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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Nas nossas mãos o brilho das velas

Hoje, a Igreja celebra a Apresentação do Senhor no Templo.
Antes da reforma litúrgica era chamada festa da Purificação de Nossa Senhora, e popularmente é conhecido como festa de Nossa Senhora da Candelária, das Candeias e de tantos outros títulos que Maria tem e são lembrados neste dia.
A festa de hoje é das mais antigas que existem no cristianismo.
Quatro séculos depois do nascimento de Jesus, já se faziam procissões, pregações e celebrações muito solenes. Hoje, no início da Eucaristia, velas trazidas pelos fiéis são benzidas e acesas em honra de Cristo que vem como luz das nações.
A Igreja escolheu o 2 de Fevereiro como Dia da Vida Consagrada.



«Levemos em nossas mãos o brilho das velas, para significar o esplendor divino d’Aquele que Se aproxima e ilumina todas as coisas, dissipando as trevas do mal com a sua luz eterna, e também para manifestar o esplendor da alma, com o qual devemos correr ao encontro de Cristo.
Assim como a Virgem Mãe de Deus levou ao colo a luz verdadeira e a comunicou àqueles que jaziam nas trevas, assim também nós, iluminados pelo seu fulgor e trazendo na mão uma luz que brilha diante de todos, devemos acorrer pressurosos ao encontro d’Aquele que é a verdadeira luz. (…)
Eis que veio a luz verdadeira, que ilumina todo o homem que vem a este mundo. Todos nós, portanto, irmãos, deixemo-nos iluminar, para que brilhe em nós esta luz verdadeira.
Nenhum fique excluído deste esplendor, nenhum persista em continuar imerso na noite, mas avancemos todos resplandecentes; iluminados por este fulgor, vamos todos juntos ao seu encontro e com o velho Simeão recebamos a luz clara e eterna; associemo-nos à sua alegria e cantemos com ele um hino de acção de graças ao Pai da luz, que enviou a luz verdadeira e, afastando todas as trevas, nos fez participantes do seu esplendor.»


Dos Sermões de São Sofrónio, bispo do século VII

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Vela

Na vida do homem, a vela pode ter vários significados.
Mas à luz da fé, ela é símbolo de oração.
É verdade que ela não pode rezar, mas pode convidar ao recolhimento.
Assim, a vela é presença calorosa e luminosa que convoca à oração, e, quando a deixamos consumir-se no tempo, sinal da nossa prece que perdura diante de Deus.
Na Igreja primitiva, a vela (o círio) era igualmente símbolo de Cristo, Deus e homem.
A cera, sinal da sua natureza humana oferecida em sacrifício por nós, e a chama, a sua divindade, são símbolos que ainda dizem muito aos cristãos de hoje.
Pela natureza humana de Jesus resplandece a sua divindade.
Por isso, na vela reconhecemos também um sinal de Cristo no meio de nós, que com a sua luz ilumina as nossas vidas e nos aquece de seu amor.

Para acender uma vela, clicar aqui

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Cristo, luz das nações

A 2 de Fevereiro, Festa da Apresentação de Jesus ao templo, é costume, antes da Missa, benzer velas, que servirão para “uso doméstico” dos fiéis, e levá-las em procissão. Acesas em honra de Cristo que vem como luz das nações, este cortejo de entrada é sinal da Igreja que caminha guiada pela luz do seu Senhor. É também dia dos consagrados e de especial oração por eles.


Cristo, luz das nações
e glória de Israel,
para cumprir a Lei
vem hoje ao santo templo.

Simeão O recebe
nos braços e proclama
como sinal de esperança
e de contradição,

Pedra angular do Reino
e da nova Aliança,
salvação e ruína
de muitos corações.

Pela espada de dor
na alma da Virgem Mãe,
sua luz nos revele
a luz da salvação.

Glória ao Pai e ao Filho,
Sol que ilumina o mundo,
com o Espírito Santo,
agora e sempre.




