quinta-feira, 31 de julho de 2008

Tomai, Senhor...

Tomai, Senhor,e recebei
toda a minha liberdade,
a minha memória,
o meu entendimento
e toda a minha vontade,
tudo o que tenho e possuo;
Vós mo destes;
a Vós, Senhor, o restituo.
Tudo é vosso,
disponde de tudo,
à vossa inteira vontade.
Dai-me o vosso amor e graça,
que esta me basta.


Santo Inácio de Loyola


domingo, 27 de julho de 2008

Tu és o tesouro das nossas vidas...

«O reino dos Céus é semelhante
a um tesouro escondido num campo.
O homem que o encontrou tornou a escondê-lo
e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía
e comprou aquele campo.»


Mt 13, 44



Senhor,
o essencial permanece invisível aos nossos olhos…
O teu reino, que está entre nós,
não cativa o nosso olhar
e demasiadas vezes o procuramos nos bens deste mundo,
estes bens que passam sem nos preencher …

Senhor, tu és o tesouro das nossas vidas…
Em todos aqueles que Te encontraram
exerces uma atracção irresistível
que faz desaparecer o vão apego
que mata o sabor das nossas primeiras afeições.

Faz, Senhor,
que nos deixemos encantar pela beleza do teu reino
e a abundância dos bens celestes que nos são destinados.
Despidos de tudo o que nos incomoda,
desejamos correr alegremente para Ti,
único tesouro das nossas almas,
Filho primogénito de uma multidão de irmãos…

terça-feira, 22 de julho de 2008

Na força do Espírito

«No entanto esta força, a graça do Espírito, não é algo que possamos merecer ou conquistar; podemos apenas recebê-la como puro dom. O amor de Deus pode propagar a sua força, somente quando lhe permitimos que nos mude a partir de dentro. Temos de O deixar penetrar na crosta dura da nossa indiferença, do nosso cansaço espiritual, do nosso cego conformismo com o espírito deste nosso tempo. Só então nos será possível consentir-Lhe que acenda a nossa imaginação e plasme os nossos desejos mais profundos. Eis o motivo por que é tão importante a oração: a oração diária, a oração privada no recolhimento dos nossos corações e diante do Santíssimo Sacramento e a oração litúrgica no coração da Igreja. A oração é pura receptividade à graça de Deus, amor em acto, comunhão com o Espírito que habita em nós e nos conduz através de Jesus, na Igreja, ao nosso Pai celeste. Na força do seu Espírito, Jesus está sempre presente nos nossos corações, esperando serenamente que nos acomodemos em silêncio junto d’Ele para ouvir a sua voz, permanecer no seu amor e receber a “força que vem do Alto”, uma força que nos habilita a ser sal e luz para o nosso mundo. (…)


A força do Espírito Santo não se limita a iluminar-nos e a consolar-nos; orienta-nos também para o futuro, para a vinda do Reino de Deus.(…)
Uma nova geração de cristãos, revigorada pelo Espírito e inspirando-se a uma rica visão de fé, é chamada a contribuir para a edificação dum mundo onde a vida seja acolhida, respeitada e cuidada amorosamente, e não rejeitada nem temida como uma ameaça e, consequentemente, destruída. Uma nova era em que o amor não seja ambicioso nem egoísta, mas puro, fiel e sinceramente livre, aberto aos outros, respeitador da sua dignidade, um amor que promova o bem de todos e irradie alegria e beleza. Uma nova era na qual a esperança nos liberte da superficialidade, apatia e egoísmo que mortificam as nossas almas e envenenam as relações humanas. Prezados jovens amigos, o Senhor está a pedir-vos que sejais profetas desta nova era, mensageiros do seu amor, capazes de atrair as pessoas para o Pai e construir um futuro de esperança para toda a humanidade.(…)


O mundo tem necessidade desta renovação. Em muitas das nossas sociedades, ao lado da prosperidade material vai crescendo o deserto espiritual: um vazio interior, um medo indefinível, uma oculta sensação de desespero.(...)
Também a Igreja tem necessidade desta renovação. Precisa da vossa fé, do vosso idealismo e da vossa generosidade, para poder ser sempre jovem no Espírito.(…)
Que o fogo do amor de Deus desça sobre os vossos corações e os encha, a fim de vos unir cada vez mais ao Senhor e à sua Igreja e enviar-vos, como nova geração de apóstolos, para levar o mundo a Cristo.»

