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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Eis o ouro...

«Os Magos oferecem ouro, incenso e mirra.
O ouro convinha a um rei, o incenso era apresentado a Deus em sacrifício, e é com a mirra, que os corpos dos mortos eram embalsamados.
Os Magos proclamam portanto, com os seus presentes simbólicos, quem é Aquele que eles adoram.
Eis o ouro, pois é um rei; eis o incenso, pois é um Deus; eis a mirra, pois é um mortal.
Existem hereges que acreditam na sua divindade, sem acreditar que o seu reinado se estende por toda a parte. Oferecem-Lhe o incenso, mas não querem dar-Lhe também a ouro.
Há outros que reconhecem a seu realeza, mas negam a sua divindade. Oferecem-Lhe o ouro, mas recusam dar-Lhe o incenso.
Outros confessam tanto a sua divindade como a sua realeza, mas negam que Ele assumiu a carne mortal. Oferecem-Lhe ouro e incenso, mas não querem dar-Lhe a mirra, símbolo da condição mortal que Ele assumiu.



Por nós, ofertamos o ouro ao Senhor que vem de nascer, afirmando que Ele reina em toda parte; oferecemos-Lhe o incenso, reconhecendo que Aquele que veio no tempo é Deus antes de todos os tempos; oferecemos-Lhe a mirra, confessando que Aquele que acreditamos inabalável na sua divindade, também se tornou mortal, assumindo a nossa carne.»

São Gregório Magno, Homilia para a Epifania

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Perda do sentido da adoração... do sentido do mistério

«Os erros actuais sobre a Eucaristia derivam todos do Protestantismo.
Culminam no Modernismo que esvazia os mistérios da fé católica do seu conteúdo sobrenatural. Os sacramentos tornam-se meros símbolos que são usados para uma experiência religiosa pessoal.
Na perspectiva modernista, a presença de Jesus Cristo na Eucaristia não é real, no sentido de que contém o seu verdadeiro Corpo e o seu verdadeiro Sangue. Apenas o corpo e sangue de Cristo estão simbolizados. Na Missa, não ocorre a transubstanciação, mas sim uma “trans-simbolização”.
O Papa João Paulo II deplorou uma significativa perda do sentido da adoração entre o Povo de Deus. E se muitos fiéis perderam o sentido da adoração, é porque muitos perderam o próprio sentido de Deus e, portanto, o sentido do mistério.
Nos nossos dias, pretende-se compreender e explicar tudo, e como é impossível para o nosso raciocínio entender um mistério tão elevado como o da Eucaristia, só se fica pelo aspecto simbólico.
A fé na presença real de Cristo na Eucaristia, que se manifesta pelo respeito e a devoção ao Santíssimo Sacramento, está em declínio na Igreja Católica. Muitos crentes parecem não estar conscientes de que Jesus está presente na Eucaristia com o seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, e que aproximar-se da Eucaristia é aproximar-se do Deus três vezes santo.
Os sinais desta falta de consciência sobre a grandeza do Mistério Eucarístico toca tanto o aspecto exterior e interior dos fiéis.



Que a disposição interior de muitos comungantes seja deficiente, é fácil avaliá-lo quando se conhece a situação e estilo de vida de muitos deles. Isto não é julgar as pessoas, mas apenas fazer uma constatação, com base em informações objectivas. A fé, tal como a Igreja a entende, e o estado de graça não permanecem absolutamente necessários para receber dignamente a comunhão do Corpo e Sangue de Cristo?
No que toca à disposição exterior é óbvio a falta de respeito com que muitos se aproximam da Santíssima Eucaristia.
Será sempre verdade que a maior devoção da Igreja se reflecte no respeito à Eucaristia. Dar a Deus três vezes santo o respeito que Lhe é devido, é o que o o doutor subtil (Beato João Duns Escoto) via na presença real de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento quando escreveu estas palavras notáveis: "Toda a devoção que há na Igreja consiste no respeito para com este sacramento”.»


