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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Encontrei o meu lugar na Igreja

«Compreendi que se a Igreja tinha um corpo, composto por membros diferentes, não lhe faltava o mais necessário, o mais nobre de todos, compreendi que a Igreja tinha Coração, e que este Coração era ardente de amor. Compreendi que só o Amor fazia agir os membros da Igreja, que se o amor viesse a extinguir-se, os Apóstolos deixariam de anunciar o Evangelho, os Mártires se recusariam a derramar o sangue… Compreendi que o amor englobava todas as vocações, que o amor era tudo, que se estendia a todos os tempos e a todos os lugares… numa palavra, que era eterno!...


Então, no excesso da minha alegria delirante, exclamei: ó Jesus, meu Amor… a minha vocação, encontrei-a finalmente, a minha vocação, é o amor!... Sim, encontrei o meu lugar na Igreja e este lugar, ó meu Deus, fostes Vós quem mo deu… no Coração da Igreja, minha Mãe, serei o Amor… assim terei tudo… assim será realizado o meu sonho!!!...»

Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face,
Virgem e Doutora da Igreja

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Símbolo precioso da nossa fé

«Caros jovens, confio-vos um tesouro, o mistério da Cruz. (…)
Muitos de vós trazem ao pescoço um fio com uma cruz. Eu também trago uma, como aliás todos os bispos. Não é um adorno, uma jóia. É o símbolo precioso da nossa fé, o sinal visível e material da adesão a Cristo. (…)
Para os cristãos, a Cruz simboliza a sabedoria de Deus e o seu amor infinito revelado no dom salvífico de Cristo, morto e ressuscitado para a vida do mundo, para a vida de cada um e cada uma de vós em particular.
Que esta descoberta arrebatadora possa convidar-vos a respeitar e a venerar a Cruz! Ela é, não só o sinal da vossa vida em Deus e da vossa salvação, mas ela é também – isso o entendeis – a testemunha silenciosa do sofrimento dos homens e, ao mesmo tempo, a expressão única e preciosa de todas as suas esperanças. Caros jovens, sei que venerar a Cruz também suscita por vezes o escárnio e até a perseguição. A Cruz compromete de certa forma a segurança humana, mas ela consolida, também e sobretudo, a graça de Deus e confirma a nossa salvação. Nesta noite, a vós confio a Cruz de Cristo.
O Espírito Santo vos ajudará a entender os mistérios de amor e proclamareis então como São Paulo: “ Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gal 6,14). Paulo tinha percebido a palavra de Jesus – aparentemente paradoxal – segundo a qual, só dando (negando) a própria vida, podemos encontrá-la (cf Mc 8,35; Jo 12,24) e daí concluiu que a Cruz exprime a lei fundamental do amor e a expressão perfeita da verdadeira vida. Que a meditação do mistério da Cruz revele a alguns de vós o apelo a servir totalmente a Cristo na vida sacerdotal ou religiosa!»


Bento XVI aos jovens de Paris e de França,
12/09/2008

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Vocação e missão

A Igreja cumpre a sua missão através do apelo que Deus faz a cada um.
Leigos, religiosos ou sacerdotes, todos são consagrados pelo Baptismo e a Confirmação para testemunhar ao mundo o Evangelho.
Assim, a missão da Igreja passa por pessoas bem reais, com os seus talentos e a sua fragilidade. E a sua única riqueza é o Espírito Santo, que transforma os pobres pecadores em testemunhas do amor de Deus.
Cada vocação é um serviço à Igreja em missão.
Pelo apelo que o Senhor faz a cada um, somos colocados ao serviço da missão da Igreja.




Vivendo como discípulos de Jesus, o Mestre,
dóceis ao Espírito Santo,
somos todos enviados em missão!

terça-feira, 8 de abril de 2008

Não há vida sem vocação

Não há vida sem vocação, não há vocação sem missão.
Isto é, não existe vida que não serve para nada, mesmo a de um doente ou de uma criança que morre prematuramente… qualquer vida é desejada e amada por Deus.
Cada vocação tem uma missão.
O que espera de nós o Senhor da seara, nós que somos privilegiados porque todos chamados por Ele?



