sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Sem ela, nenhum bem pode ser feito

«Agradece a Deus, irmão querido, porque Ele te revelou uma atracção invencível em ti para a oração interior perpétua.(…)
Muitos cometem um grande erro quando pensam que os meios de preparação e as boas acções geram a oração, quando na realidade é a oração que é a fonte das boas obras e das virtudes. Eles consideram erroneamente os frutos ou as consequências da oração como meios de chegar até ela e assim diminuem a sua força. Trata-se de um ponto de vista completamente oposto à Escritura, pois o Apóstolo Paulo assim fala da oração: ‘Eu vos recomendo antes de tudo rezar’ (1Tm 2,1).
Assim o Apóstolo coloca a oração acima de tudo: Eu vos recomendo antes de tudo rezar. Muitas boas obras são pedidas ao cristão, mas a obra da oração está acima de todas as outras, pois, sem ela, nenhum bem pode ser feito. Sem a oração frequente, não se pode achar o caminho que conduz ao Senhor, conhecer a Verdade, crucificar a carne com as suas paixões e desejos, ser iluminado no coração pela luz de Cristo e unir-se a Ele na salvação.
Eu digo frequente, pois a perfeição e a correcção da nossa prece não dependem de nós, como diz ainda o Apóstolo Paulo: ‘Nós não sabemos o que pedir como convém' (Rm8,26). Somente a frequência foi deixada em nosso poder como meio de atingir a pureza da oração, que é a mãe de todo o bem espiritual. ‘Adquire a mãe e tu terás uma descendência’, diz Santo Isaac o Sírio, ensinando que, em primeiro lugar, é preciso adquirir a oração para poder pôr em prática todas as virtudes.(…)
A interior e constante oração de Jesus é a invocação contínua e ininterrupta do nome de Jesus, com os lábios, com o coração e com a inteligência, no sentimento de sua presença, em todo o tempo, em todo o lugar, mesmo durante o sono. Essa oração se exprime pelas palavras: Senhor Jesus Cristo, tende piedade de mim! Aquele que se habitua a essa invocação sente uma grande consolação e a necessidade de rezar sempre essa oração; depois de algum tempo, ele não pode passar sem ela e por si mesma a oração brota nele.»



Relatos de um peregrino russo
(Obra clássica sobre a vida espiritual)

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A caridade está acima de todas as regras

«Não se deve demorar no serviço aos pobres.
Se, na hora da oração, de manhã, deveis levar um medicamento, ide descansadas; oferecei a Deus a vossa acção, uni a vossa intenção à oração feita em casa ou noutro lugar, e parti sem inquietação.
Se, ao regressar, houver oportunidade de fazer um pouco de oração ou de leitura espiritual, melhor!
Mas não vos deveis inquietar, nem acreditar ter faltado quando perdeis a oração, porque deixaste-la por algo legítimo. E se há algo de legítimo, minhas caras irmãs, é o serviço ao próximo.
Não é considerado deixar Deus quando se deixa Deus para Deus, isto é, uma obra de Deus para fazer outra, de maior obrigação ou de maior mérito. Deixastes a oração ou a leitura, ou perdestes o silêncio para ajudar um pobre… minhas irmãs, fazer isso é servi-l’O.
Reparai, a caridade está acima de todas as regras, e todas devem lhe ser associada. É uma grande dama. É necessário fazer o que ela ordena.
Vamos por isso, com um novo amor, servir os pobres, procurando até os mais pobres e mais abandonados.
Reconheçamos diante de Deus que eles são nossos donos e nossos mestres, e que não somos dignos servi-los.»


