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domingo, 1 de novembro de 2009

Deus é ambicioso

«Deus é ambicioso, Ele não quer que sejamos só honestos, Ele quer que sejamos santos. Ele não quer que sejamos só obedientes à Lei, Ele quer que o nosso coração deseje a sua Vontade.
Ele não se contenta em ter um povo, Ele quer uma família. Ele não se contenta em ter criaturas, Ele quer filhos e filhas. (...)

A maioria dos santos que conhecemos tiveram vidas extraordinárias, e é normal que estes sejam conhecidos, mas eles não são conhecidos porque são santos… eles são conhecidos pelos destinos extraordinários que viveram. Mas a santidade não se reduz aos santos canonizados, ela diz respeito a todos aqueles que vivem a Vontade de Deus no destino de uma vida comum ainda que desconhecida. A santidade não está relacionada a um estado de vida, mesmo se conhecemos mais santos religiosos, consagrados, retirados do mundo, eremitas, monges do que santos leigos envolvidos em tarefas comuns. (...)

Para nós, o santo é primeiro uma imagem, um vitral, uma pintura, uma história. Muitas vezes, só conhecemos do santo o produto acabado, o santo canonizado...conhece-se menos bem o caminho que o levou à santidade, mas isso compete a cada cristão estudá-lo. (...)

O Papa João Paulo II tentou mostrar, através das canonizações, que houve santos no tempo moderno e santos que tiveram uma vida comum, santos em todos os estados de vida! Há santos no nosso tempo, hoje, nas famílias, nos lares, nos jovens, nos idosos, nos saudáveis, nos doentes; há santos em todos as circunstâncias da realidade.»



Dom Vingt-Trois, Cardeal e Arcebispo de Paris

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Perda do sentido da adoração... do sentido do mistério

«Os erros actuais sobre a Eucaristia derivam todos do Protestantismo.
Culminam no Modernismo que esvazia os mistérios da fé católica do seu conteúdo sobrenatural. Os sacramentos tornam-se meros símbolos que são usados para uma experiência religiosa pessoal.
Na perspectiva modernista, a presença de Jesus Cristo na Eucaristia não é real, no sentido de que contém o seu verdadeiro Corpo e o seu verdadeiro Sangue. Apenas o corpo e sangue de Cristo estão simbolizados. Na Missa, não ocorre a transubstanciação, mas sim uma “trans-simbolização”.
O Papa João Paulo II deplorou uma significativa perda do sentido da adoração entre o Povo de Deus. E se muitos fiéis perderam o sentido da adoração, é porque muitos perderam o próprio sentido de Deus e, portanto, o sentido do mistério.
Nos nossos dias, pretende-se compreender e explicar tudo, e como é impossível para o nosso raciocínio entender um mistério tão elevado como o da Eucaristia, só se fica pelo aspecto simbólico.
A fé na presença real de Cristo na Eucaristia, que se manifesta pelo respeito e a devoção ao Santíssimo Sacramento, está em declínio na Igreja Católica. Muitos crentes parecem não estar conscientes de que Jesus está presente na Eucaristia com o seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, e que aproximar-se da Eucaristia é aproximar-se do Deus três vezes santo.
Os sinais desta falta de consciência sobre a grandeza do Mistério Eucarístico toca tanto o aspecto exterior e interior dos fiéis.



Que a disposição interior de muitos comungantes seja deficiente, é fácil avaliá-lo quando se conhece a situação e estilo de vida de muitos deles. Isto não é julgar as pessoas, mas apenas fazer uma constatação, com base em informações objectivas. A fé, tal como a Igreja a entende, e o estado de graça não permanecem absolutamente necessários para receber dignamente a comunhão do Corpo e Sangue de Cristo?
No que toca à disposição exterior é óbvio a falta de respeito com que muitos se aproximam da Santíssima Eucaristia.
Será sempre verdade que a maior devoção da Igreja se reflecte no respeito à Eucaristia. Dar a Deus três vezes santo o respeito que Lhe é devido, é o que o o doutor subtil (Beato João Duns Escoto) via na presença real de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento quando escreveu estas palavras notáveis: "Toda a devoção que há na Igreja consiste no respeito para com este sacramento”.»


Pe. J.Real Bleau (adaptação de um artigo)



Santíssima Trindade,
Pai, Filho, Espírito Santo,
adoro-Vos profundamente
e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo,
Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo,
presente em todos os sacrários da terra,
em reparação dos ultrajes,
sacrilégios e indiferenças
com que Ele mesmo é ofendido.
E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração
e do Coração Imaculado de Maria,
peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

Oração ensinada pelo Anjo aos Pastorinhos de Fátima

sábado, 12 de julho de 2008

Padroeiros das JMJ 2008

Como já é tradição, dez santos e beatos foram escolhidos como padroeiros das Jornadas Mundiais da Juventude 2008 de Sydney.
Segundo a organização das JMJ, estes foram escolhidos como modelo...inspiração para os jovens; uns, ainda em via de canonização, outros mais relacionados com a história da Austrália e da Oceânia…mas todos, pessoas comuns que com o Espírito de Cristo cumpriram coisas extraordinárias.
Bendito seja Deus nos seus Santos!



Santa Maria, Nossa Senhora da Cruz do Sul, Auxílio dos Cristãos; rogai por nós.
Santa Teresa do Menino Jesus, testemunha da confiança e da simplicidade; rogai por nós.
Santa Faustina, testemunha da misericórdia e da compaixão de Deus; rogai por nós.
Santa Maria Goretti, testemunha da castidade e do perdão; rogai por nós.
São Pedro Chanel, testemunha pacífico da fé até à morte; rogai por nós.
Beato Pedro To Rot, testemunha da família e da fé; rogai por nós.
Beata Maria Mac Killop, testemunha dos jovens e dos marginalizados; rogai por nós.
Beato Pedro Jorge Frassati, testemunha da justiça e da caridade; rogai por nós.
Beata Teresa de Calcutá, testemunha dos pobres e dos moribundos; rogai por nós.
Servo de Deus, João Paulo II, Pai das Jornadas Mundiais da Juventude; rogai por nós.
Santos e Santas de Deus; rogai por nós.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A fé eucarística de Maria

«Maria praticou a sua fé eucarística ainda antes de ser instituída a Eucaristia, quando ofereceu o seu ventre virginal para a encarnação do Verbo de Deus. (…)
Na anunciação, concebeu o Filho divino na realidade física do corpo e do sangue, em certa medida antecipando n'Ela o que se realiza sacramentalmente em cada crente quando recebe, no sinal do pão e do vinho, o corpo e o sangue do Senhor.
Existe, uma profunda analogia entre o “fiat” pronunciado por Maria, em resposta às palavras do Anjo, e o “amen” que cada fiel pronuncia quando recebe o corpo do Senhor. (…)

Na visitação, quando leva no seu ventre o Verbo encarnado, de certo modo Ela serve de “sacrário” – o primeiro “sacrário” da história –, para o Filho de Deus, que, ainda invisível aos olhos dos homens, Se presta à adoração de Isabel, como que “irradiando” a sua luz através dos olhos e da voz de Maria.»


João Paulo II, Carta Encíclica “A Igreja vive da Eucaristia”

terça-feira, 13 de maio de 2008

Mensagem tão maternal e ao mesmo tempo forte e decidida

Chegado Maio, eis que a comunicação social se interessa de novo no fenómeno “Fátima”: peregrinos a pé, futura canonização dos Pastorinhos, sentimentalismos e opiniões populares…e parece que ninguém fala, nem os próprios cristãos, do essencial da Mensagem da Mãe de Deus na Cova da Iria.
Porque não recordar, com palavras muito melhores do que as minhas, a homilia de João Paulo II a 13 de Maio de 1982 no Santuário de Fátima?


“À luz do amor materno, nós compreendemos toda a mensagem de Nossa Senhora de Fátima.
Aquilo que se opõe mais directamente à caminhada do homem em direcção a Deus é o pecado, o perseverar no pecado, enfim, a negação de Deus.
A programada supressão de Deus do mundo do pensamento humano.
A separação d'Ele de toda a actividade terrena do homem.
A rejeição de Deus por parte do homem.
Na verdade, a salvação eterna do homem somente em Deus se encontra.
A rejeição de Deus por parte do homem, se se tornar definitiva, logicamente conduz à rejeição do homem por parte de Deus , à condenação!
Poderá a Mãe, que deseja a salvação de todos os homens, com toda a força do seu amor que alimenta no Espírito Santo, poderá ela ficar calada acerca daquilo que mina as próprias bases desta salvação? Não, não pode!
Por isso a mensagem de Nossa Senhora de Fátima, tão maternal, se apresenta ao mesmo tempo tão forte e decidida. Até parece severa. É como se falasse João Baptista nas margens do rio Jordão. Exorta à penitência. Adverte. Chama à oração. Recomenda o terço, o rosário.
Esta mensagem é dirigida a todos os homens.
O amor da Mãe do Salvador chega até onde quer que se estenda a obra da salvação.
E objecto do seu carinho são todos os homens da nossa época e, ao mesmo tempo, as sociedades, as nações e os povos. As sociedades ameaçadas pela apostasia, ameaçadas pela degradação moral."




