Mostrar mensagens com a etiqueta Páscoa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Páscoa. Mostrar todas as mensagens

domingo, 12 de abril de 2009

Páscoa

O Senhor ressuscitou verdadeiramente. Aleluia.
Glória e louvor a Cristo para sempre. Aleluia.


Santa Páscoa a todos,
na alegria do Senhor Ressuscitado!

domingo, 4 de maio de 2008

Termo da Páscoa do Senhor

A Ascensão de Jesus é o cume da revelação!
Ela é o termo da Páscoa do Senhor: morte, ressurreição e ascensão.
Jesus veio de Deus e volta para Deus, seu e nosso Pai.
A glória que Ele tinha de junto d’Ele lhe é restituída.
Descido aos infernos, hoje, Ele é exaltado.
Esta subida de Cristo ao céu revela a sua majestade divina.
Ele é o vencedor da morte, o Senhor da vida.
Ele é Aquele em que o Pai da glória “mostrou a eficácia da sua poderosa força, e que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus” (Ef 1, 17-20).
Ele reina sobre o mundo que Ele criou;
sobre o homem que Ele remiu;
sobre a Igreja de quem Ele é a Cabeça.
O Pai, tudo lhe “submeteu aos seus pés e pô-l'O acima de todas as coisas como Cabeça de toda a Igreja, que é o seu Corpo, a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos” (Ef 1, 23).
A Ascensão de Cristo inaugura o tempo da Igreja.
Os apóstolos, os discípulos, e todos nós, no seu seguimento, somos continuadores da sua obra.



“A Ascensão de Cristo é a nossa exaltação.
A elevação do Chefe na glória
vivifica a esperança de todo o Corpo.
Hoje, não somente estamos seguros
de um dia entrarmos no Paraíso,
como já, em Cristo,
penetramos na magnificência do Céu.”


S. Leão Magno



Foto: Capela da Ascensão no Monte das Oliveiras em Jerusalém

domingo, 6 de abril de 2008

Abriste-lhes o coração...

Quando Se pôs à mesa, tomou o pão, recitou a bênção,
partiu o e entregou-lho.
Nesse momento abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-n’O.
Mas Ele desapareceu da sua presença.
Disseram então um para o outro:
«Não ardia cá dentro o nosso coração,
quando Ele nos falava pelo caminho
e nos explicava as Escrituras?»


Lc 24, 30-32




Senhor,
esperávamos uma manifestação gloriosa da tua Ressurreição,
uma prova indubitável da tua filiação divina
para que os homens Te reconhecessem e se abandonassem em Ti.

Caminhas ao lado de teus discípulos na estrada de Emaús,
eles que tinham colocado todas as suas esperanças em Ti.
No entanto, os seus olhos não Te reconhecem.

Senhor, como é fácil identificar-nos com estes peregrinos!
Caminhas ao nosso lado e não Te descobrimos…

Mas abriste-lhes o coração pela tua Palavra,
e logo entraram na luz verdadeira do mistério da tua morte e ressurreição,
o mistério da nossa redenção.

E quando rompeste o pão,
o véu que escondia a tua presença desvaneceu-se…
Bendito és Tu, Senhor Jesus,
presença eterna na tua Palavra e na tua Eucaristia!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Mistério pascal...revelação da misericórdia de Deus

«A Igreja proclama a verdade da misericórdia de Deus, revelada em Cristo crucificado e ressuscitado, e proclama-a de várias maneiras. Procura também praticar a misericórdia para com os homens por meio dos homens, como condição indispensável da sua solicitude por um mundo melhor e «mais humano», hoje e amanhã.
Mas, além disso, em nenhum momento e em nenhum período da história, especialmente numa época tão crítica como a nossa, pode esquecer a oração que é um grito de súplica à misericórdia de Deus, perante as múltiplas formas do mal que pesam sobre a humanidade e a ameaçam. Tal é o direito e o dever da Igreja, em Cristo Jesus: direito e dever para com Deus e para com os homens.»


«A Igreja professa e proclama que a manifestação clara de tal misericórdia se verificou em Jesus crucificado e ressuscitado, isto é, no Mistério pascal. É este Mistério que contém em si a mais completa revelação da misericórdia, isto é, daquele amor que é mais forte do que a morte, mais poderoso do que o pecado e que todo o mal, do amor que ergue o homem das suas quedas, mesmo mais profundas, e o liberta das maiores ameaças.»



João Paulo II, Encíclica “Dives in misericórdia”

quinta-feira, 27 de março de 2008

Também nós temos que ressuscitar contigo

«Ó Cristo ressuscitado!
Também nós temos que ressuscitar contigo;
Tu escondeste-Te à vista dos homens e nós temos que seguir-Te;
regressaste para o Pai e temos que procurar que a nossa vida “esteja escondida contigo em Deus”…
É obrigação e privilégio de todos os teus discípulos, Senhor,
ser elevados e transfigurados contigo;
é privilégio nosso viver no céu
com os nossos pensamentos, aspirações, desejos e afectos,
ainda que permanecendo na carne…
Ensina-nos a “aspirar às coisas do alto” (Col 3,1),
demonstrando assim que Te pertencemos,
que o nosso coração ressuscitou contigo
e em Ti está escondida a nossa vida.»

J.H. Newman


O Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia!

domingo, 23 de março de 2008

Que viste no caminho?

Diz-nos, Maria:
Que viste no caminho?
Vi o sepulcro de Cristo vivo
e a glória do Ressuscitado.

Vi as testemunhas dos Anjos,
vi o sudário e a mortalha.
Ressuscitou Cristo, minha esperança:
precederá os seus discípulos na Galileia.

Sabemos e acreditamos:
Cristo ressuscitou dos mortos:
Ó Rei vitorioso,
tende piedade de nós.

(da sequência da Missa de Páscoa)



Santa Páscoa para todos!
Cristo ressuscitou!
Aleluia!

terça-feira, 11 de março de 2008

Tão cedo!

A Páscoa é sempre o primeiro Domingo depois da primeira lua cheia a seguir o equinócio de Primavera (20 de Março). Esta datação da Páscoa baseia-se no calendário lunar que o povo hebreu usava para identificar a Páscoa judaica, razão pela qual a Páscoa é uma festa móvel no nosso calendário.
Este ano a Páscoa acontece mais cedo do que qualquer um de nós irá ver alguma vez na sua vida! Só os mais velhos, de mais de 95 anos, viram uma Páscoa tão temporã em 1913.
A próxima vez que a Páscoa vai ser tão cedo como este ano (23 de Março) será no ano 2228...daqui a 220 anos.
Na próxima vez que a Páscoa for um dia mais cedo, 22 de Março, será no ano 2285 (daqui a 277 anos). A última vez foi em 1818.
Por isso, ninguém que esteja vivo hoje, viu ou irá ver uma Páscoa mais cedo do que a deste ano.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

A Ascensão

Em Portugal, a solenidade da Ascensão do Senhor foi transferida para o 7º domingo pascal, apesar do seu dia originário ser o da quinta-feira da 6ª semana da Páscoa, quando se cumprem os quarenta dias depois da ressurreição, conforme o relato de São Lucas no seu Evangelho e nos Actos dos Apóstolos.

A Ascensão é mais um momento do único mistério pascal, que celebra a glorificação de Jesus, Aquele que por nós morreu na cruz, voltou à vida e está vivo para sempre, e que agora sobe ao céu à vista dos discípulos, isto é, em corpo, alma e na sua divindade, Cristo entra em comunhão plena e gloriosa com o Pai, vivendo totalmente d'Ele e n'Ele.
Mas Jesus não abandona os homens. Ele anuncia aos seus amigos a vinda do Espírito Santo e promete estar com eles até ao fim dos tempos para anunciar ao mundo o Evangelho da Salvação.

Após a subida ao céu de Jesus, Maria, sua Mãe, e os Apóstolos, permaneceram em oração, aguardando o Espírito Santo, o Consolador prometido pelo Senhor, que viria no dia de Pentecostes (50 dias após a Páscoa).
Dos 9 dias que separam as festas da Ascensão e do Pentecostes, à imitação da primeira comunidade cristã em oração no Cenáculo, nasceram na Igreja as novenas, que se tornaram num exercício de piedade popular de 9 dias seguidos, em visto à pre­paração de uma festa religiosa ou à procura de alcançar uma graça.