S. Vicente de Paulo às Irmãs da Caridade.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Caridade e justiça social

«Nos nossos dias, o problema da pobreza e do sofrimento tornou-se preocupação de todos.
Já não é possível fechar os olhos, face à miséria que existe em toda a parte do mundo, mesmo nas nações mais ricas.
O cristão tem de enfrentar o facto de que esta desgraça indescritível não é de modo algum “a vontade de Deus”, mas o efeito da incompetência, da injustiça e da confusão económica e social do nosso mundo em desenvolvimento acelerado.
Não é para nós suficiente ignorar tais coisas, justificando-nos com a nossa impotência e a incapacidade de fazer algo construtivo nesta situação. É um dever de caridade e de justiça para cada cristão ter uma preocupação activa, para tentar melhorar a condição do homem no mundo.
No mínimo, esta obrigação consiste em tornar-se consciente da situação e formar a própria consciência em relação aos problemas que existem. Não se pretende que a pessoa resolva os problemas do mundo; mas deve saber quando pode fazer alguma coisa para aliviar o sofrimento e a pobreza, e compreender quando está a cooperar implicitamente com males que prolongam ou intensificam o sofrimento e a pobreza. Por outras palavras, a caridade cristã só é verdadeira, se acompanhada pela preocupação com a justiça social.(…)



Podemos imaginar que toda esta doença e sofrimento estão há muito afastados do nosso país, mas se olharmos e compreendermos as nossas obrigações face à África, América Latina e Ásia não seremos tão complacentes. Contudo, não precisamos de olhar para tão longe das nossas próprias fronteiras. Encontramos muita miséria humana nos bairros pobres das nossas cidades e nas zonas rurais menos privilegiadas. O que é que estamos a fazer neste sector?»


Thomas Merton (1915-68),
monge trapista, escritor e mestre espiritual;
em Vida e Santidade

sábado, 22 de setembro de 2007

Ó Cristo, o teu reino está próximo


Ó Cristo, o teu reino está próximo;
faz-nos participar no teu triunfo sobre a terra
para depois tomar parte no teu reino celeste.
Concede-nos poder comunicar o teu amor
e anunciar a tua realeza divina
com o exemplo da nossa vida e pelas nossas obras.
Possui os nossos corações agora
para serem teus pela eternidade.
Não permites que nos afastemos da tua vontade:
que nem a vida, nem a morte consigam separar-nos de Ti.
Que o nosso coração tenha em Ti a sua fonte, Salvador nosso,
para que, saciados do teu amor,
nos tornemos apóstolos incansáveis do teu reino.
Que cada dia morramos de nós próprios para viver só de Ti.



São (Padre) Pio de Pietrelcina,
adormeceu no Senhor a 23 de setembro de 1968

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Não amei o Amor

«A verdadeira contrição consiste unicamente nisso: Não amei o Amor. (…)
E se choramos verdadeiramente porque não amámos o Amor, isso não significa que nos atrasemos num olhar voltado para o passado, porque só há uma maneira de reparar as nossas faltas de amor, é de duplicar o nosso esforço e amar melhor hoje, pois a verdadeira contrição se confunde com um acto de amor.
É inútil gemer porque ontem omitimos fazer o bem. Hoje, devemos ser o bem; hoje, devemos amar. Por isso, uma pessoa pode num instante, como a Madalena, como a mulher adúltera, como o bom ladrão, tornar-se um santo, isto se a conversão se fizer até à raiz do próprio ser, aspirando todo para Deus.
Não nos retardemos no passado, não nos demoremos nos pecados que cometemos. Não nos atrasemos em extensos exames de consciência. É tempo perdido. É agora, hoje, que tudo começa, e isto é o que há de maravilhoso no Evangelho: tudo começa.»


Pe. Maurice Zundel 1897-1975


"Vai e agora em diante não tornes a pecar." (Jo 8, 11)

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O amor de Deus será sempre maior que todas as nossas faltas!

