quanto somos tentados pelo inútil, quer na alimentação, quer nos prazeres da vida, aos quais muitas vezes somos incapazes de renunciar.
Hoje, a Igreja convida a jejuar e a abster-se de tudo o que é inútil na nossa vida. A cada um de encontrar aquilo a que renunciará, não num espírito de “mortificar-se por mortificar-se”, nem por dolorismo, mas tudo para reencontrar o desejo de Deus, e através disso, melhor escutá-l’O e ir ao encontro do próximo.


Também hoje, a Igreja nos convida na Eucaristia a receber as “cinzas”. Por meio deste rito, o sacerdote diz a cada um dos participantes: “Convertei-vos e acreditai no Evangelho!”, isto é, ao longo deste tempo quaresmal que começa agora, afastemo-nos das faltas, renunciemos ao egoísmo, à violência…voltemo-nos para Aquele que nos cura. Voltemo-nos para Aquele que se prepara para morrer na cruz.
Por isso, Quarta-feira de Cinzas é um dia importante: é o primeiro passo que acompanha os passos de Cristo até à sua paixão, até à sua morte e ressurreição.

Bom início de Quaresma a todos!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Dois rostos de desejo ecuménico

Leopoldo Mandic nasceu na Dalmácia, actual Croácia, em 12 de Maio de 1866. Os pais, católicos fervorosos, deram-lhe o nome de Bogdan, que significa "dado por Deus". Desde pequeno apresentou como características a constituição física débil e o carácter forte e determinado.
Nessa época, a região da Dalmácia vivia um ambiente social e religioso, marcados por profundas divisões entre católicos e ortodoxos. Essa situação incomodava o espírito do pequeno Bogdan, que decidiu dedicar a sua vida à reconciliação dos cristãos orientais com Roma.
Aos 16 anos ingressou na Ordem de São Francisco de Assis, em Údine, Itália, adoptando o nome de Leopoldo. Foi ordenado sacerdote em Veneza em 1890.
Leopoldo foi destinado aos serviços pastorais nos conventos capuchinhos, por causa da saúde precária. Assim, com grande espírito de fé, iniciou o ministério do confessionário, onde este homem de pequena estatura (1m40) se tornou o "gigante do confessionário", exercendo até à sua morte.
Estabelecido na cidade de Pádua, famosa pelos restos mortais de Santo António (de Lisboa), Leopoldo dedicava quase doze horas por dia ao ministério da confissão. Sua fama espalhou-se e todos o solicitavam como confessor.
Todo o seu apostolado foi num cubículo de madeira, durante trinta e três anos seguidos, sem tirar um só dia de férias ou de descanso…tudo oferecido alegremente a Deus.
Frei Leopoldo Mandic morreu no dia 30 de Julho de 1942 em Pádua. O seu funeral provocou uma forte adesão popular e a fama de sua santidade se difundiu, sendo beatificado em 1976. O Papa João Paulo II o incluiu no catálogo dos santos, em 1983, declarando-o herói do confessionário e "apóstolo da unidade dos cristãos", um modelo para os que se dedicam ao ministério da reconciliação.



Maria Gabriella Sagheddu nasceu em Dorgali, na Sardenha, no ano de 1914 numa família de pastores.
Aos 21 anos decidiu consagrar-se a Deus e entrou no Mosteiro Cistercense de Grottaferrata, uma comunidade pobre, governada pela Madre M. Pia Gullini que tinha uma grande sensibilidade e um grande amor pela causa ecuménica.
Quando a Madre M. Pia, solicitada pelo Pe. Couturier, apóstolo do ecumenismo e impulsionador da Semana de oração pela Unidade, apresentou à comunidade o pedido de orações e de oferecimentos pela grande causa da Unidade dos Cristãos, a Irmã Maria Gabriella sentiu-se logo comprometida e chamada a oferecer a sua jovem vida."Sinto que o Senhor me pede", confessara à Abadessa. "Sinto-me chamada mesmo quando não o quero pensar."
Foi através de um caminho rápido e direito, entregue à obediência, consciente de sua fragilidade, e tendo como único desejo "a vontade de Deus e a Sua glória", que Gabriella alcançou aquela liberdade que a impelia a conformar-se a Jesus na sua Paixão. Oferecendo a Deus a sua doença (tuberculose) e após meses de sofrimento, foi na tarde do dia 23 de Abril de 1939, Domingo do Bom Pastor, no qual o evangelho proclamava:"Haverá um só rebanho e um só Pastor", que Gabriella morre.
Seu corpo, encontrado intacto quando foi feito o reconhecimento em 1957, repousa agora numa capela adjacente ao Mosteiro de Vitorchiano, para onde se transferiu a comunidade de Grottaferrata.
Foi beatificada por João Paulo II a 25 de Janeiro de 1987, quarenta e quatro anos depois da sua morte, na Basílica de São Paulo, no dia da Festa da Conversão do Apóstolo e da conclusão da Semana de Orações pela Unidade dos Cristãos.


São Leopoldo Mandic, Beata Maria Gabriella, rogai por nós!
Rogai para que haja um só rebanho e um só Pastor!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Esperamos o quê?

O Advento coloca-nos algumas perguntas.
Esperamos o quê? O Messias? Que Messias? Para que homem?
Eis que Ele vem, os profetas O anunciaram, e no entanto os que esperavam por Ele não o acolham. Ele está no meio dos seus e os seus não O reconheçam.
O messias que esperamos é muitas vezes bem diferente d’Aquele que vem!
O Messias que vem ultrapassa as nossas concepções humanas, está à estreita nas definições que Lhe damos.
Esperamos um messias de glória e de majestade…eis que Ele vem até nós como um Filho de homem.
Esperamos um messias bem visível aos olhos de todos…Ele vem até nós sem brilho.
Esperamos um messias revolucionário…eis que vem um Messias paciente, que não muda a história de um dia para outro.
Esperamos um messias de sacristia que se coloca ao serviço da religião…eis um Messias que irrita os fariseus e expulsa do Templo.
“És Aquele que há-de-vir?”, pergunta João Baptista.
Falta de fé da parte do profeta?
Ou uma maneira de dizer que o Messias o surpreende na acção, na sua maneira de exercer a missão.
João esperava talvez a vingança, a hora de Deus…algo de forte, capaz de calar os inimigos, de acabar com o pecado.
Jesus dá como resposta as curas e as libertações que Ele realiza.
Com isso, Ele afirma que Ele é bem o Messias esperado, porque a Boa Nova é anunciada aos pobres, porque os doentes são curados e os mortos ressuscitam.
Eis a vingança e a hora de Deus, que não são feitas num Deus que arrasa e triunfa, mas no anúncio aos pequeninos, aos últimos e marginalizados deste mundo.
A vingança e a hora de Deus não estão na morte dos inimigos, mas na vida dada aos que precisam.
É este o Messias que esperavas?

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Não amei o Amor

«A verdadeira contrição consiste unicamente nisso: Não amei o Amor. (…)
E se choramos verdadeiramente porque não amámos o Amor, isso não significa que nos atrasemos num olhar voltado para o passado, porque só há uma maneira de reparar as nossas faltas de amor, é de duplicar o nosso esforço e amar melhor hoje, pois a verdadeira contrição se confunde com um acto de amor.
É inútil gemer porque ontem omitimos fazer o bem. Hoje, devemos ser o bem; hoje, devemos amar. Por isso, uma pessoa pode num instante, como a Madalena, como a mulher adúltera, como o bom ladrão, tornar-se um santo, isto se a conversão se fizer até à raiz do próprio ser, aspirando todo para Deus.
Não nos retardemos no passado, não nos demoremos nos pecados que cometemos. Não nos atrasemos em extensos exames de consciência. É tempo perdido. É agora, hoje, que tudo começa, e isto é o que há de maravilhoso no Evangelho: tudo começa.»


Pe. Maurice Zundel 1897-1975


"Vai e agora em diante não tornes a pecar." (Jo 8, 11)

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O amor de Deus será sempre maior que todas as nossas faltas!

A realidade do pecado está bem presente nas nossas vidas…ninguém escapa.
Basta olhar o dia de ontem! Quem pode vangloriar-se de estar sem pecado, de não pecar? Todos nós somos pecadores, que os nossos pecados sejam conhecidos somente por nós ou por todos, leves ou graves, consequência da nossa fraqueza ou da malícia. E ainda que nos esforcemos em pecar o menos possível, mesmo assim falhamos sempre demais. Reconheçamos humildemente…a nossa condição na terra é ser pecadores.
Mas não devemos mergulhar no desespero porque existe o perdão de Deus!
Ainda ontem, as leituras proclamadas na Eucaristia, convidavam a reflectir não só sobre o pecado, mas sobretudo na imensa misericórdia do Senhor.
O amor de Deus será sempre maior que todas as nossas faltas!
A alegria que o Senhor tem em perdoar-nos será sempre maior que a nossa tristeza em tê-Lo ofendido!
Deus deseja tanto dar-nos o seu perdão que ele nos oferece vários “caminhos de perdão”.
Se o Sacramento da Reconciliação é o caminho habitual, directamente ordenado ao perdão de Deus, o apóstolo Pedro não teme em afirmar que “a caridade cobre uma multidão de pecados” (1 Pe 4, 8), e o evangelista Mateus evidencia que a caridade para com o próximo, figura do próprio Cristo, não dá menos do que o Reino do céu (Mt 25, 31-40). A tradição cristã diz que um acto de contrição perfeito nos dá o perdão de Deus, confirmado depois pelo Sacramento da Reconciliação; e São Tomás de Aquino afirma que a Eucaristia, Sacramento da Caridade, apaga os pecados veniais.
Deus terá sempre mais capacidade de nos perdoar do que nós em pecar…está ai o sinal do seu imenso amor por nós. Ele sabe que somos frágeis e que muitas vezes caímos. Mas o seu amor é de um pai que não nos quer perder e que faz tudo para nos guardar junto d’Ele.
Grande é a misericórdia de Deus…alegremo-nos e saboreemo-la!



Meu Deus, porque sois infinitamente bom,
e Vos amo de todo o meu coração,
pesa-me ter-Vos ofendido,
e, com o auxílio da vossa divina graça,
proponho firmemente emendar-me
e nunca mais Vos tornar a ofender;
peço e espero o perdão das minhas culpas
pela vossa infinita misericórdia.
Ámen.

sábado, 24 de março de 2007

A miséria e a misericódia

Ó tu que foste surpreendida em flagrante adultério,
que não só perdeste publicamente a honra,
como estavas prestes a perder a vida pela mão dos escribas e fariseus,
como conseguiste deteriorar a beleza da tua dignidade, da tua humanidade?
Diz-nos! Alerta-nos!

Apresentaram-te a Jesus para armar uma cilada
e ter um pretexto para acusá-lo.
Diante de ti, Ele se inclinou e começou a escrever.
Estavas à espera da tua condenação,
mas Ele te surpreendeu,
a ti e à multidão, quando disse:
“Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra”.
O que entendeste desta palavra? Ensina-nos!

Ao ouvirem tais palavras,
os que queriam a tua condenação foram saindo um após outro,
a começar pelos mais velhos,
e ficaste a sós com Jesus.
Ele perguntou onde estavam eles,
se eles te tinham condenado…
respondeste que ninguém o tinha feito.
Então Jesus, na sua misericórdia,
deu-te um juízo de absolvição:
“Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar”.
Como te sentiste? Comunica-nos!

Ó tu, a miséria humana,
a quem Jesus, a misericórdia,
restitui a beleza perdida da tua dignidade,
és sinal que todos valemos mais,
infinitamente mais, do que o nosso pecado.
Por ti, temos confiança!
Não há qualquer situação irremediavelmente destruída.
Alerta-nos!
Ensina-nos!
Comunica-nos como é a misericórdia do Senhor.


Inspirado do Evangelho segundo S. João 8, 1-11
e da homilia de D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima 13/10/2006

quinta-feira, 22 de março de 2007

O sacramento da Penitência

Na vida quotidiana, acontece agirmos mal, estragar algumas coisas e magoar.
Para apagar o mal que fizemos, pedimos perdão e reparamos o melhor possível.
Quando estamos doentes, chamamos o médico e tomamos os remédios que ele nos receita.
No que toca à alma, o” agir mal” são os nossos pecados, que nos fazem perder a graça…a amizade com Deus.
Pelo pecado, estragamos a beleza que há em nós e que Deus criou.
Da mesma maneira que a doença ataca o corpo, o cansa e o faz morrer, o pecado ataca a alma e mata a vida da graça, separa-a de Deus. Prejudicando assim a nossa alma, é necessário apagar o mal que fizemos a Deus, pedindo-lhe perdão de todo o coração e esforçando-nos para reparar o quanto nos é possível.
Para cuidar e curar a nossa alma do pecado, devemos chamar o médico das almas que é o próprio Deus, e tomar o medicamento que nos cura do mal: o sacramento da Penitência ou Reconciliação, que Jesus instituiu na tarde do Domingo da Ressurreição, confiando aos apóstolos e aos seus sucessores, o perdão dos pecados (Jo 20, 22-23).