Hino da Liturgia das Horas
para a festa da Apresentação do Senhor


domingo, 13 de janeiro de 2008

Na água do Jordão


Na água do Jordão, João convida os que procuram a paz do coração a lavar as suas faltas. Ele convence aqueles que o procuram a fazer penitência. Ele usa uma linguagem bem rude para sublinhar que não é pêra doce chegar à conversão…há muito trabalho a fazer!
Mas eis que Jesus chega e se mistura com a multidão de pecadores para pedir o baptismo de João.
Ele não tem nenhum pecado para perdoar…Ele não tem necessidade deste processo de purificação. Mas ao entrar na água, Ele, inteiramente puro de pecado, sai de lá “portador” do pecado do mundo. Objectivo? Expiar o mal que existe em nós e no mundo. Jesus, por amor, mergulha assim no mais profundo da condição humana: o pecado e a miséria do homem.
Mas o baptismo cristão é exactamente o contrário. Ele mergulha cada um de nós no amor de Deus que é Pai, Filho, Espírito Santo. Ele nos introduz numa grande família que é a Igreja. Sinal da nossa adopção filial por Deus, somos nova criação e não novas criaturas. Permanecemos homens e mulheres mas participamos no mistério divino, pela graça que devemos confirmar sempre. Esta boa nova que dá sentido à nossa vida, não pode ser só nossa. O baptismo cristão é o ponto de partida de uma nova etapa; é um compromisso no seguimento de Cristo, um apelo à missão. É um presente de Deus, uma luz que deve ser comunicada por nós para iluminar o mundo inteiro.



«No baptismo do Jordão, Senhor,
manifestou-se a adoração da Trindade.
A voz do Pai deu testemunho
ao chamar-Te Filho Muito Amado,
e o Espírito, na forma de pomba,
confirmou esta palavra inabalável.
Cristo Deus,
que apareceste e iluminaste o mundo,
glória a Ti!
Vieste, apareceste, ó luz inacessível.»


Liturgia bizantina

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Que estrela podemos então seguir?

«Os homens e as mulheres de todas as gerações precisam ser orientados na sua peregrinação. Que estrela podemos então seguir?
Depois de pousar sobre “o lugar onde se encontrava o menino”(Mt 2, 9), a estrela que tinha guiado os Magos deixou a sua função, mas a luz espiritual está sempre presente na palavra do Evangelho, que ainda hoje é capaz de guiar cada homem a Jesus. Essa mesma palavra, que não é mais do que o reflexo de Cristo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, é reenviada pela Igreja a toda a alma receptiva.
Também a Igreja, consequentemente, cumpre para a humanidade a missão da estrela.



Podemos dizer o mesmo de cada cristão, chamado a iluminar, pela palavra e o testemunho da sua vida, os passos dos irmãos.
É então importante que nós, cristãos, sejamos fiéis à nossa vocação!
Cada crente autêntico está sempre em caminho no próprio itinerário pessoal de fé e, ao mesmo tempo, com a luzinha que traz em si, ele pode e deve ajudar aquele que se encontra a seu lado, que talvez tem dificuldade em encontrar o caminho que conduz a Cristo.»


Bento XVI, Angelus 06/01/2008

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Essa luz tão grande

«Gostei muito de ver o Anjo, mas gostei mais de Nossa Senhora. Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor, naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus! Mas Ele está tão triste, por causa de tantos pecados! Nós nunca havemos de fazer nenhum.»

«Esta gente fica tão contente só por a gente lhe dizer que Nossa Senhora mandou rezar o terço e que aprendesses (Lúcia) a ler! O que seria, se soubessem o que Ela nos mostrou em Deus, no seu Imaculado Coração, nessa luz tão grande!»



«Nós estávamos a arder, naquela luz que é Deus, e não nos queimávamos. Como é Deus!!! Não se pode dizer! Isto sim, que a gente nunca pode dizer! Mas que pena Ele estar tão triste! Se eu O pudesse consolar!»

«Gosto mais de rezar sozinho, para pensar e consolar a Nosso Senhor que está tão triste.»



Beato Francisco Marto, Pastorinho de Fátima

terça-feira, 10 de abril de 2007

Círio pascal...luz de Cristo

A liturgia da Igreja, as suas orações, os seus textos, os seus gestos e símbolos, legada de geração em geração, mas sempre actual, é de uma grande riqueza espiritual para todos os fiéis…muitas vezes pouca entendida, mas na mesma saboreada na sua beleza.