Ler mensagem de Bento XVI para o 45º dia de oração pelas vocações no próximo Domingo IV da Páscoa, Domingo do Bom Pastor

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Que estrela podemos então seguir?

«Os homens e as mulheres de todas as gerações precisam ser orientados na sua peregrinação. Que estrela podemos então seguir?
Depois de pousar sobre “o lugar onde se encontrava o menino”(Mt 2, 9), a estrela que tinha guiado os Magos deixou a sua função, mas a luz espiritual está sempre presente na palavra do Evangelho, que ainda hoje é capaz de guiar cada homem a Jesus. Essa mesma palavra, que não é mais do que o reflexo de Cristo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, é reenviada pela Igreja a toda a alma receptiva.
Também a Igreja, consequentemente, cumpre para a humanidade a missão da estrela.



Podemos dizer o mesmo de cada cristão, chamado a iluminar, pela palavra e o testemunho da sua vida, os passos dos irmãos.
É então importante que nós, cristãos, sejamos fiéis à nossa vocação!
Cada crente autêntico está sempre em caminho no próprio itinerário pessoal de fé e, ao mesmo tempo, com a luzinha que traz em si, ele pode e deve ajudar aquele que se encontra a seu lado, que talvez tem dificuldade em encontrar o caminho que conduz a Cristo.»


Bento XVI, Angelus 06/01/2008

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O seminário é tempo de caminho

«Caros amigos, é este o mistério da chamada, da vocação; mistério que abrange a vida de cada cristão, mas que se manifesta com maior evidência naqueles que Cristo convida a deixar tudo para segui-Lo mais de perto. O seminarista vive a beleza da chamada no momento que podemos definir como "enamorar-se". O seu ânimo está cheio de admiração que lhe faz dizer na oração: Senhor, por que exactamente eu? Mas o amor não tem um "por quê", é dom gratuito, ao qual se responde com o dom de si.
O seminário é tempo destinado à formação e ao discernimento. A formação, como bem sabeis, tem muitas dimensões, que convergem para a unidade da pessoa: ela compreende os âmbitos humano, espiritual e cultural. O seu objectivo mais profundo é fazer conhecer intimamente aquele Deus que em Jesus Cristo nos mostrou o seu rosto. Para isso, é necessário um profundo estudo da Sagrada Escritura como também da fé e da vida da Igreja, na qual a Escritura permanece como palavra viva.(…)
O seminário é tempo de caminho, de busca, mas sobretudo de descoberta de Cristo. De facto, somente na medida em que faz uma experiência pessoal de Cristo, o jovem pode compreender verdadeiramente a sua vontade e em consequência a própria vocação. Quanto mais conheceis Jesus tanto mais o seu mistério vos atrai; quanto mais O encontrais tanto mais estais impulsionados a procurá-Lo. É um movimento do espírito que dura toda a vida, e que encontra no seminário uma estação repleta de promessas, a sua "primavera".»


Bento XVI aos seminaristas, Colónia, 19 de Agosto de 2005



«Queridos Diáconos e Seminaristas, a vós também que ocupais um lugar especial no coração do Papa, uma saudação muito fraterna e cordial.
A jovialidade, o entusiasmo, o idealismo, o ânimo em enfrentar com audácia os novos desafios, renovam a disponibilidade do Povo de Deus, tornam os fiéis mais dinâmicos e fazem a Comunidade Cristã crescer, progredir, ser mais confiante, feliz e optimista.
Agradeço o testemunho que ofereceis, colaborando com os vossos Bispos nos trabalhos pastorais das dioceses. Tenhais sempre diante dos olhos a figura de Jesus, o Bom Pastor, que "veio não para ser servido, mas para servir e dar sua vida para resgatar a multidão" (Mt 20,28).
Sede como os primeiros diáconos da Igreja: homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo, de sabedoria e de fé (Act 6, 3-5).
E vós, Seminaristas dai graças a Deus pelo apelo que Ele vos faz. Lembrai-vos que o Seminário é o "berço da vossa vocação e palco da primeira experiência de comunhão". Rezo para que sejais, se Deus quiser, sacerdotes santos, fiéis e felizes em servir a Igreja!»