Pe. J.Real Bleau (adaptação de um artigo)



Santíssima Trindade,
Pai, Filho, Espírito Santo,
adoro-Vos profundamente
e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo,
Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo,
presente em todos os sacrários da terra,
em reparação dos ultrajes,
sacrilégios e indiferenças
com que Ele mesmo é ofendido.
E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração
e do Coração Imaculado de Maria,
peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

Oração ensinada pelo Anjo aos Pastorinhos de Fátima

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Jesus escondido

Como não me alegrar com a coincidência das datas…hoje a Igreja celebra a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, e também hoje, o pastorinho Francisco Marto, a quem Nossa Senhora apareceu em 1917, faz anos!
E escrevo “faz” e não “faria”…porque “para os que crêem em Vós, Senhor, a vida não acaba, apenas se transforma, e desfeita a morada deste exílio terrestre, adquirimos no céu uma habitação eterna.” (da Liturgia)
“Jesus escondido”…era a expressão com que os Pastorinhos designavam o Santíssimo Sacramento da Eucaristia: o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo.
Francisco gostava de passar horas esquecidas junto do Sacrário em colóquio com Jesus.
Quando, com a sua prima Lúcia, se dirigia para a escola recomendava-lhe:
«Olha, tu, vai à escola. Eu fico aqui na Igreja, junto de Jesus escondido. Não me vale a pena aprender a ler; daqui a pouco vou para o Céu. Quando voltares, vem por cá chamar-me.» E no regresso, ali o encontrava em recolhida oração.
Doente, o pequeno Francisco dizia à Lúcia:
«Olha, vai à Igreja e dá muitas saudades minhas a Jesus escondido. Do que tenho mais pena é de não poder já ir a estar uns bocados com Jesus escondido.»
Com que ansiedade o Francisco esperou o momento da sua primeira comunhão.
Acamado e gravemente debilitado, tentou erguer-se para se sentar na cama, mas não conseguiu. Momentos depois, o Senhor Sacramentado descia à sua alma, e o Francisco quedou-se em contemplação a consolar o divino Hóspede.
Depois de comungar, disse para sua irmãzinha Jacinta:
«Hoje sou mais feliz do que tu, porque tenho dentro do meu peito a Jesus escondido!»
Esta comunhão com Deus, já o Francisco a tinha experimentado em 1916, nas aparições do Anjo que lhe dera a beber do Sangue do cálice que trazia.
«- A mim e à Jacinta, que foi que Ele nos deu?
- Foi também a Sagrada Comunhão, respondeu Jacinta.
- Eu sentia que Deus estava em mim, mas não sabia como era! respondeu Francisco.
E prostrando-se por terra, permaneceu por largo tempo, com a sua irmã, repetindo a oração do Anjo: “Santíssima Trindade…”»
Saibamos todos olhar para o pequeno Francisco de Fátima…grande apaixonado e consolador de Jesus escondido…e imitemo-lo!

