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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Toda a nossa existência

«Toda a nossa existência, todo o nosso ser deve proclamar o Evangelho aos quatro ventos; toda a nossa pessoa deve respirar Jesus, todos os nossos actos, toda a nossa vida devem proclamar que estamos com Jesus, devem mostrar a imagem da vida evangélica; todo o nosso ser deve ser uma pregação viva, um reflexo de Jesus, um perfume de Jesus, alguma coisa que proclame Jesus, que faça ver Jesus, que brilhe como uma imagem de Jesus.»

«As pessoas afastadas de Jesus devem, sem livros e sem palavras, conhecer o Evangelho vendo a minha vida…Vendo-me, deve ver-se quem é Jesus.»


Beato Carlos de Foucauld

quarta-feira, 25 de março de 2009

Foi o amor!

«Eu, Deus, segunda Pessoa da SS. Trindade, encarnei, criei um corpo humano e uma alma humana no seio da Virgem Maria, e uni-me numa única Pessoa a esse corpo e a essa alma no momento em que os criei… Continuando a ser, uma verdadeira Pessoa divina, tornei-me ao mesmo tempo verdadeira pessoa humana… Sem deixar de ser Deus, tornei-me homem… Aprendei, meus filhos, a lição de humildade, de rebaixamento, de abjecção… Quem seria capaz de se rebaixar assim? Vós podereis muito bem descer um bocadinho, numa escala finita; eu desci infinitamente: há uma distância infinita entre a minha condição divina e a minha condição humana… E qual o motivo de eu ter querido rebaixar-me a esse ponto? Foi o amor! Deus amou tanto os homens, que quis dar-lhes o seu Filho único para os salvar, para os resgatar, a fim de ser para eles caminho, verdade e vida…»


Beato Carlos de Foucauld, 1º dia de retiro em Efraim-1898



«Hoje começa a nossa salvação e a manifestação do mistério eterno:
o Filho de Deus torna-se Filho da Virgem,
e Gabriel anuncia a graça.
Com ele, clamamos à Mãe de Deus:
Avé, ó cheia de graça, o Senhor é convosco.»

Tropário da Liturgia Bizantina,
composto por Santo André de Creta

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Deixemo-l'O

«Nosso Senhor pede-nos que O deixemos continuar em nós a vida que Ele começou na terra, no seio da Virgem Santa (…). Deixemo-l’O viver em nós, deixemo-l'O continuar em nós a sua vida solitária de Nazaré, deixemo-l’O continuar em nós a sua vida de caridade universal, deixemo-l’O continuar em nós a sua vida de caridade universal, deixemo-l’O prolongar em nós a sua vida de humildade, deixemo-l’O pela nossa fidelidade fazer penitência, “completar em nós o que falta aos seus sofrimentos”, deixemo-l’O pelo zelo das nossas almas continuar a “atear o fogo sobre a terra”, deixemo-l’O pelas nossas vigílias e pelas nossas orações continuar em nós a “passar as noites a orar a Deus” (…). Fazendo de todos os instantes da nossa vida, de todos os nossos pensamentos, de todas as nossas palavras, de todas as nossas acções, pensamentos, palavras, acções não mais naturais, não mais humanas, mas divinas, não mais de nós, mas de Jesus! Façamos de modo a poder dizer a todo o momento da nossa existência: ‘Eu vivo, mas não sou mais eu que vivo, é Jesus que vive em mim’!»



«O amor é inseparável da imitação. Todo aquele que ama quer imitar: é o segredo da minha vida.»
«Imitemos, pois, Jesus por amor, contemplemos Jesus por amor, procedamos em tudo por amor a Jesus.»


