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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Vinde e celebremos esta festa

«Hoje, Aquele que nasceu do Pai de maneira inefável nasceu da Virgem, por amor de mim, de uma forma inexplicável e admirável.(…)



Vinde e celebremos esta festa; vinde e que seja para nós um dia solene. Que a forma de celebrar esta festa seja extraordinária, porque a história deste nascimento é extraordinária. Hoje, o antigo vínculo é quebrado, o diabo é confundido, os demónios fugiram, a morte é destruída, o paraíso abriu-se, a maldição é extinta, o pecado foi banido, o erro foi derrotado, a verdade voltou, e a palavra de piedade é comunicada e espalhada por toda a parte. A vida do céu é estabelecida na terra, os anjos comunicam com os homens, os homens não temem em conversar com anjos. E porquê? Porque um Deus veio à terra e um homem no céu, e assim tudo se uniu e se ligou. Ele veio à terra, Ele que está todo inteiro no céu, e estando todo inteiro no céu, está todo inteiro na terra. Sendo Deus, Ele fez-se homem, sem renunciar à sua divindade. Sendo o Verbo imutável, Ele encarnou: encarnou para habitar entre nós.»


São João Crisóstomo

Um Santo Natal a todos!


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Procurar viver aquilo que o presépio representa

«Para mim é motivo de grande júbilo saber que nas vossas famílias se conserva a tradição de montar o presépio. Porém, ainda que importante, repetir este gesto tradicional não é suficiente. É necessário procurar viver, na realidade do dia-a-dia, aquilo que o presépio representa, isto é, o amor de Cristo, a sua humildade, sua pobreza. Foi o que fez São Francisco de Assis em Greccio: representou ao vivo a cena da Natividade, para assim poder contemplá-la e adorá-la, mas principalmente para que pudesse saber a melhor forma de pôr em prática a mensagem do Filho de Deus, que por nosso amor despojou-se de tudo e se fez uma pequena criança.


O presépio é uma escola de vida, do qual podemos aprender o segredo da verdadeira felicidade. Esta não consiste em ter muita coisa, mas em sentir-se amados pelo Senhor, em dar-se aos outros e no querer bem. Olhemos para o presépio: Nossa Senhora e São José não parecem uma família de muita sorte; tiveram o seu primeiro filho no meio de grandes dificuldades; e, no entanto, estão cheios de alegria interior, porque se amam, se ajudam, e, principalmente, porque estão certos de que Deus está a operar na sua história, o Qual se fez presente no pequeno Jesus. E quanto aos pastores? Que motivos teriam para se alegrarem? Aquele recém-nascido não mudará sua condição de pobreza e marginalização. Mas a fé os ajuda a reconhecer no “menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”, o “sinal” do cumprimento das promessas de Deus para todos os homens “que são do seu agrado” (Lc 2,12.14), inclusive para eles!

É nisto, caros amigos, que consiste a verdadeira felicidade: sentir que a nossa existência pessoal e comunitária é visitada e preenchida por um grande mistério, o mistério do amor de Deus. Para sermos felizes, necessitamos não apenas de coisas, mas também de amor e de verdade: necessitamos de um Deus próximo, que aqueça o nosso coração, que responda aos nossos anseios mais profundos. Esse Deus se manifestou em Jesus, nascido da Virgem Maria. Por isso, aquele Menino, que colocamos na cabana ou na gruta, é o centro de tudo, é o coração do mundo. Oremos para que cada homem, como fez a Virgem Maria, possa acolher, como centro da própria vida, o Deus que se fez Menino, fonte da verdadeira felicidade.»



Bento XVI, Ângelus 13/12/2009.

No 3º Domingo do Advento,
dando continuidade a uma bela tradição,
as crianças de Roma trazem ao Papa,
pequenas estátuas do Menino Jesus para serem benzidas.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A graça manifestou-se

«A graça de Deus, rica em bondade e ternura, já não está escondida, mas «manifestou-se», manifestou-se na carne, mostrou o seu rosto. Onde? Em Belém. Quando? Sob César Augusto, durante o primeiro recenseamento a que alude também o evangelista Lucas. E quem é o revelador? Um recém-nascido, o Filho da Virgem Maria. N’Ele manifestou-se a graça de Deus, Salvador nosso. Por isso, aquele Menino chama-Se Jehoshua, Jesus, que significa “Deus salva”. (…)

A graça de Deus manifestou-se a todos os homens. Sim, Jesus, o rosto do próprio Deus-que-salva, não Se manifestou somente para poucos, para alguns, mas para todos. É verdade que, no casebre humilde e pobre de Belém, poucas pessoas O encontraram, mas Ele veio para todos: judeus e pagãos, ricos e pobres, de perto e de longe, crentes e não crentes… todos. A graça sobrenatural, por vontade de Deus, destina-se a toda a criatura. Mas é preciso que o ser humano a acolha, pronuncie o seu «sim», como Maria, para o coração seja iluminado por um raio daquela luz divina. Os que acolheram o Verbo encarnado, naquela noite, foram Maria e José, que O esperavam com amor, e os pastores, que vigiavam durante a noite (cf. Lc 2, 1-20). Foi, portanto, uma pequena comunidade que acorreu a adorar Jesus Menino; uma pequena comunidade que representa a Igreja e todos os homens de boa vontade.»


Bento XVI, Mensagem de Natal “Urbi et orbi” 2008


Foto: Menino Jesus no local do Nascimento de Cristo na Basílica da Natividade em Belém

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Essa noite venerável revestiu-se de esplendor

São Francisco de Assis, «três anos antes da morte resolveu celebrar com a maior solenidade possível a festa do Nascimento do Menino Jesus, ao pé da povoação de Greccio, a fim de estimular a devoção daquela gente. Mas para que um tal projecto não fosse tido por revolucionário, pediu para isso licença ao Sumo Pontífice, que lha concedeu. Mandou preparar uma manjedoira com palha, e trazer um boi e um burrito. Convocaram-se muitos Irmãos; vieram inúmeras pessoas; pela floresta ressoaram cânticos alegres...

Essa noite venerável revestiu-se de esplendor e solenidade, iluminada por uma infinidade de tochas a arder e ao som de cânticos harmoniosos. O homem de Deus estava de pé diante do presépio, cheio de piedade, banhado em lágrimas e irradiante de alegria. O altar dessa missa foi a manjedoira. Francisco, que era diácono, fez a proclamação do Evangelho. Em seguida dirigiu a palavra à assembleia, contando o nascimento do pobre Rei, a quem chamou, com ternura e devoção, o Menino de Belém. O Senhor João de Greccio, cavaleiro muito virtuoso e digno de toda a confiança, que abandonara a carreira das armas por amor de Cristo e dedicava uma profunda amizade ao homem de Deus, afirmou que tinha visto um menino encantador a dormir na manjedoira, e que pareceu acordar quando São Francisco fez menção de pegar nele nos braços. É crível que se tenha dado esta aparição: há o testemunho não só da santidade do piedoso militar, como a veracidade do próprio acontecimento e a confirmação que lhe deram outros milagres ocorridos depois: o exemplo de Francisco correu mundo e ainda hoje consegue excitar à fé de Cristo muitos corações adormecidos; a palha dessa manjedoira, conservada pelo povo, serviu de remédio miraculoso para animais doentes e de preservativo para afastar muitas pestes. Assim glorificava Deus o seu servo, e mostrava, com milagres indesmentíveis, o poder da sua oração e da sua santidade.»


São Boaventura , Legenda Maior (LM 10, 7)


«Ele, que era rico, fez-Se pobre por vossa causa,
para vos enriquecer pela sua pobreza.»

(2 Cor 8,9)


Um Santo Natal a todos!

sábado, 29 de novembro de 2008

Ele veio, Ele vem, Ele virá!

O Tempo do Advento começa este fim-de-semana, com a celebração das primeiras vésperas no sábado ao entardecer.
O Advento é o período durante o qual os cristãos se preparam para celebrar simultaneamente:
- a vinda de Cristo há 2000 anos atrás em Belém ,
- a sua vinda no coração dos homens de todos os tempos
- e a sua vinda gloriosa no fim dos séculos.
Ele veio, Ele vem, Ele virá!

O início do Advento marca também a entrada num novo ano litúrgico, que começa sempre com este tempo de preparação ao Natal, para acabar um ano mais tarde pela mesma altura.
O Advento, como todo o calendário litúrgico católico, ajuda os fiéis a reviver os grandes acontecimentos da vida e pregação de Cristo, de modo particular do seu nascimento (Natal) à sua morte e ressurreição (Páscoa). «A Igreja relê e revive por isso todos estes grandes acontecimentos da história da salvação no “hoje” da sua liturgia» (Catecismo nº1095).