sábado, 2 de agosto de 2008

Nossa Mãe para a Eucaristia

«A Santíssima Virgem tinha uma atracção tão grande pela Eucaristia, que ela não podia se separar dela; ela vivia do Santíssimo Sacramento. Ela passava os dias e as noites aos pés do seu divino Filho. Ó Maria, ensinai-nos a vida de adoração! Ensinai-nos a encontrar como vós todos os mistérios e todas as graças na Eucaristia; a fazer reviver o Evangelho, a lê-lo na vida eucarística de Jesus. Lembrai-vos, Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, que sois a Mãe dos adoradores da Eucaristia!
Onde encontraremos a Jesus na terra senão nos braços de Maria? Não foi ela que nos deu a Eucaristia! Foi o seu consentimento, na Encarnação do Verbo no seu seio, que iniciou o grande mistério de reparação para com Deus e de união connosco que Jesus cumpriu durante a sua vida mortal e que Ele continua no Santíssimo Sacramento. Nunca se deve separar Maria de Jesus: não saberíamos ir a Ele sem passar por ela. Até digo que mais se ama a Eucaristia, mais devemos amar Maria…
Maria tem a missão de nos tomar pela mão para nos conduzir ao sacrário. A Santíssima Virgem torna-se então nossa Mãe para a Eucaristia; ela é incumbida de nos encontrar o nosso Pão da vida, de no-lo fazer saborear e desejar; ela recebe a missão de nos formar na adoração. Ó Jesus, não sei adorar; mas ofereço-Vos as palavras, os anseios de vossa Mãe, que é minha também; não sei adorar, mas repito a sua adoração pelos pecadores, pela conversão do mundo e as necessidades da Igreja.
É Maria que conseguirá a Jesus Eucarístico a sua corte de honra. Não duvideis, se tendes a felicidade da conhecer, amar e servi-l’O no Santíssimo Sacramento, é a Maria que o deveis; é ela que vos requisitou junto do Pai celeste para a guarda de amor do Deus da Eucaristia. Agradecei a esta boa Mãe, vós que lhe deveis todas as graças da vossa vida, a maior de todas, a de amar e servir, consagrando-lhe toda a vossa vida, o Rei dos reis no seu trono de amor!»



São Pedro Juliano Eymard


Nascido em França no século XIX, São Pedro Juliano Eymard marcou toda a Igreja com o verdadeiro culto a Jesus Eucarístico. Foi à luz da Eucaristia que o jovem Pedro descobriu a sua vocação para o sacerdócio, apesar da oposição do pai. Ordenado sacerdote, entrou mais tarde na Congregação dos Maristas, mas percebendo a indiferença do povo para com Jesus Eucarístico e inspirado no exemplo de Nossa Senhora, fundou o Instituto do Santíssimo Sacramento. "É necessário tirar Cristo do sacrário, apresentá-lo ao povo como o grande Senhor, Mestre, Salvador, vivo, real no meio de nós". Exímio apóstolo do mistério eucarístico, criou congregações de religiosos e de religiosas, para se consagrarem ao culto eucarístico, e tomou muitas e excelentes iniciativas entre as pessoas de todas as condições para promover o amor para com a Eucaristia. Morreu no primeiro dia de Agosto de 1868, na sua cidade natal.
A sua memória litúrgica é a 2 de Agosto.
Bendito seja Deus nos seus santos!




Foto: Ícone-Ostensório da Comunidade Eucaristein

sábado, 21 de junho de 2008

Presença eucarística

«A Eucaristia ultrapassa toda a capacidade humana de compreensão.
É necessário aceitá-la com uma fé profunda e um profundo amor.
Jesus quis deixar-nos a Eucaristia para que não esqueçamos o que Ele veio fazer e revelar-nos.
Poderíamos nós imaginar o que seria das nossas vidas sem a Eucaristia?»


Beata Teresa de Calcutá


«Jesus ficou na Eucaristia por amor…por ti.
Ficou, sabendo como os homens O receberiam
e como tu próprio O receberias.
Ficou para que O comesses,
para que O visitasses e Lhe contasses os teus problemas;
para que, frequentando-O na oração junto do sacrário e na comunhão,
te enamorasses por Ele cada vez mais,
e que fizesses com que outras almas – muitas almas! –
seguissem o mesmo caminho.»

S. José Maria Escrivá





«Estais aqui, meu Senhor Jesus, na Santa Eucaristia;
estais aqui, a um metro de mim, no sacrário!
O vosso corpo, a vossa humanidade,
a vossa divindade, o vosso ser todo inteiro está aqui;
como estais perto, meu Deus,
meu Salvador,
meu Jesus,
meu Irmão,
meu Esposo,
meu Bem-amado…»

Beato Carlos de Foulcaud

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Se as almas compreendessem

Para os católicos, inclusive praticantes, às vezes custa entrar no mistério da Eucaristia. Comunicam sua convicção por costume. E, contudo, a Eucaristia é vital na fé de um católico. Como se pode ajudar os fiéis a compreenderem o significado profundo da Eucaristia?