A realidade do pecado está bem presente nas nossas vidas…ninguém escapa.
Basta olhar o dia de ontem! Quem pode vangloriar-se de estar sem pecado, de não pecar? Todos nós somos pecadores, que os nossos pecados sejam conhecidos somente por nós ou por todos, leves ou graves, consequência da nossa fraqueza ou da malícia. E ainda que nos esforcemos em pecar o menos possível, mesmo assim falhamos sempre demais. Reconheçamos humildemente…a nossa condição na terra é ser pecadores.
Mas não devemos mergulhar no desespero porque existe o perdão de Deus!
Ainda ontem, as leituras proclamadas na Eucaristia, convidavam a reflectir não só sobre o pecado, mas sobretudo na imensa misericórdia do Senhor.
O amor de Deus será sempre maior que todas as nossas faltas!
A alegria que o Senhor tem em perdoar-nos será sempre maior que a nossa tristeza em tê-Lo ofendido!
Deus deseja tanto dar-nos o seu perdão que ele nos oferece vários “caminhos de perdão”.
Se o Sacramento da Reconciliação é o caminho habitual, directamente ordenado ao perdão de Deus, o apóstolo Pedro não teme em afirmar que “a caridade cobre uma multidão de pecados” (1 Pe 4, 8), e o evangelista Mateus evidencia que a caridade para com o próximo, figura do próprio Cristo, não dá menos do que o Reino do céu (Mt 25, 31-40). A tradição cristã diz que um acto de contrição perfeito nos dá o perdão de Deus, confirmado depois pelo Sacramento da Reconciliação; e São Tomás de Aquino afirma que a Eucaristia, Sacramento da Caridade, apaga os pecados veniais.
Deus terá sempre mais capacidade de nos perdoar do que nós em pecar…está ai o sinal do seu imenso amor por nós. Ele sabe que somos frágeis e que muitas vezes caímos. Mas o seu amor é de um pai que não nos quer perder e que faz tudo para nos guardar junto d’Ele.
Grande é a misericórdia de Deus…alegremo-nos e saboreemo-la!



Meu Deus, porque sois infinitamente bom,
e Vos amo de todo o meu coração,
pesa-me ter-Vos ofendido,
e, com o auxílio da vossa divina graça,
proponho firmemente emendar-me
e nunca mais Vos tornar a ofender;
peço e espero o perdão das minhas culpas
pela vossa infinita misericórdia.
Ámen.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Toda a nossa glória está na cruz

«Antes, a cruz simbolizava o desprezo, mas hoje ela é algo de venerável;
antes, era sinal de condenação, hoje ela é esperança salvadora.
Ela tornou-se verdadeiramente a fonte dos bens eternos;
ela libertou-nos do erro, dispersando as trevas, reconciliou-nos com Deus;
de inimigos de Deus ela converteu-nos na sua família,
de estrangeiros ela fez de nós vizinhos.
Esta cruz é a destruição da inimizade, a fonte da paz, o escrínio do nosso tesouro.»

São João Crisóstomo
De Cruce et latrone I, 1, 4


«Toda a nossa glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo,
n’Ele está a nossa salvação, vida e ressurreição.
Por Ele fomos salvos e livres.»

Gal 6, 14



Adoramus Te, Christe, et benedicimus tibi;
quia per sanctam crucem tuam, redemisti mundum.


Nós Te adoramos e bendizemos, ó Cristo;
que pela tua santa cruz remiste o mundo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Se tu dizes Maria

«Sempre que tu glorificares e louvares Maria, Maria glorificará e louvará por ti o Senhor. Maria é toda relativa a Deus, e eu tenho tanto prazer em apelidá-la ‘a pura relatividade de Deus’, ou seja, que não existe senão em relação a Deus, o eco de Deus, que não pronuncia e não repete senão Deus. Se tu dizes Maria, ela repete Deus.
Quando Santa Isabel louvou Maria e lhe chamou bem-aventurada por ter acreditado, Maria, o eco fiel de Deus, entoou: 'Magnificat anima mea Dominum, a minha alma glorifica ao Senhor'. O que Maria fez nessa ocasião, repete-o todos os dias. Sempre que é louvada, amada, honrada ou se lhe oferece algo, é Deus que é honrado, é Deus que recebe pelas mãos de Maria e em Maria.»


São Luís Maria Grignion de Montfort,
Tratado sobre a verdadeira devoção



Hoje, festa litúrgica do Santíssimo Nome de Maria.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Tomar a cruz

«No Evangelho, Jesus nos recorda qual o ponto de referência e o sinal do amor autêntico: ‘Tomar a sua cruz’.
Tomar a sua cruz não significa procurar os sofrimentos. Jesus também não foi procurar a sua cruz; Ele tomou-a sobre si, em obediência à vontade do Pai, a mesma que os homens carregaram os seus ombros. Pelo seu amor obediente, Ele fez deste instrumento de suplício um sinal de redenção e de glória.
Jesus não veio aumentar as cruzes humanas…mas dar-lhes um sentido.
‘Quem procura Jesus sem a cruz, encontrará a cruz sem Jesus’, isto é, encontrará a cruz mas sem a força para levá-la.»


