Dom total ao Reino
Pelo caminho, alguém disse a Jesus:«Seguir-Te-ei para onde quer que fores».Jesus respondeu-lhe:«As raposas têm as suas tocase as aves do céu os seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça». Depois disse a outro: «Segue-Me».Ele respondeu:«Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai».Disse-lhe Jesus:«Deixa que os mortos sepultem os seus mortos;tu, vai anunciar o reino de Deus». Disse-Lhe ainda outro:«Seguir-te-ei, Senhor;mas deixa-me ir primeiro despedir-me da minha família».Jesus respondeu-lhe:«Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus».
Lc 9, 57-62
Não podemos ver estas exigências como normativas: noutras circunstâncias, Cristo mandou cuidar dos pais (cf. Mt 15,3-9); e os discípulos – nomeadamente Pedro – fizeram-se acompanhar das esposas durante as viagens missionárias (cf. 1 Cor 9,5)… O que estes ensinamentos pretendem dizer é que o discípulo é convidado a eliminar da sua vida tudo aquilo que possa ser um obstáculo no seu testemunho quotidiano do Reino. (...)
O “caminho do discípulo” é um caminho exigente, que implica um dom total ao Reino. Quem quiser seguir Jesus, não pode deter-se a pensar nas vantagens ou desvantagens materiais que isso lhe traz, nem nos interesses que deixou para trás, nem nas pessoas a quem tem de dizer adeus… O que é que, na nossa vida quotidiana, ainda nos impede de concretizar um compromisso total com o Reino e com esse caminho do dom da vida e do amor total?

Eu (nome...)
Ó Coração de amor,