"Sejam benditas,
todas as almas
que obedecem à chamada do Amor eterno!
Sejam benditos aqueles que,
dia após dia, com generosidade inexaurível
acolhem o vosso convite, ó Mãe,
para fazer aquilo que diz o vosso Jesus,
e dão à Igreja e ao mundo
um testemunho sereno
de vida inspirada no Evangelho."



Acto de entraga de João Paulo II,
13 de Maio de 1982, Fátima

terça-feira, 6 de maio de 2008

Celebrar hoje a vinda do Espírito Santo

Estes dias que seguem a Solenidade da Ascensão de Jesus ao céu, são de especial preparação para a festa do Pentecostes, dia em que o Espírito Santo desceu sobre os discípulos e dia da fundação da Igreja.
É na Sagrada Escritura, no livro dos Actos de Apóstolos (2, 1-13) que nos é narrado o que aconteceu no Cenáculo de Jerusalém no ano 30 ou 33 da nossa era, 50 dias após a ressurreição de Cristo, na festa judaica do Pentecostes.
Para nós, 2000 anos depois, esta festa, com os seus paramentos vermelhos, nos recorda a missão do Espírito Santo… muitas vezes pouco lembrada entre nós.
Assim, celebrar hoje a vinda do Espírito Santo é tomar consciência da acção do mesmo Espírito Santo em nós, e que todos os discípulos de Cristo, como Igreja, são o novo povo de Deus que abraça toda a humanidade porque o Evangelho deve ser anunciado a todas as nações.
Desde o seu início, desde o Pentecostes de há dois milénios atrás, a Igreja é assistida pelo Espírito Santo. É Ele que a constrói, anima e santifica. É Ele que lhe dá vida e unidade, enriquecendo-a com seus dons. O Espírito Santo continua a trabalhar na Igreja…e de muitas maneiras!, inspirando, motivando e impulsionando os cristãos, individualmente ou em comunidade, a proclamar a Boa Nova de Jesus.
Vem Espírito Santo!


“Abri-vos com docilidade aos dons do Espírito Santo!
Recebei, com gratidão e obediência, os carismas que o Espírito não cessa de oferecer!
Não esqueçais que todos os carismas são dados para o bem comum, isto é para benefício de toda a Igreja!”



João Paulo II, Pentecostes 2004

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Materna intercessão

«Em apoio da oração que Cristo e o Espírito fazem brotar no nosso coração, intervém Maria com a sua materna intercessão. ‘A oração da Igreja é como que sustentada pela oração de Maria’. De facto, se Jesus, único Mediador, é o Caminho da nossa oração, Maria, pura transparência d'Ele, mostra o Caminho, e ‘é a partir desta singular cooperação de Maria com a acção do Espírito Santo que as Igrejas cultivaram a oração à santa Mãe de Deus, centrando-a na pessoa de Cristo manifestada nos seus mistérios’. Nas bodas de Caná, o Evangelho mostra precisamente a eficácia da intercessão de Maria, que se faz porta-voz junto de Jesus das necessidades humanas: ‘Não têm vinho’ (Jo 2, 3).
O Rosário é ao mesmo tempo meditação e súplica. A imploração insistente da Mãe de Deus apoia-se na confiança de que a sua materna intercessão tudo pode no coração do Filho.»


João Paulo II, Rosarium Virginis Mariae




Salve,
Senhora santa Rainha,
santa Mãe de Deus,
Maria, virgem convertida em templo,
e eleita pelo santíssimo Pai do céu,
consagrada por Ele
com o seu santíssimo amado Filho
e o Espírito Santo Paráclito;
que teve e tem
toda a plenitude
da graça e todo o bem!
Salve, palácio de Deus!
Salve, tabernáculo de Deus!
Salve, casa de Deus!
Salve, vestidura de Deus!
Salve, mãe de Deus!
E vós, todas as santas virtudes,
que pela graça e iluminação
do Espírito Santo
sois infundidas no coração dos fiéis,
para, de infiéis que somos,
nos tornardes fiéis a Deus.


São Francisco de Assis

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Rosto de: Agostinho Zhao Rong

Nos últimos dias de Junho , o Papa Bento XVI mandou uma carta aos católicos da China, que, infelizmente, segundo algumas associações de defesa dos direitos humanos e organizações católicas, foi censurada na Internet pelas autoridades chineses, e que agora circula “discretamente”, de mão em mão, entre os membros das comunidades cristãs daquele país.
Segundo as mesmas fontes, logo a seguir à divulgação da carta do Santo Padre, de manhã cedo, o governo chinês convidou os bispos da Igreja "oficial" a uma sessão de esclarecimento da leitura que devia ser feita do documento papal.
Para saber mais sobre a situação da Igreja Católica na China,
clique aqui.

Hoje, a liturgia faz memória de Santo Agostinho Zhao Rong e companheiros mártires, recordando assim aos cristãos espalhados por todo o mundo, o anúncio do Evangelho na China, proclamado muitas vezes com o sangue daqueles que escolheram seguir a Cristo e a sua Igreja.

Agostinho Zhao Rong era um soldado chinês que escoltou Monsenhor Dufresse até a cidade de Beijin e o acompanhou até sua execução por decapitação. Ele ficou muito impressionado com a serenidade e a força espiritual de Defresse que, apesar de torturado, não renegou a fé em Cristo. Foi assim que Agostinho se viu tocado pela luz da fé e rogou para que Defresse o convertesse. Depois, foi baptizado e enviado ao Seminário de onde saiu ordenado sacerdote diocesano. Quando foi reconhecido como cristão, ele também sofreu terríveis suplícios antes de morrer decapitado, em 1815. ..mas nunca renegou a sua fé em Cristo.

Após a II Guerra Mundial ocorreu a revolução comunista chinesa, provocada por motivos políticos reprimidos há anos, com novas ondas de perseguições aos cristãos. Porém, o motivo foi exclusivamente religioso, como comprovaram os documentos históricos. Desde então uma sangrenta exterminação aconteceu matando um número infindável de catequistas leigos, chineses convertidos, sacerdotes chineses e igrejas. Todos os nomes não puderam ser localizados, porque a destruição e os incêndios continuaram ao longo do novo regime político chinês. A última execução em massa de cristãos na China, que se tem notícia, foi em 25 de Fevereiro de 1930.

No ano do Jubileu de 2000, o Papa João Paulo II canonizou Agostinho Zhao Rong e 119 Companheiros Mártires da China. Eles passaram a ser venerados no dia 09 de Julho, pois constituem um exemplo de coragem e de coerência para todos os cristãos do mundo.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

O homem das oito bem-aventuranças

Hoje é dia de Santa Isabel de Portugal, mas prefiro falar de um jovem italiano do início do século XX, que no 4 de julho de há 82 anos, regressou para a casa do Pai, deixando um exemplo de entrega ao próximo por amor de Deus.