Bento XVI na Basílica de Aparecida, 12 de Maio de 2007

domingo, 11 de novembro de 2007

Semana dos Seminários


Todos os anos, a celebração da Semana dos Seminários convida e interpela os cristãos à reflexão, à oração, à solicitude e ao interesse pelos Seminários.
Neste mundo em permanente transformação, apesar das dificuldades vocacionais, a Igreja está certa de que o Senhor continua a chamar pessoas para servir o seu povo pelo sacerdócio.
Ao longo desta semana de 11 a 18 de novembro, procuremos todos ter presente na nossa oração os Seminários e Seminaristas das nossas dioceses.




Jesus Cristo, Sacerdote único e eterno, sois o bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas.
Sois o mesmo ontem, hoje e por toda a eternidade.
Só Vós dais sentido à vida de cada um de nós,
só em Vós há futuro para a humanidade,
porque acreditar no Filho de Deus é ter a vida eterna.

Vós confiastes à Igreja o ministério sacerdotal,

sacramento do vosso amor incondicional ao Pai e aos irmãos.
Fazei dos nossos seminários sementeiras de amor,

de serviço e de entrega radical pelo vosso Reino,
sinais de esperança de um futuro de vida em abundância para todos.

Confiamo-Vos os nossos seminários;

confirmai nos dons do Espírito os Bispos e demais formadores;
fortalecei e iluminai no discernimento vocacional os alunos;
enchei de generosidade e espírito de serviço os colaboradores que neles trabalham;
recompensai e abençoai os seus benfeitores
que com a oração e partilha de bens, zelam pela missão de formação.

Por intercessão da Virgem Maria e de São José,

concedei à vossa Igreja e ao mundo
os sacerdotes generosos e santos de que precisam.
Ámen.




Dia 16 de Novembro pelas 21h30,
na Igreja do Seminário Conciliar de Braga
ocorrerá uma vigília de Oração pelos seminários
onde todos são convidados a participar.

sábado, 20 de outubro de 2007

Dia Mundial das Missões

Este domingo, a Igreja celebra o Dia mundial das Missões. Podemos dizer que se este Dia das Missões é mundial, é porque o Evangelho deve ser anunciado ao mundo inteiro, mas sobretudo, porque todos os baptizados, espalhados por toda a terra, são chamados a ser missionários.
Quando se fala de missionários, pensa-se logo nos religiosos e leigos que partem para países distantes anunciar o Evangelho e dar esperança às gentes daquelas nações. Esta realidade missionária corresponde à verdade, mas é óbvio que ela não está ao alcance de todos. Como qualquer vocação, é necessário sentir-se chamado, mas também ter disponibilidades e capacidades para ser missionário.
Mas qualquer baptizado, como dizia o Papa João Paulo II, “ é um evangelizado e um evangelizador”, um missionado e um missionário ao mesmo tempo.
Assim, o cristão deve procurar viver o Evangelho e aprender com ele, mas também anunciá-lo. Por isso, se não podemos ser missionário longe, devemos sê-lo em casa e à nossa volta, todos os dias, vivendo simplesmente os ensinamentos de Jesus, colocando os nossos passos nos passos de Cristo. Esta maneira da fazer, muitas vezes silenciosa e discreta, constitui um testemunho eloquente e um exemplo que fala às pessoas, que evangeliza.
Ser missionário é descobrir no outro, não necessariamente do outro lado do mundo mas bem perto de casa, a dor que abala o coração e a alma, ser presente, ouvir, ajudar e amar; é desenvolver o reflexo de fé de ver no próximo o próprio Cristo que tem fome, que precisa de atenção, da nossa presença, de afecto e de oração.