O Padre Nicolas Buttet responde:
A beata do Quebec, Dina Bélanger, beatificada em 1993 por João Paulo II, escreveu um dia no seu diário: «Se as almas compreendessem o tesouro que possuem na divina Eucaristia, teriam de proteger os sacrários com muros inexpugnáveis, já que, no delírio de uma fome santa e devoradora, iriam elas mesmas alimentar-se do Pão dos Anjos. As igrejas transbordariam de adoradores consumidos de amor pelo divino prisioneiro, tanto de dia como de noite».
Ainda não chegamos a isso!
É verdade que o mistério é tão grande, o fosso tão enorme entre o que os nossos sentidos percebem - o pão - e o que nossa fé crê - Jesus -, que não é fácil entrar no mistério. Penso que há três coisas a desenvolver: uma catequese eucarística que passa pelas palavras e os exemplos. «Entremos na escola dos santos, grandes intérpretes da piedade eucarística autêntica», disse João Paulo II ao final de sua encíclica sobre a Eucaristia.
Em segundo lugar, é preciso realçar a consagração na missa e o sacrário nas igrejas. Sempre me impressiona a pouca devoção durante a celebração eucarística na consagração. É um momento que é um pouco descuidado. Pode-se acreditar com palavras, mas com os gestos que se fazem nestes momentos, não há equívocos.(…)
Estava eu na China. Um velho catequista, Zacarias, que arriscou a sua vida por anunciar Jesus e que está a caminho dos seus 100 anos, tinha conservado, num local escondido de sua casa, um sacrário com o Santíssimo Sacramento. Feliz, ele me revelou o seu tesouro detrás de uma porta secreta... Logo depois de entrar nesse pequeno local, Zacarias se ajoelhou, prostrou-se com o rosto no chão e começou algumas orações. Eu compreendi que era Jesus quem estava lá! Não havia nenhuma dúvida!
Em terceiro lugar, é preciso redescobrir a adoração eucarística e a devoção eucarística fora da missa. Este mistério é tão grande que a liturgia só não nos permitirá nunca aprofundá-lo suficientemente. Só uma exposição prolongada ao mistério da presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento permite entrar progressivamente no espanto eucarístico. Penso neste testemunho de Maxime de 21 anos: «Para mim, a Eucaristia é o centro de minha vida. Jesus Eucaristia me tirou do inferno das drogas. Graças à Eucaristia, minha vida foi transformada e estou agora feliz de viver para servir a Cristo. A Eucaristia é a minha força para amar, para seguir e servir a Cristo através das alegrias e das penas. Deus ama-nos infinitamente e não nos abandonará jamais».
Ler a 1ª parte da entrevista do site Zenit ao Padre Nicolas Buttet
Ler a 2ª parte




O Padre Nicolas Buttet é o fundador da “Fraternidade Eucharistein”, que ele fundou em 1997. A fraternidade conta com três casas e uma vintena de irmãos e irmãs, postulantes e noviços. Inspira-se na vida de São Francisco de Assis: simplicidade evangélica e abandono à Providência. A vida da comunidade está centrada em Cristo Eucaristia, celebrado no sacrifício da missa e adorado no Santíssimo Sacramento.
A fraternidade abre as suas portas a jovens que desejam viver um tempo de reflexão, serviço e oração após a formação profissional, e também a jovens em dificuldades devido à droga, ao álcool ou à depressão para ajudá-los a encontrar um novo rumo para as suas vidas.
O Padre Nicolas Buttet participa esta semana no Congresso Eucarístico Internacional do Quebec.
Site da Fraternidade Eucharistein

domingo, 15 de junho de 2008

Congresso Eucarístico Internacional

Na região do Quebec, no Canadá, realiza-se de 15 a 22 de Junho, o 49º Congresso Eucarístico Internacional.
Este Congresso Eucarístico Internacional continua a longa história dos Congressos Eucarísticos que se iniciaram na segunda metade do século XIX em França.
Foi uma mulher, Emília Tamisier (1834-1910), inspirada por São Pedro Juliano Eymard (1811-1868), “apóstolo da Eucaristia”, que tomou a iniciativa de organizar, com a ajuda de outros leigos, sacerdotes e bispos, e com a aprovação do Papa Leão XIII, o primeiro Congresso Eucarístico Internacional em Lille, no norte da França, cujo tema era: “A Eucaristia salva o mundo”.
Os primeiros congressos exprimiam a fé viva na presença real da pessoa de Cristo no Sacramento da Eucaristia na adoração solene e em grandiosas procissões.
Com o pontificado de Pio XI, os congressos começaram a serem celebrados rotativamente em todos os continentes, ganhando assim uma dimensão missionária.
Apareceram os Congressos Eucarísticos Nacionais, Diocesanos, com a finalidade de sempre: “dar a conhecer melhor, amar e servir a Nosso Senhor Jesus Cristo no seu mistério eucarístico, centro da vida da Igreja e da sua missão para a salvação do mundo” (Artigo 2 dos decretos da Comissão pontifical para os Congressos Eucarísticos Internacionais).
Mas todos os Congressos Eucarísticos Internacionais, enquanto acontecimento da Igreja universal, convidam as Igrejas particulares de cada país à uma nova evangelização: anunciar Cristo que se encontra com o seu povo na Eucaristia.

Há dias, o Beato Francisco, pastorinho de Fátima, fez 100 anos.
Ele é um grande exemplo de amor à presença viva de Cristo na Eucaristia, a “Jesus escondido”, como ele, a Jacinta e a Lúcia gostavam de chamar o Santíssimo Sacramento.
Francisco gostava de passar horas esquecidas junto do Sacrário. Ele “passou horas a olhar e a deixar-se olhar, a amar, a ‘consolar Jesus’”.
Doente e acamado, ele dirá muitas vezes à sua prima Lúcia: “Olha, vai à igreja, e dá muitas saudades minhas a Jesus escondido. Do que mais tenho pena é de não poder já ir a estar uns bocados com Jesus escondido”.
Que o pequeno Francisco seja para todos os cristãos, no Quebec e em todo o mundo, um grande exemplo de amor pela Eucaristia.





Oração para o 49º Congresso Eucarístico Internacional

Deus nosso Pai,
nós Te bendizemos e Te damos graças,
por teu Filho Jesus,
dom do teu amor para a vida do mundo.

Olha para a tua Igreja
que celebra na alegria e na esperança
o 49º Congresso Eucarístico Internacional.

Renova a nossa fé na Santa Eucaristia,
memorial da morte e ressurreição de teu Filho.
Que o teu Espírito Santo nos dê a sua luz e a sua força
para sermos fiéis testemunhas do Evangelho.

Alimenta-nos da tua Palavra e do teu Pão de vida
para que, unidos a Maria, Mãe de teu divino Filho e da Igreja,
dêmos muito fruto para a salvação do mundo.
Nós to pedimos por Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Ámen.


Imprimatur :
Cardeal Marc Ouellet, arcebispo de Quebec

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Exposto a toda a hora

“A Eucaristia não é somente a comunhão…
é também o sacrário e a custódia,
Jesus presente nos nossos altares…
verdadeiro Emanuel,
verdadeiro "Deus connosco",
exposto a toda a hora,
em todas os lugares da terra,
aos nossos olhos,
à nossa adoração
e ao nosso amor.”


