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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Instrumentos da Providência

«Pai dos pobres, pobre também ele e com todos os pobres identificados, não podia Francisco suportar sem dor ver alguém mais pobre do que ele, não por vanglória, mas por íntima compaixão. (…)
Movido de grande afecto e piedade, e querendo este pobre riquíssimo socorrer de alguma maneira os pobres no tempo de maior frio, pedia aos ricos do mundo lhe dessem mantas e outros agasalhos. (…)
Com verdadeiro coração de irmão estendia a sua caridade aos próprios animais sem fala nem razão, répteis ou aves, e a todas as demais criaturas, sensíveis e insensíveis.»


Tomás de Celano, Vida primeira, n. 76/77


Portugal está a viver uma vaga de frio.
Campanhas de sensibilização sobre os cuidados a ter num Inverno mais rude, de modo particular junto das crianças, dos idosos e dos sem-abrigos, estão a ser realizadas, e todos podemos contribuir.
Mas o Inverno pode ser também crítico para as aves que passam o dia todo a procurar alimento para resistir ao frio.
Hoje (e quase sempre), os pássaros recordaram-me o meu amigo Francisco de Assis, o carinho que ele tinha para com estas pequenas criaturas, e elas por ele.
Sabia que nesta época do ano, um pássaro pode perder 10% do seu peso numa noite!
Procurar alimento para os nossos amigos de penas é uma tarefa difícil, prejudicada pelo clima, a escassez de insectos e sementes, a ocorrência de neve e gelo que cobrem a comida, e dias mais curtos que deixam pouco tempo para encontrar a ração diária.
Mas podemos tornar a vida dos pássaros mais agradável, e sermos assim humildes instrumentos da Providência divina, instalando bebedouros e comedouros nos jardins ou nas varandas, fora do alcance dos gatos, colocando lá a alimentação necessária aos nossos amiguinhos, de preferência no início da manhã e ao entardecer.
Para desenvolver as reservas de gordura necessária para resistir ao Inverno, sobras de comida, cereais, grãos, frutas, nozes, etc., serão apreciados pelos nossos “irmãos” pássaros.
Com eles e com toda a Criação, cantaremos então:

«Obras do Senhor, bendizei o Senhor,
a Ele a glória e o louvor eterno!
Frios e frescuras, bendizei o Senhor,
a Ele a glória e o louvor eterno!
Gelos e neves, bendizei o Senhor,
a Ele a glória e o louvor eterno!
Todas as aves do céu, bendizei o Senhor,
a Ele a glória e o louvor eterno!
Feras e rebanhos, bendizei o Senhor,
a Ele a glória e o louvor eterno!
Vós, seres humanos, bendizei o Senhor,
a Ele a glória e o louvor eterno!»

( Dn 3, 57.69-70.80-82)


«Atravessava S. Francisco o lago de Rieti numa pequena embarcação a caminho do ermitério de Greccio, quando um pescador lhe ofereceu uma pequena ave aquática, para que se alegrasse no Senhor.
Pegou nela o Pai cheio de contentamento e, abrindo as mãos, convidou-a delicadamente a seguir em liberdade. Mas como ela não quisesse partir, antes se aconchegasse mais ainda nas mãos do Santo como dentro de um ninho, volvendo este os olhos ao céu, pôs-se a rezar. Algum tempo depois, voltando a si como quem chega de outro mundo, ordenou com doçura à avezinha que voltasse confiadamente à sua liberdade.
E o passarinho, com esta licença e uma bênção, partiu voando, não sem primeiro mostrar com requebros do corpo a sua imensa alegria.»

Tomás de Celano, Vida segunda, n. 167


Para saber mais sobre a alimentação dos pássaros no Inverno: Site Neo Planete (Basta clicar)

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

O respeito pela Criação

Os cientistas do nosso planeta andam preocupados…os homens, pelos vistos, não souberam nestas últimas 5 décadas estimar a Criação que Deus lhes confiou …e agora, todos andam preocupados com o futuro da Terra, e nalgumas zonas geográficas, Portugal não é excepção, já se pode claramente notar os estragos de um sobreaquecimento global devido à poluição humana.

Olhemos para o "pobrezinho de Assis", São Francisco, que foi uma criatura de paz e de bem, terno e amoroso. Amava os animais, as plantas e toda a natureza. Poeta, cantava o Sol, a Lua e as estrelas. A sua alegria, simplicidade e ternura lhe obtêm estima e simpatia, que faz dele um dos santos mais populares dos nossos dias. Ficou conhecido como o protector dos animais e, em 1979, foi proclamado pelo Papa João Paulo II como o "Santo Patrono dos Ecologistas".

Saibam os homens, contemplar e respeitar como Francisco de Assis, o grande mistério da Criação para assim tomarem consciência que todos são guardas e protectores daquilo que Deus entregou.


Vendo a obra, vejo Deus; sentindo Deus, sou Amor.

Oh!... Quantas coisas se escondem de mim,
de vós, de todos, filhos do Criador.
Sinto-me nada, ante a grandeza do universo;
sinto-me verme, pelas belezas que desconhece o meu coração.
Deus tem filhos no mar,
nas estrelas, no ar;
Deus tem filhos nas árvores e na terra.
Deus tem filhos até nas guerras.

Que beleza a função da natureza!...
Vejo a luz surgir no escuro,
vejo a vida perfeita nos monturos;
vejo o céu nas águas do mar,
vejo e sinto o Amor no amar.
Quando descanso, a natureza trabalha;
quando durmo, a natureza trabalha;
quando trabalho, a natureza trabalha;
Que sou eu?... Nada, diante desta batalha.

São Francisco de Assis