«O mandato missionário confiado por Cristo aos Apóstolos diz respeito verdadeiramente a todos nós. O Dia Missionário Mundial seja, portanto, ocasião propícia para dele tomar mais profunda consciência e para juntos elaborar itinerários espirituais e formativos apropriados, que favoreçam a cooperação entre as Igrejas e a preparação de novos missionários, para a difusão do Evangelho neste nosso tempo. Contudo não esqueçamos que o primeiro e prioritário contributo, que somos chamados a oferecer à acção missionária da Igreja, é a oração. ‘A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos diz o Senhor.
Pedi, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe’»


Bento XVI, mensagem para o Dia Mundial das Missões 2007

sábado, 8 de setembro de 2007

Uma renúncia radical…uma preferência absoluta

Naquele tempo,
seguia Jesus uma grande multidão.
Jesus voltou-Se e disse-lhes:
«Se alguém vem ter comigo,
sem Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos,
aos irmãos, às irmãs e até à própria vida,
não pode ser meu discípulo.
Quem não toma a sua cruz para Me seguir,
não pode ser meu discípulo.
Quem de entre vós, que, desejando construir uma torre,
não se senta primeiro a calcular a despesa,
para ver se tem com que terminá-la?
Não suceda que, depois de assentar os alicerces,
se mostre incapaz de a concluir
e todos os que olharem comecem a fazer troça,
dizendo:‘Esse homem começou a edificar,
mas não foi capaz de concluir’.
E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei
e não se senta primeiro a considerar
se é capaz de se opor, com dez mil soldados,
àquele que vem contra com ele com vinte mil?
Aliás, enquanto o outro ainda está longe,
manda-lhe uma delegação a pedir as condições de paz.
Assim, quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens,
não pode ser meu discípulo».


Lc 14,25-33




Jesus não se impõe a ninguém. Cada um deve decidir se deseja segui-Lo ou não.
Mas que escolha? Ele pede uma renúncia radical…uma preferência absoluta!
Mais do que aos pais, à esposa, aos filhos, à família, até à própria vida, Jesus deve ser preferido.
Preferir Cristo é talvez a melhor maneira de amar verdadeiramente aqueles que nos são caros. Porque há amor e amor. Muitas vezes é a nós próprios que amamos no outro e então o próximo torna-se um meio para o nosso próprio culto.
Por isso não se trata de escolher entre Jesus e aqueles que amamos, mas de escolher entre um amor verdadeiro e um amor falso. E este amor verdadeiro é Deus porque Ele próprio é amor.
Só que este amor autêntico custa. É preciso renunciar, aceitar de perder, como Cristo, para aprender que Deus é amor.
Preferir Cristo é descobrir um caminho, inventá-lo, cada um à sua maneira e ao seu ritmo. É ser chamado a escolher…a nós de pensar e ver se somos capazes.
Mas este passo nem sempre é feito francamente porque temos medo de perder, de nos perder, porque não confiamos suficientemente em Deus.
Ora acreditar é confiar, fiar-se na Palavra de Deus, o próprio Jesus; é apostar tudo em Cristo. Este é o belo desafio da fé.


Senhor eu creio em Ti, amo-Te,
mas aumenta a minha fé e o meu amor!

sábado, 28 de abril de 2007

Bom Pastor dos homens

Senhor Jesus,
que és um só com o Pai,
recebeste d’Ele um rebanho
que ninguém pode arrebatar da tua mão.
Desse rebanho, conheces cada ovelha.
Elas escutam a tua voz e seguem-te.

O teu rebanho tem outro nome…Igreja.
Ressoe a tua voz no mundo,
Bom Pastor dos homens,
para que muitos façam parte dela.
Ressoe a tua voz nos corações dos fiéis
para que cada um siga a vocação a que o Pai apela nela.

