quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Eis o ouro...

«Os Magos oferecem ouro, incenso e mirra.
O ouro convinha a um rei, o incenso era apresentado a Deus em sacrifício, e é com a mirra, que os corpos dos mortos eram embalsamados.
Os Magos proclamam portanto, com os seus presentes simbólicos, quem é Aquele que eles adoram.
Eis o ouro, pois é um rei; eis o incenso, pois é um Deus; eis a mirra, pois é um mortal.
Existem hereges que acreditam na sua divindade, sem acreditar que o seu reinado se estende por toda a parte. Oferecem-Lhe o incenso, mas não querem dar-Lhe também a ouro.
Há outros que reconhecem a seu realeza, mas negam a sua divindade. Oferecem-Lhe o ouro, mas recusam dar-Lhe o incenso.
Outros confessam tanto a sua divindade como a sua realeza, mas negam que Ele assumiu a carne mortal. Oferecem-Lhe ouro e incenso, mas não querem dar-Lhe a mirra, símbolo da condição mortal que Ele assumiu.



Por nós, ofertamos o ouro ao Senhor que vem de nascer, afirmando que Ele reina em toda parte; oferecemos-Lhe o incenso, reconhecendo que Aquele que veio no tempo é Deus antes de todos os tempos; oferecemos-Lhe a mirra, confessando que Aquele que acreditamos inabalável na sua divindade, também se tornou mortal, assumindo a nossa carne.»

São Gregório Magno, Homilia para a Epifania