Assim, no último sábado, na Vigília Pascal, “mãe de todas as vigílias”, os cristãos participaram numa Eucaristia bem diferente do habitual, composta de ritos exclusivos daquela noite, com uma estrutura litúrgica alterada, rica em símbolos e leituras…muito mais comprida no tempo.
Naquela noite foi acendido o círio pascal, que, entre todos os símbolos ligados à luz, é o que tem significados mais intensos e mais ricos: ele é símbolo de Cristo ressuscitado. Assim, o círio impõe-se pelas suas dimensões e pela nobreza da sua substância: o uso de cera branca de abelha é de tradição antiquíssima na Igreja e obrigatório.

No início da Vigília Pascal, o círio pascal é aceso no fogo novo benzido pelo sacerdote. Ornamentado de uma cruz, com as inscrições “alfa e ómega” e os algarismos do ano corrente, ele simboliza Cristo ressuscitado, luz do mundo, Senhor do tempo e da eternidade. Cinco grãos de incenso lhe são colocados em forma de cruz, símbolos das cinco chagas, doravante gloriosas, de Cristo. Cada um dos fiéis acende a sua vela da chama do círio pascal, sinal que a luz de Cristo é para todos e é transmitida de crente para crente a partir do próprio Cristo. Ele é levado em procissão, na frente do cortejo, e é aclamado três vezes: “A luz de Cristo! Graças a Deus!” Ao longo do Tempo Pascal, o círio será acendido em todas as celebrações litúrgicas para sinalizar a presença do Ressuscitado no meio dos seus. Ele acompanhará a vida do homem, desde o baptismo ao funeral porque Cristo é Emanuel, Deus connosco.

A pequeneza da chama do círio pascal pode parecer ridícula, mas no entanto ela dissipa as trevas, a noite é definitivamente vencida. Cada um pode acender a sua vela do círio pascal sem que a sua luz se atenua, é o milagre do Ressuscitado, o “já” e o “ainda não” da glória. Somos habitados por Cristo vivo mas é necessário deixá-lo transparecer nas nossas vidas. A coluna de fogo que abria o caminho dos hebreus no deserto irradiava os rostos do povo de Deus, com Cristo, é a seiva nova, a primavera de Deus, a luz do Ressuscitado que se manifesta.


Exulte de alegria a multidão dos Anjos,
exultem as assembleias celestes,
ressoem hinos de glória
para anunciar o triunfo de tão grande Rei.
Rejubile também a terra,
inundada por tão grande claridade,
porque a luz de Cristo, o Rei eterno,
dissipa as trevas de todo o mundo.
Alegre-se a Igreja, nossa mãe,
adornada com os fulgores de tão grande luz,
e ressoem neste templo as aclamações do povo de Deus. (…)

Nesta noite de graça, aceitai, Pai santo,
este sacrifício vespertino de louvor,
que, na solene oblação deste círio,
pelas mãos dos seus ministros Vos apresenta a santa Igreja.
Agora conhecemos o sinal glorioso desta coluna de cera,
que uma chama de fogo acende em honra de Deus:
esta chama que,
ao repartir o seu esplendor,
não diminui a sua luz;
esta chama que se alimenta de cera,
produzida pelo trabalho das abelhas,
para formar este precioso luzeiro.

Oh noite ditosa, em que o céu se une à terra,

em que o homem se encontra com Deus!
Nós Vos pedimos, Senhor,

que este círio, consagrado ao vosso nome,
arda incessantemente para dissipar as trevas da noite;
e, subindo para Vós, como suave perfume,
junte a sua claridade à das estrelas do céu.
Que ele brilhe ainda quando se levantar o astro da manhã,
aquele astro que não tem ocaso:
Jesus Cristo vosso Filho, que,
ressuscitando de entre os mortos,
iluminou o género humano
com a sua luz e a sua paz,
e vive glorioso pelos séculos dos séculos.

Amen.


Precónio Pascal