Dá, Senhor Jesus, a vida eterna às tuas ovelhas,
assim nunca perecerão,
e poderão contemplar o teu rosto,
por toda a eternidade,
Tu que vives e reinas com o Pai
na comunhão perfeita do Espírito Santo.
Ámen.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Não podemos rezar pelas vocações...

«Não podemos rezar pelas vocações, isto é, para que sacerdotes e consagrados sejam dados à Igreja, sem amar a Igreja e sem desejar a sua vitalidade. Seria uma contradição terrível rezar pelas vocações e desesperar da Igreja, menosprezá-la, ou imaginá-la definitivamente ultrapassada, condenada a um declínio irremediável.
Não se pode rezar pelas vocações sem rezar ao mesmo tempo pela fecundidade da Igreja, isto é, para que a Igreja venha a ser cada vez mais aquele Corpo vivo e organizado de que somos todos membros solidários e não justapostos.
Não se pode verdadeiramente rezar pelas vocações sem participar ao desenvolvimento pastoral do qual os sacerdotes e os leigos, homens e mulheres, aprendam a ser, cada um no seu lugar e segundo a sua missão, responsáveis da vida cristã e da vitalidade da Igreja.
Não se pode verdadeiramente rezar pelas vocações sem confiar nos jovens das nossas comunidades cristãs, paróquias, serviços e movimentos.
Não serve em nada rezar pelas vocações se, ao mesmo tempo, continua-se a recitar a ladainha lamentosa da desertificação dos jovens das nossas comunidades.
Rezar pelas vocações, é rezar para que as nossas comunidades permaneçam confiantes em Deus e, como Maria de Nazaré, se deixem arrebatar e conduzir pelo Espírito Santo que vem criar tudo de novo.
Que Deus nos faça participar na vida da nossa Igreja, no combate permanente para conhecer Jesus Cristo e viver segundo o seu Evangelho, na alegria de formar o Corpo de Cristo, alimentado pela Eucaristia, e que a nossa Igreja, viva na fé, tenha a alegria de gerar, dentro de ela própria, novas vocações, dadas por Deus e estimuladas por nós.»

D. Claude Dagens, Bispo de Angoulême – França



Senhor, a messe é grande
e as estações da tua graça superabundam de fruto…
mas os operários são poucos.
Manda, Senhor,
operários para trabalhar
no campo da tua Igreja,
para que o mundo cante todos os dias,
a certeza da tua presença.

(inspirado de Lc 10, 2)

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Apelo(s)

A vida do ser humano é marcada de apelos: apelo à existência (não se escolhe nascer), apelo a crescer, apelo a dar sentido à vida, apelo a viver a vida como serviço aos outros, à sociedade…não se fala de vocação de médico, jornalista, investigador ou soldado?
Os cristãos reconhecem serem chamados por Deus a viver em comunhão com Ele, a acolher a vida que Ele lhes propõe em Cristo. Deus não chama “directamente”, mas por mediações: acontecimentos, encontros, exemplos de outras vidas, palavras lidas ou escutadas… Cada um é livre da sua resposta e da forma que ela tomará.
Deus não obriga ninguém.


Mostra-me, SENHOR, os teus caminhos
e ensina-me as tuas veredas.
Dirige-me na tua verdade e ensina-me,
porque Tu és o Deus meu salvador.
Em ti confio sempre.

Lembra-te, SENHOR, da tua compaixão e do teu amor,
pois eles existem desde sempre.
Não recordes os meus pecados de juventude e os meus delitos.
Lembra-te de mim, SENHOR,
pelo teu amor e pela tua bondade.

O SENHOR é bom e justo;
por isso ensina o caminho aos pecadores,
guia os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer o seu caminho.
Todos os caminhos do SENHOR são amor e fidelidade,
para os que guardam a sua aliança e os seus preceitos.

Por amor do teu nome, SENHOR,
perdoa o meu pecado, pois é muito grande.
Quem é o homem que teme ao SENHOR?
Ele lhe ensinará o caminho a seguir.
A sua vida decorrerá feliz,
e os seus descendentes possuirão a terra.

