Mostrar mensagens com a etiqueta Ascensão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ascensão. Mostrar todas as mensagens

domingo, 24 de maio de 2009

Este santo dia luminoso

Hoje, «o nosso Salvador subiu aos céus: vamos, não nos abalemos nesta terra.
Que a nossa alma esteja onde Ele está, e desde já descansaremos.
Subamos de coração com Cristo, aguardando o dia prometido em que o seguiremos também de corpo. Mas deveis saber que nem o orgulho, nem a avareza e a luxúria, sobem com o nosso Médico.
Por isso, se queremos seguir o Médico na sua Ascensão, devemos deixar o fardo dos nossos erros e os nossos pecados…
Subamos com Ele e elevemos os nossos corações, enlaçados ao Senhor.
A Ressurreição do Senhor é a nossa esperança…a Ascensão do Senhor, a nossa glorificação!
Por isso celebremos a Ascensão do Senhor com rectidão, fidelidade, devoção, santidade e piedade, e subamos com Ele, elevando os nossos corações».



S. Agostinho, Sermão sobre a Ascensão






Optátus votis ómnium
Sacrátus illúxit dies,
Quo Christus, mundi spes,
Deus, Conscéndit cælos árduos.

Nunc, Christe, scandens ǽthera
Ad te cor nostrum súbleva,
Tuum Patrísque Spíritum
Emíttens nobis cǽlitus.



Proclamamos de viva voz
este santo dia luminoso,
em que Cristo Deus, esperança do mundo,
se eleva ao mais alto dos céus.

Para Vós, ó Cristo que agora ascendeis,
elevai os nossos corações,
e sobre nós derramai dos céus
o Espírito que é vosso e do Pai.


do Hino de Laudes
Optátus votis ómnium Sacrátus illúxit dies

domingo, 4 de maio de 2008

Termo da Páscoa do Senhor

A Ascensão de Jesus é o cume da revelação!
Ela é o termo da Páscoa do Senhor: morte, ressurreição e ascensão.
Jesus veio de Deus e volta para Deus, seu e nosso Pai.
A glória que Ele tinha de junto d’Ele lhe é restituída.
Descido aos infernos, hoje, Ele é exaltado.
Esta subida de Cristo ao céu revela a sua majestade divina.
Ele é o vencedor da morte, o Senhor da vida.
Ele é Aquele em que o Pai da glória “mostrou a eficácia da sua poderosa força, e que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus” (Ef 1, 17-20).
Ele reina sobre o mundo que Ele criou;
sobre o homem que Ele remiu;
sobre a Igreja de quem Ele é a Cabeça.
O Pai, tudo lhe “submeteu aos seus pés e pô-l'O acima de todas as coisas como Cabeça de toda a Igreja, que é o seu Corpo, a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos” (Ef 1, 23).
A Ascensão de Cristo inaugura o tempo da Igreja.
Os apóstolos, os discípulos, e todos nós, no seu seguimento, somos continuadores da sua obra.



“A Ascensão de Cristo é a nossa exaltação.
A elevação do Chefe na glória
vivifica a esperança de todo o Corpo.
Hoje, não somente estamos seguros
de um dia entrarmos no Paraíso,
como já, em Cristo,
penetramos na magnificência do Céu.”


S. Leão Magno



Foto: Capela da Ascensão no Monte das Oliveiras em Jerusalém

sábado, 19 de maio de 2007

Porque estais a olhar para o céu?

Porque estais a olhar para o céu?
Ele virá do mesmo modo que o vimos ser elevado ao Céu.

Ele que Deus ressuscitou dos mortos
e colocou à sua direita,
acima de todo o Principado,
Poder, Virtude e Soberania,
acima de todo o nome que é pronunciado.

Ele que sofreu e ressuscitou dos mortos,
e que em seu nome,
é pregado o arrependimento
e o perdão dos pecados a todas as nações.
Disso somos testemunhas

Ele nos enviará Aquele que foi prometido pelo Pai,
a força do alto que nos revestirá.

Glória a Ele pelos séculos dos séculos!


Inspirado das leituras da Solenidade da Ascensão

sexta-feira, 18 de maio de 2007

A Ascensão

Em Portugal, a solenidade da Ascensão do Senhor foi transferida para o 7º domingo pascal, apesar do seu dia originário ser o da quinta-feira da 6ª semana da Páscoa, quando se cumprem os quarenta dias depois da ressurreição, conforme o relato de São Lucas no seu Evangelho e nos Actos dos Apóstolos.

A Ascensão é mais um momento do único mistério pascal, que celebra a glorificação de Jesus, Aquele que por nós morreu na cruz, voltou à vida e está vivo para sempre, e que agora sobe ao céu à vista dos discípulos, isto é, em corpo, alma e na sua divindade, Cristo entra em comunhão plena e gloriosa com o Pai, vivendo totalmente d'Ele e n'Ele.
Mas Jesus não abandona os homens. Ele anuncia aos seus amigos a vinda do Espírito Santo e promete estar com eles até ao fim dos tempos para anunciar ao mundo o Evangelho da Salvação.

Após a subida ao céu de Jesus, Maria, sua Mãe, e os Apóstolos, permaneceram em oração, aguardando o Espírito Santo, o Consolador prometido pelo Senhor, que viria no dia de Pentecostes (50 dias após a Páscoa).
Dos 9 dias que separam as festas da Ascensão e do Pentecostes, à imitação da primeira comunidade cristã em oração no Cenáculo, nasceram na Igreja as novenas, que se tornaram num exercício de piedade popular de 9 dias seguidos, em visto à pre­paração de uma festa religiosa ou à procura de alcançar uma graça.

Os próximos 9 dias são então, como há 2000 anos atrás, um tempo propício para pedir,
com Maria e os Apóstolos,
que o Pai mande o Espírito Santo aos nossos corações e sobre a Igreja,
para que o mesmo Espírito nos ensine todas as coisas,
encaminhando-nos para a verdade e uma vida que testemunha o Evangelho,
tudo, em nome de Jesus, o Filho que subiu ao céu,
e que agora vive e reina com o Pai pelos séculos dos séculos.