Os próximos 9 dias são então, como há 2000 anos atrás, um tempo propício para pedir,
com Maria e os Apóstolos,
que o Pai mande o Espírito Santo aos nossos corações e sobre a Igreja,
para que o mesmo Espírito nos ensine todas as coisas,
encaminhando-nos para a verdade e uma vida que testemunha o Evangelho,
tudo, em nome de Jesus, o Filho que subiu ao céu,
e que agora vive e reina com o Pai pelos séculos dos séculos.

sábado, 14 de abril de 2007

Eu também Te vejo ressuscitado


“Eu também estou a teus pés.
Eu também Te vejo ressuscitado…
E não somente me apareceste,
não somente me deste os teus pés a beijar…
encerraste-me nos teus braços
como a Virgem Santíssima…
E estás sempre aqui,
sempre diante de mim.

Oh! Que felicidade!
Jesus, meu amado,
estás diante de mim, ressuscitado…
e não morres mais…
Tu, que estás diante de mim,
és feliz para a eternidade…
É tão doce ver-Te!
Olhar para Ti!
Minha felicidade é acima de tudo tua:
a felicidade do céu, amar-Te e ver-Te feliz…”



Beato Carlos de Foucauld,
diante do sacrário na Páscoa 1898

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Chamados a ser testemunhas

«A fé dos Apóstolos em Jesus, o Messias esperado, tinha sido posta a uma prova duríssima pelo escândalo da cruz. Durante a sua prisão, condenação e morte, tinham dispersado, mas agora achavam-se novamente juntos, perplexos e desorientados. Mas o mesmo Ressuscitado faz-se presente diante da sua incrédula sede de certezas. Aquele encontro não foi um sonho, nem uma ilusão ou imaginação subjectiva; foi uma experiência verdadeira, apesar de inesperada e, precisamente por isto, particularmente comovedora. “Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: ‘A paz esteja convosco! ’ ”(Jo 20,19).

Diante daquelas palavras, a fé quase apagada nos seus corações reacende-se. Os Apóstolos referiram a Tomé, ausente naquele primeiro encontro extraordinário, "Sim, o Senhor cumpriu aquilo que tinha anunciado; ressuscitou realmente; nós vimo-lo e tocámo-lo!" Tomé, porém, permaneceu duvidoso e perplexo. Quando, oito dias depois, Jesus veio pela segunda vez no Cenáculo, disse-lhe: “Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé”. A resposta do Apóstolo é uma profissão de fé comovedora: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 27-28).» 1

«A tarefa do discípulo é testemunhar a morte e a ressurreição do seu Mestre e da sua vida nova. Por isso Jesus convida o seu amigo incrédulo a “tocá-lo”: quer torná-lo testemunha directa da sua ressurreição.
Caros irmãos e irmãs, também nós, como Maria Madalena, Tomé e os outros apóstolos, somos chamados a ser testemunhas da morte e ressurreição de Cristo. Não podemos conservar para nós a grande notícia. Devemos levá-la ao mundo inteiro: “ Vimos o Senhor! ” (Jo 20,25).
Que a Virgem Maria nos ajude a saborear plenamente a alegria pascal, para que, amparados pela força do Espírito Santo, nos tornemos capazes de difundi-la nos lugares onde vivemos e actuamos. Mais uma vez, Boa Páscoa a todos!» 2


1- Mensagem pascal de Bento XVI 08/04/2007
2- Bento XVI, Audiência 11/04/2007

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Ícone da Ressurreição - Anastasis

Em 2007, os dois calendários seguidos pelas várias tradições cristãs coincidiram na data da Páscoa, assim, católicos, ortodoxos e protestantes celebraram no mesmo dia a Ressurreição de Cristo.
Na tradição oriental, o ícone da Ressurreição é representada pela descida aos infernos, à mansão dos mortos.
Ricos em símbolos, os ícones são “IMAGENS que visualizam a palavra bíblica e levam aos olhos o que a palavra transmite ao ouvido.”


O centro da composição é Cristo glorioso e luminoso.
Tendo arrombado as portas dos infernos, Cristo as esmaga e agarra o punho de Adão, que ele arranca com vigor das trevas da morte. Com Adão, é toda a humanidade que é arrancada por Cristo, que tomou a iniciativa da nossa salvação.
Ainda no primeiro plano, saindo do túmulo, Eva levanta as mãos cobertas pelo seu manto em sinal de reverência. Atrás dela, os justos e os profetas do Antigo Testamento.

