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sexta-feira, 11 de maio de 2007

No Brasil, Bento XVI aos jovens

«Mas olhando para vós, jovens aqui presentes, que irradiais alegria e entusiasmo, assumo o olhar de Jesus: um olhar de amor e confiança, na certeza de que vós encontrastes o verdadeiro caminho. Sois jovens da Igreja. Por isso eu vos envio para a grande missão de evangelizar os jovens e as jovens, que andam por este mundo errantes, como ovelhas sem pastor.

Sede os apóstolos dos jovens. Convidai-os para que venham convosco, façam a mesma experiência de fé, de esperança e de amor; encontrem-se com Jesus, para se sentirem realmente amados, acolhidos, com plena possibilidade de realizar-se. Que também eles e elas descubram os caminhos seguros dos Mandamentos e por eles cheguem até Deus. Podeis ser protagonistas de uma sociedade nova se procurais pôr em prática uma vivência real inspirada nos valores morais universais, mas também um empenho pessoal de formação humana e espiritual de vital importância.»

Bento XVI, 10/05/2007


O discurso do Santo Padre aos jovens é longo mas rico na sua mensagem, válido para os jovens brasileiros e os jovens do mundo inteiro; para lê-lo na íntegra, basta clicar aqui

sábado, 21 de abril de 2007

Senhor, Tu sabes...

“Senhor, Tu sabes que Te amo.
Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo.
Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo.”


“Segue-Me.”

Jo 21, 15-17.19

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Chamados a ser testemunhas

«A fé dos Apóstolos em Jesus, o Messias esperado, tinha sido posta a uma prova duríssima pelo escândalo da cruz. Durante a sua prisão, condenação e morte, tinham dispersado, mas agora achavam-se novamente juntos, perplexos e desorientados. Mas o mesmo Ressuscitado faz-se presente diante da sua incrédula sede de certezas. Aquele encontro não foi um sonho, nem uma ilusão ou imaginação subjectiva; foi uma experiência verdadeira, apesar de inesperada e, precisamente por isto, particularmente comovedora. “Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: ‘A paz esteja convosco! ’ ”(Jo 20,19).

Diante daquelas palavras, a fé quase apagada nos seus corações reacende-se. Os Apóstolos referiram a Tomé, ausente naquele primeiro encontro extraordinário, "Sim, o Senhor cumpriu aquilo que tinha anunciado; ressuscitou realmente; nós vimo-lo e tocámo-lo!" Tomé, porém, permaneceu duvidoso e perplexo. Quando, oito dias depois, Jesus veio pela segunda vez no Cenáculo, disse-lhe: “Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé”. A resposta do Apóstolo é uma profissão de fé comovedora: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 27-28).» 1

«A tarefa do discípulo é testemunhar a morte e a ressurreição do seu Mestre e da sua vida nova. Por isso Jesus convida o seu amigo incrédulo a “tocá-lo”: quer torná-lo testemunha directa da sua ressurreição.
Caros irmãos e irmãs, também nós, como Maria Madalena, Tomé e os outros apóstolos, somos chamados a ser testemunhas da morte e ressurreição de Cristo. Não podemos conservar para nós a grande notícia. Devemos levá-la ao mundo inteiro: “ Vimos o Senhor! ” (Jo 20,25).
Que a Virgem Maria nos ajude a saborear plenamente a alegria pascal, para que, amparados pela força do Espírito Santo, nos tornemos capazes de difundi-la nos lugares onde vivemos e actuamos. Mais uma vez, Boa Páscoa a todos!» 2


1- Mensagem pascal de Bento XVI 08/04/2007
2- Bento XVI, Audiência 11/04/2007

sábado, 3 de fevereiro de 2007


Fazei-vos ao largo e lançai as redes para a pesca.
Não temais. Daqui em diante sereis pescadores de homens.
Lc 5, 4. 10

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Vocação baptismal, vocação missionária

"A todos os fiéis, responde o Concílio Vaticano II, como membros de Cristo vivo...têm o dever de cooperar na expansão e dilatação do seu Corpo, para o levar quanto antes à sua plenitude (Ef. 4, 13). Por isso, todos os filhos da Igreja precisam de uma consciência viva da sua responsabilidade para com o mundo."
A evangelização não está reservada unicamente à Hierarquia, mas "recai sobre todos os discípulos de Cristo o dever de difundir a fé, segundo a sua própria condição de vida."
E este dever fundamenta-se no primeiro dos sacramentos da fé.
Todos os leigos cristãos, precisamente em virtude do Baptismo, são chamados por Deus a um apostolado efectivo: "A vocação cristã é, por sua própria natureza, também uma vocação ao apostolado."
É uma vocação baseada na própria graça baptismal.
Incorporados em Cristo, por meio do Baptismo, os cristãos participam do ministério sacerdotal, profético e real de Cristo.


Mensagem de João Paulo II para o dia Mundial das Missões - 1987

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

A Visitação: modelo de Evangelização

Numa meditação, o Beato Carlos de Foucauld escrevia:
(Fala Jesus): “Antes mesmo de nascer, Eu trabalho para esta obra, a santificação dos homens…e incito a minha mãe a trabalhar comigo para isso (…). Trabalhai para a santificação do mundo, trabalhai nisso como a minha mãe; sem palavras, em silêncio, ide estabelecer os vossos piedosos retiros no meio dos que me ignoram…e levai aí o Evangelho, não pregando-o de boca, mas pregando-o com o exemplo, não anunciando-o, mas vivendo-o; santificai o mundo, levai-me ao mundo…como Maria me levou a João…”
Assim, como modelo de docilidade na evangelização, o Irmão Carlos apresenta-nos Maria no seu mistério da Visitação. Ela evangeliza e santifica João Baptista no seio de Isabel “não pelas suas palavras, mas levando em silêncio Jesus, junto dele, na sua residência”.

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Fé em debate na Antena 3

Um dia desta semana, estava eu a conduzir o carro e a ouvir na rádio, o programa da Antena 3, “Prova Oral”, que debatiam sobre religião…não sei exactamente o tema, mas falava-se de fé e de catolicismo. Além da pouca cultura religiosa dos locutores, e não é pejorativo quando escrevo isso, mas um constato, alias, eles afirmavam não frequentar as igrejas fora dos casamentos dos amigos, nem interessar-se por Deus, desde que deixaram de ser obrigados a ir à catequese, fiquei triste e chocado, com o testemunho dos cristãos, daqueles que ouvi, que ligaram para dar a opinião deles.
De facto, afirmavam-se crentes, católicos, mas, pareciam saber pouco mais daquilo que os apresentadores do programa conheciam sobre Cristo e a Igreja.
A fé e a coerência da vida que ela implica, a relação intima com Deus, a vida no seio da Igreja, que não é perfeita, isso sabemos todos, mas nem por isso deve ser considerada como uma fachada de bons costumes, eram menosprezadas a favor destas afirmações:
- “Acredito porque sou português e um bom português é católico.”
- “Tenho fé, sou livre, faço o que me apetece”, ora isso não é parecido com a liberdade que Deus nos deu, mas com libertinagem
- “Não faz mal pecar, até tenho orgulho disso, no fundo o que interessa é amar a Deus”. Ora como é que alguém pode dizer que ama a Deus se não quer ouvi-Lo, nem se empenhar em cumprir a sua Lei, e ter orgulho em transgredi-la.
- No Vaticano, tudo é revestido de ouro e é o estado mais rico do mundo.
- A Mãe de Jesus deixou de chamar-se Maria…agora é Fátima.
Enfim, estes são algumas das ideias que foram transmitidas pelos nossos cristãos no meio de tantos outros preconceitos ou faltas enormes de conhecimento e de adesão verdadeira à fé.
Muitos cristãos estagnam no descobrimento de Deus, contentam-se com os saberes que adquiriram na catequese, na família, na tradição religiosa do país…saberes da infância, para crianças, que necessitam de actualização para a idade adulta...e isso, não vai contra o caminho da infância de Santa Teresa do Menino Jesus, que consiste na confiança simples em Deus, à maneira dos mais pequeninos, mas numa fé clara e percebida.
Resta à Igreja, hierarquia e leigos, que querem à sério viver e proclamar o Evangelho como família de crentes, fomentar um cristianismo iluminado, consciente, sempre com aquelas dúvidas que humanamente são normalíssimas…quem consegue encaixar na cabecinha o grande mistério do Deus infinito, mas vivido “com as tripas”, porque mais do que nunca, num mundo que rotula, que conhece o outro através do preconceito e das falsas verdades estabelecidas, a Boa Nova de Jesus tem que ser anunciada pelas palavras e acções certas, que o Espírito Santo inspira aos corações abertos à sua acção.