Natural de Turim, Pedro Jorge (Pier Giorgio) Frassati nasceu em 6 de abril de 1901, de pais ricos, mas quase sem vida religiosa. A mãe, Adelaide Ametis, era pintora; o pai, Alfredo Frassati, fundou o jornal “La Stampa” e destacou-se como senador e embaixador da Itália na Alemanha.
Espontaneamente o pequeno Frassati absorveu os ensinamentos do Evangelho mergulhando, por escolha pessoal, numa fé viva ao descobrir a força da presença de Jesus na Eucaristia. Passava horas em adoração diante do sacrário, ali encontrando sentido para sua vida.
Contra a vontade da família, o rapaz se inscreveu na Acção Católica. Um dia, na universidade onde estudava Engenharia de Minérios, perguntaram-lhe se ele era beato… “Não, sou cristão!”, respondeu ele com bondade. Em 1918, Pedro Jorge, dono de bela aparência e de físico de atleta – ele praticava alpinismo – inscreveu-se na Conferência de São Vicente de Paulo. Foi logo considerado um dos melhores confrades, o mais generoso nas ofertas, o que visitava mais famílias, o mais ponctual e o que mais observava a regra.
Luciana, sua irmã e confidente, revelou que o rapaz decidira viver no mais absoluto desprendimento. Em casa, ele era tido como um tolo por ser visto sempre com poucas liras no bolso porque, pensava, para ajudar as pessoas pobres devia dar, não o supérfluo, mas o necessário. Procurava convencer os outros a fazer o mesmo. Um amigo contou que Frassati o convidara para ser vicentino. Ele, porém, lhe disse que sentia dificuldade de entrar nas casas dos pobres, pois temia contrair doenças. Pedro Jorge, com muita simplicidade, respondeu-lhe que visitar os pobres era visitar Jesus.
Entre os sofrimentos de Pedro Jorge, merece ser lembrado o seu amor profundo por Laura Hidalgo, uma jovem de condição humilde, sentimento que ele teve de renunciar pelos preconceitos da família.
No fim de junho de 1925, quando começa a sentir enxaqueca e falta de apetite, ninguém lhe dá atenção porque a sua avó estava agonizante e ele parecia um rapaz robusto. Atingido por poliomielite fulminante, os pais, apavorados, perceberam a gravidade da doença mas já tarde.
Antes de morrer, Frassati pediu à irmã para buscar na escrivaninha uma caixa de injecções que não tinha conseguido entregar a um dos seus pobres e quis escrever um bilhete com as instruções e o endereço. Tentou, mas devido à paralisia só saiu um rascunho de letras quase incompreensível. É o seu testamento…as últimas energias para a última caridade. Faleceu em 4 de julho de 1925, aos 24 anos de idade.
Chamado de “O homem das oito bem-aventuranças” por João Paulo II durante a cerimónia da sua beatificação, em 20 de maio de 1990, o saudoso Papa fez uma tocante confissão: “Frassati era um jovem de uma alegria transbordante, uma alegria que superava também muitas dificuldades da sua vida porque o período juvenil é sempre um período de prova de forças... Também eu, na minha juventude, senti a influência de Pedro Jorge e, como estudante, fiquei impressionado com a força do seu testemunho cristão”.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Aprender Cristo de Maria

«Cristo é o Mestre por excelência, o revelador e a revelação. Não se trata somente de aprender as coisas que Ele ensinou, mas de o aprender a Ele. Nisto, porém, qual mestra mais experimentada do que Maria? Se do lado de Deus é o Espírito, o Mestre interior, que nos conduz à verdade plena de Cristo, de entre os seres humanos, ninguém melhor do que Ela conhece Cristo, ninguém como a Mãe pode introduzir-nos no profundo conhecimento do seu mistério. (…) Percorrer com Ela as cenas do rosário é como frequentar a “escola” de Maria para ler Cristo, penetrar nos seus segredos, compreender a sua mensagem.»

João Paulo II, Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae 14


Ó Maria, Mãe de Cristo,
tu que conheces melhor do que ninguém o teu Filho,
ensina-nos, ao frequentar a tua escola,
o conhecimento do mistério de Jesus,
a sua mensagem e os seus segredos.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Rosto de: Faustina Kowalska

O próximo 2º Domingo de Páscoa, que celebraremos daqui alguns dias, é também dia da Festa da Divina Misericórdia, festa que nasceu de um desejo de Cristo, revelado à uma religiosa polaca do século XX, Irmã Faustina, e que João Paulo II instituiu em 2000, no dia da canonização dessa mesma irmã.

Irmã Faustina nasceu a 25 de Agosto de 1905 na Polónia. Era a terceira de dez filhos de Estanislau e Marian Kowalska, e recebeu como nome de baptismo: Helena.
Desde a infância, nutriu um gosto especial pela oração. Em casa, trabalhava muito, sempre obediente aos pais e compassiva para com os pobres. Frequentou somente três anos o ensino escolar, devido à escassa situação financeira da família. Adolescente, foi empregada de uma casa burguesa da cidade.

Aos 20 anos, ingressou no Convento das religiosas de Nossa Senhora da Misericórdia, e tomou o hábito com o nome de Irmã Maria Faustina. Viveu 13 anos na Congregação, desempenhando de modo exemplar as funções de cozinheira, jardineira e porteira.

