sábado, 29 de março de 2008

Chagas e misericódia

“Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos;
aproxima a tua mão e mete a no meu lado;
e não sejas incrédulo, mas crente.»


Jo 20, 27



“De todas as minhas Chagas,
como de fonte,
corre a misericórdia para as almas,
mas a Chaga do meu Coração é uma fonte de inesgotável misericórdia;
dessa fonte jorram grandes graças para as almas.
Queimam-se as chamas de compaixão,
desejo derramá-las nas almas dos homens.
Fala a todo o mundo da minha misericórdia.”

Revelações de Cristo a Santa Faustina



Site sobre a Mensagem da Divina Misericórdia

quinta-feira, 27 de março de 2008

Também nós temos que ressuscitar contigo

«Ó Cristo ressuscitado!
Também nós temos que ressuscitar contigo;
Tu escondeste-Te à vista dos homens e nós temos que seguir-Te;
regressaste para o Pai e temos que procurar que a nossa vida “esteja escondida contigo em Deus”…
É obrigação e privilégio de todos os teus discípulos, Senhor,
ser elevados e transfigurados contigo;
é privilégio nosso viver no céu
com os nossos pensamentos, aspirações, desejos e afectos,
ainda que permanecendo na carne…
Ensina-nos a “aspirar às coisas do alto” (Col 3,1),
demonstrando assim que Te pertencemos,
que o nosso coração ressuscitou contigo
e em Ti está escondida a nossa vida.»

J.H. Newman


O Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia!

domingo, 23 de março de 2008

Que viste no caminho?

Diz-nos, Maria:
Que viste no caminho?
Vi o sepulcro de Cristo vivo
e a glória do Ressuscitado.

Vi as testemunhas dos Anjos,
vi o sudário e a mortalha.
Ressuscitou Cristo, minha esperança:
precederá os seus discípulos na Galileia.

Sabemos e acreditamos:
Cristo ressuscitou dos mortos:
Ó Rei vitorioso,
tende piedade de nós.

(da sequência da Missa de Páscoa)



Santa Páscoa para todos!
Cristo ressuscitou!
Aleluia!

sexta-feira, 21 de março de 2008

Vinde, adoremos a Cruz

«Antes, a cruz significava desprezo, mas hoje ela é algo de venerável;
antes, ela era símbolo de condenação, hoje, ela é esperança de salvação.
Ela converteu-se na verdade numa fonte de bens infinitos;
pois ela nos livrou do erro,
ela dispersou as trevas,
ela nos reconciliou com Deus;
de inimigos de Deus ela fez de nós sua família,
de estrangeiros, ela fez de nós vizinhos.
Esta cruz é a destruição da inimizade,
a fonte da paz,
o escrínio do nosso tesouro.»


S. João Crisóstomo



Vinde fiéis!
Adoremos o Madeiro que dá a vida,
no qual, Cristo, o Rei da glória,
estendeu voluntariamente seus braços,
restaurando em nós a felicidade primitiva;
nós que, dominados pelo mal e pelas paixões
estávamos afastados de Deus.
Vinde, adoremos a Cruz,
que nos dá a vitória sobre o mal.
Vinde, povos da terra,
honremos com hinos a Cruz do Senhor, cantando:
"Salve ó Cruz, libertação de Adão decaído,
porque em ti, toda a Igreja se alegra!


Liturgia Bizantina

terça-feira, 18 de março de 2008

"Jesus abandonado" por Chiara Lubich

«É sempre uma grande descoberta ver que se pode dar o nome de Jesus abandonado a qualquer provação na vida.
Tememos? Jesus na cruz, no seu abandono, não pareceu também temer o esquecimento do Pai?
Deparamo-nos com o desânimo, o abatimento. No seu abandono, Jesus parece Ele também ser invadido pela sensação de Lhe faltar o conforto do Pai e parece perder a coragem para ir até ao fim da sua terrível provação.
Mas Ele diz: ‘Pai, em tuas mãos, entrego o meu espírito’ (Lc 23,46).
Os acontecimentos nos desconcertam? Jesus na sua grande dor pareceu não entender o que Lhe acontecia, pois Ele gritou: ‘Porquê?’ (Mt 27,46; Mc 15,34).
Somos criticados? No seu abandono, o Pai não pareceu aprovar a obra do Filho.
Somos acusados? Jesus na cruz talvez pensou receber uma queixa, uma acusação vinda do céu.
Ao ver suceder-se algumas provações na vida, não nos acontece dizer: isto é demais, está a passar do limites? O cálice amargo que Jesus bebeu no seu abandono não estava cheio, mas transbordava.
A sua provação ultrapassou qualquer medida.
Quando o desespero nos agarra, feridos por um azar imprevisto, uma doença, uma situação absurda, podemos sempre recordar o sofrimento de Jesus abandonado que personificou todas as provações.
Ele está presente em todas as dores. Todo o sofrimento tem o seu nome. (…)
Escolhemos amar Jesus abandonado. Para conseguir, habituamos a chamar pelo seu nome nas provações da vida.
Damos-Lhe assim o nome de Jesus abandonado-solidão, Jesus abandonado-dúvida, Jesus abandonado-ferido, Jesus abandonado-provação, Jesus abandonado-desamparado, e outros mais.
Chamando pelo seu nome, descobrimo-l’O atrás de cada dor e Ele nos responderá com um amor engrandecido; se o abraçamos, Ele será para nós paz, conforto, coragem, equilíbrio, saúde, vitória.
Ele será a explicação e a solução de tudo.»