Homilia de Bento XVI nas JMJ, 20/07/2008




As próximas Jornadas Mundiais da Juventude em 2011
...mais perto de nós...Madrid!



As palavras do Santo Padre durante as Jornadas Mundiais da Juventude 2008 de Sydney são de particular interesse. Merecem ser impressas, lidas e meditadas…excelentes catequeses de um Papa professor.

domingo, 20 de julho de 2008

Oblação e inspiração

«Crucificado, sepultado e ressuscitado dentre os mortos, restituído à vida no Espírito e sentado à direita do Pai, Cristo tornou-se nosso Sumo Sacerdote, que intercede eternamente por nós. Na liturgia da Igreja, e sobretudo no sacrifício da Missa consumado sobre os altares de todo o mundo, Ele convida-nos a nós, membros do seu Corpo místico, a partilhar a sua auto-oblação. Chama-nos, enquanto povo sacerdotal da nova e eterna Aliança, a oferecer, em união com Ele, os nossos sacrifícios de cada dia pela salvação do mundo.»


Bento XVI ao clero australiano, 19/07/2008



«Invoquemos o Espírito Santo: é Ele o artífice das obras de Deus. Deixai que os seus dons vos plasmem. Assim como a Igreja realiza a sua viagem juntamente com a humanidade inteira, assim também vós sois chamados a exercitar os dons do Espírito nos altos e baixos da vida diária. Fazei com que a vossa fé amadureça através dos vossos estudos, trabalho, desporto, música, arte. Procurai que seja sustentada por meio da oração e alimentada através dos sacramentos, para deste modo se tornar fonte de inspiração e de ajuda para quantos vivem ao vosso redor. No fim de contas, a vida não é simplesmente acumular, e é muito mais do que ter sucesso. Estar verdadeiramente vivos é ser transformados a partir de dentro, permanecer abertos à força do amor de Deus. Acolhendo a força do Espírito Santo, podereis também vós transformar as vossas famílias, as comunidades, as nações. Libertai estes dons. Fazei com que a sabedoria, o entendimento, a fortaleza, a ciência e a piedade sejam os sinais da vossa grandeza.
E agora, enquanto nos preparamos para a adoração do Santíssimo Sacramento, em espera silenciosa repito-vos as palavras pronunciadas pela Beata Mary MacKillop quando tinha precisamente vinte e seis anos: ‘Acredita naquilo que Deus sussurra ao teu coração!’ Acreditai n’Ele! Acreditai na força do Espírito do amor!»

Bento XVI, Vigília com os jovens, 20/07/2008

quinta-feira, 17 de julho de 2008

A tarefa de testemunha não é fácil

«Queridos amigos, em casa, na escola, na universidade, nos lugares de trabalho e de diversão, recordai-vos que sois criaturas novas. Não vos limiteis a viver cheios de assombro na presença do Criador, alegrando-vos pelas suas obras, mas tende presente que o alicerce seguro da solidariedade humana está na origem comum de toda a pessoa, o cume do desígnio criador de Deus sobre o mundo. Como cristãos, encontrais-vos neste mundo sabendo que Deus tem um rosto humano: Jesus Cristo, o “caminho” que satisfaz todo o anseio humano e a “vida” da qual somos chamados a dar testemunho, caminhando sempre na sua luz.
A tarefa de testemunha não é fácil. Hoje, há muitos que pretendem que Deus deva ficar de fora e que a religião e a fé, embora aceitáveis no plano individual, devam ser excluídas da vida pública ou então utilizadas somente para alcançar determinados objectivos pragmáticos. Esta perspectiva secularizada procura explicar a vida humana e plasmar a sociedade com pouco ou nenhum referência ao Criador. Apresenta-se como uma força neutral, imparcial e respeitadora de todos e cada um. Na realidade, porém, como qualquer ideologia, o secularismo impõe uma visão global. (…)
A experiência demonstra que o afastamento do desígnio de Deus criador provoca uma desordem com inevitáveis repercussões sobre o resto da criação. Quando Deus fica eclipsado, começa a esmorecer a nossa capacidade de reconhecer a ordem natural, o fim e o «bem». (…)

Queridos amigos, a criação de Deus é única e é boa. As preocupações com a não-violência, o progresso sustentável, a justiça e a paz, o cuidado do nosso ambiente são de importância vital para a humanidade. Tudo isto, porém, não pode ser compreendido prescindindo duma reflexão profunda sobre a dignidade congénita de cada vida humana desde a sua concepção até à morte natural, uma dignidade que lhe é conferida pelo próprio Deus e, por conseguinte, inviolável. O nosso mundo está cansado da ambição, da exploração e da divisão, do tédio de falsos ídolos e de respostas parciais, e da mágoa de falsas promessas. O nosso coração e a nossa mente anelam por uma visão da vida onde reine o amor, onde os dons sejam partilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu próprio significado na verdade, e onde a identidade seja encontrada numa comunhão respeitosa. Esta é obra do Espírito Santo. Esta é a esperança oferecida pelo Evangelho de Jesus Cristo. Foi para dar testemunho desta realidade que fostes regenerados no Baptismo e fortalecidos com os dons do Espírito no Crisma. Seja esta a mensagem que de Sydney levareis pelo mundo!»


Bento XVI na festa de acolhimento dos jovens, 17/07/2008

sábado, 12 de julho de 2008

Padroeiros das JMJ 2008

Como já é tradição, dez santos e beatos foram escolhidos como padroeiros das Jornadas Mundiais da Juventude 2008 de Sydney.
Segundo a organização das JMJ, estes foram escolhidos como modelo...inspiração para os jovens; uns, ainda em via de canonização, outros mais relacionados com a história da Austrália e da Oceânia…mas todos, pessoas comuns que com o Espírito de Cristo cumpriram coisas extraordinárias.
Bendito seja Deus nos seus Santos!



Santa Maria, Nossa Senhora da Cruz do Sul, Auxílio dos Cristãos; rogai por nós.
Santa Teresa do Menino Jesus, testemunha da confiança e da simplicidade; rogai por nós.
Santa Faustina, testemunha da misericórdia e da compaixão de Deus; rogai por nós.
Santa Maria Goretti, testemunha da castidade e do perdão; rogai por nós.
São Pedro Chanel, testemunha pacífico da fé até à morte; rogai por nós.
Beato Pedro To Rot, testemunha da família e da fé; rogai por nós.
Beata Maria Mac Killop, testemunha dos jovens e dos marginalizados; rogai por nós.
Beato Pedro Jorge Frassati, testemunha da justiça e da caridade; rogai por nós.
Beata Teresa de Calcutá, testemunha dos pobres e dos moribundos; rogai por nós.
Servo de Deus, João Paulo II, Pai das Jornadas Mundiais da Juventude; rogai por nós.
Santos e Santas de Deus; rogai por nós.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Retemperar

Com o Mês de Julho, inicia-se o período das férias das sociedades ocidentais.
Só depois das Jornadas Mundiais da Juventude, que decorrerão de 15 a 20 de Julho em Sydney (Austrália), que Bento XVI gozará as suas férias de verão (de 28 de Julho a 11 de Agosto), na localidade tirolesa de Bressanone, da região italiana de Trentino-Alto Adige.
Para quem parou neste blog, de férias ou esperando por elas, uma palavra do Santo Padre sobre este período de descanso estival.

«No mundo em que vivemos, torna-se quase uma necessidade poder-se retemperar no corpo e no espírito, especialmente para quem vive na cidade, onde as condições de vida, muitas vezes frenéticas, deixam pouco espaço ao silêncio, à reflexão e ao contacto descontraído com a natureza.

Além disso, as férias são dias durante os quais nos podemos dedicar mais prolongadamente à oração, à leitura e à meditação acerca dos significados profundos da vida, no contexto sereno da própria família e das pessoas queridas. O tempo das férias oferece oportunidades únicas para parar diante dos espectáculos sugestivos da natureza, maravilhoso "livro" que está ao alcance de todos, grandes e pequeninos. No contacto com a natureza, a pessoa reencontra a sua justa dimensão, redescobre-se criatura, pequena mas ao mesmo tempo única, "capaz de Deus" porque interiormente aberta ao Infinito. Estimulada pela busca de sentido que se torna urgente no seu coração, ela percebe no mundo que a circunda a marca da bondade, da beleza e da providência divina e quase naturalmente se abre ao louvor e à oração.»

Bento XVI, Angelus no Vale de Aosta, 17 de Julho de 2005

sábado, 5 de julho de 2008

Uma fé que irradia, comove, impressiona

Ingrid Bettancourt…há 6 anos que este nome começou a soar familiar aos nossos ouvidos, quando foi noticiado o rapto desta franco-colombiana por guerrilheiros das FARC, na Colômbia, em 2002.
Hoje, Ingrid está livre e o seu testemunho é esse: ao longo do seu cativeiro, foi a fé que a conduziu.
É essa mesma fé que a faz dizer aos jornalistas e ao mundo inteiro “graças a Deus” pela sua libertação.
Outro facto que marca…logo à descida do avião que a tinha arrancada das mãos dos seus algozes, Ingrid ajoelhou-se com a sua mãe ao lado e alguns reféns. Fizeram o sinal da cruz, recitaram 3 avé-marias e uma glória. Um padre estava lá, vestido de alva e de estola, e os abençoou.
“Quero primeiro dar graças a Deus e aos soldados da Colômbia” dizia ela, alguns minutos antes, agradecendo também a oração de todos aqueles que se lembraram dela ao longo dos anos, “é um milagre”. A fé foi sem dúvida o que permitiu à Ingrid sobreviver a 6 anos e 4 meses de cativeiro.


Numa carta tornada pública no último mês de Dezembro, ela confidenciava que a Bíblia era o seu “único luxo”; que “cada dia, comunico com Deus, Jesus, a Virgem (…). Aqui, tudo tem duas faces, a alegria vem, e depois a dor. A alegria é triste. O amor pacifica e abre novas feridas…é viver e morrer de novo.”
O seu testemunho continua assim: “Durante anos, pensava que enquanto estivesse viva, enquanto continuaria a respirar, deveria continuar a ter esperança. Já não tenho as mesmas forças, é-me difícil continuar a acreditar.” Mas desejava: “que Deus nos venha em auxílio, nos guie, nos dê paciência e nos preencha. Para sempre e até sempre.”
Na passada Quinta-feira 3 de Julho, ela também teve algumas palavras para com os seus antigos sequestradores: “Vi o comandante, que durante tantos anos foi responsável por nós, e que ao mesmo tempo foi tão cruel connosco. Vi-o no chão, os olhos vendados. Não penseis que estava contente, tive pena por ele, porque é necessário respeitar a vida dos outros, mesmo se eles são nossos inimigos.”
Ingrid falou no passado, e fala hoje de paz e não de vingança.
Esta mulher é habitada, inspirada por Alguém que a ultrapassa.
Na próxima semana ela irá até Roma ver o Santo Padre.
A fé de Ingrid irradia, comove, impressiona.
Louvado seja Deus.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

O preço do nosso resgate

Tomou o cálice, deu graças e entregou-lho. Todos beberam dele. E Ele disse-lhes: «Isto é o meu sangue da aliança, que vai ser derramado por todos. »

Mc 14, 23-24


Saiu então e foi, como de costume, para o Monte das Oliveiras.
Cheio de angústia, pôs-se a orar mais instantemente, e o suor tornou-se-lhe como grossas gotas de sangue, que caíam na terra.

Lc 22, 39.44


Mas, a chegar a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas.
Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

Jo 19, 33-34




O sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo a Deus, sem mácula, purificará a nossa consciência das obras mortas, para que prestemos culto ao Deus vivo!
Por isso, Ele é o mediador de uma nova aliança, um novo testamento; para que, intervindo a morte para a remissão das transgressões cometidas sob a primeira aliança, os chamados recebam a herança eterna prometida.
Heb 9, 14-15


Se invocais como Pai aquele que, sem parcialidade, julga cada um consoante as suas obras, comportai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação; sabendo que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver herdada dos vossos pais, não a preço de bens corruptíveis, prata ou ouro, mas pelo sangue precioso de Cristo, qual cordeiro sem defeito nem mancha.
1 Pd 1,17-19


Depois disto, apareceu na visão uma multidão enorme que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé com túnicas brancas diante do trono e diante do Cordeiro, e com palmas na mão.
Então, um dos seres viventes tomou a palavra e disse-me: «Estes, que estão vestidos de túnicas brancas, quem são e donde vieram?»
Eu respondi-lhe: «Meu senhor, tu é que sabes.» Ele disse-me: «Estes são os que vêm da grande tribulação; lavaram as suas túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro.»

Ap 7, 9.13-14


Graça e paz da parte daquele que é, que era e que há-de vir, da parte dos sete espíritos que estão diante do seu trono e da parte de Jesus Cristo, a Testemunha fiel, o Primeiro vencedor da morte e o Soberano dos reis da terra.
Àquele que nos ama e nos purificou dos nossos pecados com o seu sangue, e fez de nós um reino, sacerdotes para Deus e seu Pai, a Ele seja dada a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amen!

1 Ap, 5-8

terça-feira, 1 de julho de 2008

Sangue de Cristo, inebriai-me!

«Ao aproximar-se a festa* e o mês** dedicados ao culto do Sangue de Cristo, preço do nosso resgate, penhor de salvação e de vida eterna, façam-na os fiéis objecto de meditações mais devotas e de comunhões sacramentais mais frequentes. Iluminados pelos salutares ensinamentos que vêm dos Livros Sagrados e da doutrina dos padres e doutores da Igreja, reflictam no valor superabundante, infinito desse Sangue verdadeiramente preciosíssimo, do qual uma só gota pode salvar o mundo todo de toda culpa” (…)
Portanto, se infinito é o valor do Sangue do Homem-Deus, e se infinita foi a caridade que o impeliu a derramá-lo desde o oitavo dia do seu nascimento, e depois, em superabundância, na agonia do horto (cf. Lc 22,43), na flagelação e na coroação de espinhos, na subida ao Calvário e na crucifixão, e, enfim, da ampla ferida do seu lado, como símbolo desse mesmo Sangue divino que corre em todos os sacramentos da Igreja, não só é conveniente, mas é também sumamente justo que a ele sejam tributadas homenagens de adoração e de amorosa gratidão por parte de todos os que foram regenerados nas suas ondas salutares.»

João XXIII,
Carta Apostólica “Inde a primis”,
Culto ao Preciosíssimo Sangue de Cristo



Sangue de Cristo, inebriai-me!

Ó sangue e água que brotastes do Coração de Jesus
como fonte de misericórdia para nós,
eu confio em Vós.




Ler a Carta Apostólica de João XXIII na íntegra

* Antes da Reforma litúrgica, a festa do Sangue de Cristo era a 1 de Julho.
** O Mês de Julho é considerado Mês do Preciosíssimo Sangue