Beato Carlos de Foucauld

sábado, 6 de setembro de 2008

"Não podemos senão tomar o penúltimo lugar"

Na verdade, Jesus escolheu o último lugar e ninguém pode apoderar-se deste mesmo lugar.
Na véspera da sua Paixão, no decorrer da última ceia, Jesus levantou-se e lavou os pés aos seus apóstolos, começando por Pedro. Também lavou os pés a Judas. Assim, Ele tomou o lugar do servo, do escravo, do último, ajoelhado diante de cada um.
Na mesa da refeição, o pão e o vinho que se tornarão no Corpo e no Sangue de Jesus…Haverá humilhação mais radical do que colocar o nosso Deus à nossa mercê, exposto às nossas indiferenças, à nossa pouca fé…mas também a todo o amor de que somos capazes?
Jamais alguém amou tanto como Cristo, nem nunca amará…


«Tenho para mim, de procurar ao último dos últimos lugares, para ser tão pequeno como o meu Mestre, para estar com Ele, para caminhar atrás d’Ele, passo a passo, como servo leal, discípulo fiel, porque na sua bondade infinita e incompreensível Ele me permite falar assim, em irmão leal, em esposo fiel…Por isso a minha vida deve ser concebida de modo a ser o último, o mais desprezado dos homens, afim de passá-la com o meu Mestre, o meu Senhor, o meu Irmão, o meu Esposo, que foi “desprezo do povo e opróbrio da terra, um verme e não um homem.” Viver pobre, desprezado, no sofrimento, na solidão, esquecido, para estar na vida com o meu Mestre, o meu Irmão, o meu Esposo, o meu Deus, Ele que assim viveu toda a sua vida, dando-me este exemplo desde o seu nascimento.»


Beato Carlos de Foucauld, Retiro em Nazaré



“A verdadeira humildade é a arte de se encontrar precisamente no seu lugar” (Evdokimov)
Aprendamos a estar no nosso lugar com alegria e humildade, para além das nossas tarefas ou papéis.
Mais, realizemos o que somos diante de Deus, da qual depende a nossa vida e de quem tudo recebemos. Não se trata de conformar-se a um certo moralismo, mas de alcançar pouco a pouco a humildade de Jesus. Basta olharmos o estábulo de Belém, o lava-pés de Quinta-feira Santa ou a nudez de Cristo crucificado. É nestas cenas que São Francisco de Assis, São Bento José Labre, o Beato Carlos de Foucauld e muitos outros, encontraram o segredo de pobreza e da alegria radiante.
Não acreditemos que esta humildade nos diminua ou nos aniquila. Na verdade, são os humildes e os pequenos que Deus honra e coloca no primeiro lugar. “Quem se humilha será exaltado” diz o Senhor. No frontão da basílica da cidade de Lisieux (França), pode-se ler esta palavra de Cristo... é lá que se venera uma grande mulher e uma grande santa, uma jovem de 24 anos que viveu escondida no Carmelo daquela terra…Santa Teresa do Menino Jesus.
Disto, desta humildade que exalta, fazemos experiência à nossa volta com milhares de vidas escondidas, com mães que não se cansam de amar, com doentes que vivem como podem a sua dor, com celibatários ou com monges que assumem com coragem a solidão, e que, apesar das aparências, têm um papel importantíssimo no mundo.
Bendita humildade, bendito serviço na alegria! Mas “desde que Jesus tomou o último lugar, não podemos senão tomar o penúltimo.” (Padre Huvelin a Carlos de Foucauld)

sábado, 21 de junho de 2008

Presença eucarística

«A Eucaristia ultrapassa toda a capacidade humana de compreensão.
É necessário aceitá-la com uma fé profunda e um profundo amor.
Jesus quis deixar-nos a Eucaristia para que não esqueçamos o que Ele veio fazer e revelar-nos.
Poderíamos nós imaginar o que seria das nossas vidas sem a Eucaristia?»


Beata Teresa de Calcutá


«Jesus ficou na Eucaristia por amor…por ti.
Ficou, sabendo como os homens O receberiam
e como tu próprio O receberias.
Ficou para que O comesses,
para que O visitasses e Lhe contasses os teus problemas;
para que, frequentando-O na oração junto do sacrário e na comunhão,
te enamorasses por Ele cada vez mais,
e que fizesses com que outras almas – muitas almas! –
seguissem o mesmo caminho.»