Senhor, que um dia vieste,
que este novo Advento faça de nós fiéis vigilantes,
por quem te alegrarás
ao encontrá-los preparados para a tua vinda.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Epifania

«Entraram na casa,
viram o Menino com Maria, sua Mãe,
e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O.
Depois, abrindo os seus tesouros,
ofereceram-Lhe presentes:
ouro, incenso e mirra.»
Mt 2, 11


Vinde, adoremos!
Prostremo-nos diante de Cristo,
nosso Rei e nosso Deus.

Com os humildes e os sábios,
vimos adorar-te, divino Menino,
Rei de glória, luz que ilumina as nações!

A Ti, ofertamos as nossas vidas,
as nossas fraquezas,
as nossas limitações,
a nossa miséria.

A Ti, entregamos o melhor de nós,
dobrando o joelho diante da tua grandeza.

Não queremos recear de deixar as nossas seguranças,
as nossas certezas, o nosso bem-estar,
para seguir a Estrela
que nos levará sempre a Ti
no meio das noites.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Uma criancinha igual a ti


“Olha com amor a vida completa de Cristo,
aquela que Ele começou no Presépio, seu berço,
no qual Ele foi simplesmente uma criancinha como as outras,
não uma criança extraordinária, nem um menino prodígio,
mas uma criancinha igual a ti... chorando de frio na palha,
e que se colocara, por amor, num estado de total dependência.”

"Por um excesso de amor,
Cristo, Filho de Deus, quis passar pelo estado de impotência próprio de uma criancinha,
o único estado que põe um ser nas mãos de outros, num total abandono."


Irmãzinha Madalena Hutin

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Glória a Deus nas alturas!


«Não temais,
porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo:
nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador,
que é Cristo Senhor.
Isto vos servirá de sinal:
encontrareis um Menino recém-nascido,
envolto em panos e deitado numa manjedoura».
Lc 2, 10-12


A todos,
um santo e feliz Natal
na alegria de Deus que se fez homem!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Foi o mistério da Encarnação que me converteu!

Natal 1856, na paróquia de um bairro popular da cidade de Lião, França, António Chevrier, sacerdote há 6 anos, contempla o presépio.
Meditando na pobreza e na humildade de Cristo, ele recebe a graça de entrar profundamente no mistério da Encarnação, Deus que se faz homem.
Na sua oração, ele constata também que a humanidade continua a afundar-se, os pobres não são evangelizados, a Igreja e o mundo dos trabalhadores estão cada vez mais separados.
Ele percebe que deve converter-se a uma existência mais evangélica, viver o mistério da pobreza no seguimento de Jesus para “trabalhar eficazmente na salvação das almas”.
Conhecer Cristo, unir-se a Ele e fazê-l’O conhecer…tudo isso determina a sua vida de sacerdote.
Se Cristo convida os pobres ao banquete do reino, então ele, sacerdote, “outro Cristo”, também deve servi-los.
Primeiro os mais jovens. Em 1860, o padre Chevrier compra o “prado”, um antigo salão de dança. Lá, ele acolha, instrui e catequiza os filhos de operários.
Depois, ele procura formar padres pobres para os pobres. Assim nascem os sacerdotes e as religiosas do Instituto do Prado. Hoje a família do Prado está presente em 50 países.
A humildade de Chevrier é tão grande como o seu zelo, mas este “São Francisco de Assis da era industrial”, esgotado pelo trabalho e pela doença, morre aos 53 anos.
Em 1986, aquando da sua beatificação, João Paulo II deixou aos padres, religiosas e leigos do Prado, quatro grandes orientações, que servem perfeitamente para cada cristão:
“Ide ao encontro dos pobres para fazer deles verdadeiros discípulos de Jesus Cristo”;
“Que o vosso sinal distintivo seja sempre a simplicidade e a pobreza”;
“Falai de Jesus Cristo com a mesma intensidade de fé como o Padre Chevrier”;
“Apoiai-vos sempre em Jesus Cristo e na Igreja”.
Se o Natal transformou a vida do padre Chevrier, porque não a nossa?

«Foi ao meditar a pobreza de Nosso Senhor e da sua humilhação no meio dos homens que resolvi deixar tudo para viver o mais pobremente possível. Foi o mistério da Encarnação que me converteu!... Então decidi-me a seguir Nosso Senhor Jesus Cristo de mais perto. E o meu desejo é que vós próprios sigais de perto Nosso Senhor.»

«Dizia para mim mesmo: 'o Filho de Deus desceu à terra para salvar os homens e converter os pecadores. No entanto, que vemos? Quantos pecadores existem neste mundo!' Então resolvi seguir Nosso Senhor Jesus Cristo de mais perto para me tornar capaz de trabalhar eficazmente na salvação das almas.»