Salmo 24 (25), 4-13

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Vocações



«Que a Virgem Maria, que respondeu prontamente ao chamamento do Pai, dizendo “Eis a escrava do Senhor” (Lc 1, 38), interceda para que no seio do povo cristão não faltem os servidores do amor divino, ou seja, sacerdotes que, em comunhão com os seus bispos, anunciem fielmente o Evangelho e celebrem os sacramentos, cuidem do Povo de Deus, e estejam preparados para anunciar o Evangelho a todas as pessoas. Que a sua ajuda faça crescer nos nossos dias o número de pessoas consagradas, que contra a corrente, vivam os conselhos evangélicos da pobreza, castidade e obediência, dando profeticamente testemunho de Cristo e da sua mensagem libertadora de salvação.»


Bento XVI


quarta-feira, 28 de março de 2007

No coração da Igreja, minha Mãe, serei o amor

«A Caridade deu-me a chave da minha vocação. Compreendi que se a Igreja tinha um corpo, composto por membros diferentes, não lhe faltava o mais necessário, o mais nobre de todos, compreendi que a Igreja tinha um coração, e que este coração era ardente de amor. Compreendi que só o amor fazia agir os membros da Igreja, que se o amor viesse a extinguir-se, os apóstolos deixariam de anunciar o Evangelho, os mártires se recusariam a derramar o sangue… Compreendi que o amor englobava todas as vocações, que o amor era tudo, que se estendia a todos os tempos e a todos os lugares…numa palavra, que era eterno!...
Então, no excesso da minha alegria delirante, exclamei: ó Jesus, meu amor…a minha vocação, encontrei-a finalmente, a minha vocação, é o amor!...
Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, e este lugar, ó meu Deus, fostes Vós quem mo deu…no coração da Igreja, minha Mãe, serei o amor…assim serei tudo…assim será realizado o meu sonho!»


Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Vida consagrada...uma vida gasta a amar e a servir o Senhor

"A quem foi concedido o dom de seguir mais de perto o Senhor Jesus, é óbvio que Ele possa e deva ser amado com coração indiviso, que se Lhe possa dedicar a vida toda e não apenas alguns gestos, alguns momentos ou algumas actividades. O perfume de alto preço, derramado como puro acto de amor e, por conseguinte, fora de qualquer consideração « utilitarista », é sinal de uma superabundância de gratuidade, como a que transparece numa vida gasta a amar e a servir o Senhor, a dedicar-se à sua Pessoa e ao seu Corpo Místico. Mas é desta vida « derramada » sem reservas que se difunde um perfume que enche toda a casa. A casa de Deus, a Igreja, é adornada e enriquecida hoje, não menos que outrora, pela presença da vida consagrada."



João Paulo II - Exortação Apostólica sobre a Vida Consagrada 1996

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Vocação baptismal, vocação missionária

"A todos os fiéis, responde o Concílio Vaticano II, como membros de Cristo vivo...têm o dever de cooperar na expansão e dilatação do seu Corpo, para o levar quanto antes à sua plenitude (Ef. 4, 13). Por isso, todos os filhos da Igreja precisam de uma consciência viva da sua responsabilidade para com o mundo."
A evangelização não está reservada unicamente à Hierarquia, mas "recai sobre todos os discípulos de Cristo o dever de difundir a fé, segundo a sua própria condição de vida."
E este dever fundamenta-se no primeiro dos sacramentos da fé.
Todos os leigos cristãos, precisamente em virtude do Baptismo, são chamados por Deus a um apostolado efectivo: "A vocação cristã é, por sua própria natureza, também uma vocação ao apostolado."
É uma vocação baseada na própria graça baptismal.
Incorporados em Cristo, por meio do Baptismo, os cristãos participam do ministério sacerdotal, profético e real de Cristo.


Mensagem de João Paulo II para o dia Mundial das Missões - 1987

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Vocação certa?