S. José Maria Escrivá





«Estais aqui, meu Senhor Jesus, na Santa Eucaristia;
estais aqui, a um metro de mim, no sacrário!
O vosso corpo, a vossa humanidade,
a vossa divindade, o vosso ser todo inteiro está aqui;
como estais perto, meu Deus,
meu Salvador,
meu Jesus,
meu Irmão,
meu Esposo,
meu Bem-amado…»

Beato Carlos de Foulcaud

sábado, 31 de maio de 2008

Levar Jesus

“O meu ideal é imitar a Santíssima Virgem no mistério da Visitação, levando como ela, no silêncio, a Jesus e a prática das virtudes evangélicas, não em casa de Santa Isabel, mas no meio dos povos infiéis, afim de santificar estes filhos de Deus pela presença da Santa Eucaristia e o exemplo das virtudes cristãs.”


(Fala Jesus) "Empenham-se todos na santificação do mundo, colaborem nessa missão, como fez a minha Mãe. Sem desperdiçar palavras, em silêncio, ide estabelecer-vos no meio das populações que não me conhecem; levai-me para o meio dessa gente, erguendo aí um altar e um sacrário, e anunciai-lhes a Boa Nova não com palavras mas com o exemplo, não anunciando mas vivendo o Evangelho. Santificai o mundo, levai-me ao mundo, como Maria me levou a João: tal como a ela eu inspirei a Visitação, a todos vós dirijo o convite de vos pordes a caminho; como ela confiei a sua missão, assim a todos vós confio a vossa.”

Beato Carlos de Foucauld

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Exposto a toda a hora

“A Eucaristia não é somente a comunhão…
é também o sacrário e a custódia,
Jesus presente nos nossos altares…
verdadeiro Emanuel,
verdadeiro "Deus connosco",
exposto a toda a hora,
em todas os lugares da terra,
aos nossos olhos,
à nossa adoração
e ao nosso amor.”


Beato Carlos de Foucauld



Meu Senhor e meu Deus!

sábado, 1 de dezembro de 2007

A imitação é inseparável do amor

“A imitação é inseparável do amor. Todo aquele que ama quer imitar: é o segredo da minha vida: perdi o meu coração por este Jesus de Nazaré crucificado há 1900 anos e passo a minha vida a procurar imitá-l’O.”


“Segui-l’O é imitá-l’O, é imitar Jesus em tudo, partilhar a sua vida como o faziam a Santíssima Virgem, São José, os apóstolos, isto é, por um lado, conformar como eles a nossa alma à d’Ele, convertendo o mais possível a nossa alma à sua alma infinitamente perfeita; por outro lado, conformar como eles a nossa vida exterior à d’Ele, partilhando como eles fizeram, a sua pobreza, a sua humilhação, os seus trabalhos, os seus cansaços, enfim tudo o que foi a parte visível de sua vida. Unamo-nos, sejamos um com Jesus, e por isso, amemo-l’O, obedeçamo-Lhe, imitemo-l’O.
Na dúvida de fazer ou não alguma coisa, perguntar-se o que teria feito Jesus em nosso lugar e fazê-lo. Não imitar tal ou tal santo, mais só a Jesus. Agradecer a Jesus a vida de Nazaré que eu levo, o que me é dado de conforme com Ele, e pedir-Lhe que aí me deixe enquanto isso O glorificará. Ler e meditar os santos evangelhos, os livros santos que falam de Jesus, tudo o que nos pode fazer conhecer Jesus e o seu Espírito: pedir-Lhe para conhecê-l’O e ter o seu Espírito. Fazer todos os possíveis pela oração e as outras obras para ser semelhante a Jesus no interior e no exterior, n’Ele, por Ele e para Ele. Amen.”


Beato Carlos de Foucauld

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Ser pobre e servo, Irmão de Jesus

Hino ao Beato Carlos de Foucauld

Amar como Ele nos amou,
e por amor, escolher o último lugar,
ser pobre e servo, Irmão de Jesus.

Procurar como Ele a vida escondida,
e por amor, partir para onde o Espírito chama,
ser somente um viajante passando na noite.

Orar longamente o Bem Amado,
e por amor, abrir-se ao maior silêncio,
adorar Jesus Salvador na Eucaristia.

Levar o Evangelho aos famintos,
e por amor, colher todas as palavras de um povo
onde o Verbo também habita e germina sem ruído.

Dar até ao fim a sua vida oferecida,
e por amor, morrer oferecendo ao Pai
o abandono que jorrou de um coração livre ao infinito.





Oração para obter uma graça por intercessão do Padre Carlos de Foucauld

Deus nosso Pai,
que chamastes o Beato Carlos de Foucauld, sacerdote,
a viver do vosso amor na intimidade de vosso Filho, Jesus de Nazaré,
fazei-nos encontrar no Evangelho o fundamento de uma vida cristã cada vez mais radiante
e na Eucaristia a fonte de uma verdadeira fraternidade universal.
Nós Vos pedimos particularmente, por intercessão do beato Carlos de Foucauld, e se assim for a vossa vontade, a graça de… em favor de…, que recomendamos ao vosso coração de Pai.
Nós Vos pedimos por Jesus, vosso Filho bem amado, nosso Senhor.



Imprimatur : Viviers, 14 Setembro 2006
+ François Blondel, Bispo de Viviers


Memória litúrgica: 1 de Dezembro


Ler biografia do Beato Carlos Foucauld (Site da Santa Sé)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A atitude do cristão, da Igreja

Jesus disse ainda a quem O tinha convidado:
«Quando ofereceres um almoço ou um jantar,
não convides os teus amigos nem os teus irmãos,
nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos,
não seja que eles por sua vez te convidem
e assim serás retribuído.
Mas quando ofereceres um banquete,
convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos;
e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te:
ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.»


Lc 14, 12-14



Esta semana, tive daquelas conversas que interpelam e questionam a atitude do cristão e da Igreja, em relação aos seus membros entre eles, como para com aqueles que desconhecem ou rejeitam o Evangelho.
Lembrei-me desta passagem do evangelista Lucas, em que Jesus apresenta o Reino de Deus como um “banquete” onde todos – sem excepção – são convidados, inclusive aqueles que a cultura social e religiosa exclui e marginaliza.
Neste banquete, os que aceitam o convite, devem revestir-se de humildade, simplicidade e serviço, não podem agir por interesse ou esperar retribuição, mas devem fazer tudo com gratuidade e amor desinteressado.
Mas Jesus vai mais longe!
Para o banquete é preciso convidar “os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos”, considerados pecadores notórios e amaldiçoados por Deus.
Estes últimos representam todos aqueles que a religião oficial excluía da comunidade, da salvação. Apesar disso, Jesus diz que esses devem ser os primeiros convidados do banquete do Reino.
Como é que, no tempo presente, estes “pecadores notórios”, que podemos rever nos marginais, nos divorciados, nos homossexuais, nas prostitutas são acolhidos na Igreja?
Quais são as respostas ou a assistência que os cristãos, a Igreja, têm para eles?
Será que a resposta é de amor como nos manda Jesus?
No papel, certamente, pois vem no Evangelho, mas na prática?



“Todos os homens são filhos de Deus que os ama infinitamente: é então impossível amar, desejar amar a Deus, sem amar, desejar amar os homens.”