Pe. Raniero Cantalamessa OFM Cap,
Pregador da Casa Pontifícia

sábado, 8 de setembro de 2007

Uma renúncia radical…uma preferência absoluta

Naquele tempo,
seguia Jesus uma grande multidão.
Jesus voltou-Se e disse-lhes:
«Se alguém vem ter comigo,
sem Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos,
aos irmãos, às irmãs e até à própria vida,
não pode ser meu discípulo.
Quem não toma a sua cruz para Me seguir,
não pode ser meu discípulo.
Quem de entre vós, que, desejando construir uma torre,
não se senta primeiro a calcular a despesa,
para ver se tem com que terminá-la?
Não suceda que, depois de assentar os alicerces,
se mostre incapaz de a concluir
e todos os que olharem comecem a fazer troça,
dizendo:‘Esse homem começou a edificar,
mas não foi capaz de concluir’.
E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei
e não se senta primeiro a considerar
se é capaz de se opor, com dez mil soldados,
àquele que vem contra com ele com vinte mil?
Aliás, enquanto o outro ainda está longe,
manda-lhe uma delegação a pedir as condições de paz.
Assim, quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens,
não pode ser meu discípulo».


Lc 14,25-33




Jesus não se impõe a ninguém. Cada um deve decidir se deseja segui-Lo ou não.
Mas que escolha? Ele pede uma renúncia radical…uma preferência absoluta!
Mais do que aos pais, à esposa, aos filhos, à família, até à própria vida, Jesus deve ser preferido.
Preferir Cristo é talvez a melhor maneira de amar verdadeiramente aqueles que nos são caros. Porque há amor e amor. Muitas vezes é a nós próprios que amamos no outro e então o próximo torna-se um meio para o nosso próprio culto.
Por isso não se trata de escolher entre Jesus e aqueles que amamos, mas de escolher entre um amor verdadeiro e um amor falso. E este amor verdadeiro é Deus porque Ele próprio é amor.
Só que este amor autêntico custa. É preciso renunciar, aceitar de perder, como Cristo, para aprender que Deus é amor.
Preferir Cristo é descobrir um caminho, inventá-lo, cada um à sua maneira e ao seu ritmo. É ser chamado a escolher…a nós de pensar e ver se somos capazes.
Mas este passo nem sempre é feito francamente porque temos medo de perder, de nos perder, porque não confiamos suficientemente em Deus.
Ora acreditar é confiar, fiar-se na Palavra de Deus, o próprio Jesus; é apostar tudo em Cristo. Este é o belo desafio da fé.


Senhor eu creio em Ti, amo-Te,
mas aumenta a minha fé e o meu amor!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

A noite de Madre Teresa

«Sinto que Deus não é Deus, que Ele não existe verdadeiramente.
É para mim horríveis trevas. É como se tudo estivesse morto em mim, pois tudo é frio.
É unicamente a fé cega que me encaminha, porque na verdade, tudo é obscuro em mim.
Às vezes, a agonia da desolação é tão grande e, ao mesmo tempo, a viva esperança do Ausente tão profundo, que a única oração que consigo ainda dizer é: ‘Sagrado Coração de Jesus, eu tenho confiança em Ti. Saciarei a tua sede de almas.’
Hoje, senti uma grande alegria, porque, como Jesus não pode mais viver directamente a agonia, Ele deseja vivê-la através de mim. Abandono-me n’Ele como nunca.»