Nos passos do Ressuscitado,
Chiara Lubich (1920-14 de Março de 2008),
fundadora do Movimento dos Focolares

sábado, 15 de março de 2008

Ele vem sem pompa e aparato

«Vinde, subamos juntos ao Monte das Oliveiras; vamos ao encontro de Cristo. Ele volta hoje de Betânia e vem de sua livre vontade para a sua santa e bem-aventurada Paixão, afim de cumprir o mistério da nossa salvação.
Ele caminha em direcção a Jerusalém, Ele que veio do céu por nós enquanto jazíamos por terra, para assim nos elevar com Ele, como explica a Escritura, acima dos poderes e das potestades de toda a espécie que nos dominam.
E Ele vem sem pompa e aparato. Pois, diz o profeta, Ele não protestará, não gritará, não se ouvirá a sua voz. Ele será manso e humilde, entrará modestamente. (…)
Por isso, corramos com Ele, Ele que se apressa para a sua Paixão; imitemos aqueles que foram ter com Ele. Não para cobrir o seu caminho, como o fizeram com ramos de oliveira, vestes ou palmeiras. Devemos ser nós a inclinar diante d’Ele, o mais que podemos, a humildade de coração e a rectidão do espírito afim de acolher o Verbo que vem, para Deus poder entrar em nós, Ele que nada pode conter.»

S. André de Creta, Homilia de Domingo de Ramos


Hossana ao Filho de David.
Bendito o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel.
Hossana nas alturas.
Mt 21,9

quinta-feira, 13 de março de 2008

José

«São José é o modelo dos humildes, que o cristianismo eleva para altos destinos. Ele é a prova que para ser bom e autêntico discípulo de Cristo, não é necessário “grande coisa” : basta as virtudes comuns, humanas, simples, mas verdadeiras e autênticas.» (Paulo VI)
A fonte da vida simples e modesta, da vida santa que conhecemos em José, é a vida interior passada na intimidade de Jesus e Maria.
Imitemo-lo.


Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,

José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo, rogai por nós!



A festa litúrgica de São José é a 19 de Março, mas este ano, por causa da Semana Santa, é celebrada no próximo sábado, dia 15.

terça-feira, 11 de março de 2008

Tão cedo!

A Páscoa é sempre o primeiro Domingo depois da primeira lua cheia a seguir o equinócio de Primavera (20 de Março). Esta datação da Páscoa baseia-se no calendário lunar que o povo hebreu usava para identificar a Páscoa judaica, razão pela qual a Páscoa é uma festa móvel no nosso calendário.
Este ano a Páscoa acontece mais cedo do que qualquer um de nós irá ver alguma vez na sua vida! Só os mais velhos, de mais de 95 anos, viram uma Páscoa tão temporã em 1913.
A próxima vez que a Páscoa vai ser tão cedo como este ano (23 de Março) será no ano 2228...daqui a 220 anos.
Na próxima vez que a Páscoa for um dia mais cedo, 22 de Março, será no ano 2285 (daqui a 277 anos). A última vez foi em 1818.
Por isso, ninguém que esteja vivo hoje, viu ou irá ver uma Páscoa mais cedo do que a deste ano.

domingo, 9 de março de 2008

Pequena obra-prima

Encontrei na net um vídeo alusivo à Semana Santa em Braga, e não podia deixar de partilhar convosco esta pequena obra-prima.
O ruído das bandeiras a arrastar no chão em sinal de luto, a música da banda, as matracas e o canto do coro litúrgico, em harmonia com as fotos que vão desfilando sob o nosso olhar, toca qualquer espectador e o faz viver um pouco do espírito da Semana Maior na capital do Minho.
A ver no site: Fotocafé de Pedro Guimarães


sexta-feira, 7 de março de 2008

Confissão

É verdade que nos nossos dias a confissão não é lá muito bem vista.
Muitos a vêem como uma espécie de tribunal no qual se acusa os pecados, uma humilhação.
Visto assim, realmente, não é lá muito tentador.
Mas procuremos ver a confissão (sacramento da reconciliação) de outra forma, ou simplesmente o que ela é verdadeiramente.
Confessar-se não é apresentar-se num tribunal, mas é encontrar o próprio Deus.
E porque esse Deus nos ama, Ele quer ajudar-nos a caminhar para Ele.
Ele bem sabe que é difícil, que nos magoamos, que erramos bastante…mas por amor Ele não pode fazer esta caminhada por nós. Ele respeita a nossa liberdade.
Por isso, confessar-se é dizer a Deus as nossas dificuldades, apontar o que de menos bom há em nós, pedir-Lhe perdão por não corresponder ao seu amor, arrepender-se e querer mudar de vida, oferecer-Lhe as nossas fraquezas para que Ele faça delas algo de melhor.
Mas a confissão não é a fórmula mágica que resolva tudo.
O combate contra o mal continua, e muitas vezes cairemos nos mesmos pecados. Não é fácil deixar os maus hábitos. E se o pecado é perdoado, apagado, as suas consequências podem continuar.
Muito há ainda por curar: os nossos impulsos, as paixões, os desejos…
A paciência e a confiança são indispensáveis para progredirmos na nossa relação de amor com Deus.
A humildade também, aliás, devemos reconhecer que sem Deus, não podemos nada.
Por isso é necessário escolhê-l’O a Ele, segui-l’O, amá-l’O, para além dos obstáculos, das dificuldades do caminho.
Como uma criança que aprende a caminhar para o pai, muitas vezes caímos. Mas o importante é que, como ela, nos levantemos sempre, sem perder a coragem, e retomemos o caminho, com a certeza de que Deus está sempre perto de nós e nos ajuda a avançar.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor,
e todo o meu ser louve o seu nome santo.
É Ele quem perdoa as tuas culpas
e cura todas as tuas enfermidades.
É Ele quem cumula de bens a tua existência
e te rejuvenesce como a águia.
O Senhor é misericordioso e compassivo,
é paciente e cheio de amor.
Não está sempre a repreender-nos,
nem a sua ira dura para sempre.
Como o Oriente está afastado do Ocidente,
assim Ele afasta de nós os nossos pecados.
Como um pai se compadece dos filhos,
assim o Senhor se compade dos que O temem.
Bendiz ó minha alma o Senhor!


Salmo 103 (102), 1.3.5.8-9.12-13.22

quinta-feira, 6 de março de 2008

Uma mente iluminada

Quase a lembrar a noite dos "Óscares", o amigo Paulo mandou-me o selo “Uma mente iluminada”.
Agradeço-lhe...e não vou fazer nenhum discurso.
Para manter a cadeia do selo, e sem esquecer os outros blogues que visito, ofereço este selo à... "The winner is"...Maria João.


terça-feira, 4 de março de 2008

Reconciliar-se

«Queridos irmãos e irmãs, para uma profunda celebração da Páscoa, a Igreja pede aos fiéis que se aproximem nestes dias do Sacramento da Penitência, que é como uma espécie de morte e ressurreição para cada um de nós.(…)
Preparar-se para a Páscoa com uma boa confissão continua a ser um dever que se deve valorizar plenamente, porque nos oferece a possibilidade de recomeçar a nossa vida e ter realmente um novo início na alegria do Ressuscitado e na comunhão do perdão que Ele nos concede.
Conscientes de ser pecadores, mas confiantes na misericórdia divina, deixemo-nos reconciliar por Cristo para gozar mais intensamente a alegria que Ele nos comunica com a sua ressurreição.»

Bento XVI, Audiência Geral 12/04/2006



Compadecei-vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.
Lavai-me de toda a iniquidade
e purificai-me de todas as faltas

Porque eu reconheço os meus pecados
e tenho sempre diante de mim as minhas culpas.
Pequei contra Vós, só contra Vós,
e fiz o mal diante dos vossos olhos.

Desviai o vosso rosto das minhas faltas
e purificai-me de todos os meus pecados.
Criai em mim, ó Deus, um coração puro,
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.

Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso.
Sacrifício agradável a Deus é o espírito arrependido:
não desprezareis, Senhor, um espírito humilhado e contrito.


Estes poucos versículos do salmo 50(51) são dos meus predilectos...