quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Dom Bosco

“É fácil ser santo: sê alegre, sê fiel aos teus deveres, quer nos teus estudos, quer nas tuas devoções, e vai ter com os outros.”

São João Bosco nasceu no norte de Itália, em 16 de Agosto de 1815.
A sua mãe Margarida (que brevemente deve ser beatificada) educou-o na fé e na prática coerente da mensagem evangélica.
Tinha apenas nove anos quando um sonho lhe fez intuir que deveria dedicar-se à educação da juventude. Ainda pequeno, começou a entreter os companheiros com jogos que alternava com a oração e a instrução religiosa.
Ordenado sacerdote, escolheu como programa de vida, "Dai-me almas e levai o resto", e deu início ao seu apostolado entre os jovens mais pobres e abandonados, fundando o Oratório e pondo-o sob a protecção de S. Francisco de Sales.
Morreu no dia 31 de Janeiro de 1888. No centenário da sua morte, João Paulo II declarou-o e proclamou-o Pai e Mestre da Juventude, determinando que "ele fosse honrado e invocado com este título, especialmente por quantos se reconhecem como seus filhos espirituais".

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

O respeito pela Criação

Os cientistas do nosso planeta andam preocupados…os homens, pelos vistos, não souberam nestas últimas 5 décadas estimar a Criação que Deus lhes confiou …e agora, todos andam preocupados com o futuro da Terra, e nalgumas zonas geográficas, Portugal não é excepção, já se pode claramente notar os estragos de um sobreaquecimento global devido à poluição humana.

Olhemos para o "pobrezinho de Assis", São Francisco, que foi uma criatura de paz e de bem, terno e amoroso. Amava os animais, as plantas e toda a natureza. Poeta, cantava o Sol, a Lua e as estrelas. A sua alegria, simplicidade e ternura lhe obtêm estima e simpatia, que faz dele um dos santos mais populares dos nossos dias. Ficou conhecido como o protector dos animais e, em 1979, foi proclamado pelo Papa João Paulo II como o "Santo Patrono dos Ecologistas".

Saibam os homens, contemplar e respeitar como Francisco de Assis, o grande mistério da Criação para assim tomarem consciência que todos são guardas e protectores daquilo que Deus entregou.


Vendo a obra, vejo Deus; sentindo Deus, sou Amor.

Oh!... Quantas coisas se escondem de mim,
de vós, de todos, filhos do Criador.
Sinto-me nada, ante a grandeza do universo;
sinto-me verme, pelas belezas que desconhece o meu coração.
Deus tem filhos no mar,
nas estrelas, no ar;
Deus tem filhos nas árvores e na terra.
Deus tem filhos até nas guerras.

Que beleza a função da natureza!...
Vejo a luz surgir no escuro,
vejo a vida perfeita nos monturos;
vejo o céu nas águas do mar,
vejo e sinto o Amor no amar.
Quando descanso, a natureza trabalha;
quando durmo, a natureza trabalha;
quando trabalho, a natureza trabalha;
Que sou eu?... Nada, diante desta batalha.

São Francisco de Assis

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

"Mil vezes mais contagiosos são a inconsciência, o egoismo e a cobardia."

Sabeis que dia foi comemorado ontem? O Dia Mundial da Pessoa atingida pela Lepra. O dia foi instituído em 1954 por Raoul Follereau (1903-1977), um cristão convicto, conhecido mundialmente pelo seu importante trabalho no combate à doença.
Não foi o dia mundial da doença ou de combate à doença… mas, o dia da pessoa portadora. Um sentido mais humano para a comemoração!
Além do título deste post, partilho convosco algumas palavras de Raoul Follereau:

"Amar sem agir não significa nada.”

"Aquilo que vos peço é muito pouco. Peço um avião bombardeiro a cada um, porque sei que este avião custa cinco milhões de francos. Eu calculei que com o dinheiro desses aparelhos de morte se poderiam curar todos os leprosos do mundo".
(Aos governantes dos E.U.A e da U.R.S.S)

“Dar sem amar é uma ofensa.”

“O tesouro que eu vos deixo, é o bem que não fiz.”