Pregando na Palestina, Jesus mostrou o desejo de perdoar e de voltar a dar a paz aos pecadores: “Eu não vim para os justos, mas para os pecadores” (Mt 9,13). As parábolas da ovelha tresmalhada (Lc15, 4-7; Mt 18, 12-14), da dracma perdida (Lc 15, 8-10), do filho pródigo (Lc 15, 11-32) são sinais de que Cristo veio chamar os pecadores e salvar os corações atribulados…e continua a chamar e salvar.
“Há mais alegria no céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos, que não precisam de conversão” (Lc 15, 7).
Deus deseja a conversão dos pecadores, por isso instituiu o sacramento da Penitência. Se Jesus não o tinha instaurado, estaríamos na dúvida, perguntando-nos sempre se estaríamos perdoados ou não por Deus. Com este sacramento, temos a certeza que todos os nossos pecados são apagados.
São João Maria Vianney, o Santo Cura d’Ars, que passava até 17 horas por dia no confessionário para reconciliar os homens com Deus e entre eles, confidenciava:
“Dêmos esta alegria a este bom Pai: voltemos a Ele…e seremos felizes.”
“O bom Deus está sempre pronto em receber-nos. A sua paciência espera por nós.”
“Alguns dizem: ‘Fiz demasiado o mal, o bom Deus não pode mais perdoar-me’. É uma grande blasfémia. É colocar um limite à misericórdia de Deus, e não é nada assim: ela é infinita.”
“As nossas culpas são grãos de areia ao lado da grande montanha das misericórdias de Deus.”
“Quando o padre dá a absolvição, deve-se pensar numa única coisa: o sangue do bom Deus é derramado na nossa alma para lavá-la, purificá-la e torná-la tão bela como depois de receber o baptismo.”
“O bom Deus, no momento da absolvição, deita para trás das costas os nossos pecados, isto é, esquece-os, aniquila-os: jamais voltarão.”
“Nunca mais se falará de pecados perdoados. Estão apagados, já não existem!”


Que bom, dar-nos Deus o seu perdão, e revelar-nos a sua infinita misericórdia de Pai no Sacramento da Reconciliação!

quarta-feira, 21 de março de 2007

Santidade e conversão

«A santidade não consiste
em nunca ter errado ou pecado.
A santidade cresce
com a capacidade de conversão,
de arrependimento,
de disponibilidade para voltar a começar,
e sobretudo com a capacidade
de reconciliação e de perdão.
E todos podemos aprender este caminho de santidade.»

Catequese de Bento XVI a 31/01/2007

sábado, 17 de março de 2007

O Pai misericordioso

O Evangelho deste Quarto Domingo da Quaresma apresenta-nos, pela parábola do Filho Pródigo ou do Pai misericordioso, Deus que oferece o seu perdão ao homem que se aproxima dele arrependido.
Com esta história que Jesus conta aos discípulos para mostrar-lhes o rosto do Pai, revela-se Deus como sendo:
um Pai que respeita as nossas decisões, certas ou erradas.
• um Pai que ama, aceita o perdão dos seus filhos com um abraço e faz festa pela reconciliação.
• um Pai que reintegra os seus filhos, tratando-os como se nunca tivessem feito nada de errado.
Assim é o nosso Deus…um verdadeiro Pai de Amor e de Misericórdia.

Apenas uma coisa, só uma mesma, nos é pedido: dar o primeiro passo, o resto é com Ele!
Foi o que o filho pródigo fez, “levantar-me-ei e irei ter com meu pai”, a partir desse momento, tudo estava nas mãos do pai. Se nós dermos o primeiro passo, tudo estará nas mãos do Pai!

Pai, pequei contra ti.
Já não mereço ser chamado teu filho.
Tem piedade de mim, pecador.

Lc 15, 21. 18, 13

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Limpeza do pó


“É verdade, geralmente, os nossos pecados são sempre os mesmos, mas fazemos limpeza das nossas habitações, dos nossos quartos, pelo menos uma vez por semana, embora a sujidade é sempre a mesma. Para viver na limpeza, para recomeçar; se não, talvez a sujeira não possa ser vista, mas se acumula. O mesmo vale para a alma, por mim mesmo, se não me confesso a alma permanece descuidada e, no fim, fico satisfeito comigo mesmo e não compreendo que me devo esforçar para ser melhor, que devo ir em frente. E esta limpeza da alma, que Jesus nos dá no Sacramento da Confissão, ajuda-nos a ter uma consciência mais ágil, mais aberta e também de amadurecer espiritualmente e como pessoa humana. Portanto, duas coisas: confessar é necessário somente em caso de pecado grave, mas é muito útil confessar regularmente para cultivar a pureza, a beleza da alma e ir aos poucos amadurecendo na vida.”

Bento XVI com as crianças da primeira comunhão – 15/10/2005


Visitem o blog da Joana, ela tem lá uma linda história sobre o pó que suja os nossos corações.