Beata Madre Teresa de Calcutá



Madre Teresa viveu o que muitos outros místicos experimentaram antes dela: a noite espiritual, a noite escura, uma longa e penosa travessia do deserto na aridez e escuridão total, isto é, a alma já não encontra o gozo para nada, para os bens espirituais que outrora faziam sua delícia…é a ausência total da consolação espiritual, um sentimento de ausência de Deus, acompanhado de um desejo de amá-Lo sempre mais e mais.
Deus está presente mas não é sentido dentro de si.
São João da Cruz reconhece que, dolorosamente, a noite escura purifica a alma, leva a crescer no amor, prepara a união com Deus. A provação pode ser a prova da revelação do coração.
Não é um castigo, Deus não procura provar sadicamente, mas fortalecer a fé.
Viver a noite escura não significa não ter fé, como muitos pensam.
A fé não é sentir Deus, mas acreditar n’Ele e ser-Lhe obediente.
Ao sentir este vazio, Madre Teresa não perdeu a fé, mas guardou a fé apesar dos seus sentimentos, apesar das dúvidas, humanamente compreensível…quem nunca as teve?
A vida do cristão, como não poderia ser de outra forma, é feita de mistério pascal, decalcada na vida do seu Senhor.
«Assim unido a Cristo, o cristão resistirá, inabalável, na noite escura, subjectivamente vivido como um afastamento e abandono de Deus. Mas é talvez a Providência divina que faz dessa sua provação, um instrumento de libertação de um ser objectivamente prisioneiro. Digamos também nós: ‘Seja feita a tua vontade’, mesmo na mais profunda escuridão da noite.» (Santa Teresa Benedita da Cruz)
Na noite, o homem sabe que o dia, mesmo demorando em vir, chegará.
Com Cristo, as trevas convertem-se em luz... a aridez em fogo ardente.

«Do profundo abismo, eu clamo a Ti, Senhor!
Senhor, ouve a minha prece!»
Sl 130 (129)

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Caminhai contra-corrente

“Caminhai contra-corrente: não escuteis as vozes interesseiras e insinuantes que hoje, de muitas partes, propagandeiam modelos de vida caracterizados pela arrogância e pela violência, pela prepotência e pelo sucesso a qualquer preço, pelo aparecer e pelo ter, em detrimento do ser.”

“Não tenhais medo, caros amigos, de preferir as vias alternativas indicadas pelo amor verdadeiro: um estilo de vida sóbrio e solidário, relações afectivas sinceras e puras; um empenho honesto no estudo e no trabalho; profundo interesse pelo bem comum.
Não tenhais medo de parecer diferente e de ser criticado por aquilo que pode parecer desfavorável ou fora de moda: os vossos coetâneos, e até os adultos, e particularmente os que parecem mais afastados do espírito e dos valores do Evangelho, têm uma profunda necessidade de ver alguém que ousa viver segundo a plenitude da humanidade manifestada por Jesus Cristo.”

“Nenhuma vida é sem importância e sem sentido; pelo contrário, senti-vos todos verdadeiramente importantes, protagonistas, porque estais no centro do amor de Deus.”



“Devemos ter o coração aberto pela presença de Deus. A celebração litúrgica e o diálogo aberto com Cristo são momento de força na fé e onde Deus se revela.”

“A nossa fé não propõe um conjunto de proibições morais, mas sim um caminho jubiloso à luz do sim de Deus.”

“Seguir Cristo significa sentir-se membro vivo do seu Corpo que é a Igreja. Não é possível dizer-se discípulo de Jesus se não se ama e não se segue a Igreja. A Igreja é a nossa família, na qual o amor é para o Senhor e para os irmãos, sobretudo na participação da Eucaristia, que faz experimentar a alegria de poder provar desde já a vida futura que será toda iluminada do Amor.”


Bento XVI,este fim-de-semana em Loreto (Itália), diante de 500 000 jovens.

sábado, 1 de setembro de 2007

Humildade

«Filho, em todas as tuas obras procede com humildade
e serás mais estimado do que o homem generoso.
Quanto mais importante fores, mais deves humilhar-te
e encontrarás graça diante do Senhor.
Porque é grande o poder do Senhor
e os humildes cantam a sua glória.»
Sir 3,19-21

«Quem se exalta será humilhado
e quem se humilha será exaltado.»
Lc 14, 11



Ser humilde significa assumir com simplicidade o nosso lugar, pôr a render os nossos talentos, mas sem nunca humilhar os outros ou esmagá-los com a nossa superioridade.
Significa pôr os próprios dons ao serviço de todos, com simplicidade e com amor.

Jesus, manso e humilde de coração,
faz o meu coração semelhante ao teu!