Bento XVI e a pobreza
Há poucos dias, foi revelada uma carta que Bento XVI enviou à chanceler da República Federal Alemã, Angela Merkel, ao assumir a presidência da União Europeia e do G8, na qual lhe pede manter como prioridade a luta contra a pobreza, em particular na África.
“Alegra-me o facto de que o tema «pobreza» está agora na ordem do dia dos países do G8 com uma referência explícita à África. Este tema, de facto, merece a máxima atenção e prioridade para benefício dos Estados pobres, assim como dos ricos. (…)
A Santa Sé sublinhou repetidamente que os governos dos países mais pobres têm, por sua parte, a responsabilidade do bom governo e da eliminação da pobreza, mas que nisso é irrenunciável uma activa colaboração por parte de todos os sócios internacionais. Não se trata de uma tarefa extraordinária ou de concessões que poderiam ser abandonadas por causa de importantes interesses nacionais. Dá-se mais um grave e incondicional dever moral, baseado na pertença comum à família humana, assim como na comum dignidade e destino dos países pobres e ricos, que no processo de globalização se desenvolvem de uma maneira cada vez mais intimamente ligada. (…)
É necessário tomar também medidas a favor de um rápido cancelamento, completo e incondicional, da dívida externa dos países pobres altamente endividados e dos países menos desenvolvidos. Desta forma, hão de tomar-se medidas para que estes países não acabem de novo em uma situação de dívida insustentável. (...)
Depois, são necessários importantes investimentos no campo da pesquisa e do desenvolvimento de remédios para o tratamento da Sida, da tuberculose, da malária e de outras doenças tropicais. Os países industrializados têm de enfrentar a urgente tarefa científica de criar finalmente uma vacina contra a malária. Desta forma, é necessário pôr à disposição tecnologias médicas e farmacêuticas, assim como conhecimentos derivados da experiência no campo da saúde, sem pretender, em troca, exigências jurídicas ou económicas.
Por último, a comunidade internacional tem de seguir trabalhando por uma redução significativa do comércio de armas, legal ou ilegal, do tráfico ilegal de matérias-primas preciosas e da fuga de capitais dos países pobres, e tem de comprometer-se na eliminação tanto de práticas de lavagem de dinheiro como da corrupção dos funcionários nos países pobres. (…)
Membros de diferentes religiões e culturas de todo o mundo estão certos de que alcançar o objectivo da eliminação da pobreza extrema antes do ano 2015 é uma das tarefas mais importantes de nosso tempo. Compartilham também a convicção de que esta meta está ligada indissoluvelmente à paz e à segurança no mundo.”
O teu rebanho tem outro nome…Igreja.



O número cada vez maior de fiéis que acorrem a Roma para o escutar é a demonstração tangível de quanto o povo cristão, e não só, aprecia os ensinamentos de Bento XVI, a profundidade unida á simplicidade, a clareza de exposição unida à profundidade da sua teologia.


A sua vida, aparentemente muito simples, escondia uma vida riquíssima de união com Deus. Desde a sua tenra idade, a irmã Faustina desejava ser uma grande santa, e assim correspondeu. Colaborava com a graça de Jesus na salvação dos pecadores até ao ponto de oferecer a sua vida em holocausto por eles. A sua vida religiosa era impregnada de sofrimentos mas também de graças extraordinárias…místicas.
No início da Vigília Pascal, o círio pascal é aceso no fogo novo benzido pelo sacerdote. Ornamentado de uma cruz, com as inscrições “alfa e ómega” e os algarismos do ano corrente, ele simboliza Cristo ressuscitado, luz do mundo, Senhor do tempo e da eternidade. Cinco grãos de incenso lhe são colocados em forma de cruz, símbolos das cinco chagas, doravante gloriosas, de Cristo. Cada um dos fiéis acende a sua vela da chama do círio pascal, sinal que a luz de Cristo é para todos e é transmitida de crente para crente a partir do próprio Cristo. Ele é levado em procissão, na frente do cortejo, e é aclamado três vezes: “A luz de Cristo! Graças a Deus!” Ao longo do Tempo Pascal, o círio será acendido em todas as celebrações litúrgicas para sinalizar a presença do Ressuscitado no meio dos seus. Ele acompanhará a vida do homem, desde o baptismo ao funeral porque Cristo é Emanuel, Deus connosco.




Comemos apressadamente. Logo depois, subimos até à igreja do Jardim das Oliveiras. Ficámos lá até à meia-noite. Cantámos, rezámos, ouvimos os trechos do evangelho que narram o último diálogo de Jesus com seus amigos.
Depois, continuámos a descida, todos a pé, pequenos e grandes. Íamos vagarosamente porque todos estavam cansados. Ainda era noite escura. Chegámos ao lugar onde Jesus foi preso. Havia pelos menos duzentos archotes que alumiavam. Ouvimos o relato da captura de Jesus. Ninguém conseguia conter as lágrimas. Eram clamores e gemidos que se faziam ouvir de longe.
Na Exortação “Sacramento da Caridade”, Bento XVI recorda mais uma vez a coragem dos cristãos perseguidos e que a liberdade religiosa é um direito fundamental do homem em qualquer parte do mundo: