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sábado, 1 de novembro de 2008

Ó vós que bebeis da torrente das delícias eternas

Rainha de todos os santos,
gloriosos Apóstolos e Evangelistas,
Mártires invencíveis,
generosos Confessores,
sábios Doutores,
ilustres Eremitas,
Monges e Sacerdotes devotos,
Virgens puras e mulheres piedosas,
alegro-me da glória inefável à qual fostes elevados
no reino de Jesus Cristo, nosso divino Mestre.
Bendigo o Altíssimo,
pelos dons e favores admiráveis com que Ele vos cumulou,
e pela insigne ordem a que Ele vos elevou, ó amigos de Deus!



Ó vós que bebeis da torrente das delícias eternas,
e que morais esta pátria imortal, esta ditosa cidade,
onde abunda as riquezas irrevogáveis!
Poderosos protectores,
olhai para nós que combatemos, gemendo ainda no exílio,
e alcançai-nos na nossa fraqueza, a fortaleza e o auxílio,
para conseguir as vossas virtudes, perpetuar os vossos triunfos
e partilhar as vossas coroas.
Ó bem-aventurados cidadãos do céu, santos amigos de Deus,
que atravessastes o mar tempestuoso desta vida perecível,
e que merecestes entrar no porto tranquilo da paz soberana e do eterno descanso!
Ó santas almas do Paraíso,
que estais agora ao abrigo dos obstáculos e das tempestades,
gozando de uma felicidade infinita,
peço-vos, em nome da caridade que enche o vosso coração,
em nome d’Aquele que vos escolheu e que vos fez tal como sois,
ouvi a minha prece.

Tomai parte aos nossos trabalhos e combates,
vós que trazeis nas vossas frontes vencedoras uma coroa incorruptível de glória;
tende piedade das nossas inúmeras misérias,
vós que para sempre fostes resgatados deste triste exílio;
lembrai-vos das nossas tentações,
vós que fostes firmes na justiça;
preocupai-vos com a nossa salvação,
vós que não tendes mais nada a temer para a vossa;
sentados serenamente no monte Sião,
não esquecei aqueles que ainda jazem neste vale de lágrimas.
Poderoso exército dos santos,
bem-aventurada multidão dos Apóstolos e Evangelistas,
dos Mártires, Confessores e Eremitas,
dos Monges e Sacerdotes,
das Santas Mulheres e Virgens puras,
rogai sem cessar por nós, pecadores.
Vinde em nosso auxílio;
afastai das nossas cabeças culpadas, a sentença afiada de Deus;
pelas vossas orações,
fazei entrar o nosso navio no porto da Bem-aventurança eterna.



Atribuído a Santo Agostinho

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Rivalidade cristã

Uma comunidade é frequentemente o lugar de inveja, um lugar de rivalidades.
E a Igreja não escapa a este fenómeno quando cada movimento tenta ter uma melhor posição do que o outro, em ser mais reconhecido... até pode parecer um campo de batalha.
Muitas vezes, quando estamos juntos diante do Senhor, temos a atitude de Marta: “Viste a minha irmã, Senhor? Isso não te incomoda?...” É a mesma atitude que o fariseu tem no Templo, que, vendo o publicano, diz: “Eu, pelo menos, não sou como aquele homem”, ou ainda como aquele apóstolo que, vivendo junto de Jesus, se questionava: “Quem é o maior entre nós?” Podemos também juntar o exemplo de uma mãe, a Senhora Zebedeu, que gostaria muito ver os seus dois filhos em bom lugar junto do Senhor, um à direita e outro à esquerda. Não serão eles melhores do que os dez outros apóstolos?
Numa comunidade, se a inveja ou a rivalidade operam um pouco em todo o lado, ambas têm uma predilecção para se intrometer na liturgia, neste momento particular de presença a Deus. É o irmão que não suporta mais a voz de seu irmão quando canta, ou a sua maneira de celebrar. É acreditar que as vozes dissonantes não têm lugar no coro; as opiniões divergem numa comunidade.



Depois das férias de verão, no recomeço da actividade pastoral em muitas paróquias...

Senhor,
junto de ti que te humilhaste,
não se trata de maiores e de melhores,
pois o caminho não é este.
Ensina-me,
no teu seguimento,
a descer,
a fazer-me o mais pequeno
no meio dos meus irmãos,
a ser o servo de todos;
a ver neles o que é belo,
e em mim o que é frágil.

sábado, 28 de junho de 2008

Ano Paulino

«Desde o início, a tradição cristã considerou Pedro e Paulo inseparáveis um do outro, embora cada um tenha tido uma missão diferente a cumprir: Pedro, em primeiro lugar, confessou a fé em Cristo, e Paulo obteve o dom de poder aprofundar a sua riqueza. Pedro fundou a primeira comunidade dos cristãos provenientes do povo eleito, e Paulo tornou-se o Apóstolo dos pagãos. Com carismas diversos trabalharam por uma única causa: a construção da Igreja de Cristo. (…)
Queridos irmãos e irmãs, como nas origens, também hoje Cristo precisa de apóstolos prontos a sacrificar-se a si mesmos. Precisa de testemunhas e de mártires como São Paulo: outrora violento perseguidor dos cristãos, quando no caminho de Damasco caiu no chão fulgurado pela luz divina, passou sem hesitação para o lado do Crucificado e seguiu-O sem titubear. Viveu e trabalhou por Cristo; por Ele sofreu e morreu. Como é actual, hoje, o seu exemplo!
E exactamente por isso, estou feliz por anunciar oficialmente que ao Apóstolo Paulo dedicaremos um especial Ano jubilar, desde 28 de Junho de 2008 até 29 de Junho de 2009, por ocasião do bimilenário do seu nascimento, inserido pelos historiadores entre os anos 7 e 10 depois de Cristo.»


Bento XVI,
Homilia das primeiras vésperas de São Pedro e São Paulo,
28/06/2007

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O ícone do Pentecostes

A iconografia cristã oriental, mais de que uma simples ilustração, revela o sentido teológico das Sagradas Escrituras. O papel do ícone não é fazer um retrato de um acontecimento, mas transmitir, pela pintura, o ensinamento apostólico, e dar-lhe uma presença simbólica visual. Por isso, os símbolos usados podem não serem cronologicamente exactos, mas aprofundam a reflexão espiritual do tema representado. Como grande apreciador de arte-sacra oriental, desejo partilhar convosco como "é escrito" o ícone do Pentecostes (o vocabulário relativo à leitura e à escrita é muito usado para a iconografia bizantina).



O ícone da festa do Pentecostes é chamado: “A descida do Espírito Santo”.
O movimento do ícone vai de cima para baixo.
A cena acontece no Cenáculo, onde os discípulos se tinham refugiado após a Ascensão de Cristo.
No topo, a metade de um círculo azul: o céu, de onde alguns raios se dirigem sobre um grupo de 12 homens. Sobre a cabeça de cada um, umas línguas de fogo…o Espírito Santo desceu e está sobre eles.
Só alguns apóstolos, com Paulo, os evangelistas Marcos e Lucas, são representados sentados em meio círculo, 6 de cada lado, todos do mesmo tamanho, para mostrar a unidade da Igreja. Entre Pedro e Paul, os dois mais altos do grupo, um lugar vazio, o do Mestre: Cristo, Cabeça da Igreja, Pedra Angular.
Paulo, Marcos e Lucas não estavam presentes no dia do Pentecostes, mas aqui, o significado doutrinal sobrepõe-se ao histórico. Apóstolos e evangelistas têm uma missão: ensinar todos os povos.
Os 4 evangelistas seguram os livros dos Evangelhos, Paulo, os seus escritos, enquanto os outros agarram rolos que representam a autoridade de ensinar, recebida de Cristo.
No centro do grupo, mas na parte de baixo do ícone, um personagem real encerrado num lugar escuro, símbolo do Cosmos, dos povos do mundo envelhecido, que vive nas trevas e no pecado. No entanto, este homem segura nas mãos um lençol que contém 12 rolos: os ensinamentos dos apóstolos “que iluminaram o mundo com a Palavra, o Evangelho.”
Assim, no ícone do Pentecostes, “lemos” o cumprimento da promessa do Espírito Santo, enviado sobre os apóstolos que ensinarão as nações e baptizarão em nome da Trindade. Vemos também que a Igreja é congregada e sustentada pela presença e a obra do Espírito Santo, Espírito que conduz a Igreja no seu esforço missionário pelo mundo e a alimenta na verdade e no amor.

Rei celeste, Consolador, Espírito da Verdade,
presente em toda a parte e que tudo preenche,
tesouro de bens e dispensador da vida,
vinde e habitai em nós,
purificai-nos da impureza
e salvai as nossas almas,
Vós que sois bom.

Liturgia Bizantina

sábado, 1 de dezembro de 2007

A imitação é inseparável do amor

“A imitação é inseparável do amor. Todo aquele que ama quer imitar: é o segredo da minha vida: perdi o meu coração por este Jesus de Nazaré crucificado há 1900 anos e passo a minha vida a procurar imitá-l’O.”


“Segui-l’O é imitá-l’O, é imitar Jesus em tudo, partilhar a sua vida como o faziam a Santíssima Virgem, São José, os apóstolos, isto é, por um lado, conformar como eles a nossa alma à d’Ele, convertendo o mais possível a nossa alma à sua alma infinitamente perfeita; por outro lado, conformar como eles a nossa vida exterior à d’Ele, partilhando como eles fizeram, a sua pobreza, a sua humilhação, os seus trabalhos, os seus cansaços, enfim tudo o que foi a parte visível de sua vida. Unamo-nos, sejamos um com Jesus, e por isso, amemo-l’O, obedeçamo-Lhe, imitemo-l’O.
Na dúvida de fazer ou não alguma coisa, perguntar-se o que teria feito Jesus em nosso lugar e fazê-lo. Não imitar tal ou tal santo, mais só a Jesus. Agradecer a Jesus a vida de Nazaré que eu levo, o que me é dado de conforme com Ele, e pedir-Lhe que aí me deixe enquanto isso O glorificará. Ler e meditar os santos evangelhos, os livros santos que falam de Jesus, tudo o que nos pode fazer conhecer Jesus e o seu Espírito: pedir-Lhe para conhecê-l’O e ter o seu Espírito. Fazer todos os possíveis pela oração e as outras obras para ser semelhante a Jesus no interior e no exterior, n’Ele, por Ele e para Ele. Amen.”


Beato Carlos de Foucauld

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Pedro e Paulo...boas escolhas?

Humanamente falando, Jesus pode surpreender quando chama e reparte as tarefas… Será que Pedro, o pescador rezingão da Galileia, o renegado da hora da Paixão, foi a melhor escolha para governar a Igreja? O discípulo predilecto teria feito um óptimo candidato!
E Paulo, o mais temerário dos perseguidores…o pregador ideal?
Mistério da escolha de Deus e da sua liberdade! Sem esquecer os outros apóstolos, Jesus dá à Igreja, para a estabelecer solidamente, dois pilares tão diferentes e tão inseparáveis.
Pedro é o arrependido, aquele que, em nome dos outros, professa a fé revelada pelo Pai: “Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo!”
Paulo põe todas as suas forças ao serviço do seu amor a Cristo e ao próximo.
Acreditar e amar: dois verbos para dizer uma mesma missão da Igreja.
Pedro e Paulo, para sempre unidos no serviço à Igreja, ontem e hoje!
As primeiras comunidades cristãs reconheciam o papel particular de Pedro.
Acreditamos que o seu Sucessor na Cátedra de Roma tem a missão de também ele confirmar a fé, ligar e desligar.
Paulo, sempre rompeu as barreiras; semeou igrejas entre as nações. Nunca mais o seu alento parou.
Os cristãos podem discutir indefinidamente como o bispo de Roma deve exercer o seu ministério, mas não podemos deixar de ouvir as palavras de Jesus: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja!”
E tantas vezes, Pedro se faz também, como Paulo, incansável peregrino do Evangelho…
Hoje é dia de festa! Após a Solenidade da Ressurreição, a primeira festa que a Igreja antiga estabeleceu no seu calendário foi a dos apóstolos Pedro e Paulo.
Celebrar o Chefe dos Doze e o Apóstolo das nações, é pedir a Cristo, Cabeça da Igreja, que o testemunho e os ensinamentos destes dois grandes santos continuem a viver em nós e nos alegrar.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

De Jesus e de mim predilecto...

O Evangelista João foi conhecido como o apóstolo do amor. As características que lhe são atribuídas são: coragem, lealdade, percepção espiritual, amor e humildade. O amor é o assunto central das suas Epístolas.
João e seu irmão Tiago foram chamados de “Boanerges” (filhos do trovão) por Jesus. Sua mãe, Salomé, era irmã de Maria, mãe de Jesus; portanto, João era primo de Jesus. Após a morte e ressurreição de Cristo, ele acolheu a Virgem Maria em sua casa. De pescador do mar da Galileia, tornou-se líder da Igreja de Jerusalém.
Após a destruição de Jerusalém, entre os anos 70/95, João provavelmente começou a ministrar em Éfeso e Província da Ásia. Foi exilado na Ilha de Patmos, na costa da Ásia, onde escreveu o Apocalipse. De acordo com a tradição, voltou a Éfeso, onde morreu e foi sepultado por volta do ano 100. (Fonte: Estudos Bíblicos Editora Aleluia)




Discípulo virgem,

recebeste a honra de ser adoptado

como filho pela Virgem imaculada;

tornaste-te irmão daquele que te escolheu

e fez de ti o seu Teólogo.


Discípulo do Salvador,

na Cruz, Cristo confiou a ti, Teólogo virgem,

a Puríssima Theotókos;

então cuidaste dela como a pupila dos teus olhos:

intercede pela salvação de nossas almas.


Apóstolo predilecto do Cristo Deus,

apressa-te em ajudar um povo sem defesa.

Aquele que te concedeu reclinar a cabeça sobre o seu peito

te acolha aos seus pés a fim de interceder por nós.

O Teólogo, suplica-lhe para que dissipe a nuvem persistente do paganismo

e pede por nós a paz e uma misericórdia abundante


da Liturgia Bizantina da Festa da dormição de S. João

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Santo André

Hoje, a Igreja celebra Santo André, irmão de São Pedro, chamado de “Protoklit” ou “o Primeiro chamado”, porque, ouvindo João Baptista dizer que Jesus era o Cordeiro de Deus , ele aceitou o convite que Cristo lhe fez em segui-lo, e nunca mais o deixou.
A escolha da data da visita de Bento XVI a Bartolomeu I é muito simbólica.
O Papa, Bispo de Roma, sucessor do Apóstolo Pedro visita o Patriarca de Constantinopla, sucessor do Apóstolo André que fundou a comunidade cristã daquela região do mundo…é um encontro de irmãos!
Se de costume, para representar o diálogo entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa, são usadas as figuras dos Apóstolos Pedro e Paulo abraçando-se, hoje, podíamos retratar o ecumenismo destes dias com os rostos de Pedro e André…a amizade de Roma e Constantinopla.



Por intercessão dos Apóstolos Pedro e André,
Senhor Jesus, dá a unidade aos teus discípulos,
para que o mundo acredite que foste enviado pelo Pai.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Perto de Éfeso...



A "Casa de Maria", que Bento XVI visitará durante sua viagem à Turquia, é um dos mais importantes locais de peregrinação católica do país, embora sua autenticidade seja questionada.
Foi com base nas indicações detalhadas da vidente alemã, Anne Catherine Emmerich, beatificada pela Igreja Católica, que em 1881 um padre francês, l'abbé Gouyet, teve a ideia de procurar as ruínas da casa nas colinas próximas a Éfeso, no oeste da Turquia.
Essas descobertas e buscas arqueológicas sucessivas permitiram revelar as ruínas dos locais onde os pastores gregos ortodoxos celebravam Maria, contrariando a tradição bizantina que estabelece em Jerusalém o local da morte da Virgem.
Desde 1892, os vestígios foram autenticados pelo arcebispo católico de Smyrne, o actual Izmir, ao qual Éfeso e redondezas estão submetidas.
As ruínas, inicialmente propriedade de uma religiosa católica, receberam a primeira grande peregrinação em 1896, com mais de 1.300 pessoas que subiram pelas trilhas dos pastores até a "Casa de Maria".
A partir de então, as visitas aumentam cada vez mais. Dezenas de milhares de pessoas, católicas mas também muçulmanas, visitam a casa todos os anos. Os Papas Paulo VI e João Paulo II lá estiveram, respectivamente, em 1967 e em 1979.


Na dispersão dos Apóstolos, Maria acompanhou João, como recomendara Jesus na Cruz (Jo 19,16-27). O Apóstolo João teria migrado para Éfeso, daí, talvez, a ligação de Maria com aquela zona geográfica.
Foi também em Éfeso que foi declarado em 431, o dogma da Maternidade divina de Maria (Maria, Mãe de Deus, a Theotokos)



Ó João, estrela cintilante da Igreja
que espelha a luz do Pai,
revelando-nos o mistério do Verbo,
fruto eterno do seu seio,
fonte de toda a vida e verdade;

Ó discípulo predilecto do Verbo feito carne,
que na Ceia repousaste a cabeça no seu coração,
colhendo assim todos os segredos do Filho muito amado do Pai
e Salvador dos homens,

Ó filho estimado de Maria
que recebeste de Jesus crucificado o tesouro do seu lado,
sendo assim a testemunha do seu coração ferido,

Nós te pedimos, apesar da nossa indignidade,
das nossas fraquezas e infidelidades,
sê nosso protector, para que sejamos verdadeiros filhos do Pai,
vivendo na sua luz, e no ardor do coração ferido do Agapetos,
sob o poder vivificador do Espírito Paráclito,
em Maria, mãe de Jesus e nossa mãe.