A sua vida, aparentemente muito simples, escondia uma vida riquíssima de união com Deus. Desde a sua tenra idade, a irmã Faustina desejava ser uma grande santa, e assim correspondeu. Colaborava com a graça de Jesus na salvação dos pecadores até ao ponto de oferecer a sua vida em holocausto por eles. A sua vida religiosa era impregnada de sofrimentos mas também de graças extraordinárias…místicas.
Cristo dialogava com ela e lhe conferiu uma missão:
- Lembrar a verdade fundamental da nossa fé, revelada nas Escrituras, de que Deus ama cada ser humano de um Amor Misericordioso, mesmo o maior pecador.
- Transmitir a devoção à Divina Misericórdia.
- Inspirar um grande movimento de apóstolos da Divina Misericórdia, afim de fazer renascer a fé dos fiéis, no espírito desta devoção, para uma confiança evangélica de infância espiritual em Deus e no amor ao próximo.

Atingida por tuberculose, a Irmã Faustina oferece os seus sofrimentos pela conversão dos pecadores e sempre fiel às revelações que ela beneficiou, morre a 5 de Outubro de 1938 com 33 anos.
A 18 de Abril de 1993, o Papa João Paulo II beatificou-a, e canonizou esta grande Apóstola da Divina Misericórdia a 30 de Abril de 2000.


Para saber mais sobre a devoção à Divina Misericórdia, clique:
Apostolado da Divina Misericórdia

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Por intercessão de João Paulo II

Pode não ser a mais bela fotografia do servo de Deus João Paulo II, mas é daquelas imagens difíceis de esquecer e que dizem muito, por estar cheia de mensagens perceptíveis a cada um, neste caso, do que é seguir Cristo até ao fim, num abraço à Cruz.


Ó Trindade Santa,
nós vos agradecemos
por ter dado à Igreja o papa João Paulo II
e por ter feito resplandecer nele
a ternura da vossa Paternidade,
a glória da cruz de Cristo
e o esplendor do Espírito de amor.

Confiado totalmente na vossa infinita misericórdia
e na materna intercessão de Maria,
ele foi para nós uma imagem viva de Jesus Bom Pastor,
indicando-nos a santidade
como a mais alta medida da vida cristã ordinária,
caminho para alcançar a comunhão eterna convosco.

Segundo a vossa vontade,
concedei-nos, por sua intercessão,
a graça que imploramos,
na esperança de que ele seja logo inscrito
no número dos vossos santos.
Amen.


sexta-feira, 30 de março de 2007

Hoje, dia de jejum e de oração pela paz

Os religiosos do mundo inteiro se propõem unir as orações e invocações a Deus para que cesse a violência e a guerra em Darfur, Iraque, Afeganistão, Sri Lanka, Uganda do Norte, Nepal, Colômbia, Israel, Palestina e Líbano e em todos aqueles lugares do mundo onde há discórdia e divisão.

«Orar pela paz significa orar pela justiça, por um adequado ordenamento das nações e nas relações entre elas. Quer dizer também rogar pela liberdade, especialmente pela liberdade religiosa, que é um direito fundamental humano e civil de todo indivíduo. Orar pela paz significa rogar para alcançar o perdão de Deus e para crescer, ao mesmo tempo, na valentia que é necessária em quem quer, por sua vez, perdoar as ofensas recebidas.»

João Paulo II

quinta-feira, 8 de março de 2007

A Igreja dá graças por todas as mulheres e por cada uma

«A Igreja dá graças por todas as mulheres e por cada uma... A Igreja expressa seu agradecimento por todas as manifestações do ‘génio’ feminino aparecidas ao longo da história, no meio dos povos e das nações; dá graças por todos os carismas que o Espírito Santo outorga às mulheres na história do Povo de Deus, por todas as vitórias que deve à sua fé, esperança e caridade; manifesta sua gratidão por todos os frutos da santidade feminina»


João Paulo II, Carta apostólica «Mulieris dignitatem»

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Valentim, Cirilo, Metódio e companhia

Hoje, um pouco por todo o mundo, é festejado o Dia dos Namorados, o Dia de São Valentim (provavelmente um mártir romano do século III que celebrava casamentos às escondidas).
Quer queiramos, quer não, em Portugal, esta efeméride é essencialmente uma festa importada e comercial. O nosso país não tem tradições vincadas à volta do 14 de Fevereiro como outras nações (França e Inglaterra).
Mas a intenção de tal celebração tem o seu lado positivo. Afinal, trata-se de comemorar o amor entre duas pessoas, que acreditam e desejam a construção de um futuro comum.