Ontem, o programa “8º dia” da TVI, mostrou uma realidade muita esquecida por todos nós, e que existe dentro da Igreja: os sacerdotes e religiosos(as) que deixaram de “exercer”, que romperam com uma vida totalmente dedicada ao serviço de Deus.
Estes, regressaram a uma vida laical, muitas vezes empenhadíssima no seio das suas comunidades paroquiais, constituíram família, são pais, mães, avós, exercem uma profissão…
Mas o que sucedeu com eles para abandonar uma vida consagrada a Deus?
Porque mudaram de estado de vida?
Serão traidores da vocação que no passado abraçaram?
E as promessas feitas no compromisso vocacional?
Como é que Deus não preencheu as suas vidas?
Será que se enganaram na vocação, e para serem fiéis a Deus e a eles próprios, preferiram abandonar uma vida que não lhes correspondia? Cada caso é um caso, Deus é que sabe…mas acho que para muitos, foi o engano vocacional, de facto, eles não correspondiam ao carisma da vida sacerdotal ou religiosa, por isso deixaram-na para encontrar algo mais adequado à sua vivência de fé.
O Concílio Vaticano II abriu também novas perspectivas, tornou mais evidente que não é preciso ser padre, irmão ou irmã consagrados para viver a santidade, a vida íntima com Deus, alias, nunca o foi, o Evangelho não é elitista…todos são chamados por ele a habitar na amizade do Senhor.
Resta à Igreja aproveitar todos os que, de boa vontade, querem ajudá-la a anunciar a Boa Nova…acolher. Hoje, com a falta de sacerdotes, muitos falam de aproveitar estes padres casados, que romperam com a vida sacerdotal, para “fazer deles” diáconos permanentes…e porque não? Têm uma boa formação e vida espiritual...nunca há mãos suficientes para trabalhar na messe do Senhor, na pastoral, na catequese...
Como sempre, rezemos para que Espírito Santo sopre, inspire, ilumine a Igreja nestes novos caminhos e desafios que se abrem diante dela.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Semana dos Seminários

"A Semana dos Seminários que decorre de 12 a 19 de Novembro, é para as Dioceses de Portugal ocasião para propor às comunidades cristãs que dirijam o olhar, o coração, mas também, a inteligência para estas outras comunidades eclesiais educativas e formativas onde vivem os que se preparam para o Sacramento da Ordem.
O que está em causa nesta semana afecta a vida pessoal de cada cristão, enquanto que, da nossa oração, do nosso apoio e da nossa acção e testemunho depende a receptividade e a sustentabilidade daqueles que receberam ou estarão para receber o apelo e o dom à vocação sacerdotal."

Pe. Jorge Madureira,
Secretário da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios


Oração do Papa Bento XVI,
para o 43º dia mundial de orações pelas vocações

(7 de maio de 2006)

Ó Pai, fazei com que surjam, entre os cristãos,
numerosas e santas vocações ao sacerdócio,
que mantenham viva a fé
e conservem a grata memória do vosso Filho Jesus
pela pregação da sua palavra
e pela administração dos sacramentos
com os quais renovais continuamente os vossos fiéis.

Dai-nos santos ministros do vosso altar,
que sejam atentos e fervorosos guardiães da Eucaristia,
o sacramento do supremo dom de Cristo
para a redenção do mundo.

Chamai ministros da vossa misericórdia,
os quais, através do sacramento da Reconciliação,
difundam a alegria do vosso perdão.
Fazei, ó Pai, que a Igreja acolha com alegria
as numerosas inspirações do Espírito do vosso Filho
e, dóceis aos seus ensinamentos,
cuide das vocações ao ministério sacerdotal
e à vida consagrada.

Ajudai os Bispos, os sacerdotes, os diáconos,
as pessoas consagradas e todos os baptizados em Cristo
para que cumpram fielmente a sua missão
no serviço do Evangelho.

Nós Vos pedimos por Cristo, nosso Senhor. Ámen.
Maria, Rainha dos Apóstolos, rogai por nós.