Beato Carlos de Foucauld

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

A fé é simples

Ontem, as leituras da Eucaristia convidavam os ouvintes a meditar sobre a fé.
Muitos têm fé, outros não.
Mas o que é a fé? O que é preciso para ter fé?
A fé pode ser definida simplesmente como o facto de acolher no seu coração e viver na verdade o que Deus revelou ao homem. Mas é antes de tudo uma confiança total para com alguém: Deus.
Muitos têm fé, mas nem todos da mesma forma. Existem diferentes graus de qualidade na fé, isto é, tudo depende da plenitude da revelação e o grau de adesão que a pessoa tem para com esta mesma fé.
Muitos não a têm porque ninguém lhes falou dela, outros porque dela lhes falaram mal, e alguns endureceram os seus corações quando dela se lhes falou.
A fé é um dom gratuito de Deus…ela é solicitada pelo homem; e como uma planta que precisa de ser tratada, a fé também tem que ser cuidada para crescer. A oração, a leitura da Palavra de Deus, os sacramentos desenvolvem a fé.
Como os apóstolos, devemos pedir constantemente ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!”
Que Maria, feliz porque acreditou no que lhe foi dito, interceda por nós.

" A fé é a garantia dos bens que esperamos, a prova das realidade que não vemos.”
Carta aos Hebreus 11.1

“A fé é o único meio pelo qual Deus se manifesta à alma naquela divina luz que ultrapassa todo o entendimento. Assim, mais a alma tem fé, mais ela está unida a Deus.”
São João da Cruz

“A fé é uma adesão do coração à verdade eterna, apesar de todas as demonstrações dos sentidos e da razão.”
J-B Bossuet

“A fé é o face a face nas trevas.”
Beata Isabel da Trindade

“A fé é a virtude sobrenatural pela qual a vida eterna já começou em nós .”
São Tomás de Aquino

“Ter verdadeiramente a fé, a fé que inspira todas as acções, esta fé no sobrenatural que despoja o mundo da sua máscara e mostra Deus em todas as coisas; que faz desaparecer as impossibilidades; que faz com que as palavras de inquietação, de perigo, de medo, não fazem mais sentido; que faz caminhar na vida com calma, paz, alegria profunda, como uma criança segurando a mão da mãe (…) esta fé que faz ver todas as coisas à luz de outro dia (…) que deixa despontar a grandeza de Deus e nos revela a nossa pequenez; que nos impele sem hesitação, sem vergonha, sem medo, sem nunca recuar, a tudo o que é agradável a Deus…ai, esta fé é rara!
Meu Deus, dai-me esta fé!
Meu Deus, eu creio mas aumentai a minha fé!
Meu Deus, fazei-me acreditar e amar, peço-Vos em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Amen.”
Beato Carlos de Foucauld

“A fé é simples. Cremos em Deus, princípio e fim da vida humana. Cremos nesse Deus que entra em relação connosco, seres humanos, Ele que é nossa origem e nosso futuro. Assim, ao mesmo tempo, a fé é sempre esperança, é certeza que temos um futuro e que não cairemos no vazio. A fé é amor, porque o amor de Deus quer contagiar-nos. Eis a primeira coisa: cremos simplesmente em Deus, que abraça também a esperança e o amor.”
Bento XVI

“Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos.
Peço-Vos perdão, para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.”
O Anjo aos pastorinhos de Fátima

quarta-feira, 20 de junho de 2007

A síntese da religião

O Senhor nos diz: “A síntese da religião, é o meu Coração, olhar o meu Coração recorda o amor que Deus tem por vós e o amor que deveis dar a Deus. (…)
Ele deseja que eternamente O possuais, e que sejais transformados n’Ele, de uma certa maneira divinizados; é este amor por vós, infinito pelo bem infinito que Ele vos quer, que o meu Coração recorda.”


B. Carlos de Foucauld



“O culto ao Sacratíssimo Coração de Jesus é na substância o culto do amor que Deus tem por nós em Jesus, e ao mesmo tempo, a prática do nosso amor para com Deus e os outros homens. Este culto propõe o amor de Deus para connosco como objecto de adoração, acção de graças e imitação; ele tem com finalidade conduzir-nos à perfeição e à plenitude do amor que nos une a Deus e aos outros homens, seguindo cada vez mais alegres o mandamento novo que o divino Mestre deixou aos apóstolos como herança sagrada, quando lhes disse: ‘Dou-vos um mandamento novo: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei…’”


Pio XII, “Haurietis aquas in gáudio”

quarta-feira, 2 de maio de 2007

A vida de Nazaré

O Irmão universal, Carlos de Foucauld, assim escreveu:
«Jesus diz-nos: 'Em Nazaré, passo os anos da minha infância, da minha adolescência, da minha juventude… É por vosso amor que levo aí a vida que levo (…). O que é que vos ensino? Ensino-vos a viver do trabalho das vossas mãos para não ser pesado a ninguém, e ter com que dar aos pobres, e dou a este género de vida uma beleza incomparável, que nenhuma outra tem, senão a do trabalhador evangélico, a da minha imitação… os que vivem do trabalho das suas mãos e os que pregando o Evangelho vivem de esmolas imitam-me'.»


Aos leigos da sua associação, ele recomenda:
«Os de entre eles cujo trabalho é sobretudo intelectual deverão juntar a ele, pelo menos durante alguns instantes por dia, um trabalho manual inferior e humilde, para se elevarem por esta imitação do "operário filho de Maria", para viverem alguma coisa do santo Evangelho, para compreenderem o Evangelho, que se compreende não entendendo-o, mas praticando-o.»

«Tenhamos uns pelos outros os pensamentos, as palavras, as acções que estão de acordo com o lar de Nazaré, diante da Virgem Santa e São José, aos pés de Jesus.»

Desta forma, o Beato Carlos de Foucauld faz-nos dizer a Jesus: «A tua vida de Nazaré pode levar-se por toda a parte: leva-a ao lugar mais útil para o próximo.»

sábado, 14 de abril de 2007

Eu também Te vejo ressuscitado


“Eu também estou a teus pés.
Eu também Te vejo ressuscitado…
E não somente me apareceste,
não somente me deste os teus pés a beijar…
encerraste-me nos teus braços
como a Virgem Santíssima…
E estás sempre aqui,
sempre diante de mim.

Oh! Que felicidade!
Jesus, meu amado,
estás diante de mim, ressuscitado…
e não morres mais…
Tu, que estás diante de mim,
és feliz para a eternidade…
É tão doce ver-Te!
Olhar para Ti!
Minha felicidade é acima de tudo tua:
a felicidade do céu, amar-Te e ver-Te feliz…”



Beato Carlos de Foucauld,
diante do sacrário na Páscoa 1898

terça-feira, 6 de março de 2007

Cáritas

No próximo Domingo, por decisão da Conferência Episcopal Portuguesa, celebra-se, em todo o país, o Dia Nacional da Cáritas que, nos últimos anos, tem vindo a ser preparado ao longo da semana que o antecede, com um conjunto de iniciativas e com um peditório.
Este ano, o tema que a Cáritas propõe à reflexão é “Pela dignidade, igual oportunidade”, sensibilizando assim os portugueses para os proveitos de uma sociedade mais justa e solidária, e assim reforçar a importância da igualdade de tratamento entre as pessoas, sem distinção de origem racial ou étnica.
Viver a caridade e promover a justiça são exigências do Evangelho de que os cristãos não podem alienar-se, porque vai da essência da sua fé em Cristo, Filho de Deus.

Visitem o site da Cáritas (clicar)


«A caridade é a essência da religião que obriga o cristão a amar o próximo, isto é todo o ser humano, como a si mesmo. O cristão deve então ser apóstolo: não é um conselho, é um mandamento, o mandamento da caridade.
Os leigos devem ser apóstolos para com todos os que podem atingir: primeiro, com os próximos e os amigos, mas não só; a caridade não tem nada de estreito, ela abraça todos aqueles que o coração de Jesus abraça.
Com que meios? Por aqueles com que está relacionado, sem excepção: pela bondade, ternura, sentimento fraterno, exemplo da virtude…
Com algumas pessoas, sem nunca lhes falar de Deus ou da religião, aguardando com paciência como Deus paciente, sendo bom como Deus é bom, sendo um tenro irmão e orante; com outras, falando em função daquilo que podem entender…mas sobretudo ver em todo o humano um irmão…ver em todo o humano um filho de Deus.»

«Não há, creio eu, palavra do Evangelho que mais me tocou profundamente e transformou a minha vida do que esta: ‘Tudo aquilo que fazeis a um destes pequeninos, é a Mim que o fazeis.’ Se pensarmos nestas palavras que são do Verbo não criado, da sua boca que disse ‘Este é o meu Corpo…este é o meu Sangue’, com que força seremos movidos a procurar e a amar Jesus nestes “pequeninos”, nestes pecadores, nestes pobres.»

Beato Carlos de Foucauld

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Amar, olhar, falar, estar


“Quando se ama, deseja-se falar sem cessar à pessoa amada, ou pelo menos olhá-la sempre, a oração não é senão isso: a conversação familiar com o Bem Amado. Olha-se para Ele, dizendo que Ele é amado, goza-se de estar a seus pés, dizendo que se deseja aí viver e aí morrer.”

Beato Carlos de Foucauld

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Rosto de: Madalena Hutin

Madalena Hutin nasceu em Paris, no dia 26 de Abril de 1898.Desde jovem, desejava consagrar a sua vida a Deus. Aos 23 anos, descobriu a vida de Carlos de Foucauld, e nos seus escritos, reconheceu o ideal de vida com que sempre sonhara: "O Evangelho vivido, a pobreza total e, sobretudo, o amor."

Depois de vinte anos de espera, pôde finalmente caminhar nas suas pegadas, seguindo Jesus de Nazaré. Foi viver para a Argélia e, no dia 8 de Setembro de 1939, fez a sua profissão religiosa, fundando assim a Fraternidade das Irmãzinhas de Jesus.

Nas suas intensas meditações sobre a infância humilde, frágil e vulnerável de Cristo, pareceu-lhe apropriado Jesus Menino ser a inspiração e o modelo daqueles que desejariam testemunhar o amor divino entre os mais pobres do mundo.

Para a congregação ser reconhecido inteiramente por Roma, foi necessário superar muitas dúvidas e críticas que se levantavam devido à originalidade da visão de vida consagrada que Madalena tinha. As “irmãzinhas” não eram nem contemplativas reclusas, nem estavam ligadas a actividades tradicionais de apostolado. Viviam em “pequenas fraternidades”, algumas com somente um par de irmãs, mantinham um compromisso intenso de oração contemplativa, e esforçavam-se em participar inteiramente na vida e na cultura do meio onde elas estavam inseridas, isto é, no meio dos mais pobres. Isto também significou o uso de um hábito simples de ganga adornado com uma cruz.
Quanto aos malentendidos, Madalena dizia que “o mundo procurava mais a eficiência do que o discrição de uma vida escondida”, assim, “Belém e Nazaré permaneceriam sempre um mistério.”


No começo, seguindo literalmente o exemplo do irmão Carlos de Foucauld, Madalena concebia a missão das irmãzinhas exclusivamente entre os muçulmanos da África do Norte. Foi lá que a congregação deitou raiz e floresceu. Mas gradualmente, Madalena ampliou a sua visão para uma missão universal, e assim as fraternidades espalharam-se por todo o mundo, atraindo mulheres de todas as nacionalidades.
Antes da sua morte havia 280 fraternidade com 1400 irmãzinhas de 64 países diferentes. Estas irmãzinhas viajavam com as caravanas dos ciganos na Europa, viviam com os grupos nómadas do circo. Existiam comunidades entre os pigmeus de República dos Camarões, em vilas esquimós no Alasca, entre povos do Sudeste Asiático, nos subúrbios de Londres, de Beirute e de Washington. Mais tarde, Madalena sentiu-se chamada também em testemunhar o Evangelho nos países comunistas do bloco oriental. Numa carrinha, adaptada em “rolote” percorreu a Europa Oriental e a Rússia. Quietamente pode estabelecer fraternidades em muitos destes países. O objectivo das irmãzinhas não era evangelizar num sentido formal mas servir modestamente no meio do mundo num espírito de amor.