Beato António Chevrier

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Presépio

O último fim-de-semana foi aproveitado para construir o presépio em casa e na capela da minha aldeia com os catequizandos.
O presépio é talvez uma das mais antigas formas de caracterização do Natal.
Hoje ele convive com a árvore de Natal, de tradição norte europeia, “significativo símbolo do Natal de Cristo, que com as suas folhas sempre verdes lembra a vida que não morre” (Bento XVI).
Os primeiros presépios surgiram no século XVI na Itália. No entanto, a celebração do nascimento de Cristo vem dos finais do século III, com os peregrinos que visitavam a gruta de Belém.
Pinturas, relevos e frescos ilustram, desde o século XIV, o nascimento de Jesus.


Em 1223, São Francisco de Assis, em vez de festejar a véspera de Natal na igreja, como era hábito, fê-lo na floresta de Greccio.
A um dos seus amigos, que tinha colocado à disposição dos frades uma gruta na montanha, confessou desejar celebrar o Natal com ele na lapa. Tinha que colocar lá uma manjedoura, um boi e um asno, para criar um estábulo muito parecido com o presépio onde nasceu Jesus.
Os habitantes da cidade foram ver a representação, juntaram-se a Francisco e aos irmãos, e assistiram à Missa do Galo. A multidão era tão numerosa que, com as velas e lanternas acesas, a floresta estava toda iluminada, como se fosse de dia. A manjedoura serviu de altar…originalíssimo!
A lenda conta que o amigo de Francisco viu um menino a dormir, deitado na manjedoura. O Santo se abeirou dele e tomou-o nos braços. O menino acordou, sorriu para Francisco e tocou no seu rosto. O amigo percebeu que Jesus tinha adormecido no coração dos homens e que Francisco O tinha despertado com a sua palavra e os seus gestos.
O ano seguinte, os habitantes de Greccio que tinham contado com tanta admiração a beleza daquela noite de Natal, fizeram com que, um pouco por todo o lado, as pessoas começassem a reconstituir nas grutas e estábulos a cena do nascimento de Cristo.
De lá para cá, não há dúvidas que a tradição do presépio se difundiu pelo mundo.
Hoje, nas igrejas e nos lares cristãos de todo o mundo são montados presépios recordando o grande mistério da Encarnação e do Nascimento de Jesus.


“Eis o dia que o Senhor fez;
exultemos e alegremo-nos com ele.
Porque nos foi dado o santíssimo e dilecto Menino,
e por nós nasceu durante uma viagem
e foi deitado num presépio,
por não haver lugar para ele na estalagem.
Glória ao Senhor Deus no mais alto dos céus,
e na terra paz aos homens de boa vontade.”


Salmo 15 do ofício da Paixão de S. Francisco de Assis

sábado, 6 de janeiro de 2007

Os Magos do Oriente


Pai Nosso,
único rei digno deste nome,
nós Te louvamos pelos sinais que nos guiam para Ti e,
sobretudo, pelo teu Filho Jesus,
estrela que em nós está sempre presente,
em todos os instantes da nossa vida.

Nós Te pedimos pela tua Casa,
que é a tua Igreja,
e por todas as suas comunidades:
que o teu Filho Jesus nos guie
através da nova estrela que é o teu Espírito
presente nas nossas vidas.


Animação litúrgica Dehoniana


terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Palavras de: Bento XVI


"Mas, tem ainda algum valor e significado um "Salvador" para o homem do terceiro milénio? Será ainda necessário um "Salvador" para o homem que alcançou a Lua e Marte, e se dispõe a conquistar o universo; para o homem que investiga indefinidamente os segredos da natureza e chega até decifrar os códigos maravilhosos do genoma humano?
Necessita de um Salvador o homem que inventou a comunicação interactiva, que navega no oceano virtual da Internet e, graças às mais modernas tecnologias dos meios de comunicação, já fez da Terra, esta grande casa comum, uma pequena aldeia global?
Apresenta-se confiante e auto-suficiente artífice do próprio destino, fabricante entusiasta de indiscutíveis sucessos este homem do vigésimo primeiro século.

