sábado, 31 de maio de 2008

Levar Jesus

“O meu ideal é imitar a Santíssima Virgem no mistério da Visitação, levando como ela, no silêncio, a Jesus e a prática das virtudes evangélicas, não em casa de Santa Isabel, mas no meio dos povos infiéis, afim de santificar estes filhos de Deus pela presença da Santa Eucaristia e o exemplo das virtudes cristãs.”


(Fala Jesus) "Empenham-se todos na santificação do mundo, colaborem nessa missão, como fez a minha Mãe. Sem desperdiçar palavras, em silêncio, ide estabelecer-vos no meio das populações que não me conhecem; levai-me para o meio dessa gente, erguendo aí um altar e um sacrário, e anunciai-lhes a Boa Nova não com palavras mas com o exemplo, não anunciando mas vivendo o Evangelho. Santificai o mundo, levai-me ao mundo, como Maria me levou a João: tal como a ela eu inspirei a Visitação, a todos vós dirijo o convite de vos pordes a caminho; como ela confiei a sua missão, assim a todos vós confio a vossa.”

Beato Carlos de Foucauld

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Eis o Coração...

“Eis o Coração que tanto amou os homens;
que em nada se poupou até se esgotar e consumir
para lhes testemunhar o seu amor.
E em reconhecimento
não recebo da maior parte deles senão ingratidões,
pelos desprezos, irreverências, sacrilégios e friezas
que têm para comigo neste Sacramento de amor.”

Revelação de Cristo a Sta. Margarida Maria



Louvado seja o Sagrado Coração de Jesus no Santíssimo Sacramento!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A fé eucarística de Maria

«Maria praticou a sua fé eucarística ainda antes de ser instituída a Eucaristia, quando ofereceu o seu ventre virginal para a encarnação do Verbo de Deus. (…)
Na anunciação, concebeu o Filho divino na realidade física do corpo e do sangue, em certa medida antecipando n'Ela o que se realiza sacramentalmente em cada crente quando recebe, no sinal do pão e do vinho, o corpo e o sangue do Senhor.
Existe, uma profunda analogia entre o “fiat” pronunciado por Maria, em resposta às palavras do Anjo, e o “amen” que cada fiel pronuncia quando recebe o corpo do Senhor. (…)

Na visitação, quando leva no seu ventre o Verbo encarnado, de certo modo Ela serve de “sacrário” – o primeiro “sacrário” da história –, para o Filho de Deus, que, ainda invisível aos olhos dos homens, Se presta à adoração de Isabel, como que “irradiando” a sua luz através dos olhos e da voz de Maria.»


João Paulo II, Carta Encíclica “A Igreja vive da Eucaristia”

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Exposto a toda a hora

“A Eucaristia não é somente a comunhão…
é também o sacrário e a custódia,
Jesus presente nos nossos altares…
verdadeiro Emanuel,
verdadeiro "Deus connosco",
exposto a toda a hora,
em todas os lugares da terra,
aos nossos olhos,
à nossa adoração
e ao nosso amor.”


Beato Carlos de Foucauld



Meu Senhor e meu Deus!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Todos querem ser jovem

«No nosso coração devemos todos permanecer jovens! É belo ser jovem e hoje todos querem ser jovem, permanecer jovem, e mascaram-se de jovem, mesmo se a juventude passou, visivelmente passada. E pergunto-me, porque é belo ser jovem? Porquê o sonho da eterna juventude? Parece-me que há dois elementos determinantes. A juventude tem ainda à sua frente todo o futuro diante dela, tudo é futuro, tempo de esperança. O futuro está cheio de promessas.
A ser sincero, devemos dizer que para muitos o futuro é obscuro, cheio de ameaças. Não se sabe: encontrarei trabalho? Encontrarei casa? Encontrarei o amor ? Qual é o meu verdadeiro futuro ? E diante destas ameaças, o futuro pode até parecer um grande vazio. Por isso, hoje, não poucos querem parar o tempo por medo de um futuro vazio. Querem consumir na hora todas as belezas da vida. E assim, o azeite da lamparina é gasto logo no início da vida.

Por isso, é importante escolher as verdadeiras promessas que abrem ao futuro, até com renúncias. Quem escolheu Deus, radica a sua velhice num futuro sem fim e sem ameaças diante de si. Portanto, é importante escolher bem e não destruir o futuro. E a primeira escolha fundamental deve ser Deus, Deus que se revelou no Filho, Jesus Cristo, que à luz desta escolha, nos oferece sua companhia no caminho, uma companhia digna de confiança, que não abandona nunca; e onde à luz desta escolha se encontram os critérios para as demais opções necessárias. Ser jovem implica ser bom e generoso. E de novo, a bondade em pessoa é Jesus Cristo. Este Jesus que conheceis ou a quem o vosso coração procura. Ele é o Amigo que nunca trai, fiel até ao dom da sua vida na cruz! Rendei-vos ao seu amor!»


Bento XVI aos jovens de Génova, 18/05/2008

domingo, 18 de maio de 2008

Uma só água...

«Quando discutimos sobre uma fonte, não podemos dizer que ela é o próprio rio; se falamos no rio, não podemos dizer que ele é a fonte; e a bebida que retiramos da fonte ou do rio não pode ser chamada rio, nem fonte. Porém, nesta espécie de trindade, o que chamamos de água é água. (…)
Pois, quando pergunto se há água na fonte, a resposta é afirmativa; se há água no rio, a resposta é idêntica; e se a bebo, ainda será água; e no entanto não se dirá que há três águas mas uma só água.(…)
Usamos exemplos do mundo material, não para estabelecer uma comparação com a natureza divina, mas para mostrar que este género de unidade existe na matéria, para fazer entender que algumas coisas que são três, tomando em cada uma, podem ser entendidas com um único nome no singular, e assim, não se acha surpreendente nem absurdo que digamos que o Pai é Deus, que o Filho é Deus, que o Espírito Santo é Deus; e que não há três deuses na Santíssima Trindade, mas um só Deus e uma só substância.»


S. Agostinho, Fé e Símbolo



Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
ao Deus que é, que era e que há-de-vir!


quinta-feira, 15 de maio de 2008

Santuário e o repouso da Trindade

“Maria é a excelente obra-prima do Altíssimo, cuja posse e conhecimento reservou para Si. Maria é a Mãe admirável do Filho que quis humilhá-la e escondê-la durante a vida para favorecer a sua humildade. Por isso a tratou pelo nome de mulher, como a uma estranha, embora no seu coração a estimasse mais do que a todos os Anjos e a todos os homens. Maria é a fonte selada e a esposa fiel do Espírito Santo, onde só Ele tem entrada. Maria é o Santuário e o repouso da Santíssima Trindade, onde Deus está mais magnifica e divinamente que em qualquer outro lugar do universo, sem exceptuar a sua morada acima dos querubins e serafins.”


S. Luís de Montfort,
Tratado da verdadeira devoção à SS. Virgem



Bendita és tu, Filha do Pai!
Bendita és tu, Mãe do Filho!
Bendita és tu, Esposa do Espírito Santo!
Bendita és tu Maria!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Mensagem tão maternal e ao mesmo tempo forte e decidida

Chegado Maio, eis que a comunicação social se interessa de novo no fenómeno “Fátima”: peregrinos a pé, futura canonização dos Pastorinhos, sentimentalismos e opiniões populares…e parece que ninguém fala, nem os próprios cristãos, do essencial da Mensagem da Mãe de Deus na Cova da Iria.
Porque não recordar, com palavras muito melhores do que as minhas, a homilia de João Paulo II a 13 de Maio de 1982 no Santuário de Fátima?


“À luz do amor materno, nós compreendemos toda a mensagem de Nossa Senhora de Fátima.
Aquilo que se opõe mais directamente à caminhada do homem em direcção a Deus é o pecado, o perseverar no pecado, enfim, a negação de Deus.
A programada supressão de Deus do mundo do pensamento humano.
A separação d'Ele de toda a actividade terrena do homem.
A rejeição de Deus por parte do homem.
Na verdade, a salvação eterna do homem somente em Deus se encontra.
A rejeição de Deus por parte do homem, se se tornar definitiva, logicamente conduz à rejeição do homem por parte de Deus , à condenação!
Poderá a Mãe, que deseja a salvação de todos os homens, com toda a força do seu amor que alimenta no Espírito Santo, poderá ela ficar calada acerca daquilo que mina as próprias bases desta salvação? Não, não pode!
Por isso a mensagem de Nossa Senhora de Fátima, tão maternal, se apresenta ao mesmo tempo tão forte e decidida. Até parece severa. É como se falasse João Baptista nas margens do rio Jordão. Exorta à penitência. Adverte. Chama à oração. Recomenda o terço, o rosário.
Esta mensagem é dirigida a todos os homens.
O amor da Mãe do Salvador chega até onde quer que se estenda a obra da salvação.
E objecto do seu carinho são todos os homens da nossa época e, ao mesmo tempo, as sociedades, as nações e os povos. As sociedades ameaçadas pela apostasia, ameaçadas pela degradação moral."




"Sejam benditas,
todas as almas
que obedecem à chamada do Amor eterno!
Sejam benditos aqueles que,
dia após dia, com generosidade inexaurível
acolhem o vosso convite, ó Mãe,
para fazer aquilo que diz o vosso Jesus,
e dão à Igreja e ao mundo
um testemunho sereno
de vida inspirada no Evangelho."



Acto de entraga de João Paulo II,
13 de Maio de 1982, Fátima

domingo, 11 de maio de 2008

À medida que me renovas

Espírito Santo, de que forma desces sobre a Igreja,
senão da mesma maneira que desces sobre mim?
De que forma santificas a Igreja,
senão da mesma maneira que me santificas a mim, pecador?
De que forma vivificas a Igreja,
senão da mesma maneira que dás vida àquilo que está morto em mim?
Porquê descer sobre a Igreja,
senão porque ela precisa de Ti como eu preciso de Ti?
Porquê santificar a Igreja,
senão porque ela é feita de pecadores como eu?
Porquê vivificar a Igreja,
senão porque, como eu, sem Ti, ela não seria mais do que lenho seco?
Vem Espírito de Deus, renova a Igreja à medida que me renovas!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O ícone do Pentecostes

A iconografia cristã oriental, mais de que uma simples ilustração, revela o sentido teológico das Sagradas Escrituras. O papel do ícone não é fazer um retrato de um acontecimento, mas transmitir, pela pintura, o ensinamento apostólico, e dar-lhe uma presença simbólica visual. Por isso, os símbolos usados podem não serem cronologicamente exactos, mas aprofundam a reflexão espiritual do tema representado. Como grande apreciador de arte-sacra oriental, desejo partilhar convosco como "é escrito" o ícone do Pentecostes (o vocabulário relativo à leitura e à escrita é muito usado para a iconografia bizantina).



O ícone da festa do Pentecostes é chamado: “A descida do Espírito Santo”.
O movimento do ícone vai de cima para baixo.
A cena acontece no Cenáculo, onde os discípulos se tinham refugiado após a Ascensão de Cristo.
No topo, a metade de um círculo azul: o céu, de onde alguns raios se dirigem sobre um grupo de 12 homens. Sobre a cabeça de cada um, umas línguas de fogo…o Espírito Santo desceu e está sobre eles.
Só alguns apóstolos, com Paulo, os evangelistas Marcos e Lucas, são representados sentados em meio círculo, 6 de cada lado, todos do mesmo tamanho, para mostrar a unidade da Igreja. Entre Pedro e Paul, os dois mais altos do grupo, um lugar vazio, o do Mestre: Cristo, Cabeça da Igreja, Pedra Angular.
Paulo, Marcos e Lucas não estavam presentes no dia do Pentecostes, mas aqui, o significado doutrinal sobrepõe-se ao histórico. Apóstolos e evangelistas têm uma missão: ensinar todos os povos.
Os 4 evangelistas seguram os livros dos Evangelhos, Paulo, os seus escritos, enquanto os outros agarram rolos que representam a autoridade de ensinar, recebida de Cristo.
No centro do grupo, mas na parte de baixo do ícone, um personagem real encerrado num lugar escuro, símbolo do Cosmos, dos povos do mundo envelhecido, que vive nas trevas e no pecado. No entanto, este homem segura nas mãos um lençol que contém 12 rolos: os ensinamentos dos apóstolos “que iluminaram o mundo com a Palavra, o Evangelho.”
Assim, no ícone do Pentecostes, “lemos” o cumprimento da promessa do Espírito Santo, enviado sobre os apóstolos que ensinarão as nações e baptizarão em nome da Trindade. Vemos também que a Igreja é congregada e sustentada pela presença e a obra do Espírito Santo, Espírito que conduz a Igreja no seu esforço missionário pelo mundo e a alimenta na verdade e no amor.

Rei celeste, Consolador, Espírito da Verdade,
presente em toda a parte e que tudo preenche,
tesouro de bens e dispensador da vida,
vinde e habitai em nós,
purificai-nos da impureza
e salvai as nossas almas,
Vós que sois bom.

Liturgia Bizantina

terça-feira, 6 de maio de 2008

Celebrar hoje a vinda do Espírito Santo

Estes dias que seguem a Solenidade da Ascensão de Jesus ao céu, são de especial preparação para a festa do Pentecostes, dia em que o Espírito Santo desceu sobre os discípulos e dia da fundação da Igreja.
É na Sagrada Escritura, no livro dos Actos de Apóstolos (2, 1-13) que nos é narrado o que aconteceu no Cenáculo de Jerusalém no ano 30 ou 33 da nossa era, 50 dias após a ressurreição de Cristo, na festa judaica do Pentecostes.
Para nós, 2000 anos depois, esta festa, com os seus paramentos vermelhos, nos recorda a missão do Espírito Santo… muitas vezes pouco lembrada entre nós.
Assim, celebrar hoje a vinda do Espírito Santo é tomar consciência da acção do mesmo Espírito Santo em nós, e que todos os discípulos de Cristo, como Igreja, são o novo povo de Deus que abraça toda a humanidade porque o Evangelho deve ser anunciado a todas as nações.
Desde o seu início, desde o Pentecostes de há dois milénios atrás, a Igreja é assistida pelo Espírito Santo. É Ele que a constrói, anima e santifica. É Ele que lhe dá vida e unidade, enriquecendo-a com seus dons. O Espírito Santo continua a trabalhar na Igreja…e de muitas maneiras!, inspirando, motivando e impulsionando os cristãos, individualmente ou em comunidade, a proclamar a Boa Nova de Jesus.
Vem Espírito Santo!


“Abri-vos com docilidade aos dons do Espírito Santo!
Recebei, com gratidão e obediência, os carismas que o Espírito não cessa de oferecer!
Não esqueçais que todos os carismas são dados para o bem comum, isto é para benefício de toda a Igreja!”



João Paulo II, Pentecostes 2004

domingo, 4 de maio de 2008

Termo da Páscoa do Senhor

A Ascensão de Jesus é o cume da revelação!
Ela é o termo da Páscoa do Senhor: morte, ressurreição e ascensão.
Jesus veio de Deus e volta para Deus, seu e nosso Pai.
A glória que Ele tinha de junto d’Ele lhe é restituída.
Descido aos infernos, hoje, Ele é exaltado.
Esta subida de Cristo ao céu revela a sua majestade divina.
Ele é o vencedor da morte, o Senhor da vida.
Ele é Aquele em que o Pai da glória “mostrou a eficácia da sua poderosa força, e que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus” (Ef 1, 17-20).
Ele reina sobre o mundo que Ele criou;
sobre o homem que Ele remiu;
sobre a Igreja de quem Ele é a Cabeça.
O Pai, tudo lhe “submeteu aos seus pés e pô-l'O acima de todas as coisas como Cabeça de toda a Igreja, que é o seu Corpo, a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos” (Ef 1, 23).
A Ascensão de Cristo inaugura o tempo da Igreja.
Os apóstolos, os discípulos, e todos nós, no seu seguimento, somos continuadores da sua obra.



“A Ascensão de Cristo é a nossa exaltação.
A elevação do Chefe na glória
vivifica a esperança de todo o Corpo.
Hoje, não somente estamos seguros
de um dia entrarmos no Paraíso,
como já, em Cristo,
penetramos na magnificência do Céu.”


S. Leão Magno



Foto: Capela da Ascensão no Monte das Oliveiras em Jerusalém

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Unidos em Igreja e com Maria

“E todos unidos pelo mesmo sentimento,
entregavam-se assiduamente à oração,
com algumas mulheres,
entre as quais Maria, mãe de Jesus,
e com os irmãos de Jesus.”
Act 1, 14



Neste primeiro dia de Maio, mês consagrado a Maria, mãe de Jesus, que também este ano coincida com o primeiro dos nove dias que antecedem a festa do Pentecostes, em que Maria permaneceu com os discípulos no Cenáculo, à espera do Espírito Santo; quem melhor do que ela para nos encorajar na oração? Quem melhor do que ela para interceder os dons do Espírito Santo sobre nós e a Igreja?


Vem Espírito Santo!
Vem renovar os nossos corações
com um novo Pentecostes!
Unidos em Igreja, e com Maria, to pedimos!