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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Não é possível ser cristão sem desejar a unidade

Neste Oitavário de oração pela unidade dos cristãos, de 18 a 25 de Janeiro...

«Os cristãos nunca deveriam esquecer que a sua pertença ao único corpo de Cristo e a inabitação do Espírito Santo neles acontecem através do baptismo.
Existe uma verdadeira comunhão entre os cristãos, que seguramente não é perfeita nem plena – mas esta comunhão será perfeita e plena somente no Reino de Deus! – e esta comunhão vem pelo baptismo. (…)
Pelo baptismo, o cristão torna-se membro do corpo de Cristo, pertence à Igreja de Deus, “una, santa, católica e apostólica”, e é por meio da força do baptismo que ele assume a responsabilidade de reconhecer nos seus irmãos cristãos, os membros do mesmo e único corpo… “sacramentum fidei, sacramentum corporis Christi!”, “sacramento da fé, sacramento do Corpo de Cristo!” (…)


A comunhão dos cristãos entre eles e com Deus, durante a peregrinação da Igreja para o Reino, será sempre frágil, continuadamente posta à prova e muitas vezes contestada…porém a Igreja guarda e persegue a vontade de Deus, que pede sem cessar que se realize a comunhão visível do corpo de Cristo: que sejamos um, como o Pai e o Filho são um.
Estarão os cristãos conscientes desta necessidade radical de comunhão para dar forma à sua vida e á vida eclesial? De facto não é possível ser cristão sem desejar a unidade, ser cristão e não fazer tudo para que haja comunhão. Aquele que procede e vive para a comunhão com Cristo não pode ao mesmo tempo não proceder e viver para a reconciliação e comunhão com os seus irmãos, membros do seu próprio corpo. (…)
É na oração que apresentamos tudo o que somos, mas também o que ainda não somos, aquilo que devemos ser segundo a vontade do apelo do Senhor.
Por isso, a oração que devemos elevar com insistência ao Senhor é a de nos conceder de viver a Igreja como escreveu um Padre latino do século XII, Anselmo de Havelberg:
“Est unum corpus Ecclesiae, quod Spiritu sancto vivificatur, regitur et gubernatur… Unum corpus ecclesiae uno Spiritu sancto vivificatur, qui et unicus est in se, et multiplex in multifaria donorum suorum distributione.”
“Há um só corpo da Igreja, que o Espírito Santo vivifica, rege e governa… o corpo da Igreja que é uno, vive pelo Espírito Santo que é uno, único em si mesmo, e múltiplo na distribuição multiforme dos seus dons”.»


Enzo Bianchi, prior do Mosteiro ecuménico de Bose

domingo, 13 de janeiro de 2008

Na água do Jordão


Na água do Jordão, João convida os que procuram a paz do coração a lavar as suas faltas. Ele convence aqueles que o procuram a fazer penitência. Ele usa uma linguagem bem rude para sublinhar que não é pêra doce chegar à conversão…há muito trabalho a fazer!
Mas eis que Jesus chega e se mistura com a multidão de pecadores para pedir o baptismo de João.
Ele não tem nenhum pecado para perdoar…Ele não tem necessidade deste processo de purificação. Mas ao entrar na água, Ele, inteiramente puro de pecado, sai de lá “portador” do pecado do mundo. Objectivo? Expiar o mal que existe em nós e no mundo. Jesus, por amor, mergulha assim no mais profundo da condição humana: o pecado e a miséria do homem.
Mas o baptismo cristão é exactamente o contrário. Ele mergulha cada um de nós no amor de Deus que é Pai, Filho, Espírito Santo. Ele nos introduz numa grande família que é a Igreja. Sinal da nossa adopção filial por Deus, somos nova criação e não novas criaturas. Permanecemos homens e mulheres mas participamos no mistério divino, pela graça que devemos confirmar sempre. Esta boa nova que dá sentido à nossa vida, não pode ser só nossa. O baptismo cristão é o ponto de partida de uma nova etapa; é um compromisso no seguimento de Cristo, um apelo à missão. É um presente de Deus, uma luz que deve ser comunicada por nós para iluminar o mundo inteiro.



«No baptismo do Jordão, Senhor,
manifestou-se a adoração da Trindade.
A voz do Pai deu testemunho
ao chamar-Te Filho Muito Amado,
e o Espírito, na forma de pomba,
confirmou esta palavra inabalável.
Cristo Deus,
que apareceste e iluminaste o mundo,
glória a Ti!
Vieste, apareceste, ó luz inacessível.»


Liturgia bizantina

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Todos somos corresponsáveis

“É preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros para se ter uma Igreja ao ritmo do Concílio Vaticano II, na qual esteja bem estabelecida a função do clero e do laicado, tendo em conta que todos somos um, desde quando fomos baptizados e integrados na família dos filhos de Deus, e todos somos corresponsáveis pelo crescimento da Igreja.”


Bento XVI aos bispos portugueses em visita “Ad Limina” ao Vaticano