Em 1949 a irmãzinha Madalena abandonou formalmente a liderança da congregação. Preferiu ter um papel informal, e ser mais “mãe” das suas irmãs, viajando constantemente, confiando a outros a administração de um família religiosa em expansão.
Embora fosse mais vulnerável na sua juventude, permaneceu notavelmente robusta na sua velhice, continuando a fazer bem o seu trabalho manual, e viajando muito, até foi à China, mas as suas deslocações desgastaram-na, e após visitar em 1989 a União Soviética com 91 anos, morreu mais tarde nesse ano no dia 6 de Novembro
.

Hoje, a Irmãzinha Madalena de Jesus é um exemplo de oração, serviço, amor e concórdia para a humanidade.
Em Portugal existem 3 Fraternidade de Irmãzinhas (Fátima, Chelas, Prior-Velho).

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

O nome de Jesus


“O nome de Jesus é tão importante aos olhos de Deus, que Ele mesmo o impôs a Nosso Senhor e faz revelar desde a sua concepção, em vez de deixar a Maria e José o cuidado de dar o nome ao divino menino. Este nome de Jesus não é, pois, humano, mas divino: ele exprime um pensamento, uma vontade divina. Este pensamento é que Nosso Senhor deve ser salvador dos homens: de tal modo seu salvador que esta palavra salvador exprime com uma verdade, uma exactidão, uma perfeição divinas, o que Ele é, o que Ele foi sobre a terra; é para salvar que Jesus encarna, é para salvar que Jesus vive, pensa, fala, age; Jesus salva-nos morrendo por nós no Calvário. (…)
Nós seremos tanto mais membros de Jesus quanto formos salvadores dos outros homens: de todos os homens, em cada instante da nossa existência, e quanto cada um dos nossos actos, pensamento, palavra e acção, forem mais úteis à salvação de todos os homens.”



Beato Carlos de Foucauld em “O Espírito de Jesus”

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

A Visitação: modelo de Evangelização

Numa meditação, o Beato Carlos de Foucauld escrevia:
(Fala Jesus): “Antes mesmo de nascer, Eu trabalho para esta obra, a santificação dos homens…e incito a minha mãe a trabalhar comigo para isso (…). Trabalhai para a santificação do mundo, trabalhai nisso como a minha mãe; sem palavras, em silêncio, ide estabelecer os vossos piedosos retiros no meio dos que me ignoram…e levai aí o Evangelho, não pregando-o de boca, mas pregando-o com o exemplo, não anunciando-o, mas vivendo-o; santificai o mundo, levai-me ao mundo…como Maria me levou a João…”
Assim, como modelo de docilidade na evangelização, o Irmão Carlos apresenta-nos Maria no seu mistério da Visitação. Ela evangeliza e santifica João Baptista no seio de Isabel “não pelas suas palavras, mas levando em silêncio Jesus, junto dele, na sua residência”.

sábado, 2 de dezembro de 2006

Rezar com: Carlos de Foucauld

Meu Pai,
Eu me abandono a Ti,
Faz de mim o que quiseres.
O que fizeres de mim,
Eu Te agradeço.

Estou pronto para tudo, aceito tudo.
Desde que a Tua vontade se faça em mim
E em tudo o que Tu criaste,
Nada mais quero, meu Deus.

Nas Tuas mãos entrego a minha vida.
Eu Te a dou, meu Deus,
Com todo o amor do meu coração,
Porque Te amo.

E é para mim uma necessidade de amor dar-me,
Entregar-me nas Tuas mãos sem medida
Com uma confiança infinita
Porque Tu és... Meu Pai!