À esquerda, os reis David e Salomão.
Perto deles, João Baptista, o precursor, aponta para Cristo.
Em cima de Cristo, os anjos, com as mãos cobertas em sinal de reverência, trazem a cruz e o cálice do sangue oferecido pela humanidade.
Ganchos, correntes rompidas jazem no buraco negro dos infernos cujo as altas encostas sublinham a profundeza e a distância com o céu.
No seu corpo transfigurado, Cristo escapa às leis do mundo, a gravidade da corrupção e da morte…Ele está suspenso no espaço. Vencedor da morte, Ele é transparência, abertura e comunhão.


Tendo descido ao túmulo, ó Imortal,
Tu destruíste o poderio dos infernos e,
levantaste-te como vencedor, ó Cristo Deus,
Tu, que disseste às mulheres atemorizadas: rejubilai!
E aos apóstolos, dás a paz,
Tu que ressuscitas aqueles que sucumbiram.

Liturgia ortodoxa

terça-feira, 10 de abril de 2007

Círio pascal...luz de Cristo

A liturgia da Igreja, as suas orações, os seus textos, os seus gestos e símbolos, legada de geração em geração, mas sempre actual, é de uma grande riqueza espiritual para todos os fiéis…muitas vezes pouca entendida, mas na mesma saboreada na sua beleza.

Assim, no último sábado, na Vigília Pascal, “mãe de todas as vigílias”, os cristãos participaram numa Eucaristia bem diferente do habitual, composta de ritos exclusivos daquela noite, com uma estrutura litúrgica alterada, rica em símbolos e leituras…muito mais comprida no tempo.
Naquela noite foi acendido o círio pascal, que, entre todos os símbolos ligados à luz, é o que tem significados mais intensos e mais ricos: ele é símbolo de Cristo ressuscitado. Assim, o círio impõe-se pelas suas dimensões e pela nobreza da sua substância: o uso de cera branca de abelha é de tradição antiquíssima na Igreja e obrigatório.

No início da Vigília Pascal, o círio pascal é aceso no fogo novo benzido pelo sacerdote. Ornamentado de uma cruz, com as inscrições “alfa e ómega” e os algarismos do ano corrente, ele simboliza Cristo ressuscitado, luz do mundo, Senhor do tempo e da eternidade. Cinco grãos de incenso lhe são colocados em forma de cruz, símbolos das cinco chagas, doravante gloriosas, de Cristo. Cada um dos fiéis acende a sua vela da chama do círio pascal, sinal que a luz de Cristo é para todos e é transmitida de crente para crente a partir do próprio Cristo. Ele é levado em procissão, na frente do cortejo, e é aclamado três vezes: “A luz de Cristo! Graças a Deus!” Ao longo do Tempo Pascal, o círio será acendido em todas as celebrações litúrgicas para sinalizar a presença do Ressuscitado no meio dos seus. Ele acompanhará a vida do homem, desde o baptismo ao funeral porque Cristo é Emanuel, Deus connosco.

A pequeneza da chama do círio pascal pode parecer ridícula, mas no entanto ela dissipa as trevas, a noite é definitivamente vencida. Cada um pode acender a sua vela do círio pascal sem que a sua luz se atenua, é o milagre do Ressuscitado, o “já” e o “ainda não” da glória. Somos habitados por Cristo vivo mas é necessário deixá-lo transparecer nas nossas vidas. A coluna de fogo que abria o caminho dos hebreus no deserto irradiava os rostos do povo de Deus, com Cristo, é a seiva nova, a primavera de Deus, a luz do Ressuscitado que se manifesta.


Exulte de alegria a multidão dos Anjos,
exultem as assembleias celestes,
ressoem hinos de glória
para anunciar o triunfo de tão grande Rei.
Rejubile também a terra,
inundada por tão grande claridade,
porque a luz de Cristo, o Rei eterno,
dissipa as trevas de todo o mundo.
Alegre-se a Igreja, nossa mãe,
adornada com os fulgores de tão grande luz,
e ressoem neste templo as aclamações do povo de Deus. (…)

Nesta noite de graça, aceitai, Pai santo,
este sacrifício vespertino de louvor,
que, na solene oblação deste círio,
pelas mãos dos seus ministros Vos apresenta a santa Igreja.
Agora conhecemos o sinal glorioso desta coluna de cera,
que uma chama de fogo acende em honra de Deus:
esta chama que,
ao repartir o seu esplendor,
não diminui a sua luz;
esta chama que se alimenta de cera,
produzida pelo trabalho das abelhas,
para formar este precioso luzeiro.

Oh noite ditosa, em que o céu se une à terra,

em que o homem se encontra com Deus!
Nós Vos pedimos, Senhor,

que este círio, consagrado ao vosso nome,
arda incessantemente para dissipar as trevas da noite;
e, subindo para Vós, como suave perfume,
junte a sua claridade à das estrelas do céu.
Que ele brilhe ainda quando se levantar o astro da manhã,
aquele astro que não tem ocaso:
Jesus Cristo vosso Filho, que,
ressuscitando de entre os mortos,
iluminou o género humano
com a sua luz e a sua paz,
e vive glorioso pelos séculos dos séculos.

Amen.


Precónio Pascal

segunda-feira, 9 de abril de 2007

A palavra da fé na ressurreição salva!


"A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração. Esta palavra é a palavra da fé que anunciamos. Porque, se confessares com a tua boca: «Jesus é o Senhor», e acreditares no teu coração que Deus o ressuscitou de entre os mortos, serás salvo. Pois com o coração se acredita para obter a justiça, e com a boca se professa a fé para alcançar a salvação."



Rom 10, 8b-10

sábado, 7 de abril de 2007

Vencida foi a morte



Vencida foi a morte,
Jesus ressuscitou.
Mudou-se a antiga sorte.
A vida triunfou.
O sol pelas alturas
abriu em flor de luz;
na terra as almas puras
aclamam a Jesus.

Cântico pascal

sexta-feira, 30 de março de 2007

10 perguntas sobre a Semana Santa e a Páscoa

1. O que é a Semana Santa?
A Semana Santa é a última semana da Quaresma, na qual a Igreja se prepara para a Páscoa, meditando os últimos dias da vida de Cristo. Tem início no Domingo de Ramos e termina com o Tríduo Pascal.

2. O que é o Domingo de Ramos?
É o último domingo da Quaresma, antes da Páscoa, no qual é recordado, com a bênção e a procissão dos ramos, a entrada gloriosa de Cristo humilde em Jerusalém.

3. O que é o Tríduo Pascal?
O Tríduo Pascal é o ponto culminante do ano litúrgico, que se estende nos 3 dias da 5ª-feira Santa à Páscoa, no qual a Igreja celebra os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.

4. O que é celebrado na 5ª-feira Santa?
Tradicionalmente, de manhã, o Bispo e todos os sacerdotes da diocese, concelebram a Missa Crismal onde os óleos santos são benzidos.
Ao fim do dia, dá-se início ao Tríduo Pascal, com a Missa da Ceia do Senhor que lembra a instituição da Eucaristia e o lava-pés de Jesus aos apóstolos.

5. O que acontece no fim da Missa da Ceia do Senhor?
As hóstias consagradas na Missa são guardadas num sacrário provisório, para serem distribuídas na 6ª-feira Santa. Os sinos calam-se até à Vigília Pascal, retira-se a toalha da mesa do altar, e os fiéis deixam a igreja em silêncio como sinal de respeito, pois é a noite em que Jesus, em agonia no horto, é traído e preso pelos soldados, prenúncio dos acontecimentos da 6ª-feira Santa.

6. O que comemoramos na 6ª-feira Santa?
A Igreja não celebra a Eucaristia mas a Celebração da Paixão do Senhor, na qual a cruz, elemento principal deste dia, é adorada pelos fiéis.
A 6ª-feira Santa lembra a condenação, os maus-tratos, o caminho da cruz (Via-sacra), a crucificação, a morte e a sepultura que Jesus aceitou para nossa redenção.
É dia de jejum e abstinência, de alguma tristeza e recolhimento, e é aconselhável guardar algum silêncio pelas 3 horas da tarde, hora da morte do Senhor.

7. O que é o Sábado Santo?
É um dia de silêncio e espera.
Não se pode celebrar os sacramentos do Baptismo e do Matrimónio. A partir do pôr-do-sol, a Igreja começa a celebração da Ressurreição do Senhor com a Vigília Pascal.

8. O que é a Vigília Pascal?

A Vigília Pascal é a noite santa, “mãe de todas as santas vigílias”, na qual a Igreja aguarda a Ressurreição de Cristo com expectativa vigilante e jubilosa.

9. O que acontece na Vigília Pascal?
- Bênção do lume e do círio pascal, símbolo da luz de Cristo ressuscitado.
- Anúncio da Páscoa e leitura das grandes etapas da História da Salvação na liturgia da Palavra.
- Volta-se a cantar o “Glória”, a ouvir os sinos, e entoa-se o cântico pascal por excelência: o “Aleluia”.
- Bênção da água baptismal, profissão de fé, e baptismo dos catecúmenos (pessoas que se prepararam para o Baptismo ao longo da Quaresma).
- Liturgia eucarística.

10. O que celebra a Igreja no Domingo de Páscoa?
A Igreja celebra, com grande alegria, o dia mais importante de todo o ano litúrgico: a Ressurreição do Senhor. A Páscoa é o triunfo de Cristo sobre a morte, que aparece vivo aos apóstolos e às santas mulheres. É fonte de júbilo e de esperança para os cristãos. Com a Páscoa inicia-se o Tempo Pascal.

quinta-feira, 29 de março de 2007

Páscoa ecuménica

Em espírito, estamos quase às portas de Jerusalém, pelas quais entraremos, dentro de alguns dias, no mistério da Redenção.
Em 2007, os cristãos do Oriente e do Ocidente celebrarão a Semana Santa e a Páscoa nas mesmas datas.
A fé comum na Ressurreição une os cristãos católicos, ortodoxos e protestantes; no entanto, o dia da Páscoa os separa…uma oportunidade para entender o porquê.

Segundo o Novo Testamento, a morte e ressurreição de Cristo estavam ligadas à festa judaica de Páscoa (Pessah).
As primeiras comunidades cristãs celebravam-na na primeira lua a seguir ao equinócio de Março.
Nos finais do século II, algumas Igrejas celebravam a Páscoa no mesmo dia que a festa judaica, sem olhar ao dia da semana. Outras celebravam no domingo a seguir.
No século IV, a Páscoa cristã era celebrada só ao Domingo, mas não havia consenso no cálculo da data.
O Concílio Ecuménico de Niceia (325) decidiu então fixar o dia no domingo a seguir à primeira lua da primavera, ligando os princípios de datação às normas que serviam para calcular a Páscoa no tempo de Jesus.
Actualmente, as Igrejas cristãs seguem dois calendários: o “juliano”, desde a reforma de Júlio César (46 a.C.), e o “gregoriano”, desde o pontificado de Gregório XIII (1582).
A diferença entre os dois calendários explica a diferença das festas religiosas.
O calendário gregoriano, que as Igrejas Católica e Protestante usam, não diverge muito do calendário astronómico, enquanto o calendário juliano, adoptado pelos ortodoxos, tem um atraso de 13 dias.
Além deste problema, os dois calendários alicerçam-se em tabelas convencionais de cálculo do ciclo lunar, mas a precisão científica dos nossos dias deveria permitir deixá-las, e conseguir uma data comum da Páscoa…mas falta entendimento.

Já em 325, no Concílio de Niceia, via-se o desacordo sobre a data da Páscoa como um escândalo. Como sempre, o diálogo ecuménico faz-se devagar, pacientemente, “o tempo da Igreja é o da eternidade”…mesmo assim, esperemos que em breve as várias Igrejas Cristãs possam celebrar, na unidade da fé e do dia, a Ressurreição de Cristo.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

O túmulo de Jesus

“Porque buscais entre os mortos Aquele que está vivo?
Não está aqui; ressuscitou!”
(Lc 24, 5-6)

Daqueles que não acreditam em Ti e na Tua Ressurreição...

Daqueles que não respeitam o Teu Nome, nem a Tua Igreja...

De todos nós...

Senhor, tem compaixão!

Foto: Túmulo vazio de Cristo na Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém