quarta-feira, 30 de maio de 2007
segunda-feira, 28 de maio de 2007
A Igreja é una, santa, católica, apostólica e missionária
Podemos dizer, portanto, que a Igreja teve o seu início solene com a vinda do Espírito Santo. Nesse extraordinário acontecimento, podemos ver as características essenciais da Igreja:a Igreja é una, como a comunidade de Pentecostes, que estava unida na oração com “um só coração e uma só alma” (Actos 4, 32).
A Igreja é santa, não por seus méritos, mas porque, animada pelo Espírito Santo, tem o olhar fixo em Cristo, para viver conforme Ele e seu amor.
A Igreja é católica, porque o Evangelho está destinado a todos os povos e por esse motivo, já desde o início, o Espírito Santo faz com que fale todos os idiomas.
A Igreja é apostólica, já que - construída sobre o alicerce dos apóstolos - custodia fielmente seu ensinamento através da corrente ininterrupta da sucessão apostólica.
Além disso, a Igreja, por sua própria natureza, é missionária, e desde o dia de Pentecostes o Espírito Santo não deixa de conduzi-la aos caminhos do mundo, até os últimos confins da terra e até o final dos tempos.»
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sábado, 26 de maio de 2007
Vinde Espírito Criador
Vinde Espírito Criador, visitai as almas vossas,
enchei da graça do alto, os corações que criastes.
Sois chamado Consolador, o dom de Deus Altíssimo,
fonte viva, fogo, caridade, e unção espiritual.
Sois formado de sete dons, o dedo da direita de Deus,
Solene promessa do Pai que inspira as palavras.
Iluminai os sentidos, infundi o amor nos corações,
fortalecei para sempre os nossos corpos enfermos.
Afastai o inimigo, dai-nos a paz sem demora,
e assim guiados por Vós, evitaremos todo o mal.
Fazei-nos conhecer o Pai, e revelai-nos o Filho,
para acreditar sempre em Vós, Espírito que de ambos procedeis.
Glória seja dada ao Pai, e ao Filho que da morte ressuscitou,
e ao Espírito Paráclito, pelos séculos dos séculos. Amen.

Veni, Creator Spíritus, mentes tuórum visita,
imple supérna grátia, quae tu creásti péctora.
Qui díceris Paráclitus, altíssimi donum Dei,
fons vivus, ignis, cáritas, et spiritális únctio.
Tu septifórmis múnere, dígitus paternae déxterae,
tu rite promíssum Patris, sermóne ditans gúttura.
Accénde lumen sénsibus; infunde amórem córdibus,
infírma nostri córporis virtúte firmans pérpeti.
Hostem repéllas lóngius, pacémque dones prótinus;
ductóre sic te praevio vitemus omne noxium.
Per te sciámus da Patrem, noscamus atque Filium;
teque utriúsque Spíritum credamus omni témpore.
Deo Patri sit glória, et Fillio, qui a mórtuis
surréxit, ac Paráclito, in saeculórum saecula. Amen.
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quinta-feira, 24 de maio de 2007
Como uma bela pomba branca...
«Como uma bela pomba branca que sai do meio das águas e vem sacudir as suas asas sobre a terra, o Espírito Santo sai do oceano infinito das perfeições divinas e vem bater asas sobre as almas puras, para verter nelas o bálsamo do amor.
Sem o Espírito Santo, somos semelhantes a uma pedra no caminho. Pegai numa mão uma esponja impregnada de água e na outra, uma pedrinha; apertai-as da mesma forma; nada sairá da pedrinha e da esponja sairá água em abundância. A esponja, é a alma cheia do Espírito Santo, e a pedrinha, é o coração frio e duro onde o Espírito Santo não habita.
É o Espírito Santo que forma os pensamentos no coração dos justos e que gera palavras nas suas bocas. Aqueles que possuem o Espírito Santo não produzem nada de mau; todos os frutos do Espírito Santo são bons… Quando o Espírito Santo está em nós, o coração dilata-se, mergulha no Amor divino.
Dever-se-ia dizer cada manhã: ‘Meu Deus, enviai-me o vosso Espírito, que Ele me revele o que sou e quem sois’.»
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terça-feira, 22 de maio de 2007
Cautério suave da alma
O Espírito Santo é como cautério suave da alma, “porque como afirma Moisés no Deuteronómio: 'O Senhor nosso Deus, é um fogo devorador' (Dt 4, 24), isto é, um fogo de amor.
Ele tem uma força infinita, podendo, de modo inefável, consumir e transformar em Si a alma que tocar.
Porém, a cada um queima e consome conforme a encontra preparada: a umas mais, a outras menos; e fá-lo quanto, como e quando quiser.
Sendo um fogo de amor infinito, quando quer tocar a alma com mais força, abrasa-a em alto grau de amor que ela se sente arder acima de todos os ardores do mundo. (…)
Este fogo de Deus tão ardente e devorador, capaz de destruir mais depressa mil mundos do que o fogo da terra um fiapo de linho, não consuma nem destrua a alma em que assim arde!
Em vez de lhe causar qualquer tristeza, vai-a antes endeusando e deleitando à medida da força do amor, enquanto a abrasa e nela arde suavemente.”
São João da Cruz, Chama de amor viva
Cautério: Instrumento aquecido que queima tecidos orgânicos para favorecer a cicatrização.
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sábado, 19 de maio de 2007
Porque estais a olhar para o céu?
Ele virá do mesmo modo que o vimos ser elevado ao Céu.
Ele que Deus ressuscitou dos mortose colocou à sua direita,
acima de todo o Principado,
Poder, Virtude e Soberania,
acima de todo o nome que é pronunciado.
Ele que sofreu e ressuscitou dos mortos,
e que em seu nome,
é pregado o arrependimento
e o perdão dos pecados a todas as nações.
Disso somos testemunhas
Ele nos enviará Aquele que foi prometido pelo Pai,
a força do alto que nos revestirá.
Glória a Ele pelos séculos dos séculos!
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sexta-feira, 18 de maio de 2007
A Ascensão
Em Portugal, a solenidade da Ascensão do Senhor foi transferida para o 7º domingo pascal, apesar do seu dia originário ser o da quinta-feira da 6ª semana da Páscoa, quando se cumprem os quarenta dias depois da ressurreição, conforme o relato de São Lucas no seu Evangelho e nos Actos dos Apóstolos.
A Ascensão é mais um momento do único mistério pascal, que celebra a glorificação de Jesus, Aquele que por nós morreu na cruz, voltou à vida e está vivo para sempre, e que agora sobe ao céu à vista dos discípulos, isto é, em corpo, alma e na sua divindade, Cristo entra em comunhão plena e gloriosa com o Pai, vivendo totalmente d'Ele e n'Ele.
Mas Jesus não abandona os homens. Ele anuncia aos seus amigos a vinda do Espírito Santo e promete estar com eles até ao fim dos tempos para anunciar ao mundo o Evangelho da Salvação.
Após a subida ao céu de Jesus, Maria, sua Mãe, e os Apóstolos, permaneceram em oração, aguardando o Espírito Santo, o Consolador prometido pelo Senhor, que viria no dia de Pentecostes (50 dias após a Páscoa).
Dos 9 dias que separam as festas da Ascensão e do Pentecostes, à imitação da primeira comunidade cristã em oração no Cenáculo, nasceram na Igreja as novenas, que se tornaram num exercício de piedade popular de 9 dias seguidos, em visto à preparação de uma festa religiosa ou à procura de alcançar uma graça.
Os próximos 9 dias são então, como há 2000 anos atrás, um tempo propício para pedir,
com Maria e os Apóstolos,
que o Pai mande o Espírito Santo aos nossos corações e sobre a Igreja,
para que o mesmo Espírito nos ensine todas as coisas,
encaminhando-nos para a verdade e uma vida que testemunha o Evangelho,
tudo, em nome de Jesus, o Filho que subiu ao céu,
e que agora vive e reina com o Pai pelos séculos dos séculos.
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quarta-feira, 16 de maio de 2007
Essa luz tão grande
«Gostei muito de ver o Anjo, mas gostei mais de Nossa Senhora. Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor, naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus! Mas Ele está tão triste, por causa de tantos pecados! Nós nunca havemos de fazer nenhum.»
«Esta gente fica tão contente só por a gente lhe dizer que Nossa Senhora mandou rezar o terço e que aprendesses (Lúcia) a ler! O que seria, se soubessem o que Ela nos mostrou em Deus, no seu Imaculado Coração, nessa luz tão grande!» 
«Nós estávamos a arder, naquela luz que é Deus, e não nos queimávamos. Como é Deus!!! Não se pode dizer! Isto sim, que a gente nunca pode dizer! Mas que pena Ele estar tão triste! Se eu O pudesse consolar!»
«Gosto mais de rezar sozinho, para pensar e consolar a Nosso Senhor que está tão triste.»
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segunda-feira, 14 de maio de 2007
Rezem o Terço todos os dias
Nossa Senhora aos pastorinhos a 13 de Maio de 1917
«Todas as pessoas de boa vontade podem e devem, diariamente, rezar o seu Terço. E para quê? Para nos pormos em contacto com Deus, agradecer os seus benefícios e pedir-Lhe as graças de que temos necessidades. É a oração que nos leva ao encontro familiar com Deus, como o filho que vai ter com o seu pai para lhe agradecer os benefícios recebidos, tratar com ele os seus assuntos particulares, receber a sua orientação, a sua ajuda, o seu apoio e a sua bênção.Dado que todos temos necessidade de orar, Deus pede-nos, digamos como medida diária, uma oração que está ao nosso alcance: a oração do Terço, que tanto se pode fazer em comum como em particular, tanto na igreja diante do Santíssimo Sacramento como no lar em família ou a sós, tanto pelo caminho quando de viagem como num tranquilo passeio pelos campos.»
Irmã Lúcia – Apelos da Mensagem de Fátima
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sábado, 12 de maio de 2007
Faremos nele a nossa morada
’Quem Me ama guardará a minha palavra, e meu Pai o amará; nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada’ (Jo 14, 23). É a posse de Deus, e nós mergulhados em Deus; é o amor de Deus em nós, comunicado pela presença das Três Pessoas divinas, que nos hão-de levar a viver submersos no oceano da vida sobrenatural, seguindo sempre o caminho apontado pela luz da palavra de Deus.»
Santíssima Trindade, eu Vos adoro.
Meu Deus, meu Deus,
Pastorinhos de Fátima
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sexta-feira, 11 de maio de 2007
No Brasil, Bento XVI aos jovens
Sede os apóstolos dos jovens. Convidai-os para que venham convosco, façam a mesma experiência de fé, de esperança e de amor; encontrem-se com Jesus, para se sentirem realmente amados, acolhidos, com plena possibilidade de realizar-se. Que também eles e elas descubram os caminhos seguros dos Mandamentos e por eles cheguem até Deus. Podeis ser protagonistas de uma sociedade nova se procurais pôr em prática uma vivência real inspirada nos valores morais universais, mas também um empenho pessoal de formação humana e espiritual de vital importância.»Labels: Bento XVI, Evangelização e Missão, Juventude
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Maria vive da palavra de Deus
«Maria era, por assim dizer, "em casa" na palavra de Deus, vivia da palavra de Deus, estava imbuída da palavra de Deus. Na medida em que falava com as palavras de Deus, pensava com as palavras de Deus, os seus pensamentos eram os pensamentos de Deus, as suas palavras as palavras de Deus. Era invadida pela luz divina e por isso era tão esplêndida, tão bondosa, tão radiante de amor e de bondade. Maria vive da palavra de Deus, é inundada pela palavra de Deus. E este “estar” imersa na palavra de Deus, este “ser” totalmente familiar com a palavra de Deus, dá-lhe também a luz interior da sabedoria. Quem pensa com Deus pensa bem, e quem fala com Deus fala bem. Tem critérios de juízo válidos para todas as coisas do mundo. Torna-se sábio, prudente e, ao mesmo tempo, bom: torna-se também forte e corajoso, com a força de Deus que resiste ao mal e promove o bem no mundo. Labels: Bento XVI, Maria, Palavra de Deus
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Rostos do amor de Deus
Gn 1, 27

«Deus criou cada um de nós, cada ser humano, para algo maior: amar e ser amado. Porquê que Deus nos criou, uns, homens, outros, mulheres? Porque o amor de uma mulher é um dos rostos do amor de Deus. O amor de um homem é outro rosto desse mesmo amor. O homem e a mulher são ambos criados para amar, mas cada um de maneira diferente; homem e mulher completam-se, e os dois juntos manifestam o amor de Deus muito melhor do que eles poderiam separadamente.
A capacidade especial de amor que têm as mulheres não é mais do que aparente quando vêm a serem mães. A maternidade é o dom de Deus feito às mulheres. Como devemos estar agradecidos a Deus por esse dom que traz uma tão grande alegria ao mundo inteiro, aos homens como às mulheres.»
Beata Teresa de Calcutá
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sábado, 5 de maio de 2007
Amar como Ele
«Quando Jesus proclamou aos apóstolos um mandamento novo, o seu mandamento, como lhe chama a seguir, já não é de amar o próximo como a si mesmo que fala mas de o amar como Ele, Jesus, o amou, como amará até à consumação dos séculos…
* no texto original, Teresa fala das irmãs do convento, mas aqui, para dar um carácter mais universal à oração da jovem carmelita, optei por colocar “irmãos”.
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sexta-feira, 4 de maio de 2007
Aprender Cristo de Maria
«Cristo é o Mestre por excelência, o revelador e a revelação. Não se trata somente de aprender as coisas que Ele ensinou, mas de o aprender a Ele. Nisto, porém, qual mestra mais experimentada do que Maria? Se do lado de Deus é o Espírito, o Mestre interior, que nos conduz à verdade plena de Cristo, de entre os seres humanos, ninguém melhor do que Ela conhece Cristo, ninguém como a Mãe pode introduzir-nos no profundo conhecimento do seu mistério. (…) Percorrer com Ela as cenas do rosário é como frequentar a “escola” de Maria para ler Cristo, penetrar nos seus segredos, compreender a sua mensagem.»

Ó Maria, Mãe de Cristo,
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quarta-feira, 2 de maio de 2007
A vida de Nazaré
O Irmão universal, Carlos de Foucauld, assim escreveu:
«Jesus diz-nos: 'Em Nazaré, passo os anos da minha infância, da minha adolescência, da minha juventude… É por vosso amor que levo aí a vida que levo (…). O que é que vos ensino? Ensino-vos a viver do trabalho das vossas mãos para não ser pesado a ninguém, e ter com que dar aos pobres, e dou a este género de vida uma beleza incomparável, que nenhuma outra tem, senão a do trabalhador evangélico, a da minha imitação… os que vivem do trabalho das suas mãos e os que pregando o Evangelho vivem de esmolas imitam-me'.»

Aos leigos da sua associação, ele recomenda:
«Os de entre eles cujo trabalho é sobretudo intelectual deverão juntar a ele, pelo menos durante alguns instantes por dia, um trabalho manual inferior e humilde, para se elevarem por esta imitação do "operário filho de Maria", para viverem alguma coisa do santo Evangelho, para compreenderem o Evangelho, que se compreende não entendendo-o, mas praticando-o.»
«Tenhamos uns pelos outros os pensamentos, as palavras, as acções que estão de acordo com o lar de Nazaré, diante da Virgem Santa e São José, aos pés de Jesus.»
Desta forma, o Beato Carlos de Foucauld faz-nos dizer a Jesus: «A tua vida de Nazaré pode levar-se por toda a parte: leva-a ao lugar mais útil para o próximo.»
Labels: Carlos de Foucauld, Maria, São José, Trabalho, Vida Humana