Parece, mas não é assim.
Nesta época de abundância e de consumo desenfreado, ainda se morre de fome e de sede, de doença e de pobreza. Ainda existe quem é servo, explorado e ofendido na sua dignidade; quem é vítima do ódio racial e religioso, e é impedido, por intolerâncias e discriminações, por intromissões políticas e coerções físicas e morais, de professar livremente a própria fé.
Há quem vê o próprio corpo e dos seus seres queridos, especialmente crianças, destroçado pelo uso das armas, pelo terrorismo e por todo o tipo de violência numa época em que se invoca e proclama o progresso, a solidariedade e a paz para todos. Ou mais, que dizer daquele que, privado de esperança, é obrigado a deixar a própria casa e a pátria para encontrar noutra parte condições de vida dignas para o homem?
Que fazer para ajudar quem é enganado pelos falsos profetas de felicidade, quem é frágil nas relações e incapaz de assumir responsabilidades estáveis para o próprio presente e para o futuro, encontra-se percorrendo o túnel da solidão e, com frequência, termina escravo do álcool e da droga?
Que pensar de quem escolhe a morte pensando de exaltar a vida? "

"Caros irmãos e irmãs, onde quer que estejam, chegue a vós esta mensagem de alegria e de esperança: Deus se fez homem em Jesus Cristo, nasceu da Virgem Maria e renasce hoje na Igreja. É Ele quem traz para todos o amor do Pai celestial. É Ele o Salvador do mundo! Não temam, abri vosso coração, acolhei-O, para que o seu Reino de amor e de paz se torne herança comum de todos. Feliz Natal!"



Mensagem de Natal na Benção Urbi et Orbi

Tempo de Natal


O teu nascimento ó Cristo, nosso Deus,
fez resplandecer no mundo a luz do conhecimento.
Nela os servos dos astros, ensinados pela estrela,
aprendem a adorar-Te, Sol de justiça,
e a conhecer-Te, Oriente do alto.
Glória a Ti, Senhor!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre, e pelos séculos dos séculos.
Ámen.

A Virgem hoje trouxe ao mundo o Eterno,
e a terra oferece uma gruta ao Inacessível.
Os anjos e os pastores louvam-n'O,
e os magos com a estrela se aproximam,
pois nascestes para nós menino, ó Deus eterno.

Tropário e Kondakion da Liturgia Bizantina do Natal do Senhor

sábado, 23 de dezembro de 2006

Um Santo Natal na alegria do Deus Menino



"Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura."

Lc 2, 11-12

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

No fim...

No fim do caminho, não há caminho, mas o termo da peregrinação.
No fim da subida, não há subida, mas o cume.
No fim da noite, não há noite, mas a aurora.
No fim do Inverno, não há Inverno, mas a Primavera.
No fim da morte, não há morte, mas a vida.
No fim do desespero, não há desespero, mas a esperança.
No fim da humanidade, não há homem, mas o Homem Deus.
No fim do Advento, não há Advento, mas Natal.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Tempo de espera

Parece que os cristãos adormeceram….
Baixaram os braços…
Percebe-se!
Há tanto tempo que Ele veio!

Perderam a sua Palavra…ela já não os estimula.
Estão cansados. Ficam entre eles e falam sempre dos mesmos problemas.
Têm medo de sair. Não ousam.
Mais uma vez perderam a audácia de empreender cada manhã
a edificação de um mundo mais humano pelo qual Deus os criou.

Perderam a esperança.
”Seremos ainda bons, perguntam-se angustiados,
para o anúncio da extraordinária noticia que derruba as escuras estruturas antigas
e indica os planos de um mundo renovado na fraternidade?”

Perderam a alegria.
Percebe-se!
As causas são tantas para o acanhamento;
primeiro o hábito de viver e acreditar,
depois a falta de entusiasmo devido à inevitável usura quotidiana,
o fracasso em cada esquina, o ardor do amor que se apaga,
e sobretudo, os acontecimentos do mundo e a sua lista de horrores,
de pazes falhadas, de economias em crise,
de pobreza em progressão e de miséria que se instala.

É tempo de eles entrar em Advento!
É tempo de eles caminhar para o Natal
para não esquecer a presença d’Aquele que algures,
num lugar abandonado, veio no meio deles
para partilhar plenamente a humana condição,
a sua existência de cada dia, as angústias, os sonhos,
o amor e o desejo infinito que está nela…

Advento, Natal, Epifania…
É o tempo em que o próprio Deus vem acordar a esperança dos seus filhos
dando-lhes o seu Filho por irmão.
É o tempo em que os cristãos, reanimados pela presença de Cristo nascido entre eles, reencontram a perseverança de viver como homens e mulheres dignos desse nome…
a obstinação de transformar a terra em humanidade digno desse nome…
Caminhos do Advento 1997