No entanto, no calendário litúrgico da Igreja, assinale-se hoje, a festa de São Cirilo e São Metódio, dois irmãos que pregaram o Evangelho nas sociedades eslavas do século IX, inventando o alfabeto cirílico para anunciar Cristo. Foram proclamados por João Paulo II, co-padroeiros da Europa, juntando-se assim a São Bento.
Pouco tempo depois, Santa Brígida de Suécia, Santa Catarina de Sena e Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) reuniram-se aos três santos homens no patronato do Velho Continente.
Estes dois irmãos eslavos representam assim o segundo pulmão da Igreja na Europa…uma Europa que até bem pouco tempo estava dividida, mas que agora, se une na sua diversidade, em aspectos económicos, sociais, culturais e também religiosos, enriquecendo e inspirando assim de um novo alento um continente inteiro.

No nosso Velho Continente que parece esvaziar-se dos valores cristãos, é bom recordar as palavras de João Paulo II, que há uns anos atrás, desafiava a Europa a não temer a voz do Evangelho que interpela os corações :

“Não temas! O Evangelho não é contra ti, mas a teu favor. Confirma-o a constatação de que a inspiração cristã pode transformar a agregação política, cultural e económica numa convivência onde todos os europeus se sintam em casa própria e formem uma família de nações, na qual se possam frutuosamente inspirar outras regiões do mundo.

Tem confiança! No Evangelho, que é Jesus, encontrarás a esperança sólida e duradoura por que anseias. É uma esperança fundada na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Esta vitória, quis Ele que te pertencesse para tua salvação e alegria.

Podes estar certa! O Evangelho da esperança não desilude! Nas vicissitudes da história de ontem e de hoje, é luz que ilumina e orienta o teu caminho; é força que te sustenta nas provações; é profecia de um mundo novo; é indicação de um novo início; é convite a todos, crentes e não crentes, para traçarem caminhos sempre novos que desemboquem na «Europa do espírito» a fim de fazer dela uma verdadeira «casa comum» onde haja alegria de viver.”


(Exortação Apostólica “Ecclesia in Europa”)

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Vida consagrada...uma vida gasta a amar e a servir o Senhor

"A quem foi concedido o dom de seguir mais de perto o Senhor Jesus, é óbvio que Ele possa e deva ser amado com coração indiviso, que se Lhe possa dedicar a vida toda e não apenas alguns gestos, alguns momentos ou algumas actividades. O perfume de alto preço, derramado como puro acto de amor e, por conseguinte, fora de qualquer consideração « utilitarista », é sinal de uma superabundância de gratuidade, como a que transparece numa vida gasta a amar e a servir o Senhor, a dedicar-se à sua Pessoa e ao seu Corpo Místico. Mas é desta vida « derramada » sem reservas que se difunde um perfume que enche toda a casa. A casa de Deus, a Igreja, é adornada e enriquecida hoje, não menos que outrora, pela presença da vida consagrada."



João Paulo II - Exortação Apostólica sobre a Vida Consagrada 1996

sábado, 27 de janeiro de 2007

Não iludir a nossa responsabilidade

"Encontramo-nos perante um confronto rude e dramático entre o mal e o bem, entre a morte e a vida, entre a “cultura da morte” e a “cultura da vida”. Não nos encontramos somente “perante”, mas inevitavelmente “no meio” deste conflito: estamos todos activamente implicados, e não podemos iludir a nossa responsabilidade de fazer uma escolha incondicional em favor da Vida."

João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 28

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Vocação baptismal, vocação missionária

"A todos os fiéis, responde o Concílio Vaticano II, como membros de Cristo vivo...têm o dever de cooperar na expansão e dilatação do seu Corpo, para o levar quanto antes à sua plenitude (Ef. 4, 13). Por isso, todos os filhos da Igreja precisam de uma consciência viva da sua responsabilidade para com o mundo."
A evangelização não está reservada unicamente à Hierarquia, mas "recai sobre todos os discípulos de Cristo o dever de difundir a fé, segundo a sua própria condição de vida."
E este dever fundamenta-se no primeiro dos sacramentos da fé.
Todos os leigos cristãos, precisamente em virtude do Baptismo, são chamados por Deus a um apostolado efectivo: "A vocação cristã é, por sua própria natureza, também uma vocação ao apostolado."
É uma vocação baseada na própria graça baptismal.
Incorporados em Cristo, por meio do Baptismo, os cristãos participam do ministério sacerdotal, profético e real de Cristo.


Mensagem de João Paulo II para o dia Mundial das Missões - 1987