“A santidade é a graça de fazer humildes coisas sob o sinal da eternidade.”

sábado, 27 de janeiro de 2007

Não iludir a nossa responsabilidade

"Encontramo-nos perante um confronto rude e dramático entre o mal e o bem, entre a morte e a vida, entre a “cultura da morte” e a “cultura da vida”. Não nos encontramos somente “perante”, mas inevitavelmente “no meio” deste conflito: estamos todos activamente implicados, e não podemos iludir a nossa responsabilidade de fazer uma escolha incondicional em favor da Vida."

João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 28

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Carta a Deus

Pai, amo-Vos mais do que tudo.
Antes de tudo porque sois Aquele que pode dizer EU SOU.
E tê-lo descoberto nos meus 16 ou 17 anos fez com que, aos 93 anos, disso vivo.
Amo-Vos mais do que tudo porque:
ao homem que, no decorrer da evolução, não deixa de se achar suficiente, dais Jesus, o Verbo, para provar que o homem não é suficiente;
enquanto queremos numerar tudo, dais o inumerável, que se faz mais forte que a dúvida, na hóstia da Eucaristia;
à atmosfera sufocante, substituis o sopro, “spiritus”, do Espírito Santo que nasce da união do Pai e do Verbo que se amam e no qual nos mergulhamos.
Sim, Vós sois o meu amor.
Aguento viver tanto tempo pela minha certeza de que morrer é, que se acredite ou não, um Encontro.
Amo-Vos mais do que tudo.
Sim, mas…para ser um crente credível, é necessário que todos à minha volta saibam que não aceito, que nunca poderia aceitar, a permanência do Mal.
Ó SER, Vós sois Senhor do sustento ou da extinção da existência de tudo o que é.
Apesar de terdes o poder de acabar com ele, como entender que subsista o Mal?
A oração de Jesus não culmina em “livrai-nos do Mal”?
Obrigado, Pai, por me ajudar a recusar aquilo que seria batota, de “crer” como se fosse indiferente à perenidade do Mal, neste mundo e no do fora do tempo.
Acreditando, amando, só posso ser este “crente de qualquer maneira”, isto é, não entendendo.
Demasiados irmãos humanos ficam à beira de Vos amar, desviados pela necessidade desta “qualquer maneira”. Piedade por eles e piedade pelo o Universo.
Pai, espero desde há tanto tempo de viver na vossa total PRESENÇA que é, nunca duvidei, apesar de tudo, AMOR


Abbé Pierre, Outubro 2005


Neste dia em que foi sepultado o Abbé Pierre, porque não meditar esta carta, um dos últimos textos publicados pelo Fundador da Comunidade de Emaús.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Abbé Pierre


O “Abbé Pierre” era o quinto filho de uma família de cinco rapazes. Nasceu no dia 5 de Agosto de 1912 em Lyon. Quando tinha 15 anos, no decurso de um congresso de jovens cristãos em Assis, sentiu “a emoção indescritível” da revelação.

Em 1938 entrou no convento dos Capuchinhos, onde passou a chamar-se "Padre Filipe".
Trabalhou na catedral de Grenoble e na Alsácia, antes de se empenhar na Resistência durante a II Guerra Mundial – período em que ajudou muitas pessoas a fugir para a Suíça, sendo conhecido, na resistência, como "Abbé Pierre".

Em Novembro de 1949 fundou a associação Emaús, uma comunidade que se consagra à construção de casas provisórias para sem-abrigo, financiada pela revenda de objectos de recuperação.

Para a história fica o apelo do Abbé Pierre, no Inverno de 1954, a uma “insurreição da bondade”. Ao longo da sua vida, foi uma voz dos que não tinham voz e nunca cansou de criticar as condições precárias de habitação de milhões de pessoas e a “praga da indiferença”.

Numa França que quer colocar Deus num canto, votado ao esquecimento e ao desprezo, em que ser cristão…e católico, é a pior coisa que pode acontecer …e isso falo por experiência própria porque vivi lá, a figura do Abbé Pierre era um sacramento da caridade vivida por causa da fé em Cristo. Não é uma “caridade- assistência social” como hoje se pode ler na imprensa francesa bem laicista, mas de “caridade-amor” que procura o bem integral do homem através da vivência do divino e da promoção da vida e da actividade humana.

Que o Abbé Pierre rogue junto de Deus para que o coração de todos os homens se abre à caridade divina…pois afinal, Deus é o próprio Amor, esse Amor que nos amou primeiro e que devemos amar acima de todas as coisas para assim amar verdadeiramente os outros. Viver um amor sem Deus não é de certeza viver o Amor.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Como Tu queres, pelos meios que Tu quiseres.

Senhor Jesus,
que antes de morrer por nós,
oraste para que todos os teus discípulos fossem perfeitamente um,
como Tu no teu Pai e o teu Pai em Ti,
faz-nos sentir dolorosamente a infidelidade da nossa divisão.
Dá-nos a lealdade de reconhecer,
e a coragem de rejeitar tudo que está escondido em nós,
e que seja indiferença, desconfiança e mesma hostilidade mútua.
Concede-nos encontrar-nos todos em Ti
para que as nossas almas
e os nossos lábios elevem incessantemente a tua oração
para a unidade dos cristãos
tal como Tu a queres, pelos meios que Tu quiseres.
Em Ti, que és a Caridade perfeita,
faz-nos encontrar o caminho que conduz à unidade
na obediência ao teu amor e à tua verdade.
Amen



Esta linda oração foi composta pelo Abade Paul Couturier (1881-1953), um sacerdote francês que dará nos anos 30 do século XX um novo alento ao ecumenismo, abrindo-lhes as sendas de uma oração comum. Com ele, a semana anual de oração católica, que desde 1908 tinha como objectivo a conversão e o regresso dos irmãos separados, pôde tomar um carácter comum a todas as confissões cristãs e espalhar-se por todo o mundo.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

As vestes repartidas

O mundo já não é mais do que trevas.
No entanto, não ousaram rasgar a túnica sem costura.
Mas nós, cristãos, que fazemos?
Mesmo aos pés da cruz,
disputamos a túnica e apresentamos a Jesus,
não o cálice que todos partilham,
mas o fel das nossas separações.
Túnica sem costura, em Cristo, Igreja do Espírito,
não se pode rasgá-la.
Os santos, os justos, os mártires,
os criadores de vida e de beleza,
os perseguidos pela justiça
bordam sem cessar o seu tecido de luz.

Senhor, nós repartimos entre nós as tuas vestes.
Nós dispersámo-las a Leste e a Oeste,
a Norte e a Sul.
Faz-nos entender
que a diversidade dos olhares
não divide a luz.
Em segredo, a túnica permanece sem costura:
A comunhão dos santos e dos pecadores existe sempre.
Concede-nos descobri-la junto à cruz,
não na avidez que divide,
mas no amor pelo Homem das dores,
por todos os homens da dor.



Meditação da Via-Sacra em Roma 1998

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Limpeza do pó


“É verdade, geralmente, os nossos pecados são sempre os mesmos, mas fazemos limpeza das nossas habitações, dos nossos quartos, pelo menos uma vez por semana, embora a sujidade é sempre a mesma. Para viver na limpeza, para recomeçar; se não, talvez a sujeira não possa ser vista, mas se acumula. O mesmo vale para a alma, por mim mesmo, se não me confesso a alma permanece descuidada e, no fim, fico satisfeito comigo mesmo e não compreendo que me devo esforçar para ser melhor, que devo ir em frente. E esta limpeza da alma, que Jesus nos dá no Sacramento da Confissão, ajuda-nos a ter uma consciência mais ágil, mais aberta e também de amadurecer espiritualmente e como pessoa humana. Portanto, duas coisas: confessar é necessário somente em caso de pecado grave, mas é muito útil confessar regularmente para cultivar a pureza, a beleza da alma e ir aos poucos amadurecendo na vida.”

Bento XVI com as crianças da primeira comunhão – 15/10/2005


Visitem o blog da Joana, ela tem lá uma linda história sobre o pó que suja os nossos corações.

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Tradicionalmente, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é celebrada de 18 a 25 de Janeiro. Estas datas foram propostas em 1908 por Paul Wattson, abrangendo o período entre a festa de São Pedro e a de São Paulo. Esta escolha tem, portanto, um significado simbólico.

O tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2007 chega da experiência das comunidades cristãs da região de Umlazi, próxima de Durban, na África do Sul, e inspira-se da passagem do Evangelho segundo São Marcos: “Ele faz os surdos ouvirem e os mudos falarem (Mc 7, 37)”.

O Conselho Pontifício para a promoção da unidade dos cristãos convida assim a “orar pela unidade dos cristãos, buscando-a juntos e, também, a unir as nossas forças para dar uma resposta aos sofrimentos humanos”.

Este ano, além dos textos bíblicos e meditações propostos pelo grupo ecuménico africano, é sugerido aos cristãos do mundo inteiro lembrarem-se também das vítimas da SIDA nas suas orações.

Por isso, fazemos destes 8 dias um tempo de consciencialização da necessidade da unidade entre os cristãos, mas também de obrigação entre aqueles que confessam a Cristo como Senhor das suas vidas, de se unir para aliviar as feridas humanas de todo o género.




Intercessões pelas pessoas contaminadas pela Sida
(proposta pelo grupo ecuménico de África do Sul)

Ó Deus, nosso Pai, criador do céu e da terra, tem piedade de nós.
Ó Deus, o Filho, salvador do mundo, tem piedade de nós.
Ó Espírito Santo de Deus, advogado, guia e consolador, tem piedade de nós.
Ó Trindade santa, bendita e gloriosa, Três Pessoas e um só Deus, tem piedade de nós.

Deus nosso Pai, escuta a nossa oração por aqueles que são vítimas da Sida, aqueles que estão em perigo de morte. Concede-lhes o conforto de tua presença, faz com que eles procurem a tua face e encontrem a força em ti que és a fonte da vida.
Tem piedade e escuta nossa oração

Senhor Jesus, escuta nossa oração por aqueles que acabaram de descobrir que estão contaminados pelo vírus HIV mas que ainda não estão doentes. Recorda-lhes que eles têm ainda uma vida diante de si, faz com que eles encontrem em Ti a Vida, o Caminho e a Verdade. Jesus, Senhor da vida, escuta nossa oração.

Espírito Santo de Deus, escuta nossas orações por aqueles que cuidam dos doentes da Sida. Concede-lhes a certeza da presença do Pai e do amor de Jesus. Concede-lhes o teu conforto, dá-lhes a tua paz.
Espírito de santidade, escuta nossa oração.

Pai, nós te pedimos que todos nós escutemos teu apelo nestas circunstâncias, um apelo a ajudar os outros.
Nós te pedimos que todos façam penitência de suas imoralidades e modelem suas vidas sobre os conselhos que nos dá a tua Palavra.
Ajuda-nos a fim de que possamos viver de maneira responsável, pensando não somente em nós mesmos, mas também naqueles que estão ao nosso redor.
Nós te pedimos pelos cientistas e médicos que trabalham na pesquisa, em busca de um remédio para combater a Sida.

Nós te pedimos pela tua Igreja.
Guia-nos a fim de que possamos dar teu conforto àqueles que necessitam de ser apoiados.
Enche os nossos corações de tua compaixão para que os contaminados da Sida tenham a certeza de que a Igreja os ajudará;
Guia-nos a fim de que saibamos como ajudar aqueles que necessitam.
Nós te pedimos porque tua misericórdia por nós é imensa.
Senhor de misericórdia, escuta nossa oração.
Amen.


  • Subsídios para a SEMANA DE ORAÇÃO PARA A UNIDADE DOS CRISTÃOS e para todo o ano 2007 – Site do Vaticano
  • quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

    O Pai dos monges

    Santo Antão do Egipto é apelidado de Pai de todos os monges, considerado como o fundador do monaquismo cristão. É um dos mais conhecidos Padre do Deserto e um dos maiores Padres da Igreja celebrado por todas as confissões cristãs a 17 de Janeiro.



    É monge aquele que só olha para Deus,

    só deseja a Deus,

    só se entrega a Deus,

    e que, em paz com Deus,

    é causa de paz para os outros.


    São Teodoro Studita (759-826)

    terça-feira, 16 de janeiro de 2007

    Os grandes portugueses

    O primeiro canal televisivo de Portugal, inspirado de um programa da BBC, decidiu pedir aos telespectadores que elegessem os grandes portugueses da História. Em geral, a ideia foi achada interessante, lançou debate e polémica na nossa sociedade por causa de alguns nomes apresentados, suscitou e ainda deve suscitar por alguns tempos o interesse do público.
    Mas o que é um grande português?
    Cada um de nós terá a sua noção de grandeza e dos valores a que ela está sujeita, daí aparecer uma lista matizada de pessoas, com reis, rainhas, políticos, santos, padres, artistas, cientistas, médicos, operários…uma sociedade com todas as suas componentes “normais”.
    Um grande homem ou uma grande mulher, não medirá necessariamente 2 metros de alturas…aí seria um português grande, mas é alguém que transmite algo às pessoas, uma referência.
    Quando penso em grandeza, vem-me sempre ao pensamento o versículo do Evangelho segundo São Marcos (10, 43-44): “Quem quiser ser grande entre vós faça-se vosso servo, e quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se escravo de todos.”
    Este critério que Jesus coloca aos discípulos e a cada um de nós, o de servir para ser grande, e isso implica muitas outras virtudes, a maior delas o amor, foi o meu critério para votar no grande português…mas tenho a certeza que não há um único “grande-evidente”, mas muitos, conhecidos ou não, que marcaram a História do nosso país ou a história das vidas.
    O meu foi…adivinhem lá…homem do norte que viveu nos dois ultímos séculos passados e ficou nos 50 primeiros portugueses mais votados…mais não digo.
    Claro que havia outros nomes mas as regras eram de poder escolher um só por e-mail.



    “Ora se Eu vos lavei os pés, sendo Mestre e Senhor, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, como eu fiz, façais vós também.”
    Jo 13, 14-15



    Reparem no quadro, o ar zangado do Apóstolo Pedro e a dedicação de Cristo.

    segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

    O cantinho do amor

    "Como é doce o cantinho do amor. Sem dúvida, pode-se muito bem cair, podem-se cometer infidelidades, mas, sabendo o amor tirar proveito de tudo, bem depressa terá consumido tudo o que desagrada a Jesus, não deixando senão humilde e profunda paz no íntimo do coração…"
    Santa Teresa do Menino Jesus

    sábado, 13 de janeiro de 2007

    Oração

    Ó Maria, Mãe de Jesus,
    que intercedeste junto de teu Filho nas bodas de Caná,
    para que a festa e a alegria não fossem prejudicadas
    por causa da falta de vinho,
    roga pelas nossas necessidades e as do nosso mundo,
    para que todos possamos viver na felicidade.

    Tu que convidaste os servos das bodas a fazer tudo aquilo que Jesus lhes diria,
    ajuda-nos no presente a seguir o teu conselho de outrora, mas ainda tão actual,
    para que, ouvindo e cumprindo as palavras de teu Filho,
    vivamos na alegria da fé, na verdadeira esperança e na viva caridade.

    Amen.

    sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

    Palavras de: Madalena Hutin

    “Deus pegou-me pela mão e eu, cegamente, segui-O.”

    “Acreditai em mim, vós também, tomai Jesus por amigo…e deixai-O fazer, basta!”

    “Deus fez-se menino no presépio para que ninguém tenha medo d’Ele. Ele quis revelar o seu amor tomando a condição humana e trabalhando para nós.”

    “Desejaria que acreditásseis que é possível existir uma verdadeira amizade, um afecto profundo entre os seres que não são da mesma religião, da mesma raça, do mesmo meio… É necessário que o vosso amor cresça e se pinte de delicadeza. O amor generoso facilmente se encontra, mas o amor delicado e respeitoso para cada ser é raro.”

    “Não há mais belo ecumenismo do que o amor.”

    “Esta palavra (prestígio) tem a capacidade de me enfurecer (…) Fico sempre um pouco aborrecida quando me irrito, mas é talvez uma santa cólera para defender a dignidade daqueles que são menosprezados. Tento depois explicar, mais calmamente, que Cristo deu primeiro o exemplo e que traímos a nossa vocação se agimos de outra forma.”

    quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

    Rosto de: Madalena Hutin

    Madalena Hutin nasceu em Paris, no dia 26 de Abril de 1898.Desde jovem, desejava consagrar a sua vida a Deus. Aos 23 anos, descobriu a vida de Carlos de Foucauld, e nos seus escritos, reconheceu o ideal de vida com que sempre sonhara: "O Evangelho vivido, a pobreza total e, sobretudo, o amor."

    Depois de vinte anos de espera, pôde finalmente caminhar nas suas pegadas, seguindo Jesus de Nazaré. Foi viver para a Argélia e, no dia 8 de Setembro de 1939, fez a sua profissão religiosa, fundando assim a Fraternidade das Irmãzinhas de Jesus.

    Nas suas intensas meditações sobre a infância humilde, frágil e vulnerável de Cristo, pareceu-lhe apropriado Jesus Menino ser a inspiração e o modelo daqueles que desejariam testemunhar o amor divino entre os mais pobres do mundo.

    Para a congregação ser reconhecido inteiramente por Roma, foi necessário superar muitas dúvidas e críticas que se levantavam devido à originalidade da visão de vida consagrada que Madalena tinha. As “irmãzinhas” não eram nem contemplativas reclusas, nem estavam ligadas a actividades tradicionais de apostolado. Viviam em “pequenas fraternidades”, algumas com somente um par de irmãs, mantinham um compromisso intenso de oração contemplativa, e esforçavam-se em participar inteiramente na vida e na cultura do meio onde elas estavam inseridas, isto é, no meio dos mais pobres. Isto também significou o uso de um hábito simples de ganga adornado com uma cruz.
    Quanto aos malentendidos, Madalena dizia que “o mundo procurava mais a eficiência do que o discrição de uma vida escondida”, assim, “Belém e Nazaré permaneceriam sempre um mistério.”


    No começo, seguindo literalmente o exemplo do irmão Carlos de Foucauld, Madalena concebia a missão das irmãzinhas exclusivamente entre os muçulmanos da África do Norte. Foi lá que a congregação deitou raiz e floresceu. Mas gradualmente, Madalena ampliou a sua visão para uma missão universal, e assim as fraternidades espalharam-se por todo o mundo, atraindo mulheres de todas as nacionalidades.
    Antes da sua morte havia 280 fraternidade com 1400 irmãzinhas de 64 países diferentes. Estas irmãzinhas viajavam com as caravanas dos ciganos na Europa, viviam com os grupos nómadas do circo. Existiam comunidades entre os pigmeus de República dos Camarões, em vilas esquimós no Alasca, entre povos do Sudeste Asiático, nos subúrbios de Londres, de Beirute e de Washington. Mais tarde, Madalena sentiu-se chamada também em testemunhar o Evangelho nos países comunistas do bloco oriental. Numa carrinha, adaptada em “rolote” percorreu a Europa Oriental e a Rússia. Quietamente pode estabelecer fraternidades em muitos destes países. O objectivo das irmãzinhas não era evangelizar num sentido formal mas servir modestamente no meio do mundo num espírito de amor.

    Em 1949 a irmãzinha Madalena abandonou formalmente a liderança da congregação. Preferiu ter um papel informal, e ser mais “mãe” das suas irmãs, viajando constantemente, confiando a outros a administração de um família religiosa em expansão.
    Embora fosse mais vulnerável na sua juventude, permaneceu notavelmente robusta na sua velhice, continuando a fazer bem o seu trabalho manual, e viajando muito, até foi à China, mas as suas deslocações desgastaram-na, e após visitar em 1989 a União Soviética com 91 anos, morreu mais tarde nesse ano no dia 6 de Novembro
    .

    Hoje, a Irmãzinha Madalena de Jesus é um exemplo de oração, serviço, amor e concórdia para a humanidade.
    Em Portugal existem 3 Fraternidade de Irmãzinhas (Fátima, Chelas, Prior-Velho).

    quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

    “Quem usa de misericórdia para com alguém é sempre um mediador de Deus”

    D. António Marcelino, bispo emérito de Aveiro

    Felizes quem?

    A semana passada, estava a preparar a catequese 6 do 9º ano, que gira à volta do tema da felicidade, e deparei com estas “Bem-aventuranças” tão verdadeiras e sedutoras para a nossa sociedade, mas tão longe das que Jesus proclamou na montanha diante dos discípulos:

    Felizes os que promovem a guerra e a discórdia, porque fazem fortuna com a desgraça alheia.
    Felizes os que insultam, caluniam e sobre o nome dos outros lançam lama, porque jamais serão responsabilizados.
    Felizes os que são ricos, porque nada lhes falta.
    Felizes os que roubam, fogem aos impostos e não declaram os seus rendimentos, porque jamais serão punidos.
    Felizes os maldosos e os mentirosos, porque semeiam a confusão e escapam sempre.
    Felizes os que comem e bebem em excesso, porque aproveitam a vida.
    Felizes os que perseguem e maltratam, porque são donos e senhores do mundo.
    Felizes os que exploram, porque alcançam os seus objectivos.
    Felizes os agressivos e brigões, porque a eles ninguém incomoda.
    Felizes os que possuem um título académico, porque todos os respeitam.
    Felizes os que são importantes e famosos, porque todos os admiram.
    Felizes os que matam, porque sabem defender-se.
    Felizes os que seguem todos estes preceitos de modo exemplar, porque revelam um profundo desrespeito pela vida.

    Para um cristão, estas bem-aventuranças não podem ser um programa de vida, nem de felicidade.
    As Bem-aventuranças de Jesus, estas, “descobrem o fim da existência humana, o fim último dos actos humanos” porque “Deus chama-nos à sua própria felicidade.”
    Não é fácil imbuir-se do Sermão da Montanha quando estamos assaltados todos os dias pela nossa sociedade com imagens de “felicidade” que não são a verdadeira Felicidade…mas também acho que em qualquer tempo da História, nunca o foi.
    Este é mais um dos desafios que Jesus coloca à nossa frente…Ele gosta tanto desafiar-nos.




    Bem-aventurados os pobres em espírito,
    porque deles é o reino dos céus.


    Bem-aventurados os que choram,
    porque serão consolados.


    Bem-aventurados os mansos,
    porque possuirão a terra.


    Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
    porque serão saciados.


    Bem-aventurados os misericordiosos,
    porque alcançarão misericórdia.


    Bem-aventurados os puros de coração,
    porque verão a Deus.


    Bem-aventurados os pacificadores,
    porque serão chamados filhos de Deus.


    Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça,
    porque deles é o reino dos céus.


    Bem-aventurados sereis quando vos insultarem,
    vos perseguirem e, mentindo,
    disserem toda a espécie de calúnias contra vós.


    Alegrai-vos e exultai,
    porque será grande a vossa recompensa nos céus.

    (Mt 5, 3-12)


    Foto: Vista do Monte das Bem-aventuranças

    terça-feira, 9 de janeiro de 2007

    Vocação baptismal, vocação missionária

    "A todos os fiéis, responde o Concílio Vaticano II, como membros de Cristo vivo...têm o dever de cooperar na expansão e dilatação do seu Corpo, para o levar quanto antes à sua plenitude (Ef. 4, 13). Por isso, todos os filhos da Igreja precisam de uma consciência viva da sua responsabilidade para com o mundo."
    A evangelização não está reservada unicamente à Hierarquia, mas "recai sobre todos os discípulos de Cristo o dever de difundir a fé, segundo a sua própria condição de vida."
    E este dever fundamenta-se no primeiro dos sacramentos da fé.
    Todos os leigos cristãos, precisamente em virtude do Baptismo, são chamados por Deus a um apostolado efectivo: "A vocação cristã é, por sua própria natureza, também uma vocação ao apostolado."
    É uma vocação baseada na própria graça baptismal.
    Incorporados em Cristo, por meio do Baptismo, os cristãos participam do ministério sacerdotal, profético e real de Cristo.


    Mensagem de João Paulo II para o dia Mundial das Missões - 1987

    segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

    O Baptismo de Cristo

    No teu baptismo no Jordão, Senhor,

    manifestou-se a adoração da Trindade;

    pois a voz do Pai deu testemunho,

    chamando-te Filho bem amado;

    e o Espírito, sob forma de pomba,

    confirmou a verdade desta palavra.

    Ó Cristo Deus que te manifestaste e iluminaste o mundo:

    Senhor, glória a Ti!



    Liturgia Bizantina da festa do Baptismo de Cristo

    sábado, 6 de janeiro de 2007

    Os Magos do Oriente


    Pai Nosso,
    único rei digno deste nome,
    nós Te louvamos pelos sinais que nos guiam para Ti e,
    sobretudo, pelo teu Filho Jesus,
    estrela que em nós está sempre presente,
    em todos os instantes da nossa vida.

    Nós Te pedimos pela tua Casa,
    que é a tua Igreja,
    e por todas as suas comunidades:
    que o teu Filho Jesus nos guie
    através da nova estrela que é o teu Espírito
    presente nas nossas vidas.


    Animação litúrgica Dehoniana


    sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

    Jesus em mim pelo seu nome

    “São Paulo trazia o nome de Jesus na fronte porque o glorificava ao proclamá-lo a todos os homens, trazia-o nos lábios porque amava invocá-lo; nas mãos, porque amava escrevê-lo nas suas epístolas; no seu coração, pois o seu coração ardia de amor por ele. Ele no-lo-diz ele próprio: ‘Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim’.”


    São Tomás de Aquino

    quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

    A oração de Jesus

    A "oração de Jesus" é uma prática muito comum na Ortodoxia e ficou conhecida no Ocidente sobretudo por um escritor russo desconhecido, que escreveu o "Caminho do Peregrino".
    O herói do livro é um homem pobre que perde tudo o que possui devido a uma sequência de calamidades e parte para uma jornada, buscando aprender como "rezar incessantemente".
    Ele chega a um mosteiro onde aprende que orar não é uma ocupação da mente mas uma ocupação do coração. Lá ele aprende a rezar a "oração de Jesus" (ou “oração do coração”) até que ela se torne a música de fundo em tudo o que ele fizer e onde quer que vá. Uma vez que a oração se torna parte de seu espírito, ele reza inconscientemente por todo o dia e alcança seu objectivo de "orar sem cessar".

    A "oração de Jesus" em si mesmo é uma fórmula simples, "Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador". Geralmente ela é associada com a nossa respiração, de modo que ao inalarmos dizemos em voz alta ou silenciosamente, "Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus", e ao exalarmos, "tem piedade de mim, pecador".

    Na Internet, existem algumas meditações em português sobre a “oração de Jesus” que ajudarão certamente quem quiser aprofundar esta prática verdadeiramente evangélica.

  • Oração de Jesus – Oração centrante e Lectio divina

  • Oração de Jesus – Site ortodoxo "Ecclesia"
  • quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

    O nome de Jesus


    “O nome de Jesus é tão importante aos olhos de Deus, que Ele mesmo o impôs a Nosso Senhor e faz revelar desde a sua concepção, em vez de deixar a Maria e José o cuidado de dar o nome ao divino menino. Este nome de Jesus não é, pois, humano, mas divino: ele exprime um pensamento, uma vontade divina. Este pensamento é que Nosso Senhor deve ser salvador dos homens: de tal modo seu salvador que esta palavra salvador exprime com uma verdade, uma exactidão, uma perfeição divinas, o que Ele é, o que Ele foi sobre a terra; é para salvar que Jesus encarna, é para salvar que Jesus vive, pensa, fala, age; Jesus salva-nos morrendo por nós no Calvário. (…)
    Nós seremos tanto mais membros de Jesus quanto formos salvadores dos outros homens: de todos os homens, em cada instante da nossa existência, e quanto cada um dos nossos actos, pensamento, palavra e acção, forem mais úteis à salvação de todos os homens.”



    Beato Carlos de Foucauld em “O Espírito de Jesus”

    terça-feira, 2 de janeiro de 2007

    A dignidade da pessoa humana

    “Precisamente porque criado à imagem e semelhança de Deus, cada indivíduo humano, sem distinção de raça, cultura e religião, é revestido da mesma dignidade de pessoa. Deve portanto ser respeitado. Nunca razão alguma poderá justificar que se disponha dele a seu bel-prazer, como se fosse um objecto.”

    Carta de Bento XVI para o Dia mundial da Paz

    “O respeito por essa dignidade começa com o reconhecimento e com a tutela do seu direito a viver e a professar livremente a própria religião. À Santa Mãe de Deus dirigimos com confiança a nossa oração, para que nas consciências se desenvolva o sagrado respeito por cada pessoa humana e o firme repúdio da guerra e da violência.”

    Homélia de Bento XVI - 1 de janeiro