Beato Carlos de Foucauld



Meu Senhor e meu Deus!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Bento XVI aos jovens norte-americanos...e do mundo

«E hoje? Quem leva o testemunho da Boa Nova de Jesus às ruas de Nova Iorque, nos subúrbios inquietos às margens das grandes cidades, aos lugares nos quais os jovens se reúnem em busca de alguém em quem confiar? Deus é a nossa origem e o nosso destino, e Jesus é o caminho. Esta viagem se articula – como a dos nossos santos – entre alegrias e provações da vida quotidiana: nas famílias, nas escolas e nos colégios, durante as actividades do tempo livre e nas comunidades paroquiais. Todos estes lugares são marcados pela cultura na qual cresceis. A vós, jovens americanos, são oferecidas muitas possibilidades para o vosso desenvolvimento pessoal, e fostes educados num espírito de generosidade, serviço e imparcialidade. Mas não precisais que eu vos diga que existem também dificuldades: comportamentos e modos de pensar que sufocam a esperança, caminhos que conduzem à felicidade e à satisfação, mas que conduzem também à confusão e angústia. (…)


Vós notastes quantas vezes a reivindicação da liberdade é feita, sem jamais referir-se à verdade da pessoa humana? (…)
Mas qual é o objectivo da "liberdade" que, ignorando a verdade, persegue o que é falso ou injusto? A quantos jovens foi oferecida uma mão que, em nome da liberdade ou da experiência, os guiou ao vício da droga, à confusão moral ou intelectual, à violência, à perda de respeito por si mesmos, ao desespero, e até, tragicamente, ao suicídio?
Queridos amigos, a verdade não é uma imposição. Nem é simplesmente um conjunto de regras. É a descoberta de alguém, que nunca nos trai; de alguém no qual podemos sempre confiar. Ao procurar a verdade, chegamos a viver apoiados na fé porque, definitivamente, a verdade é uma pessoa: Jesus Cristo. É esta é a razão pela qual a autêntica liberdade não é uma escolha em “libertar-se de algo”, mas uma decisão em “empenhar-se por”, nada mais do que sair de si mesmo e deixar-se envolver no "ser pelos outros" em Cristo (Spe salvi, 28). (…)





Por vezes, porém, somos tentados em fechar-nos sobre nós mesmos, duvidar da força do esplendor de Cristo, limitar o horizonte da esperança. Tomai coragem! Fixai o olhar nos nossos santos! A diversidade das suas experiências da presença de Deus nos incita a descobrir novamente a grandeza e a profundidade do cristianismo. Deixai que as suas ideias se alarguem livremente à vossa vida cristã. Por vezes, somos consideradas pessoas que falam apenas de proibições. Nada pode ser mais distante da verdade! Uma autêntica vida cristã é caracterizada pela sensação de surpresa. Estamos diante daquele Deus que conhecemos e amamos como um amigo, diante da vastidão de sua criação e da beleza de nossa fé cristã.
Queridos amigos, o exemplo dos santos nos convida também a considerar quatro aspectos essenciais do tesouro de nossa fé: a oração pessoal e o silêncio, a oração litúrgica, a caridade praticada e as vocações.(…)
Amigos, não tenhais medo do silêncio e da quietude, escutai a Deus, adorai-O na Eucaristia! Deixai que a sua palavra modele o vosso caminho como crescimento da santidade.»


Bento XVI aos jovens norte-americanos, 19/04/2008

domingo, 6 de janeiro de 2008

Epifania

«Entraram na casa,
viram o Menino com Maria, sua Mãe,
e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O.
Depois, abrindo os seus tesouros,
ofereceram-Lhe presentes:
ouro, incenso e mirra.»
Mt 2, 11


Vinde, adoremos!
Prostremo-nos diante de Cristo,
nosso Rei e nosso Deus.

Com os humildes e os sábios,
vimos adorar-te, divino Menino,
Rei de glória, luz que ilumina as nações!

A Ti, ofertamos as nossas vidas,
as nossas fraquezas,
as nossas limitações,
a nossa miséria.

A Ti, entregamos o melhor de nós,
dobrando o joelho diante da tua grandeza.

Não queremos recear de deixar as nossas seguranças,
as nossas certezas, o nosso bem-estar,
para seguir a Estrela
que nos levará sempre a Ti
no meio das noites.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

O Poverello e a oração

“Sim, amemos a Deus e adoremo-lo com um coração puro e alma simples, porque é isso o que ele mais que tudo deseja quando afirma: Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade (Jo 4, 23).
Porque todos os que o adoram, devem adorá-lo em espírito e verdade (Jo 4, 24).
Dia e noite lhe dirijamos louvores e preces, dizendo: 'Pai nosso, que estais nos céus', porque importa orar sempre e sem cessar (Lc 18,1).




“Tu és santo, Senhor Deus único, o que fazes maravilhas.
Tu és forte, tu és grande,
tu és altíssimo, tu és rei omnipotente,
tu, Pai santo, rei do céu e da terra!
Tu és trino e uno, Senhor Deus, todo o bem.
Tu és bom, todo o bem, o soberano bem,
Senhor Deus, vivo e verdadeiro!
Tu és caridade, amor!
Tu és sabedoria! Tu és humildade!
Tu és paciência! Tu és formosura!
Tu és mansidão! Tu és segurança!
Tu és descanso! Tu és gozo e alegria!
Tu és a nossa esperança! Tu és justiça e temperança!
Tu és toda a nossa riqueza e saciedade! Tu és beleza!
Tu és mansidão! Tu és o protector!
Tu és o nosso guarda e defensor!
Tu és fortaleza! Tu és consolação!
Tu és a nossa esperança! Tu és a nossa fé! Tu és a nossa caridade!
Tu és a nossa grande doçura. Tu és a nossa vida eterna,
o Senhor grande e admirável, o Deus omnipotente,
o misericordioso Salvador!”


São Francisco de Assis

quarta-feira, 20 de junho de 2007

A síntese da religião

O Senhor nos diz: “A síntese da religião, é o meu Coração, olhar o meu Coração recorda o amor que Deus tem por vós e o amor que deveis dar a Deus. (…)
Ele deseja que eternamente O possuais, e que sejais transformados n’Ele, de uma certa maneira divinizados; é este amor por vós, infinito pelo bem infinito que Ele vos quer, que o meu Coração recorda.”


B. Carlos de Foucauld



“O culto ao Sacratíssimo Coração de Jesus é na substância o culto do amor que Deus tem por nós em Jesus, e ao mesmo tempo, a prática do nosso amor para com Deus e os outros homens. Este culto propõe o amor de Deus para connosco como objecto de adoração, acção de graças e imitação; ele tem com finalidade conduzir-nos à perfeição e à plenitude do amor que nos une a Deus e aos outros homens, seguindo cada vez mais alegres o mandamento novo que o divino Mestre deixou aos apóstolos como herança sagrada, quando lhes disse: ‘Dou-vos um mandamento novo: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei…’”


Pio XII, “Haurietis aquas in gáudio”

sábado, 14 de abril de 2007

Eu também Te vejo ressuscitado


“Eu também estou a teus pés.
Eu também Te vejo ressuscitado…
E não somente me apareceste,
não somente me deste os teus pés a beijar…
encerraste-me nos teus braços
como a Virgem Santíssima…
E estás sempre aqui,
sempre diante de mim.

Oh! Que felicidade!
Jesus, meu amado,
estás diante de mim, ressuscitado…
e não morres mais…
Tu, que estás diante de mim,
és feliz para a eternidade…
É tão doce ver-Te!
Olhar para Ti!
Minha felicidade é acima de tudo tua:
a felicidade do céu, amar-Te e ver-Te feliz…”



Beato Carlos de Foucauld,
diante do sacrário na Páscoa 1898